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segunda-feira, setembro 15, 2025

ucraniana CDI - a testa de Paulo Portas

Aqui, ou o exemplo da superficialidade da análise, para ser benévolo.

Sobre as razões profundas de que falam os russos, zero. Para aquela gloriosa cabeça, deve ser tudo uma aldrabice e perfídia do Putin.

"Se Donald Trump deixar a Rússia vencer na Ucrânia, a Rússia não parará na Ucrânia" -- finalizou Portas.

Depende, alvitro. Se a ideia é continuar a provocar, instabilizar, não acaba de certeza. Contudo, não foi a Rússia que se expandiu, não foi ela que fez tábua rasa dos tratados de proliferação de armas estratégicas, não foi ela que começou a interferir nos sistemas políticos do ocidente com a ideia de civilizar ou regenerar sociedades em ruptura. 

domingo, março 17, 2024

ucraniana CCXXXIV: vontade de rir: a taxa de abstenção nas eleições russas

Nem são os oitenta e tal porcento que Putin teve, mas a elevadíssima taxa de participação, acima dos 70% que fortalecem Putin ainda mais do que já estava.* 

Há largos meses, um dos muitos patetas que vêm a televisão comentar, falava da fraqueza de Putin, por ocasião do da insurreição do folclórico Prygozhin. Já então dava vontade de rir, então agora... Bem pode a CIA pegar em fascistas e nazis e branqueá-los para vender a democracy. Já para não falar do garoto Macron, esbofeteado na rua como um puto, um nada, como disse o outro, um palhaço esportulado pela banca que os prescientes franceses reconduziram no Eliseu.

Como há-de Putin olhar para este pequeno cretino? 

* Ouvir a Casa Branca dizer que as eleições não foram livres nem justas (como se alguém se preocupasse), quando os americanos têm taxas de abstenção de 70 % e se preparam para decidir entre Trump e Biden -- ou seja, entre um bilionário que despreza os seus eleitores, e uma marioneta senil do complexo militar-industrial --, é de ir às lágrimas.

Em tempo: Calhou-me ouvir um excerto do inefável Portas, zero em credibilidade: repete este lázaro ressuscitado a lengalenga: se Putin ganhar na Ucrânia (se?...), a seguir são os outros países da Europa, referindo-se, obviamente, aos Bálticos, e sabe-se lá que mais. Para não me repetir sobre a sua pertença à Nato (bem sei que o Trump provavelmente ganhará), eu responderia apenas: deixem-nos vir. Ou será que a Nato tem agora medo dos russos, em realão aos quais eram alvo de piadinhas dos pobres comentadores das RI e afins?...


quarta-feira, outubro 27, 2021

tempo de berbicacho

1. Bem dito, no geral, a crónica de Pedro Tadeu, no Diário de Notícias, sobre "Quem matou a geringonça?", embora lá falte o cálculo eleitoral que também está por detrás do chumbo do Orçamento do Estado, ou a excessiva contemporização do PCP e do BE para com a contemporização excessiva do PS para alguma legislação do famigerado governo de Passos Coelho, num momento em que o governo já tinha caído nas boas graças da UE, com Mário Centeno a presidir ao Eurogrupo, afastadas pois todas as suspeitas de radicalismo esquerdista à frente dos destinos de Portugal. A situação actual é, pois, de responsabilidade tripartida.

2. Ainda no Diário de Notícias, uma cacetada valente de Ribeiro e Castro no pantomineiro Paulo Portas, cujos comentários televisivos nunca vi, nunca gostei nem tornarei a ver.

3. O inefável Rangel. É uma aversão antiga, desde que se revelou um demagogo barato. Criatura cheia de si, deve julgar-se um predestinado e impressiona os pacóvios. Uma das últimas dele: o contravapor que tentou fazer junto da Comissão Europeia no início do primeiro governo de Costa, pensando nos pontos políticos que iria granjear o seu partido, isto é, ele próprio, o seu desígnio último. A noite do dia em relação ao verdadeiro patriotismo demonstrado por Carlos Moedas, então comissário. Se a criatura se tornar líder do PSD terei de pensar seriamente em quem irei votar, provavelmente em Costa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

por falar em mentiras & mentirosos

Se formos ao currículo de Passos Coelho, as mentiras a mostrar são mais que muitas. O post do Aspirina B veio recordar-me a mentira de Passos sobre uma reunião que teve com Sócrates, num período crítico para o país, que aquele disse não ter ocorrido, e depois passou a telefonema, quando, de facto houve uma conversa de viva voz. Ou seja, Passos é um mentiroso com uma cara-de-pau dificilmente igualável.

