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segunda-feira, junho 09, 2025

amanhã é feriado, vou perguntar ao Zelensky se está bom no Guincho

 Nos canais de bardanotícias aqui da parvónia, o Zelensky continua a ser um Churchill -- como disse, certo dia, o Fareed Zakaria... pouco importa que tenha sido uma marioneta de americanos e britânicos contra os ucranianos e com isso tenha deitado o seu país a perder, em função dos interesses americanos e não só (lembremos o papel de duas abjecções como Joe Biden e Boris Johnson no prolongar da guerra, para esvair a Rússia -- o verdeiro objectivo -- quando da primeira tentativa de acordos de paz).

Não especulo sobre as intenções deste bicho, se vai morrer de armas na mão, como seria sua obrigação, depois do mal que tem feito, ou se há alguma ponta de verdade no que dizem os seus detractores, sobre um eventual e bem esportulado enriquecimento ilícito -- não vou por aí, não me interessa, nem sequer é preciso...

Basta dizer que à conta da criatura e de quem a sustenta, a Ucrânia está como está, e a caminhar para muito pior. Mas, não contente com isso, seguindo à risca o gizado pela trupe neo-con do lado de lá do Atlântico, tem procurado, desde o princípio, envolver-nos a todos na guerra -- o que só não conseguiu ainda, não por bom-senso das lideranças europeias (meu deus, a nulidade do Costa, parece que engenheiro de pontes, é presidente do Conselho Europeu...), mas porque ainda não puderam. Mas há quem não descanse enquanto tal não suceder, não só do lado de lá, como, pasme-se, do lado de cá do Atlântico. Que imbecis, que vigaristas...

Para as notícias dos bardacanais, e os zeros que os dirigem, Zelensky, em vez de a sua acção ser abordada segundo um prima jornalístico (chamam àquilo jornalismo, certo?) -- ou seja: um político apanhado em determinadas circunstâncias, reagindo melhor ou pior de acordo com elas, o que nos dão é uma caricatura de propaganda reles, em que cada espirro e cada flato que o homem emane equivale a um tratado de clarividente liderança; ele tudo sabe, tudo vê, é um predestinado, um Churchill.




segunda-feira, fevereiro 20, 2023

olhò robot (ucranianas CLXIII)

 Ainda não pude ouvir os acontecimentos do dia, a visita de Biden a Kiev, depois de avisar os russos; para já esta originalidade de António Costa, uma cassete sem ponta por onde se pegue, repetindo a propaganda que pretende justificar o envolvimento europeu na guerra. Do alegado isolamento (a Rússia está isoladíssima, como se verifica), à ideia peregrina da derrota russa. Vê-se a que ponto ela está prestes a ser derrotada.

O que é trágico neste avatar robótico de Costa é o que revela, entre outras coisas, o como a UE, ao servir de peão dos interesses americanos, em vez de tentar manter uma independência crítica, apenas faz parte do problema e nunca de uma solução.

A guerra da Ucrânia, cada vez mais longe de uma solução diplomática -- seria neste tabuleiro que a UE deveria ter apostado (sem a má-fé que  se sabe agora esteve por detrás dos acordos de Minsk) --, (a guerra) só terá dois desfechos (afastada que julgo estar  a possibilidade de uma débâcle russa, a aposta americana): ou a capitulação da Ucrânia, que eu ardentemente desejo e espero que seja desta que os russos lhe inflija o golpe de misericórdia que a arraste para a mesa das negociações; ou a guerra com a Nato, tão desejada pelos falcões descerebrados do Pentágono e respectivos fantoches, convencidos que o conflito se restringirá à Europa -- desgraçados inconscientes!... E para isto servem todas as mentiras e truques com que nos bombardeiam de há um ano para cá, com a teia de cúmplices e idiotas úteis.

Quando Costa se presta a ser um mero papagaio, em vez de estadista, será co-responsável pela evolução que se der, se a guerra extravasar as fronteiras da Ucrânia (como o é Marcelo Rebelo de Sousa ao pôr-se em bicos de pés, atribuindo a Zelensky o Grande Penduricalho da Liberdade: serão co-responsáveis, pela sua fraqueza, mediocridade e ausência de grandeza políticas de terem mergulhado Portugal numa guerra que não lhe diz respeito, e que para dar aparência de que os nossos interesses enquanto estado e nação estão em jogo têm de ser coniventes com a mistificação que tem sido urdida ao longo do último ano -- a de que a Rússia representa uma ameaça militar para a Europa, em especial para os antigos países da União Soviética e do Pacto de Varsóvia, que integram a Nato.

