Os crimes de guerra (execução de civis) que têm sido mostrados nas cidades desocupadas em redor de Kiev, não me oferecem muitas dúvidas quanto a terem sido cometidos pelos russos, apesar dos desmentidos. Não porque a imprensa o diga e muito menos os ucranianos, que a estes dou uma margem de 50% de mentiras (quanto à imprensa, sobre para os 70), mas porque os testemunhos populares me pareceram credíveis.
Sem querer desculpá-los -- não, devem ser investigados, julgados e exemplarmente punidos --, há duas coisa que se me oferece dizer, e que são estas:
1- Não há guerras sem crimes das ditas (nós, portugueses, fartámo-nos de os cometer no Ultramar). Seria bom que se lembrassem antes de a desencadear -- embora, como disse logo, os Estados Unidos iriam resistir até ao último ucraniano; e
2- Os últimos governos com autoridade moral para falar em crimes de guerra são o britânico e o americano. Blair, Bush e toda a camarilha ainda estão aí à espera de julgamento.
Como diria Santo Agostinho, não me fodam.