Quanto a Centeno, se acaso não disse toda a verdade, vê-se que é prática que não lhe é natural. A escusada declaração de anteontem aí está para mostrar o seu pouco à-vontade nestas alhadas.  O que sei é que se trata do homem certo no lugar certo, como o próprio Marcelo reconhece. Tentar fintar o chicaneiros do PSD (Grã-Cruz para Centeno, já!)  é até patriótico, tal a desavergonhada ganância pelo poder, que perderam por vontade do povo.

Por outro lado, se houve mentira ou só meia verdade, o PSD com este líder, é a última entidade a poder abrir a boquinha, uma vez que Passos foi apanhado a mentir várias vezes, não numa comissão parlamentar, mas aos cidadãos eleitores, o que deveria inibi-lo de candidatar-se sequer à colectividade de chinquilho que possa frequentar. Não tem implicações penais, como brandiram os acólitos do CDS. Pois não, mas dessa e doutras nódoas de vigarice política não se livra o Passos.

De política, portanto, neste episódio grotesco que envolve a Caixa Geral de Depósitos, nada, zero, apenas miséria moral e indigência cívica, por muitos matos-correias que salamalequem e jurem pelo seu institucionalismo parlamentar, como se vê.

Dizem que querem levar esta macacada em que tornaram o parlamento "até às últimas consequências". Talvez não seja mal pensado -- estando PS, PCP e Bloco à altura das suas obrigações para com os portugueses -- vê-los estrebuchar outra vez, passado um ano de um dos mais patéticos episódios da política portuguesa, inaugurado pelo inefável Portas, com o seu "Senhor Primeiro-Ministro, vírgula, mas não eleito pelo povo", dirigido a António Costa. É difícil ser-se mais pateta.

segunda-feira, maio 09, 2016

Querem 'liberdade de escolha'? Paguem-na, que é o que eu faço!

Os meus quatro filhos andaram (um deles ainda anda) em colégios. Nunca me passou pela cabeça que o Estado tivesse de subsidiar esta opção de família, quando aqui não faltam escolas públicas. Em nome de que princípio ético se subsidiam escolas privadas, quando existem estabelecimentos estatais? Querem liberdade de escolha? Paguem-na, que é o que tenho feito ao longo dos anos, privando-me de outras coisas.
Politicamente, a pulhice, a vigarice mostram-se sem pudor aos olhos de todos. Aqueles que passam a vida a encher a boca com a iniciativa privada não se eximem a vir insultar um ministro que faz o que tem de ser feito. O Estado está ao serviço de todos e não patrocina negócios privados. O CDS, depois de despudoradamente ter, através do seu ministro da Esmola, cortado o RSI a inúmeras famílias (o 'subsídio à preguiça', dizia o paspalho do Portas), não tem um pingo de vergonha em vir terçar armas pelos empresários do ensino, em nome da 'liberdade de escolha'. E com a má-fé e a desonestidade intelectual do costume: eles sabem muito bem que em áreas onde o Estado não assegura o ensino público, os contratos com os colégios não estão em causa. Mas como não passam dum bando de mentirosos, aliás contumazes, querem confundir e inculcar o receio na generalidade das pessoas. Isto não é política, é vigarice e terrorismo.