Esta é, desde o princípio a conversa do Zelensky e de vários agentes do Pentágono. Por muito que Putin gostasse, ele nunca poderá arriscar atacar um país da aliança atlântica, pois sabe muito bem o que sucederia: a entrada directa em guerra com os Estados Unidos e os restantes países da organização ou seja, o suicídio. É um argumento que só funciona com ignorantes, com aqueles que ouvem as gordas no intervalo das telenovelas; mas como no QG Nato também sabem que nem toda a opinião pública é assim, um dos veios da propaganda foi a da alegada doença ou loucura de Putin, só isso podendo justificar um acto tão irracionalmente perigoso -- uma das muitas enxurradas de aldrabices com que nós cidadãos temos sido intoxicados. Como se vê, o Putin transpira irracionalidade por todos os poros e há palermas que vão atrás disto, como esse inenarrável Farred Zakaria, num dos mais boçais programas de informação , na CNN: Putin, um novo Hitler; Zelensky, um Churchill, valha.nos Nossa Senhora de Fátima, com Pastorinhos por atacado.

Quando vejo Costa e Marcelo mergulharem até ao pescoço nesta trampa nauseabunda, o asco é inevitável. Como digo desde o princípio, cá estarei para me penitenciar do erro de análise (e só deste), se Putin cair; mas amanhã ainda não será a véspera desse dia, pelo que, quem estiver à espera disso, suspeito que terá de esperar sentado. Até lá, os Estados Unidos continuarão a fazer guerra à Rússia até ao último ucraniano (algo que escrevo desde o início), esperemos que não até ao último europeu.

quarta-feira, julho 13, 2022

ucranianas (CX)

A Ucrânia não vai recuperar território nenhum, vai até perder mais -- a não ser que a Rússia colapse (como?, onde?, quando?...) -- cartada que os americanos jogaram e os ucranianos executam. Na conversa de "reconquista" do Zelensky só os ingénuos acreditam. Mais depressa os russos arrasam Kiev, se quiserem.

Estou a ouvir os palermas do costume: "pois, querem que a Ucrânia capitule..." Ora convém sempre dizer que foram os dirigentes ucranianos que meteram o país neste buraco, de onde já não vão sair ilesos, quando aceitaram fazer de joguete dos americanos. E, portanto, o país vai sempre ficar mal nisto: mais pequeno, mais pobre, com menos gente.

E porquê? Porque o Putin é especialmente perverso, louco, uma espécie de Hitler, como a propaganda mediática americana ao serviço do Pentágono (como aquela fraude do Zakaria da cnn internacional, etc.) procura confundir os pobres de espírito? Não forçosamente; mas talvez porque a estratégia dos falcões de "enfraquecer a Rússia" tenha ido demasiado longe ao crer abarbatar-se  com o território às portas do Kremlin.

"Quem são o invasor e o invadido?" A pergunta dirigida a mentecaptos, feita por incompetentes, terá desenvolvimento depois.

terça-feira, junho 21, 2022

querem tanto a guerra nos países dos outros, não sendo eles a morrer (ucranianas CV)

1. Neste momento, não dou nada pela Ucrânia. O Donbass é russo; o sul russo é. Veremos se os russos lhe deixam Kiev. Acredito que só se não puderem. Ter ali à porta os animais do Pentágono deve-lhes causar bastante comichão. E tratando-se daquelas hienas, têm toda a justificação, e também a minha simpatia quando os enxotam.

 2. A ideia transmitida pelas várias reportagens, que nas áreas da Ucrânia em guerra ficaram os pobres, os velhos e os agricultores, para quem fugir equivale a suicídio, aumenta com a percepção de certo tipo de regugiados que por aqui vejo, não sei se por viver e trabalhar em zonas privilegiadas ou turísticas. Este fim de semana no Guincho, com excepção de um carro familiar de classe média (não me lembro da marca, Opel? Toyota?...) que estava bastante sujo da poeira do deserto que se abateu por aqui, passam-me, com matrícula UA, um Porshe Cayenne, e um Ford Mustang descapotável; a estacionar à porta de casa, passa um Jaguar tipo suv, e outro cuja marca não consegui ver. Perto do meu local de trabalho, um Tesla, e depois um Range Rover, modelo actual. Em tempo: Soube também de um Bentley no Guincho; certamente de um oligarca. Bem sei que é uma amostra, mas são sempre os pobres e os mais fracos que suportam as guerras desta canalha. 

3. Por falar em canalhas, o rafeiro do Boris Johnson, visita Kiev de surpresa, mandados pelo dono americano, menos de 24 horas depois da troika europeia. Todos percebemos do que se trata.

4. Por falar em rafeiros, e para não haver confusões: tão rafeiro é o Boris Johnson dos americanos, como o Lukashenko o é dos russos, com a diferença de que este está do lado, não direi certo, mas menos errado.

5. Um pouco de poker: a Lituânia a fechar a fronteira com o enclave de Kaliningrado; o novo cemgfa inglês a avisar que a tropa deve habituar-se à ideia de voltar a combater no continente.

6. Um palhaço chamado Fareed Zakaria, ou comunicação de vendidos para analfabetos. Fica para outro post.

ucranianas