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terça-feira, outubro 29, 2024

ucraniana CCLXV - a fita sobre os coreanos e outras cenas cómicas

* O Pentágono, a Nato, a UE -- o pai-filho-espírito santo da Guerra da Ucrânia -- julgam assustar-nos (e assustam mesmo os mais débeis de entendimento) com a historieta dos dez mil soldados norte-coreanos exportados pelo rei da Coreia, como se aquilo interessasse para alguma coisa; é carne para canhão, como uns milhares de polacos (entre outros), alegada ou efectivamente mercenários, que estão na Ucrânia desde o princípio. Como é da História, várias vezes repetida (do Vietname a Cuba) os idiotas dos americanos lançam os adversários/inimigos nos braços dos outros, e depois queixam-se. 

* Quem acredita que o Joe Biden riscou alguma coisa na Guerra da Ucrânia, ponha o dedo no ar!   

* O Zelensky recusou-se receber Guterres. Mais uma medalha para Guterres.

* Entretanto, que raio veio cá fazer a Zelenska?...

* Na Geórgia, o "Ocidente" está também muito angustiado, tendo mesmo a francesa que ocupa a cadeira presidencial recusado aceitar a vitória do partido que está no poder. O Blinken pronunciou-se logo, o que é sempre sinal de envolvimento da CIA e doutras organizações beneméritas. Diz-se que é pró-russo. Só se fossem estúpidos não o seriam. E, que horror!, têm uma lei que obriga que as empresas que tenham acima de um determinado montante de capital estrangeiro o declarem, exactamente como sucede nos Estados Unidos e noutros países -- ultraje! Além disso, também têm para lá umas leis semelhantes às dos russos e dos húngaros (e dos polacos, mas esses já não interessa mencionar) que propõem proteger as criancinhas do manicómio woke e lgbt. Parece que lá é proibido ministrar "horas do conto" com leituras por drag queens, verdadeiro atentado à diversidade e à inclusão.

* Afinal, os russos são uns bárbaros e os norte-americanos la crème, não é verdade?

* Duas anedotas: nos tempos da Guerra Fria contava-se, com grande sucesso que na Rússia não havia homossexuais; então porquê? Resposta: "Eles não podem abrir a boca, quanto mais o cu!..." Em relação aos estadunidenses: "-- O que distingue um americano a mascar chiclete duma vaca?" "-- Hum?" "--O olhar inteligente da vaca."

* Despeço-me, com amizade e nenhuma paciência.

sexta-feira, outubro 25, 2024

o que vale é que Putin está isoladíssimo; o que vale é que temos lideranças europeias esclarecidas, verdadeiros estadistas / comentadores e alegados "jornalistas", está a chegar a hora do vómito

 





Eu só gostaria de ver alguns comentadores com a cara pintada de preto. Quanto à maioria dos alegados jornalistas, com orelhas de burro e virados para um canto.

(Não sei se repararam na expressão fúnebre do gabinete ucraniano reunido com o secretário da Defesa americano.)

sexta-feira, outubro 18, 2024

ouvir portugueses pró-ladrões a atacar Guterres dá-me voltas ao estômago

Não sou de patrioteirices, mas ouvir portugueses pró-ladrões a atacar Guterres, dá-me voltas ao estômago.

Não verto uma lágrima, era o que me faltava!, após ver as impressionantes imagens de Yahya Sinwar, antes de ser abatido como um bicho. Apesar da minha compreensão pela sua revolta (nasceu num campo de refugiados), abater civis pacíficos, como os massacres de que terá sido o cérebro, a 7 de Outubro do ano passado, é um crime indesculpável. Percebo a estratégia -- que funcionou, e continua --, mas quando os fins justificam os meios, o ser humano involui para o mais execrável dos animais.

Dito isto, não lamentarei se os actuais governantes israelitas -- ainda mais criminosos do que os assassinos do Hamas, pois assassinam para roubar a terra dos outros --, não me lamentarei se qualquer destes seres vier a ter destino idêntico.  Violência gera violência, mas é injusto que sejam só uns a comer pela medida grande.

quarta-feira, outubro 02, 2024

é para 'isto' que Israel tem direito a existir? tragicamente não é -- e há responsáveis

Como de costume, esta é uma guerra em que as vítimas e os inocentes são os povos: os palestinos, os israelitas, os libaneses. Não verto lágrimas nem por aiatolas xiitas nem por fanáticos religiosos, árabes ou judeus. Nada disto é preciso para reconhecer crimes quando ocorrem. 

Que o governo israelita é constituído por criminosos de diversa índole, é um facto. Que está à margem da lei ao ocupar território que não lhe pertence, é outro. 

Ao contrário do que se possa pensar, a política de Netanyahu é altamente lesiva para os interesses israelitas.

