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sexta-feira, março 06, 2026

Zelensky a pisar ainda mais o risco

Não sei se é para que se lembrem dele, agora que estamos todos virados para o Golfo Pérsico, mas, ao ameaçar Orbán, Zelensky nem na União Europeia tem lugar.

Estou curioso para ver a reacção: provavelmente, a cúpula da UE assobiará para o lado, fazendo de conta que não foi nada; o mesmo em relação aos chefes de estado e de governo. Mas é possível que alguém que não Fico (um socialista que os me(r)dia classificam como populista...)  ou Salvini; talvez a Europa ainda tenha governantes decentes que ponham o Zelensky na ordem.

 

sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


segunda-feira, junho 30, 2025

se fosse húngaro, provavelmente também teria marchado (ou, melhor dito, desfilado)

Para muitos serei um homofóbico, qualificativo em que não me reconheço, pois sendo a homossexualidade uma característica que caracteriza uma pequena parte da humanidade (li há anos, algures, que rondará os 6% da população), como não há seres humanos de primeira nem de segunda, e qualquer um poderá ter essa tendência congénita, toda a liberdade e toda a tranquilidade deve ser reconhecida a esse grupo significativo de pessoas;

Embora deteste a subcultura gay extravasada pelo kitsch, não me passa pela cabeça proibir as suas manifestações organizadas, desde que públicas e reconhecidas;

Conheço as origens do pride (um massacre ocorrido nos Estados Unidos na década de 1970) e a necessidade legítima de levantamento da comunidade homossexual pelos seu legítimos direito a existir livremente e em paz;

Posto isto, estou completamente de acordo com Orbán e Putin quando limitam a inculcação da homossexualidade nas escolas, através de programas manhosos; entre outras coisas vejo-o como um abuso e um atentado à autodeterminação sexual dos jovens; uma coisa é a abordagem científica curricular da sexualidade humana em cadeiras como a Biologia e afins; outra é circo activista;

No entanto, se fosse húngaro, teria muito provavelmente estado na manifestação de ontem, em que participaram milhares de manifestantes que não eram certamente activistas do lóbi gay, antes cidadãos que não aceitam o abuso de poder por parte do Estado;

Podemos ter todas as reservas, e até aversão relativamente a certas manifestações deste grupo de pessoas -- eu, que detesto carnavais e réveillons certamente tenho --; mas não me passa pela cabeça autorizar que um governo, qualquer que ele seja, se arrogue o direito de limitar a liberdade individual e o direito de manifestação, sob falsos pretextos, como o da "defesa das crianças". Não é assim que se defende o princípio da livre e informada educação.

Qualquer governo que procure limitar a liberdade individual que não interfira com a liberdade de outro indivíduo torna-se ilegítimo e deve ser derrubado. (Note-se, porém, que me refiro estritamente à liberdade individual; quanto a organizações, o Estado já deve dispor do dever de avaliar caso a caso.)

Por isso, em princípio, se fosse húngaro teria desfilado ontem.

sexta-feira, abril 04, 2025

o que toda a gente sabe

O TPI é uma farsa.

O Orbán é um farsolas, apesar de estar do lado certo.

O Netanyahu, um criminoso de guerra que deve ser capturado.

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

quinta-feira, julho 18, 2024

mas o que quer a taralhouca da von der Leyen?

Agora, que o patifório senil Biden está a ir borda fora, a bem ou a mal (ou pelo voto), e Trump a combinar com os russos o que for do interesse dos EUA, está esta incompetente a fazer voz grossa para quem, se nem a Orbán mete medo, quanto mais a Putin? E quem encomenda o sermão a esta criatura, que age como se fosse líder da Europa, quando só parece ser líder de António Costa e do rebanho que nos representa em Bruxelas, com a excepção honrosa de João Oliveira (com Catarina Martins a Tânger Correia a absterem-se envergonhados na condenação da Hungria, que não está para ser joguete)?
Em tempo: entretanto eleita, vamos ver os contorcionismos que farão no quarteto se não quiserem imbecilmente ir para a guerra com a Rússia. Creio que o servilo-mercenarismo não irá tão longe.

terça-feira, julho 16, 2024

o nada de Ventura replica o nada do Conselho de Estado: a Ucrânia prevalecerá, lará, lá lá?...