terça-feira, novembro 10, 2015

arruaceiros, trauliteiros e (já se sabia) trapaceiros

Tenho andado pelo festival de cinema, por isso com pouco tempo para assistir à defenestração política daqueles que até agora governaram contra os portugueses.
Estão possessos, vê-se-lhes nas caras e nos esgares.
Ontem à noite, ainda assisti ao fim do "Prós e Contras", com o conhecido líder parlamentar do CDS (Nuno Magalhães) e um indivíduo alçapremado a vice-presidente do PSD (Miguel Morgado) que se julgava a discutir política com os alunos no pátio da escola.
Por sua vez, o líder parlamentar do PSD (Luís Montenegro) afirmava e repetia a sua repugnância (sic) por António Costa ter decidido usar da palavra hoje e não ontem. 
"Repugnância", note-se o palavreado destes indígenas.  
Hoje, o também conhecido líder do CDS (Paulo Portas, para quem não saiba), repetia o estribilho que ensaiara com os seus lugares-tenentes (em matéria de palavras-de-ordem e agit-prop não ficam a dever nada a ninguém), que se traduz mais ou menos nisto: "se o PS estiver aflito, não nos venham depois pedir ajuda"...
Alguém que da nova maioria parlamentar diga à criatura: "Ninguém quer a tua ajuda, pá! É tóxica. Queremos, no mínimo, ver-te pelas costas, e que uma fronda lá do teu partido te despeje borda fora, tal como fez hoje a maioria dos representantes do povo português."

PS: com excepção de Costa e Portas, nunca escrevera o nome das outras criaturas em mais de dez anos de blogue. Estive para não o fazer, de novo, para não poluir; mas o espectáculo politicamente indecoroso que têm dado justifica dar o nome aos bois.

terça-feira, outubro 13, 2015

o lixo da Direita

A possibilidade que se desenha de constituição de um governo à Esquerda, veio destapar a cloaca salazarota onde têm estado escondidas as pulsões saudosas do 24 de Abril de boa parte da Direita portuguesa -- que alguém já classificou, e bem, como a Direita mais estúpida da Europa (Passos é líder que se apresente?...; Portas não é uma espécie de apresentador dos programas televisivos das tardes de Domingo?... Que miséria, que miséria.).
A verdade é que boa parte da Direita, que aceitou o 25 de Abril com reserva mental, baba-se de ódio, resseca-se de ressaibo, refocila e desespera. Vejo-os, ouço-os e leio-os. Não consigo ignorá-los, nem com um lenço no nariz. Bem sei que há sempre os estimáveis e os repugnantes, à Direita e à Esquerda. Mas do que se trata agora é do espectáculo confrangedor da impotência, da raiva, do alapar-se ao Poder.
Perderam, a maioria dos eleitores quer vê-los pelas costas. Pouca sorte, pouca sorte. O Telmo Correia, que até é uma pessoa cordata (vivò Benfica!), descabelava-se ontem no frente-a-frente com o João Soares, por sinal, bem divertido com o desbragamento do oponente.
O terrorismo a que estamos a assistir, por parte dos vendidos do costume que têm acesso ao espaço público e de boa parte de jornalistas que são o atraso de vida que se sabe, avivou-me a memória. 

sexta-feira, setembro 11, 2015

Os portugueses e os seus líderes políticos

O país real despreza Passos, odeia Portas, simpatiza com Jerónimo e Catarina Martins. Costa, o único que pode disputar as funções ao actual primeiro-ministro, surge-lhe como a derradeira esperança, a bóia de salvação. Hoje, isso é-me evidente.
Por mim, votarei no Livre.

quarta-feira, setembro 09, 2015

sobre o debate de ontem

Portas a tentar incomodar Catarina Martins com a Grécia, truque que nenhum efeito surte no eleitorado do BE; a porta-voz a entalar Portas com os números, em especial a segurança social. Mas para além dos números, a questão política do comprometimento já assumido junto da Comissão Europeia, evidenciando o saco de palavras (boa expressão de António Costa) a que se resume o programa eleitoral da PaF. Catarina Martins, extraordinária; Portas, bebia água, metia água. 

quinta-feira, junho 04, 2015

"carta de garantias"

É a expressão que de imediato me vem à cabeça, quando penso em Passos e Portas.

quarta-feira, novembro 26, 2014

José Sócrates (5)

O que respondo aos que me interpelam com esta pergunta: "E então, o que acha?" Como eu sei aquilo que 99,9% dos portugueses, ou seja, nada, a única resposta decente, seja apoiante ou adversário, é qualquer coisa como: "Espero que esteja inocente."; como esperarei o mesmo para Portas ou a dupla Passos-Relvas.

quinta-feira, julho 18, 2013

partidoecologistaportuguês"osverdes"

Essa fraude política aberrante que dá pelo nome de Partido Ecologista "Os Verdes" (!) -- o partido barriga de aluguer, como bem lhe chamou Augusto Santos Silva -- conseguiu a proeza de dar um balão de oxigénio a um Governo mais moribundo que  Mandela. O PC (pois é dele que se trata) que já tinha sido indispensável para colocar Passos & Portas no poder, conseguiu até proporcionar esta tarde um grande discurso a Portas -- a Portas!, cuja credibilidade está pelas ruas da amargura... Que bonito, que bonito que é o PC. O que vale é que os topamos à distância, desde os tempos do camarada Zé Estaline.

quarta-feira, julho 10, 2013

Cavaco: Passos e Portas, rua!

