Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Paredes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Paredes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, fevereiro 18, 2025

quinta-feira, junho 13, 2024

150 portugueses: 56-60

56. D. Manuel II (1889-1932). Sobe ao trono aos dezoito anos, o último rei de Portugal, que só o foi pelo assassínio do pai e do irmão mais velho, D. Carlos e Luís Filipe. Um reinado de acalmação, que serviu os conspiradores de 1908, republicanos e monárquicos. No exílio adquiriu livros antigos, incunábulos e manuscritos, que deixou ao país.

57. D. Pedro II (1648-1706). Uma personagem. Último filho de D. João IV, depôe Afonso VI, seu irmão, ficando-lhe com a mulher. No seu reinado começa a chegar o ouro de Brasil, mesmo a calhar quando pelo Tratado de Methuhen se estoira com a nascente indústria dos lanifícios.

58. D. Sancho I (1154-1211) Segundo rei de Portugal, extraordinário no co-governo com o seu pai, e ainda depois, pelas políticas de povoamento e reforço da moeda, nunca deixando de ser um rei medieval, batalhador, mas também poeta e apreciador da nossa poesia trovadoresca, que parece ter cultivado.

59. D. Afonso V (1432-1481) Chamam-lhe o último rei medieval, contrariando a política de centralização do seu tio e sogro, na regência -- o Infante D. Pedro acabará em Alfarrobeira; e também pelas pelejas na Península e conquista das praças de África. 

60. Carlos Paredes (1925-2004). Tinha o som do país na sua guitarra.

domingo, setembro 29, 2019

terça-feira, janeiro 07, 2014

um negro no Panteão: a dignidade que lhe faltava

Quando estive no Panteão Nacional, na trasladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro (o maior prosador português do século XX), a visão dos túmulos de uns insignificantes presidentes da República (insignificantes, num contexto histórico de quase nove séculos, há que ter perspectiva...) foi uma espécie de anticlímax nessa significativa solenidade.
Se o Panteão pretende glorificar os maiores, a triste contigência amalgama a grandeza e a mediocridade; e assim, o que se pretendeu enaltecido acaba por trivializar-se. Ora Aquilino não merecia jazer ao lado de um tipo qualquer, cuja habilidade, astúcia ou outra qualidade prática guindou episodicamente a um mandato presidencial, mais ou menos (i)legítimo ou mais ou menos inócuo. Nem todos os chefes-de-estado tiveram as possibilidades e a ventura de D. Manuel I, cujo túmulo (ou jazigo) é, nem mais nem menos, que a igreja dos Jerónimos...
Também aqui prefiro a grandeza trágica da simplicidade e do isolamento, como o recato do féretro do Marquês de Pombal na Igreja da Memória ou a poética dissolução no nada que é tudo de Ferreira de Castro sob uma rocha numa vereda da Serra de Sintra.
Eusébio no Panteão, porque não? Lá repousa Amália, e também podia estar Carlos Paredes (se uma foi a voz de Portugal, o outro foi a música). Melhor: Eusébio negro da Mafalala está no panteão dum país de negreiros, que é talvez, e felizmente, o mais miscigenado da Europa: celtas e latinos, berberes e árabes, negros e judeus. Nesta perspectiva, que dignidade se dá ao Panteão Nacional e que lição nos oferece a História!

segunda-feira, setembro 09, 2013

Cesário Évora & Frank Marluce

Eu sei que no melhor pano cai a nódoa; e também sei que o jornalismo é feito sempre a correr. Mas, que diabo!, não podia o Expresso ter uma revisão mais cuidada e esclarecida? É que na última Revista, a propósito da (inevitavelmente) discutível lista dos "100 Portugueses -- Figuras que moldaram o século XX", no texto sobre Carlos Paredes, citando-se o poeta de Lisboa, Cesário Verde aparece como "Cesário Évora"; e na evocação de Melo Antunes, Frank Carlucci, embaixador americano durante o PREC, ganha o inusitado apelido "Marluce". Não sei se José Pedro Castanheira -- de resto, um dos melhores jornalistas portugueses -- estaria a estranhar que na segunda divisão dessa lista de 100 portugueses notáveis surgisse, como surgiu (e isto nada tem que ver com o caso Casa Pia), o nome de Carlos Cruz...