Parece que o tema da reunião do Conselho de Estado foi a discussão da situação da Ucrânia; parece também que muito aprofundada, segundo Ventura: «"Correu tudo bem. Acho que é importante notar que em temas essenciais temos um alargado consenso no sistema parlamentar português, como é este caso da guerra da Ucrânia", declarou o presidente do Chega»

É isto que se diz sobre a situação mais perigosa que o mundo vive desde a crise dos mísseis de Cuba, sem grande paleio porque as massas, os tais melhores dos melhores, segundo Marcelo, em tempos, estão mais interessadas na pré-época, pois então, Benfica-Celta de Vigo, etc. 

O que vale é que com a direcção política que o país tem (ver Viriato Soromenho Marques, serviço público em atraso, mas sempre a tempo), o que vale, o que vale é que para a UE, para a Nato, para o resto do mundo e também para alguns portugueses, reunir-se o Conselho de Estado ou a Academia do Bacalhau, vai dar no mesmo. Podem pois manter tudo secreto, que não há paciência para ler inanidades ou as angústias sobre a embrulhada em que se (e nos) meteram.

Ao mesmo tempo, o pária Orbán, bête-noire dos wokes, primeiro-ministro de um país de dez milhões de habitantes -- o mesmo que nós, mas sem um décimo da nossa potencial influência global, se tivéssemos estadistas e não bonecos que dizem querer derrotar a Rússia ou que a Ucrânia prevalecerá, lará, lá lá -- ao mesmo tempo Orbán diz isto, por muito que pese aos proxies de Bruxelas. 

segunda-feira, julho 08, 2024

ucraniana CCLIV - o passeio de Orbán e o hospital pediátrico

Já vêm os cadelos do costume falar de "um novo tipo de mensagem" que a Rússia quer enviar á Ucrânia, com a aparente tragédia do hospital pediátrico, como se a Rússia precisasse de o fazer, como se ela não soubesse que as hienas e os papagaios do costume não se apressassem a atribuir mais estas intenções demoníacas e bárbaras à Rússia, julgando estes estúpidos que as pessoas são tão estúpidas como um americano da administração Biden, ou tão servis e rastejantes como uma qualquer marioneta da UE.

Por falar nisso, marionetas de marionetas, como Michel e Borrell, apressaram-se a desautorizar Orbán na sua viagem Kiev-Moscovo-Pequim, como se o húngaro precisasse da autorização deles, como se fosse uma espécie de primeiro-ministro português... Que estúpida, imbecil e criminosa é esta escumalha. 

quinta-feira, janeiro 18, 2024

comentário a um comentário

(Posso fazê-lo, pois ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias, Marcos Farias Ferreira, Tiago André Lopes e mais alguns que merecem ser ouvidos com atenção, não sou analista de nada, apenas um europeu com medo que o céu lhe esteja prestes a cair sobre a cabeça).   

Já se sabia que Daniel Oliveira não gostava do Putin, paladino profano que é da cruzada lgbt, cruzada à qual o lóbi -- para amalgamar, e com isso se tornar a importante causa mais palatável -- arrebanha as mulheres e as pessoas "racializadas" (palavra horrível), como se toda a calça desse para cada cu. Obviamente detestam o Putin porque, entre outras coisas, certamente menores, ele teve a desfaçatez de impedir que as questões momentosas da identidade/disforia de género fossem ministradas às criancinhas de todas as idades. O mesmo se passou com o Orbán na Hungria, o que levou o Expresso a envergar um lutuoso fumo das cores arco-íris (pobres duendes dos potes de ouro...). Só isso explica que Oliveira equipare Netanyahu a Putin, como [dois] "dos maiores perigos para a segurança internacional"... Netanyahu e Putin, parecidíssimos, como se sabe; e vindo dali eu esperaria (não sei bem porquê, se não leio o Expresso e raramente passo pela sic) alguma assertividade em relação ao papel dos Estados Unidos na situação internacional. Mas vejo que não está para aí virado -- aliás, a última frase é deveras significativa. Eis aí alguém na boa companhia dos germanos, isidros e outras dianas. Ainda hei-de ouvi-lo falar na luta das democracias liberais contra as autocracias (não estás perdoado, Lula!) e na defesa dos nossos valores, em parelha com úrsulas e sub-borréis.

domingo, julho 09, 2023

de uma maneira ou de outra, a Ucrânia será arrasada (ucranianas CXCVIII)

A entrada "imediata" da Ucrânia na Nato. Esta alarvidade comunicacional e propagandística não tem ponta por onde se lhe pegue, a não ser mostrar ao público o que são os líderes europeus. Resta Erdogan, que está nas relações internacionais como se regateasse lá no bazar, e os tomates do Orbán, que incham e desincham conforme a Turquia está mais de feição -- é o que dizem e faz algum sentido, mas é também mais do que isso.