Para além doutras interpretações, Cavaco diz: Passos e Portas, rua. Mas acautela a sua própria posição na previsível eventualidade de tudo ficar na mesma. Mas com esta moção de desconfiança ao governo, será que este aguenta até Junho?

quinta-feira, julho 04, 2013

da dignidade, e da falta dela

Além desta coreografia mimosa com que Portas & Coelho brindam o país, o MNE ainda conseguiu tornar-se protagonista dum grave incidente diplomático com a Bolívia e, por extensão, com a América do Sul, pela postura acocorada do governo. (E atenção que eu não sou antiamericano. Nada me irrita mais do que o antiamericanismo primário e bacoco. Para ser antiamericano, teria de ser, antes disso e ainda mais, anti-russo, antichinês ou antialemão...). 
Morales, que parece ter mais dignidade que os governantes portugueses, não vai deixar passar o caso em claro.

terça-feira, julho 02, 2013

Portas: a jigajoga do chico-esperto

Portas, chico-esperto, acha que se pode limpar da porcaria que fez nestes dois anos a pretexto de Maria Luís Albuquerque. Ora, Passos Coelho e o PSD não vão querer ir ao fundo sozinhos e farão tudo para lembrar os eleitores da jigajoga de hoje. E muito bem, porque o que importa é que se afundem os dois.

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

PEDIR DESCULPA À REPÚBLICA DE ANGOLA, E JÁ! (com citação de Álvaro de Campos)

     A situação interna de Angola, interessa-me tanto como a do Brasil ou Timor-Leste; isto é: atendendo ao laços históricos e às dependências mútuas, económicas, culturais, afectivas, um pouco mais do que saber da Noruega, do Burundi ou do Nepal.
     São-me, por isso, relativamente indiferentes as lutas pelo poder em Angola -- já me basta o lixo doméstico. O que não me é indiferente é ver um organismo do Estado português ocupado por prostitutos indecorosos,  transaccionando com os jornais material que passa por informação --, sendo que o Expresso aqui é, lastimavelmente, parte ou instrumento dessa luta de interesses.
     Quando em editoriais, escritos em português decente, o Jornal de Angola, com maior ou menor exagero, mas justificadamente, se insurge contra o tratamento que é dado ao seu PGR -- isto é com notícias de jornal veiculadas por rameiras  disfarçadas de magistrados do Ministério Público--, enquanto cidadão sinto uma enorme vergonha pelas instituições de Justiça (de Justiça...) do nosso país. 
     Eu quero lá saber dos governantes angolanos, ou do mensalão brasileiro! Já prenderam alguém do BPN?; do ferro-velho?; das traficâncias feitas por cá? Somos exemplo para alguém?... Não somos. Pelo contrário, somos, como país, uma vergonha de inoperância e impunidade. Mas somos bons em esquemas; deve ter sido esse o nosso grande legado às colónias, além da língua (mal tratada, é claro, pois universidades, em 500 anos de colonização, nem vê-las...)
     Eu nunca estive em Angola, nem a minha família próxima; nem tenho ninguém a trabalhar lá. Não tenho interesses. Mas sei que Portugal precisa de Angola e Angola de Portugal; como precisamos, países da CPLP, todos uns dos outros. E não se trata só de necessidade: os países amigos, os países-irmãos, que é o que são todos os que constituem a CPLP, devem tratar-se em conformidade, respeitando-se e dando-se ao respeito -- coisa que os portugueses têm dificuldade em fazer...
     Quando funcionários do Estado português, funcionários superiores (!), mas, na verdade, a mais reles escória da nação, se vende a jornais e jornalistas sem escrúpulos, pondo em causa os interesses portugueses -- porque é isso que eles estão a fazer, e não a pugnar por maior democracia e transparência em Angola, não me lixem! --; quando o Estado português permite que bandidos que são seus funcionários se comportem assim, não lhe resta outra alternativa senão pedir desculpa ao Estado angolano. E agir depressa, que é o que eu espero faça da dr.ª Joana Marques Vidal, encontrando-os, julgando-os e metendo-os na choça, que é o lugar dos corruptos.