Alguém como eu, que sempre nutri uma forte simpatia por Israel, por varias razões, dou por mim a pensar: é para isto que Israel tem direito a existir? A resposta é simplicíssima: não tem -- ou deixou de ter. Quem não se dá ao respeito, não pode ser respeitado (banalidade acertadíssima); quem massacra civis põe-se do lado de fora da humanidade,  e isto serve para o Hamas, como para o governo israelita que -- tragicamente -- é composto por partidos que tiveram a maioria dos votos do eleitorado.

Como não se pode dizer que o eleitorado foi ao engano. Ao fim de mais de 30 anos de sabotagem dos Acordos de Oslo, com este Netanyahu à frente, o eleitorado israelita tornou-se co-responsável pela actuação reiterada do seu governo.

Resumindo: com esta actuação continuada, Israel perde a sua legitimidade primeira: a do direito à existência. Claro que isto não absolve os teocratas do Líbano e do Irão -- mesmo que estejam, supostamente, do lado do povo palestino -- ou seja, do lado certo, nesta altura do campeonato. Os teocratas do Irão são para ser derrubados e corridos a chicote lá para as alfurjas das mesquitas -- e, claro, não para serem substituídos por aventureiros chulos, como o último xá. O Irão tem na sua história, grandes e bons exemplos. 

Quanto à última diatribe deste governo israelita fora da lei contra Guterres, proibindo-o de entrar em Israel, tal é mais uma medalha para o secretário-geral da ONU. É que há acusações e animosidades que só nos dignificam. Ora, os indignos, pela sua própria natureza, são inaptos, jurídica e moralmente, de produzir conteúdo que seja entendido como tal. Ou seja: têm mais significado os latidos da minha cadela, do que as proclamações (ainda por cima com mentiras) do ministro dos estrangeiros israelita. Um bicho nunca pode ser desqualificado pelos seus actos; já um ser humano...  Quem, que não seja um tontinho, quer ver-se associado a uma quadrilha destas? 

sábado, dezembro 09, 2023

a propósito de António Guterres, o que menos interessa para agora

 Apenas para dizer que o Secretário-Geral da ONU honra os portugueses; e, já agora, desonra quantos o criticam na questão israelo-palestina.

quarta-feira, outubro 25, 2023

António Guterres é hoje a voz da decência

significando a indecência de quantos atacam ou criticam (talvez por inoportunas...) as suas declarações na ONU.

sexta-feira, julho 29, 2022

Vasco Gonçalves, a História não se apaga, ou da inevitabilidade de um monumento

A única desculpa que a Direita tem para este ataque de tosse pelo projectado monumento a Vasco Gonçalves, da autoria do grande Siza Vieira, é a circunstância de tratar-se de um protagonista da história recente (tal como Salazar -- cujo centro interpretativo em Santa Comba Dão, enquadrado por historiadores insuspeitos defendo e defenderei). Uma história com feridas recentes, paixões ainda à flor da pele.

Só que... A figura de Vasco Gonçalves agigantou-se de tal forma no tempo em que lhe coube agir -- os dicionários passaram a registar o termo "gonçalvismo" -- que os meses em que governou, nos idos de 1974-1975, acabam por ser um dos períodos mais significativos dum estado e de uma nação a cumprir 900 anos em 2028.

Ainda hoje passei os olhos -- tão em diagonal que só tenho uma vaga ideia do título -- por um textículo do inefável Camilo Lourenço, a luminária que disse algures que a História não interessava para nada... (um retrato deste país básico, iletrado, primário -- parece que tem milhares de seguidores nas "redes"...), que obviamnte se manifestava e tentava condicionar Carlos Moedas -- como, de resto, é o seu direito num país livre.

Só que... (outra vez), isto ultrapassa totalmente Carlos Moedas, os proponenentes e os opositores do que está em causa. Acreditem que daqui a 200 ou 500 anos, os manuais e os livros de História de Portugal irão falar de Vasco Gonçalves e do gonçalvismo -- período charneira e apaixonante que não é para simplismo e para simplórios -- e ninguém irá saber quem foi por exemplo Mota Pinto. Ou Guterres, Ou Durão Barroso. Ou Sócrates. Ou Passos Coelho -- a não ser os eruditos que estudam o período.

 Resumindo: um monumento -- estátua, busto, memorial, o que seja -- a Vasco Gonçalves com o traço de Álvaro Siza Vieira? É como se já lá estivesse, meus caros, agora ou mais adiante. 

segunda-feira, julho 25, 2022

afinal foram mesmo os russos (ucranianas CXIV)

 Ao contrário do que alvitrei há horas, os russos confirmaram o ataque ao porto de Odessa. Se se tratou de uma bravata, como o ataque a Kiev durante a presença do Sec-Geral da ONU e a Lviv quando Biden estava na fronteira da Polónia com a Ucrânia, foi arriscado e de mau gosto, no primeiro caso. Porém -- e este porém é importante --, tratando-se de objectivos militares unicamente visados -- um navio de guerra e uma quantidade de mísseis anti-navio -- não deixa de ser arriscado, mas está justificado, e não compromete o acordo dos cereais. Imagino que Guterres e Erdogan tenham tido um ataque de nervos cada um.

