«Ali vivera muito, muito de vida vivida, outro tanto, ou muito mais, de vida imaginada: tão violentamente imaginada que valia por ter vivido muitas vidas. Ali, na Toca do Lobo, pois passava de cem anos que assim era o nome da casa: a Toca do Lobo.» Tomaz de Figueiredo, A Toca do Lobo (1947)
«Nas fiadas da biblioteca, que ocupava inteiramente uma parede lateral, enfileiravam-se séculos de história da arte, e, em centenas de volumes e milhares de fólios, desfilava a arquitectura religiosa de todas as eras, as ruínas mortas, os templos gastos, as catedrais decrépitas, tudo comentado, inventariado e fixado nos couchés setinosos e nos encorpados velinos caros.» Manuel Ribeiro, A Catedral (1920)