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quinta-feira, janeiro 06, 2022

os debates. Figueiredo-Santos; Martins-Rio; Tavares-Ventura

Francisco Rodrigues dos Santos - João Cotrim de Figueiredo: Um conservador e um liberal. Ficaram as diferenças expostas? Sim, em parte, o que é sempre interessante, embora muito daquilo seja mais retórica que outra coisa. Chicão, mais contundente, levou Cotrim várias vezes ao tapete; e para mim é refrescante ver um conservador que claramente se afirma como tal.

Catarina Martins-Rui Rio. Não há grandes aproximações. Ela é óptima nos debates, ele nem por isso. Ou melhor, não ostenta as habilidades dos demais. O que ganhou no nivelamento por baixo do salário médio perdeu a falar em novas pepepês para a saúde.

André Ventura-Rui Tavares. Nunca vira uma tão boa como o programa de nove páginas do Chega, noves fora, nada. Ao nível do programa para a reforma do estado de Portas, um dossier com letra em corpo 18. Ao programa de nove páginas com que aquela malta pretende governar o país -- imagino o esforço daquelas cabeças -- Ventura responde a Tavares com Sócrates e Salgado. Mas nessa altura a tasca já tinha mudado para a cm-tv.

domingo, janeiro 10, 2021

os debates (8)

 Ana Gomes-Marcelo Rebelo de Sousa. Uma superioridade visível no debate por parte do actual PR, com o caldo a entornar-se no fim, desnecessariamente, com aquela alusão viperina a Ricardo Salgado, desnecessária além de deselegante. Ana Gomes, mal assessorada, com o fito de marcar uns pontinhos, teve uma atitude em tudo idêntica à do ignóbil Ventura com a alusão a Paulo Pedroso.

Marisa Matias-Tyago Mayan Gonçalves. Talvez o melhor debate de todos. O formato, no entanto é péssimo, e portanto não deu para muito mais para além do que já se sabia.

João Ferreira-Vitorino Silva. O Tino de Rans é uma personagem de quem todos gostam, de uma maneira ou outra. Independentemente das suas ambições mais profundas, se as tem, é um indivíduo interessantíssimo e desarmante. Acho que nunca vi o João ferreira tão risonho como hoje...

O formato dos debates foi péssimo, meia hora para debater é indigente. Mas a verdade é que não havia grande debate a fazer-se numa eleição presidencial como esta. Nada ou muito pouco de política externa, CPLP, património histórico e cultural, de que o Presidente deve ser o principal garante, e um longo etecetera.


sábado, maio 18, 2019

para que fique

Não trocava o Bruegel de Salgado por toda a Colecção Berardo.

sexta-feira, abril 20, 2018

falemos de indignidades

Só vi parte do regabofe da semana e apenas num dos canais, ando com as minhas séries do segundo canal atrasadas,  O escândalo é o mesmo de há anos, só varia o suporte merdiático. Não fiquei nada impressionado com Sócrates, Salgado, Bava ou Granadeiro, que articulam o suficiente para aqueles interrogatórios -- não que por isso tenham menos direitos, já se vê. Já me deixou espantado a exibição neste circo dos advogados, que estão ali a trabalhar. Mas o pior de tudo, o cúmulo da indignidade e do atrevimento, foi a exibição do interrogatório ao motorista e à amiga de Sócrates, o que significa que, não apenas as televisões, mas determinados juízes e procuradores têm de ser postos na ordem. 
O Presidente da República é professor de Direito, o Primeiro-Ministro é jurista, para além dos altos cargos de Estado que ocupam. A lama no Estado também os salpica.