Claro que ninguém acredita que a Ucrânia entre agora: trata-se do velho truque de elevar a parada para tornar aos russos mais palatável uma associação Nato-Ucrânia, que terá um efeito de encolher bastante a Ucrânia -- a não ser que a estratégia americana resulte e o sistema desabe. Viu-se, porém, como estava tudo à rasca com a int(v)entona do tipo da Wagner, a não ser os alucinados do costume. 

Não estou a ver Putin cair, pelo menos para já, nem acredito nisso, até ver. O que sei, é que de uma maneira ou doutra, a Ucrânia será infelizmente arrasada, a mortandade incontável.

Como escrevi aqui logo de início: os Estados Unidos vão fazer guerra à Rússia até ao último ucraniano. Este episódio das bombas de fragmentação demonstra-o tão bem, se mais evidências fossem precisas.

quinta-feira, novembro 24, 2022

o terrorismo dos imbecis (ucranianas CXL)

 Qualquer pessoa de bom senso que acompanhe minimamente a guerra na Ucrânia há-de perguntar-se sobre a vantagem de 494 idiotas no Parlamento Europeu terem declarado a Rússia como estado patrocinador do terrorismo (e de caminho, sancionar, não sei como, quem contrariar a versão publicamente). Uma declaração que vale zero, e que arrasta a UE progressivamente para a guerra. 

Tenho a certeza de que haverá maluquinhos iguais ao Boris Johnson apostados numa boa pancadaria com a Rússia, até lhes cair uma termobárica nos cornos. Talvez tenhamos a sorte do bom senso do velho de Washington, ao contrário dos falcões (e abutres) que o rondam, a exemplo do que sucedeu no caso dos "dois mísseis russos" disparados sobre a Polónia), e mande calar esta inenarrável úrsula e os dois macaquinhos amestrados (sem falar na anedota que preside ao PE).

Quanto aos grande estados populacionais, a Alemanha faz o que quer; a França não se percebe o que faz; a Itália demasiado ocupada em fascizar, a Polónia, entre o receio do grande urso e a tentação de abocanhar algum despojo. Como se tudo não fosse já complicado, Orbán enverga um cachecol com o mapa da Grande Hungria...

Entretanto, como disse então, um conveniente atentado atribuído do PKK em Istambul (outra grande aldrabice), deu mesmo jeito para tratar da saúde aos salientes curdos da Síria, que os da Turquia estão reprimidos q.b.  

Claro que isto já não interessa a ninguém, os curdos. É o Zelensky, não é?, e primeira dama... Desde a comparação com o Churchill às capas das revistas para os pobres de espírito, Ficará para outro post, também para vermos em que se está a transformar a UE. 


P.S. Apreciei o facto de quatro deputadas do PS se terem abstido, o que já é muito nesta conjuntura. Mostraram que pensam pela sua cabeça e não são meras marionetas. Não gostei nada da abstenção do Bloco, porém esperada. Obviamente, a posição mais decente é o voto contra do PCP contra esta provocação inócua. 


* De notar que com o rigor jornalístico a que já nos habituaram, as televisões em rodapé anunciavam que o PE qualificara a Rússia como estado terrorista, que apesar de tudo não é a mesma coisa. No entanto que há para admirar numa classe cheia de toscos, iletrados e papagaios do poder?

quinta-feira, julho 22, 2021

os valores europeus , 60 dias de greve de fome

Ao fim de sessenta dias de greve de fome e pouco interesse da imprensa em geral, cerca de meio milhar de trabalhadores indocumentados na Bélgica suspenderam a luta em face de um sinal de cedência do governo, a caminho de se ver nos braços com novos Bobby Sands (afinal o que reclama(ra)m uns e outros a não ser o direito à dignidade de ser humano?) 

