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sexta-feira, dezembro 13, 2024

serviço público - Carlos Branco e Jaime Nogueira Pinto

 "As encruzilhadas de Zelensky" -- não é só a análise da inconsistência e incongruência do Zelensky, é toda a canalhada que fez a guerra alem de, muito em particular, os indígenas que dirigem aqui a Parvónia desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, todos sabemos porquê. Até quando vamos aceitar calados as mentirolas, a cobardia e a incompetência crassa?

"De Bucareste a Damasco, a democracia está bem e recomenda-se" entre outras coisas, uma das razões que fez de mim um eurocéptico; ou um intelectual salazarista a escrever por que está podre o demo-liberalismo europeu. Ajunto nomes, nomezinhos: de António Costa a Emmanuel Macron, passando por Pedro Sánchez, de Ursula von der Lyen + Josep Borrell, de Stoltemberg a Rutte, de Boris Johnson à ministra alemã dos Estrangeiro, a "verde" Annalena Baerbock -- sou só eu que fico nauseado?

segunda-feira, maio 09, 2022

a geometria variável dos altifalantes do Pentágono e um aviso à navegação aos mais excitados (ucranianas XC)

 Ouvi ontem um dos muitos especialistas em relações Internacionais (alguns são bons; outros, poucochinho), elocutar mais esta parvoíce: a Rússia fica cercada, tornando-se um pária internacional. A senhora, nada desagradável, diga-se, acha que o mundo se resume aos Estados Unidos e à União Europeia, esta tornada numa espécie de Bielorrússia dos americanos -- notoriamente. Esquecem-se de que existe a China, a Índia, o Irão (que tem o melhor cinema do mundo, já agora...), toda a América Latina -- que conhece bem o cadastro dos americanos --, a começar pelo Brasil.

Há aqui uma série de pessoas, por razões várias, que me dispenso de analisar, não s exime ou a mostrar a parcialidade ou a amochar. 

Também, verdade seja dita, não só não se convidam analistas que defendam a Rússia, como são pouco os que se dão ao luxo de dizer tudo o que pensam -- só os séniores como Jaime Nogueira Pinto, Fernando Rosas ou Ângelo Correia, e pouco mais, entre os quais alguns, poucos, militares.

Isto sem contar, com as ameaças. É nestas situações que eu tenho pena de não ser um verdadeiro putinista...



terça-feira, abril 12, 2022

o curioso caso da CNN-Portugal (ucranianas LXVI)

 A CNN Portugal tem sido um caso curioso na cobertura desta guerra, no que respeita às reportagens, próprias e das casa-mãe e ao comentário. Só é pena boa parte dos pivôs, tão pobrezinhos de Cristo (a Páscoa aproxima-se).

Quanto às reportagens há as que vêm da casa-mãe, pura mistela propagandística, a puxar ao sentimento, com música de fundo... Depois há dos enviados portugueses, e quero destacar para já neste canal a sobriedade de Pedro Mourinho, que está desde o princípio, e o curioso caso do jornalista Bruno Amaral de Carvalho, a cobrir a a guerra pelo lado russo, o primeiro repórter português a entrar em Mariupol. Ao contrário do que poderiam pensar os que se deixam inalar pelos odores fétidos da propaganda, os horrores da guerra estão bem visíveis nas reportagens: as campas improvisadas em parques infantis e à beira dos prédios, entrevistas de ruas com os que não puderam sair, os mais velhos, os mais pobres... Significa que Nuno Santos, director de informação do canal, está a fazer um bom trabalho. 

Já tenho aqui falado dos comentadores militares e de alguns, poucos, civis, que vale a pena ouvir, tal como vale imenso a pena, aos sábados, depois das dez da noite, ver e ouvir Fernando Rosas e Jaime Nogueira Pinto discorrendo sobre a guerra. Quem quiser aprender qualquer coisa, além da maior parte dos militares, deve ouvi-los.

O pior são alguns pivôs, novos, ignorantes e às vezes cretinos. Acabei de ver um deles, cujo nome desconheço, a entrevistar o major-general Agostinho, um dos militares que um canalha da Sábado insinuou que andava a receber dinheiro dos russos. Costa, um dos analistas independentes e dos não muitos que sabem do que falam. Pois a infeliz criança, quando a resposta não vinha de acordo com a cartilha que emprenhou por olhos, ouvidos e sabe-se lá por onde mais, punha-se a rebater empertigado, senhoril e a falar por cima do entrevistado, infelizmente demasiado educado para pôr o menino na ordem.

Pese embora saguins deste tipo e os enlatados da casa-mãe, e havendo gente com qualidade nos outros canais, incluindo a cm-tv, na cobertura da guerra, ao lado de toda uma fauna de vigaristas e nulidades, a CNN-Portugal tem sido a que melhor cobertura tem feito e a mais plural. 

ucranianas

segunda-feira, fevereiro 28, 2022

jornalismo de miséria

O comentariado especializado tem sido particularmente útil, em especial os especialistas em estratégia e geo-política. É o que podemos ter, e raramente outras vozes desalinhadas. Estive á espera no sábado para ouvir Jaime Nogueira Pinto e Fernando Rosas, e estiveram cinco minutos no ar. JNP deve ter falado dois minutos, se tanto, que miséria.

No que respeita ao miolo, os telejornais são feitos por analfabetos para analfabetos, com os enviados muitas vezes a encher chouriços.

