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segunda-feira, maio 19, 2025

bolas

Desta vez, para meu pesar, o voto não foi suficiente útil para ajudar a eleger António Filipe.

Quanto ao resto: vitória da AD: pode chefiar-se um governo e receber uma avenças por fora, ao domicílio familiar. Como se vê, é o um assunto que não interessa a ninguém, a maioria dos portugueses faria o mesmo, se pudesse.

PS: Pedro Nuno Santos foi vendido como radical... e os portugueses, manhosos como são, não gostam disso. É verdade que também há uma aversão bastante justificada ao partido do catastrófico António Costa, uma enguia de manobrismo. Quero lá saber do PS, ainda para mais gafado do tifo woke...

Chega: afinal, um partido bem português. Antes das eleições do ano passado, não acreditava que chegasse aos 10%; hoje já não digo nada. Pode ter-se um mentiroso e um demagogo como líder, que os eleitores estão-se nas tintas. "Coragem, portugueses," disse o Almada, que continuava...

BE e Livre: a bancada woke perde um deputado no conjunto. É bem.

IL: nada a acrescentar.

PCP: perde um deputado, e dos melhores.

PAN: também são terrivelmente woke, mas no meio desta hecatombe até gostei que Inês Sousa Real ficasse em Parlamento; dá-lhe um outro ar.

JPP: não sei bem o que é, mas Filipe Sousa tem um discurso civilizado, o que quer que isto signifique.

E pronto.

quarta-feira, fevereiro 14, 2024

os debatentes, so far e até agora

Pedro Nuno Santos - parece que ainda não encontrou largueza suficiente para este estúpido modelo comprimido de entrevistas paralelas.

Luís Montenegro - Bastante melhor do que estava á espera, especialmente quando fez gato-sapato do pobre Ventura, e com visível gozo. Ri-me.

André Ventura - Excrescência. Não serve para nada, a não ser excitar o medo e os instintos primários da populaça -- só a populaça vota no Chega (populaça, independentemente do estatuto social que tenham).

Rui Rocha - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Mariana Mortágua.

Paulo Raimundo - Melhora o desempenho de debate para debate. Dicção a melhorar também. O debate com Tavares foi o melhor até agora.

Mariana Mortágua - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Rui Rocha. No final do confronto com Ventura, deixou-se afogar pela bruteza do catterpilar, o que não deve causar estranheza. Até para evitar equiparar-se.

Inês Sousa Real - Eloquente, mesmo prejudicada por razões de saúde. Mas no entanto, repetitiva. A ideia de um partido "útil á democracia" é bem sacada.

Rui Tavares - O mais criativo e surpreendente. Tanto, que até alinha com a Nato, quando deveria ser, especialmente em relação à miséria da política da UE, o tal grilo falante que almeja.  Quer a autodeterminação dos povos, mas não se preocupa com os russos do Donbass e da Crimeia, e até se esquece dos catalães. 

segunda-feira, janeiro 31, 2022

"empate técnico" e outras anormalias

 E o empate técnico que nos foi vendido pelas empresas de sondagens, trandformou-se numa maioria absoluta do PS e uma derrota ridícula de Rui Rio.

Apesar das boas palavras de António Costa, os ameaçados pelas minas de extracção do lítio, cujos contratos já foram assinados, os cobertores de painéis fotovoltaicos detidos por fundos de investimento, as negociatas com a ana e o aeroporto no estuário do Tejo com aviões a passar por cima da cabeça das pessoas, e o mais que se verá -- as populações ameaçadas pela cupidez e a arrogância têm boas razões para preocupação, e com pouco mais podem contar do que consigo próprias.

Ou outros vencedores da noite: Chega! IL, Livre: vitórias que não servem para nada, a não ser apara a venda de banha da cobra de Ventura e Cotrim de Figueiredo. Tavares está em boas condições para fazer umas flores, se António Costa lhe achar graça.

O BE remetido a uma quase insignificância, que é onde devem estar estes demagogos. Não aprenderam nada, como se viu pela repetição do estúpido slogan  (estúpido, nestas circunstâncias, claro) do "não passarão". Passaram os últimos dois anos a promover o Chega, está aí o resultado.

A CDU desfaz-se -- é bom que uma fraude política como o PEV desapareça. O PCP com o destino traçado de pequeno partido. Tenho pena. Vai radicalizar a luta, mas o sua influência é cada vez menor. E a estratégia foi suicidária. Aliás, deveria ter ido para o governo logo na primeira geringonça, em vez de vir queixar-se de que o PS lhe roubou as conquistas.

