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sexta-feira, agosto 22, 2025

2 versos de Júlio Dantas

«Feliz de quem tem / Saudades dum bem.» 

«Endechas», Nada (1896)

domingo, outubro 01, 2023

1001 livros do Século XX - tópicos para outro livro, 1901

Eça de Queirós
1. João Lúcio de Azevedo, Os Jesuítas no Grão-Pará. 2Abel Botelho, Amanhã3. Raul Brandão, O Padre4. D. João da Câmara, A Rosa Enjeitada.  5. Eugénio de Castro, Depois da Ceifa.  6. Júlio Dantas, A Severa. 7. Carlos Malheiro Dias, Os Teles de Albergaria8. Augusto GilVersos. 9. Jaime de Magalhães Lima, Sonho de Perfeição 10. João Lúcio, Descendo. 11. Teixeira de Pascoais, À Ventura. 12. Teixeira de Queirós, A Caridade em Lisboa. 13. Eça de Queirós, A Cidade e as Serras (póstumo)

Brasil: Machado de Assis, Poesias Completas. Coelho Neto, Tormenta.

 Confronto: Sigmund Freud, Psicopatologia da Vida Quotidiana. Rudyard Kipling, Kim. Thomas Mann, Os BuddenbrookBeatrix Potter, A História de Pedrito Coelho. August Strindberg, O Sonho. Anton Tchékov, As Três Irmãs. Émile Zola, Trabalho. 

Prémio Nobel  Sully Prudhomme (1839-1907).


Columbano Bordalo Pinheiro

Contexto. Governo de Hintze Ribeiro legaliza a generalidade das ordens religiosas. João Franco forma o Partido Regenerador Liberal, cisão do Partido Regenerador. Desfile do 1.º de Maio em Lisboa. Congresso operário galaico-português em Tui. Fundação do Centro Académico da Democracia Cristã, Coimbra. Criação da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Imprensa: Serões (Adrião de Seixas). Pintura. Columbano Bordalo Pinheiro, A Luva Branca. José Malhoa, Retrato do Fotógrafo António Novais. Sousa Lopes, Engano de Alma, Ledo e CegoMúsica. Óscar da Silva, Dona Mécia.


Giuseppe Pellizza da Volpedo


Confronto. Paz de Pequim, indemnizações da China às potências ocidentais. Morte da rainha Vitória assinala fim de uma época. Assassínio do presidente americano William McKinley, pelo anarquista Leon Czolgoz ; ascensão do vice, Theodore Roosevelt.  Pintura: Giuseppe Pellizza da Volpedo, O Quarto EstadoPaul Gauguin, E o Ouro dos Seus CorposGustav Klimt, Judite e a Cabeça de HolofernesPablo Picasso, Yo, PicassoQuarto Azul. Ilya Repin, Retrato de Tolstói Descalço. Música: Edward Elgar, Marchas de Pompa e Circunstância #1 e #2. Gustav Mahler, Sinfonia#4. Serguei Rachmaninov, Concerto para piano #2. Ciência e tecnologia:  Santos Dumont contorna a Torre Eiffel em dirigível.

Bib: Fernando de Castro Brandão, Da Monarquia Constitucional à República -- 1834-1910. Uma Cronologia, Lisboa, Europress, 2003. Pedro Cardoso, As Informações em Portugal, Lisboa, Instituto de Defesa Nacional, s.d. Jean Delorme, As Grandes Datas do Século XIX [1985], Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d. Carlos da Fonseca, História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal -- I. Cronologia, Mem Martins, Publicações Europa-América, s.d. Eugénio Lisboa (dir.), Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vold. I-III, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1990-94. José Calvet de Magalhães, Breve História Diplomática de Portugal, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1990. Philippe Mellot e Claude Moliterni, Chronologie de la Bande Dessinée, Paris, Flammarion, 1996; César Oliveira, Salazar e o Seu Tempo, Lisboa, O Jornal, 1991, António Machado Pires, O Século XIX em Portugal -- Cronologia e Quadro de Gerações, Amadora, Livraria Bertrand, 1975. Daniel Pires, Dicionário Cronológico da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), Lisboa, Grifo, s.d. Rui Ramos (coord.) História de Portugal, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2009. Maria de Lourdes Rosa, «Cronologia», in José Mattoso, História de Portugal, Lisboa, Editorial Estampa, vol. 8, s.d. Vítor de Sá, Roteiro da Imprensa Operária e Sindical -- 1836-1986, Lisboa, Caminho, 1991; Joel Serrão, «Cronologia Geral da História de Portugal», Dicionário de História de Portugal, vol. VI, s.ed., Porto, Livraria Figuerinhas, 1984. Neville Williams, Cronologia Enciclopédica do Mundo Moderno [1966], Vols. II-IV, Lisboa, Círculo de Leitores, 1989.