P.S.E, já agora, seria bom que a merda da imprensa portuguesa -- como diria o Álvaro de Campos -- respeitasse os leitores, o que é pedir de mais, eu sei, pois são feitos da mesma massa informe.  

P.P.S.- vi ontem a reacção de Paulo Portas. Boa, mas não chega.

terça-feira, janeiro 29, 2013

papel de mosca

Andava cheio de vontade de o ler. Novidades, novidades, não dei por elas, a não ser o que tem que ver com politicalha, a alta roda da União Europeia (oh, o tutear dos estadistas...), as reuniões entre os líderes, os jantares confidenciais, etc.
Mas parece ser um trabalho competente de David Dinis e Hugo Filipe Coelho, papel de moscas em reuniões à porta fechada, seguindo a-par-e-passo aquele período do pec IV e do pedido de resgate.
Sócrates obstinado, Cavaco calculista, Portas malabarista, Passos ávido e empurrado para a frente, Teixeira dos Santos saco de pancada, Pedro Silva Pereira ministro adjunto, Durão Barroso, o nosso homem na Europa (como se tivesse feito alguma diferença).
O livro não responde, nem lhe cumpria, à pergunta se o pec IV, com o aval alemão, teria chegado. A avidez pelo pote de Passos e apaniguados não permitiu sequer assistir ao eventual falhanço desse pec. 
Apesar de tudo muito fresco, é útil relembrar alguns episódios de pouca grandeza.

David Dinis e Hugo Filipe Coelho, Resgatados -- Os Bastidores da Ajuda Financeira a Portugal, 3.ª ed., Lisboa, A esfera dos Livros, 2012.

terça-feira, junho 14, 2011

Pezarat Correia: o atrevimento e a a pouca vergonha

Um marcelino qualquer censurou um artigo de Pezarat Correia, a propósito da possível nomeação de Paulo Portas como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Como se pode ver aqui, trata-se de um escrito de pura opinião, sem derivas para assuntos de mau gosto, de um exercício da mais legítima liberdade de expressão, ainda por cima assinado por um homem de craveira intelectual (os seus livros, os seus artigos, as suas intervenções evidenciam-no) e militar do 25 de Abril. É evidente que um homem limpo não se deixa sujar por uma nódoa, e até uma nódoa pode fazer as vezes de condecoração. Mas o atrevimento de um qualquer marcelino, não deve passar sem mais.

quarta-feira, junho 01, 2011

porque vou votar no Bloco, pela primeira vez

Surpresa!... Eu, alérgico ao BE desde a primeira hora, vou votar nele -- com reservas mas com algum entusiasmo, diga-se, embora não tenha ilusões quanto às consequência do meu voto.
Dois factores determinantes para que vá exercer o voto desta forma: sempre me foram antipáticas as origens do Bloco: PSR, UDP (credo!) e ex-PCP, sem garantias portanto de um entendimento liberal da democracia que perfilho. Mas tenho verificado que, ao contrário do que sucede no PCP, por várias vezes e em diversas ocasiões, o BE tem convivido com as divergências políticas que se exprimem no seu seio e cá fora se manifestam. É um bom sinal.
Em segundo lugar: Louçã, de quem nunca fui fã, para além da sólida preparação económica e política com que se apresentou nos debates, soube esgrimir as suas divergências com elevação e pertinência (esteve, aliás, muito bem com Passos Coelho e com Portas); por outro lado, não tem um discurso submisso, de vencido; pelo contrário -- e aqui está com o PCP --, apresenta alternativas à política económica, sem um discurso antieuropeísta e patrioteiro -- e aqui afasta-se do PCP.
Não me apetece votar em quem apela à submissão, nem alinho pelas criaturas engravatadas muito assustadas que invadem o espaço mediático proclamando que temos de ganhar o respeito dos mercados -- sem terem a decência de afirmar que os tais mercados não se dão ao respeito.