Mostrar mensagens com a etiqueta António Lobo Xavier. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Lobo Xavier. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 22, 2024

ainda Navalny, sem bater mais no morto, mas assestando a mira aos tolos cá da parvónia

Mão amiga fez-me chegar o artigo do major-general Carlos Branco, a propósito do mal contado caso da morte de Navalny ( o discurso cavernoso de crepes de Lobo Xavier, que quase choru na "Quadrarura", ou a penosa indignação selectiva de Pacheco Pereira não conseguem competir com o descabelo de Assis -- Navalny, o Mandela russo...:). 

Eu, que sou um mero curioso destas coisas, não totalmente desinformado, sinto-me sempre confortado quando vejo alguém da craveira de Carlos Branco coincidir no essencial com o que penso sobre o assunto).

Claro que não é preciso ser um génio para levantar dúvidas e questões (ou afirmar umas quantas certezas) ocorridas em torno da morte do "democrata" reciclado Navalny; com alguma leitura e estudo, basta ter honestidade intelectual, e saber pensar.

sábado, setembro 16, 2023

Camilo e o camartelo de homens que abominam mulheres, mulheres que detestam homens, beatos de sacristia e alguns saloios úteis acoplados



Fui ver das luminárias que queriam remover a estátua "quase pornográfica" (sic), da autoria de Francisco Simões, em que o autor do Amor de Perdição, "sobriamente vestido", de acordo com o Público. enlaça uma jovem mulher nua.

São eles, por ordem alfabética, António Lobo Xavier, Artur Santos Silva (que parece que aprovara a obra), Bernardo Pinto de Almeida, Ilda Figueiredo, Mário Cláudio, Miguel Von Hafe Pérez e mais uns trinta, que permaneceram na obscuridade noticiosa. Além do triste bombo desta cegada, o inevitável Rui, o inefável Moreira.

Se há coisas que o reverente Moreira deveria saber (reverente para com o que ele chama "os dois maiores críticos de arte do Porto" -- ficando nós a saber que no Porto, segundo Moreira, consegue dizer-se quem é o maior crítico de arte), é que os políticos e a política não têm que meter o bedelho em matéria de gosto, devendo, quem se atreva a usar do seu poder para impor moralismos ser corrido a pontapé; coisa que os gloriosos "críticos de arte" também deveriam saber, em vez de puxarem pela manga do casaco do senhor da autoridade para queixinhas e solicitar castigos inerentes

Eu gosto imenso do Cutileiro, ainda mais do 25 de Abril, acho grotesco o pirilau do alto do Parque Eduardo VII, mas nunca na vida me passaria pela cabeça pedir para removerem o falo, em permanente ejaculação de liberdade. E o mesmo se passa com outros monumentos no espaço público.

Mas  verdade verdadeira, embora dissimulada, é que a mãozinha do Camilo nas nádegas capitosas da menina, isso é que não! Há uns abencerragens que ainda pensam que se trata de um atentado à moral e aos bons costumes; e por isso assinaram pela remoção, em odor de santidade; são os idiotas úteis. E há os que se sentem incomodados com tão flagrante demonstração de heterossexualidade, ou que não podem ver um homem vestido com uma mulher nua, coisa horrorosa! Estou certo de que no futuro teremos uma estátua do Cesariny no Cais do Sodré agarrado a um efebo, e aí é que eu estou para ver como será.

Prestaram um grande favor a Francisco Simões e ao seu monumento, e deram mais um valente tiro no pé, desmascarando-se como o que efectivamente são: censores e totalitários, fora os idiotas úteis, é claro.

PS - Vi a estátua pela primeira vez hoje, nem sabia da sua existência; torci o nariz de imediato. Mas vendo melhor -- e quando for ao Porto quero ir ao local --, é preciso ver melhor... O corpo feminino é soberbo, e a expressão de Camilo não o é menos, no que sai bastante beneficiado, ele que sendo um dos maiores escritores, era humanamente um patife, o que, para o caso, não interessa nada.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

a minha cadela Bolota, a crise do Benfica e a pança da sic-notícias

Maravilhoso passeio que dei ontem com a Bolota, a minha cadela, já perto da meia-noite. Um frio de entrar pelos ossos adentro, nevoeiro e uma humidade marítima de enregelar. Ela é que beneficiou da bandalheira que grassa por esses canais de televisão, alegadamente de notícias. Como a «Quadratura do Círculo» nunca mais começava, apesar de anunciado, porque os toscos que dirigem o canal preferiram continuar a ruminação do momentoso problema da saída do Rui Vitória do SLB -- um mastigar que vinha já da noite anterior, em que o programa do Gomes Ferreira, salvo erro director-adjunto de informação daquela chafarica pretensiosa, também saltara, apesar de igualmente anunciado -- (como nunca mais começava a «Quadratura») andei a fazer zapping pelos canais internacionais, detive-me um pouco na Euronews e, em seguida, na TPA, onde fiquei a saber dos problemas na área da saúde em Malange. Depois, aventurei-me no frio com a cadela.
Diante deste pobre espectáculo de ausência de brio, de critério e de respeito pelos espectadores como pelos seus próprios colaboradores, ocorre-me perguntar: 1) para que serve a ERC?; 2) como não foi a primeira, nem a segunda nem a terceira, nem... que a sic-notícias se borrifa em Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho, até quando estão eles dispostos a aturar este tratamento, que nem classifico?