O PAN, mantém Inês Sousa Real, torpedeada eficazmente pela CAP; mas um deputado é bom para um lobo com pele de cordeiro, que nos quer obrigar a comer saladas.

Esta do lobo foi de Francisco Rodrigues dos Santos, cuja qualidade e humor merecia mais. A tralha portista levou a melhor. Este país é uma anomalia política: durante cinquenta anos não teve um partido liberal; ao fim de cinquenta anos desaparece do parlamento um partido conservador. Mais que uma anomalia, uma anormalia.   

terça-feira, janeiro 11, 2022

os debates: Martins-Real; Figueiredo-Rio, Santos-Tavares

Catarina Martins - Inês Sousa Real. Adormeci, mas ainda pude apreciar a resposta de Inês a Catarina, quando esta acusa o PAN de condescender com a direita; e foi bem respondido, embora o Bloco tenha responsabilidade partilhada com o resto da Geringonça.

João Cotrim de Figueiredo - Rui Rio. É verdade, a Iniciativa Liberal é incandescente no seu deslumbramento pelos Chicago Boys. Ainda se fôssemos a Dinamarca... Alguém que lhes explique por que razão a TAP é estratégica para o país, que não pode ser transformado em mercearia às mãos destes contabilistas e gestores.

Francisco Rodrigues dos Santos - Rui Tavares. O debate mais interessante, porque o mais ideológico e pela qualidade dos intervenientes. Tavares, já se sabia; Rodrigues dos Santos tem sido a melhor surpresa desta campanha. Não gostei de ver Tavares a ser habilidoso na questão da famigerada disciplina de Educação Cívica e daquela coisa para a Igualdade de Género, que se transformou num covil do lóbi lgbt; ao contrário, expçlicou muito bem, como já o fizera antes da justeza do alargamento de subsídio de desemprego, em certos casos.

sábado, janeiro 08, 2022

os debates: Costa-Real; Rio-Tavares

 António Costa - Inês Sousa Real. Não foi bem o chá e torradas que se antevia, embora sempre com agradável cordialidade. Inês SR tocou muitíssimo bem em dois pontos que são duas nódoas do governo de Costa: o aeroporto, falando, uma vez mais e claramente, na opção por Beja, exigindo que os estudos de impacto ambiental não sejam selectivos; e a história do lítio, os contratos assinados, a acção do governo e do estado contra as populações. Só por isso, já merecia o meu voto, embora previsivelmente não lho dê.

Rui Rio - Rui Tavares. Onde se mostra que a cordialidade e o respeito não são incompatíveis com o desacordo. Continuo a achar que Rio tem razão quanto ao salário mínimo; tavares explicou bem o modo como excepcionalmente o subsídio de desemprego pode ser atribuído a quem se despeça. 

os debates: Rio-Santos; Figueiredo-Real

 Francisco Rodrigues dos Santos - Rui Rio. Um Rio sempre desconcertante, lugar-comum, mas verdadeiro: "Se não votarem em mim, votem nele!» Esteve bem em não embarcar na história do cheque-ensino e mal na questão da TAP.

Inês Sousa Real - João Cotrim de Figueiredo. Debate cordato e interessante, falando para eleitorados diferentes, mas com pontes.

quarta-feira, janeiro 05, 2022

os debates: Martins-Tavares, Sousa-Costa, Real-Santos

 Catarina Martins - Rui Tavares. Muito cordial, com algumas rasteiras. O mais interessante até ao momento, em especial pelas questões europeias.

António Costa - Jerónimo de Sousa. Suspeitava que Costa não iria "perdoar". E não perdoou.

Francisco Rodrigues dos Santos - Inês Sousa Real. O CDS a cilindrar o PAN.

terça-feira, janeiro 04, 2022

debates: Rio - Ventura

 Devo dizer que adormeci a meio. A eloquência de Rio e o vendedor de banha da cobra. Rio parecia um principiante diante daquele picareta. Catarina Martins melhor ontem que Rio hoje. Aquela do disco riscado foi bem metida. Espero divertir-me a ver o Ventura com o Cotrim e o Chicão. Tavares, espero que aposte na ironia. Costa é um cágado. Real é uma senhora, embora não acredite que se deixe comer pelo caça-ciganos.