Um marroquino em lágrimas, na casa dos quarenta, dizia estar há dezassete anos na Bélgica sem quaisquer direitos ou segurança, para fazer o trabalho que os belgas não querem fazer, mas que os magrebinos como ele, ou os portugueses e os romenos executam. Estes têm a vantagem da estar dentro da UE, ao abrigo dos "valores europeus".

Ao contrário do cagarim provocado pela lei húngara, que põe as crianças ao abrigo da inculcação lgbt nas escolas, o que pode representar um atentado à autodeterminação sexual das crianças -- que têm mesmo de estar ao abrigo destes maluquinhos --, não vi a senhora Ursula von der Leyen e restante pessoal político a manifestar-se com tamanha indignação. 

A questão polaca: estou pouco informado, mas haver povoações que se autodesignam como "zonas livres de pessoas lgbt", já me parece demasiado acintoso e grave, fazendo quase lembrar os tempos dos pogroms. Quanto a isso, não deve haver qualquer contemporização. Mas nada de amálgamas,  uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diria o gil vicente.

Quando uma acção política -- mais ou menos acertada ou errática -- pretende salvaguardar crianças e jovens de abordagens que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento integral e livre é apresentada com histeria como uma questão de direitos humanos, só apetece mandá-los à fava. Mas o governo húngaro persegue alguém por ser homossexual? Não podem estes organizar-se como bem entendem? 

Por falar em amálgama: ontem, no Telejornal, a propósito do referendo  que Orbán vai convocar, o pivot, tendenciosamente -- ou então não faz um cu do que anda para ali a dizer, como tantas vezes sucede com todos eles --, falou em "lei anti-lgbt". Nem vale a pena gastar latim com isto.

O ministro dos Negócio Estrangeiros do Luxemburgo contratacou a notícia do referendo húngaro propondo um referendo europeu para saber se a Hungria deve continuar na UE, algo que presumo nem esteja previsto nos tratados. O descabelamento e a patranha.  E depois dizem que não há lóbi gay... O que não há é lóbi suficientemente influente para os indocumentados que têm de viver uma vida clandestina, ao sabor da sorte.

Em tempo: e por falar em maluquinhos, à solta no seio do governo e no PS, vale a pena ler tudo aqui

"Estudos Culturais" ministrados por analfabetos, deixando os alunos ainda mais analfabetos do que quando entram nas universidades. E depois, o vezo censório. Bem podem argumentar que não há guerras culturais (elas já estavam no meio de nós antes de darmos por elas). Tal como o choque de civilizações, que o politicamente correcto negava. Temos visto.

Em tempo 2: não fora Igreja e as associações de apoio aos imigrantes, e eles bem podiam estar à espera das indignações de Ursula, no MNE luxemburguês e até de Santos Silva...

Em tempo 3: é uma pena que o tema da liberdade esteja a ser deixado à Direita, usado de forma oportunista pelo populismo. Mas a culpa é só da esquerda. Hei-de voltar ao tema.  

 

sexta-feira, junho 25, 2021

a histeria com a Hungria

 Os valores europeus. Ouvindo Ursula von der Leyen, pensava que esta se referia aos exilados catalães, mas não. É sobre a proibição de fazer endoutrinação lgbt às criancinhas húngaras. Uma questão de direitos humanos, como toda a gente sabe. Não a Catalunha, não os palestinianos ou os rohingya, por exemplo.

Santos Silva, o ministro. Rasgou as vestes e arrancou cabelos a propósito da lei húngara, que qualificou como "indigna". Vieram-me as lágrimas aos olhos.

Orbán. A personagem diz que lutou pelos direitos dos homossexuais no tempo do comunismo. Se ele o diz... Mas lá que eles eram perseguidos, eram. E por cá também. Excepto os que pertenciam à elite das elites, porque a esses tudo se permitia, até o Salazar fechava os olhos reprovadores. O povo, a pequena burguesia que dele emergia, tinha que calar, não bufar, ir à missa e só comer peixe às sextas.

O Expresso "contra o preconceito".  A cristinaferreirização da imnprensa. E que tal as cores da Palestina ou da Catalunha? Mas a manada nem pensa nisso. Quem lhes tira o 5 prà meia noite tira-lhes tudo.

Histeria. Faço o link para uma notícia que simpatiza com a causa. É brasileiro, podia ser português: é tão pobre que é estúpido. Em contrapartida, talvez isto.

(continuação daqui)