Quanto à conjectura que manifestei, estava errada mas podia estar certa. Não há anjos aqui.

terça-feira, maio 24, 2022

a guerra da Ucrânia vista à maneira do «Maus» (ucranianas XCIX)

 Maus, de Art Spiegelman, se bem se lembram, é uma novela gráfica que conta a história do pai, um sobrevivente de Auschwitz, sob a forma de animais antropomorfizados: os judeus eram ratos, gatos os nazis, e os polacos colaboracionistas, porcos.

Se animalizar os líderes desta guerra entre a Rússia e os Estados Unidos na Ucrânia, Biden será um lobo velho e Putin um urso; Boris Johnson, um porco, Ursula uma cadela, como o rafeiro do Borrell, Stoltenberg, assim como o Duda, da Polónia, chacais; Lukashenko, um facochero. Guterres, sei lá, um mocho ? Já Xi Jiping, esse tem sido um panda, come raízes de bambu e vê.

Em tempo: esquecia-me do Zelensly -- uma raposa, claro.


sexta-feira, abril 29, 2022

táctica asneirenta (ucranianas LXXVI)

 Se tivessem feito o mesmo quando se deu a visita da permanente figura de Úrsula, do speedy Borrell ou da louca de Malta, seria uma coisa; agora, durante a visita do secretário-geral da ONU?... 

Foi estúpido, e não ganharam grande coisa com isso. E isto não tem nada que ver com o facto de tratar-se de António Guterres, cuja acção foi até agora passível de crítica. Tinha sido giro fazê-lo com os dois patifes enviados pela cia. A fábrica de armamento podia ter sido destruída a qualquer hora. Não há grande paciência, de facto.

ucranianas

quarta-feira, janeiro 06, 2021

os debates (4)

Ana Gomes-João Ferreira. Quando ia a começar a haver debate, o tempo acabou. Alguém explica àquele tipo que debates não são entrevistas paralelas? Um inferno.

André Ventura-Tiago Mayan Gonçalves. O candidato liberal e o candidato de taberna. A incompatibilidade foi total e a clara. Já se esperava, mas esplêndido.

Marisa Matias-Vitorino Silva. Não houve debate, como era previsível. De qualquer modo, ficámos a saber que era o João XXI, é o Guterres e há-de ser o Tino.

quarta-feira, outubro 05, 2016

a vantagem imediata da eleição de Guterres já se fez sentir nos me(r)dia

Teria sido um sábado informativo com directos das exéquias do pobre Mário Wilson -- a quem o meu benfiquismo rende homenagem --, da casa mortuária, do cemitério, com convidados em estúdio para escalpelizar, dissecar, já que não era possível viviseccionar o percurso desse homem simples e com valor, que a bitola rasa dos me(r)dia quis vender como vulto.. Pelo meio, uns parcos apontamentos do 5 de Outubro. A vitória de Guterres veio salvar-nos dessa enxúndia pseudoinformativa.

Guterres!, Guterres! (Gondòmar.... Gondòmar...)

António Guterres, Alto-Comissário da ONU para os Reefugiados
caricatura de Acácio Simões
Extraordinária vitória pessoal de António Guterres (o mérito é essencialmente seu), da diplomacia portuguesa, liderada por Santos Silva e também de Marcelo.
Desejo que não tenha sido escolhido também pelas más razões, a de alguém pantanosamente dialogante, que não levanta grandes ondas. O Mundo não está para isso. No entanto, confio na sua inteligência e culura. Por outro lado, ele foi uma das caras em defesa dos refugiados. A sua eleição é, também por isso, interessante.
Quanto a Kristalina Georgieva, esperam-na trinta dias de férias. Que as goze bem, e mande bilhetes-postais a Junker e a Merkel.

sexta-feira, janeiro 22, 2016

A probabiblidade de Guterres ser o próximo secretário-geral da ONU é forte.

Para além do prestígio granjeado como Alto Comissário para os Refugiados, há 35 anos, desde o austríaco Kurt Waldheim, que nenhum europeu desempenha o cargo. Sucederam-lhe o peruano Javier Pérez de Cuéllar, o egípcio Boutros Boutros-Ghali, o ganês Kofi Annan e o sul-coreano Ban Ki-moon. 
A diplomacia portuguesa ressurge: ouvi na Antena 1 que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que não manifestaram oposição a esta eventual candidatura. Resta ver, a ser eleito, qual será a pedalada de Guterres, investido como uma epécie de sumo-pontífice laico da comunidade internacional.