quinta-feira, agosto 25, 2022

101 livros na mochila imaginária - parte II: 51-101

(a continuação desta lista)*


51. Rebelo da Silva (1822-1871), Contos e Lendas (1866) - 44 anos

52. Bulhão Pato (1828-1912), Memórias (1894-1907) - 66 anos

53. João de Deus (1830-1896), Campo de Flores (1893) - 63 anos 

54. Conde de Ficalho (1837-1903), Uma Eleição Perdida (1888) - 51 anos

55. Abel Botelho (1854-1917), Amanhã (1901) - 47 anos

56. Fialho de Almeida (1857-1911), Figuras de Destaque (1923)

57. Antero de Figueiredo (1866-1953), Além (1895) - 29 anos

58. Camilo Pessanha (1867-1926), Clepsidra (1920) - 53 anos

59. Carlos Malheiro Dias (1875-1941), Em Redor de um Grande Drama (1913) - 38 anos

60. José Duro (1875-1899), Fel (1898) - 23 anos

61. Júlio Dantas (1876-1962), Nada (1896) - 20 anos

62. António Patrício (1878-1930), Pedro, o Cru (1918) - 40 anos

63. Sarah Beirão (1880-1974), Triunfo (década de 1950)

64. João de Barros (1881-1960), Algas (1900) - 19 anos

65. João Sarmento Pimentel (1888-1987), Memórias do Capitão (1963) - 75 anos

66. Reinaldo Ferreira (Repórter X) (1897-1935), Memórias de um Ex-Morfinómano (1933) - 36 anos

67. João da Silva Correia (1896-1973), Farândola (1944) - 48 anos

68. João de Araújo Correia (1899-1985), Noite de Fogo (1974) - 75 anos

69. Maria Archer (1899-1982), Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938) - 39 anos

70. Fernanda de Castro (1900-1994), Cartas para Além do Tempo (1990) - 90 anos

71. João Gaspar Simões (1903-1987),  Elói ou Romance numa Cabeça (1932) - 29 anos

72. Soeiro Pereira Gomes (1909-1949), Esteiros (1941) - 32 anos

73. Castro Soromenho (1910-1968), Terra Morta (1949) - 39 anos

74. Manuel Tiago / Álvarfo Cunhal (1913-2005), Cinco Dias, Cinco Noites (1975) - 62 anos

77. Mário Dionísio (1916-1993), Terceira Idade (1982) - 66 anos

75. António José Saraiva (1917-1993), Maio e a Crise da Civilização Burguesa (1970) - 53 anos

76. Romeu Correia (1917-1996) , Calamento (1950) - 33 anos

77. Bernardo Santareno (1920-1980), O Pecado de João Agonia (1961) - 41 anos

78. Antunes da Silva (1921-1997), Suão (1960) - 39 anos

79. Carlos de Oliveira (1921-1981), Trabalho Poético (1976) - 55 anos

80. Francisco José Tenreiro (1921-1963), Ilha de Nome Santo (1942) - 21 anos

81. Agustina Bessa Luís (1922-2019), A Sibila (1954) - 32 anos

82. Eduardo Lourenço (1923-2020), O Labirinto da Saudade (1978) - 55 anos

83. Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013), Roteiro de Emergência (1966) - 43 anos