Ainda a propaganda: o porta-voz do Kremlin faz um briefing diário que não é mostrado por este atrasos de vida. Como não querem propaganda, os pobres, acham que não ouvir as duas partes, mesmo que para posteriormente desmontá-las se chama jornalismo.

sábado, outubro 27, 2018

surpresas e confirmações portuguesas nas eleições brasileiras

De acordo com o Público, Jaime Nogueira Pinto votaria em Bolsonaro, e eu estranharia que assim não fosse. Não retira um átimo ao interesse com que o ouço e leio. A grande surpresa -- ou talvez não -- é a de o ultra-católico João César das Neves votar em Haddad . Quanto à tão discutida posição de Assunção Cristas de não votar nem num nem noutro, não há surpresa nenhuma, apenas a confirmação da reserva mental duma parte da direita que nunca se deu bem com a liquidação do Estado Novo, coisa que já se sabe, mas que tentam sempre disfarçar.

terça-feira, março 07, 2017

não foi para isto que se fez o 25 de Abril, ò palermas

Comecemos pelo que interessa, pelo que é importante: Jaime Nogueira Pinto é um dos mais esclarecidos intelectuais da direita portuguesa. Ouvi-lo, para quem, como eu, está à esquerda, é sempre interessante e desafiador. O gozo está no debate de ideias, em ouvir quem, de boa-fé, não pensa como nós; se é para estar no rebanho, se é para as palavras-de-ordem, vamos ver o Glorioso, vamos a Fátima, às assembleias da iurd ou a uma manif da CGTP-In. O que não pode passar em claro: censurar um intelectual -- não se trata de um palhaço, de um agitador, em relação aos quais não deve haver contemplações --, não é possível num país como o nosso, e portanto a coacção não pode ficar impune, ainda para mais numa universidade.



Quanto ao circo: nunca tinha ouvido falar na 'Nova Portugalidade'; tenho até dúvidas de que sejam fascistas ou colonialistas. Deve tratar-se dum grupo de criaturas que tinham orgasmos a ouvir o Agostinho da Silva (que não era um homem de direita), quando o velho filósofo tripava valentemente à conta do Quinto Império & outros xamanismos. Há sempre sonhadores e poetisos que se embalam nestas lengalengas, e depois surgem com parvoíces como as lusofonias alucinadas. Normalmente seduzem contabilistas e juristas basbaques, que quando alcançam governar engendram coisas como o Aborto Ortográfico. Os portugaliteiros (acabei de criar a palavra), em geral, são inofensivos, embora possam tornar-se nos idiotas úteis de alguma quinta coluna neo-facha. Quanto aos alunos aspirantes a censores, deve a UNL começar por virá-los para a parede, de castigo, com umas orelhas de burro.
Sempre gostaria de ver quanto destes palermas, daqui a vinte anos, estarão à direita, a fuçar em fundos de pensões, assalariados do financismo, consumidores e bonecos do sistema.


Em tempo. A reacção de Vasco Lourenço, oferecendo as instalações da Associação 25 de Abril para a realização da conferência, é de grande alcance cívico e político. Outra coisa não seria de esperar.

domingo, janeiro 01, 2017

livros que me apetecem

O Arco-Íris do Instante, Adonis (Dom Quixote)
Cinco Homens que Abalaram a Europa, Jaime Nogueira Pinto (A Esfera dos Livros)
A Ira de Deus Sobre a Europa, J. Rentes de Carvalho (Quetzal)
Manual de Cardiologia, Fernando Pinto do Amaral (Dom Quixote)
SPQR -- Uma História da Roma Antiga, Mary Beard Bertrand)
Violência e Islão, Adonis (Porto Editora)







quarta-feira, setembro 17, 2014

é dizer ao Sr. Putin que me agarrem ou vou-me a ele, ok?


Isto, quem o escreve, é o embaixador José Cutileiro -- homem culto, porém largamente obtuso --, a propósito de Putin.  A estes transportes belicistas, a esta diplomacia galharda e pundonorosa, a este entendimento macho das relações internacionais, prefiro a não menos culta, porém sagaz, opinião de Jaime Nogueira Pinto, que percebe o que está em causa.

terça-feira, janeiro 15, 2013

livros a comprar (de preferência nos saldos)

Novembro, de Jaime Nogueira Pinto (A Esfera dos Livros). É um dos intelectuais da(s) direitas(s) que aprecio ler e ouvir. Resistente ideológico ao 25 de Abril, é com inteligência e elegância que se move no espaço público da democracia, que não foi o seu. Por isso, a leitura deste romance autobiográfico suscita-me curiosidade.

Miramar, de Naguib Mahfouz (Civilização). Nunca li nada do Nobel egípcio. Dizem-no formidável. Alguma vez terá de ser a primeira.

A Diplomacia de Salazar (1932-1949), de Bernardo Futscher Pereira (Dom Quixote). Salazar ocupou os Negócios Estrangeiros no perigoso período da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial, sendo um habilíssimo político. A sua acção durante a Guerra Civil de Espanha é magistral no cumprimento dos objectivos políticos e estratégicos que perseguia. A entrevista ao autor que li no Expresso, aguçou-me o interesse.

P.S. Onde estão os grandes capistas (refiro-me aos livros de ficção, embora o do Salazar pudesse trazer uma imagem menos batida...)? As fotos são boas, mas a literatura precisa dum revestimento que não se compadece com capas de magazine ilustrado. 

Novembro