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domingo, abril 03, 2022

crimes de guerra (ucranianas LVIII)

 Os crimes de guerra (execução de civis) que têm sido mostrados nas cidades desocupadas em redor de Kiev, não me oferecem muitas dúvidas quanto a terem sido cometidos pelos russos, apesar dos desmentidos. Não porque a imprensa o diga e muito menos os ucranianos, que a estes dou uma margem de 50% de mentiras (quanto à imprensa, sobre para os 70), mas porque os testemunhos populares me pareceram credíveis.

Sem querer desculpá-los -- não, devem ser investigados, julgados e exemplarmente punidos --, há duas coisa que se me oferece dizer, e que são estas: 

1- Não há guerras sem crimes das ditas (nós, portugueses, fartámo-nos de os cometer no Ultramar). Seria bom que se lembrassem antes de a desencadear -- embora, como disse logo, os Estados Unidos iriam resistir até ao último ucraniano; e

2- Os últimos governos com autoridade moral para falar em crimes de guerra são o britânico e o americano. Blair, Bush e toda a camarilha ainda estão aí à espera de julgamento. 

Como diria Santo Agostinho, não me fodam.

ucranianas

domingo, janeiro 29, 2017

América: o desfile dos horrores

Sem contar com Obama, acho que tenho de recuar a Jimmy Carter para encontrar um presidente decente dos Estados Unidos. Reagan, foi aquela desgraça do reaganomics e o presidente que empurrou os Sandinistas para os braços da URSS, porque aquela testa não concebia outra coisa senão apoiar um ditador anticomunista, mesmo que fosse um ladrão reles e sanguinário. O colapso da União Soviética, esgotada e com pés de barro, era uma questão de tempo, como se viu, quando tudo se esfumou. Bush pai, embora tenha conseguido formar uma coligação de grande significado para reverter a invasão do Koweit por Saddam Hussein, internamente, foi uma anedota. Clinton, com aquele ar de vitelo mas desmamado, além de idiotices como a criação do Kosovo, temos de agradecer-lhe a desregulação do sector bancário de retalho, que viria a descambar na crise de 2008. Uma vergonha. De W., nem vale a pena falar. Trump ainda agora começou; não sei como irá acabar, se irá acabar.  Mas se acabar antes do termo do mandato, significa que, a substituí-lo, ficará aquela aberração do tea party, chamado Pence, tão do agrado do Bible Belt e do Ku-Klux-Klan, talvez ainda mais perigoso. Trump não tem ideologia, é um vendedor de banha-da-cobra, e defenderá tudo e o seu contrário, como é seu hábito. O outro talvez já fie mais fininho. 
Por outro lado, a reacção popular, dos presidentes de câmara e governadores da América civilizada, dos magistrados, são um sinal de esperança.