84. Alexandre O'Neill (1924-1996), No Reino da Dinamarca (1958) - 34 anos

85. José Cardoso Pires (1925-1998), Balada da Praia dos Cães (1982) - 57 anos

86. Jorge Reis (1926-2006), A Memória Resguardada (1990) - 64 anos

87. Luís de Sttau Monteiro (1926-1993), Angústia para o Jantar (1961) - 35 anos

88. António Alçada Baptista (1927-2008), Uma Vida Melhor (1984) - 57 anos

89. David Mourão-Ferreira (1927-1996), Um Amor Feliz (1986) - 59 anos

90. Alberto de Lacerda (1928-2007), Oferenda I (1984) - 56 anos

91. Herberto Helder (1930-2015), Ou o Poema Contínuo (2001) - 71 anos

92. Mário António (1934-1989), Amor (1960) - 26 anos

93. Pedro Tamen (1934-2021), Guião de Caronte (1997) - 63 anos

94. Álvaro Guerra (1936-2002), Café República (1982) - 46 anos

95. Artur Portela Filho (1937-2020), A Funda (1972-1977) - 35 anos

96. Fernando Assis Pacheco (1937-1995), Respiração Assistida (2003)

97. Armando Silva Carvalho (1938-2017),  Alexandre Bissexto (1983) - 46 anos

98. Vasco Pulido Valente (1941-2020), Às Avessas (1990)-- 49 anos

99. Eduardo Guerra Carneiro (1942-2004), A Noiva das Astúrias (2001) - 59 anos

100. José Bação Leal (1942-1965), Poesias e Cartas (1971)

101. Vasco Graça Moura (1942-2014) , Laocoonte -- Rimas Várias, Andamentos Graves (2005) - 63 anos


* Enquanto que a primeira metade é provavelmente definitiva, ou próximo disso, esta não é tal: faltam-lhe autores importantes, que ainda não li, ou não li o suficiente para que possam aqui figurar. Enquanto que na primeira, os escritores são mesmo aqueles, sem tirar nem pôr, e os livros sofreriam poucas alterações se daqui a uns anos a revisse, a mesma segurança não a tenho quanto a esta outra metade, 

segunda-feira, dezembro 10, 2018

vozes da biblioteca

«Porque ninguém ignora que os escritores, os artistas, os homens públicos, verdadeiros sinistrados da notoriedade, são permanentemente vítimas de malfeitores de vária natureza, conscientes ou inconscientes, que, com prodigiosa facilidade, mentem, fantasiam, deturpam, falsificam entrevistas, forjam trechos apócrifos, inventam biografias fraudulentas, tratam o nome, a dignidade, a personalidade dos homens em evidência como se fosse roupa-de-franceses.» Júlio Dantas, Páginas de Memórias (póst., 1968)

«Sofri demais para poder mentir.» Jaime Cortesão, Memórias da Grande Guerra (1919)

«Volto as gavetas sobre a minha mesa de trabalho, como se nela virasse o açafate doméstico, contendo apenas migalhas dos dias vividos, de que se aproveitam somente as aspirações e os sonhos.» Ferreira de Castro, do «Pórtico» de Os Fragmentos (póst., 1974).

terça-feira, abril 17, 2018

«Numa casa quadrada da alcáçova de Coimbra, junto dum lar montado sobre cachorros de pedra onde estalavam toros de castanho a arder, três figuras bárbaras de homem, debruçadas sobre uma arca enorme coberta de guadamecins vermelhos, jogavam em silêncio, comendo pedaços de nata com as mãos e movendo os trebelhos doirados sobre uma velha távola de xadrez.» Júlio Dantas, «Dom Cardeal», Pátria Portuguesa (1914)

«A criação de mundos epidémicos impelia-o à contínua busca de sensações imaginárias onde o espírito folgava nos cansaços da vida burguesa, de ritmo medonho e metricamente coerente.» Ruben A., «Sonho de imaginação», Páginas I (1949)

«Ela era como a Marylin e só queria ser maravilhosa.» Sarah Adamopoulos, «A Marylin», A Vida Alcatifada (1997)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Figuras de estilo - Júlio Dantas

Uma mulher bonita a dizer insolências
É a coisa mais galante e mais deliciosa
Que pode imaginar-se. É como se uma rosa
Soltasse imprecações, vermelha e melindrada,
Contra as asas de sol duma abelha doirada...

A Ceia dos Cardeais

Júlio Dantas

segunda-feira, junho 19, 2006

Antologia Improvável #141 - Júlio Dantas (2)

FEIA

Não te amei. E porquê? Porque não há em ti
A graça que perturba, o sorriso que enleia:
Porque eu sou cego, filha, e porque tu és feia;
Porque te olhei, amor, e porque não te vi.

Foste minha e -- vê lá! -- nunca te conheci.
A tua alma, tão bela e tão nobre, -- ignorei-a.
Quis beleza, frescura, -- e contruí na areia:
Só comecei a amar-te, hoje, que te perdi.

Amor espiritual, amor sem esperança,
Amor que não deseja e, por isso, não cansa,
Amor contrito e puro, arrependido e triste...

Hoje estou convencido, ó minha gloriosa:
A paixão sem beleza é a mais perigosa;
O amor por uma feia é o maior que existe.

Sonetos

Dantas

sábado, fevereiro 25, 2006

Antologia Improvável #106 - Júlio Dantas

VILANCETE

Como quereis que me ria,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?

Vir um dia a apodrecer,
Se é destino de quem vive,
Outro destino não tive
Desde a hora de nascer:
Como não hei-de sofrer,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?

Na dor de todo o momento
Meus dias tristes se vão,
E só tenho a podridão
Em paga do sofrimento:
Sombra de contentamento,
Como a terei se vos digo
Que trago a morte comigo?

Nada / Líricas Portuguesas, 2.ª Série
(edição de Cabral do Nascimento)

Dantas

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Figuras de estilo #17 - Júlio Dantas

Viajar, -- que horror! O que é, às vezes, agradável e útil, é ter viajado. Os incómodos passam -- e as boas recordações ficam.

Páginas de Memórias

Dantas