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sexta-feira, setembro 02, 2022

dois nomes óbvios para o Prémio Camões

Maria Teresa Horta (1937)

António Barahona (1939)

(tenho outros, menos óbvios que estes, qualquer deles -- guardo para depois)


sexta-feira, julho 05, 2019

vozes da biblioteca

«o vento / leva-lhe a quase / saia / e vê-se a jóia / surpresa lapidada» Frederico Barbosa, «Paulistana de Verão», Cantar de Amor Entre os Escombros (2002)

«Pior, pior de tudo foi ter sido / par de Camões que continua vivo / só pele e canto ossificado em espanto» António Barahona, Rizoma (1983)

«Vitorioso o rei regressa à frente dos exércitos / e há fome e peste nas aldeias arrasadas.» Manuel Alegre, Praça da Canção (1965)

quinta-feira, junho 13, 2019

vozes da biblioteca

«Sua íntima atitude / é a das estátuas por fora» Sebastião Alba, «Os poetas», A Noite Dividida (1996)

«Um sucessivo deserto / verso a verso decantado / no canto interrompido / do bulbul exausto / do seu próprio eco» António Barahona, Ritual Análogo (1986)

«Viver sempre vergado sobre a terra, / a nossa terra / pobre / ingrata / querida!» Jorge Barbosa, Ambiente (1941) / No Reino de Caliban I (ed. Manuel Ferreira, 1975)

sábado, junho 08, 2019

vozes da biblioteca

«E mal o fogo destruiu o cadáver e as armas, / plantámos uma estrela num montículo, e, ao alto, / o seu remo de fácil manejo» António Barahona, Pátria Minha (1980)

«Lá fora, / Dizem que sou deste mundo.» José Pascoal, «A incerteza do poeta», Sobe Este Título (2017)

«Se o caminho é falso, é comigo... / Que linda voz me está a chamar!» José-Aurélio, «Primeiro poema do quarto assombrado», As Folhas de Poesia Távola Redonda (edição de António Manuel Couto Viana, 1988).

quarta-feira, maio 29, 2019

vozes da biblioteca

«Nas minhas mãos o violino alado percorre distâncias incalculáveis no sonho.» António Barahona, «Pássaro-Lyra», Pássaro-Lyra (2002)

«O outono é isto -- / apodrecer de um fruto / entre folhas esquecido.» Eugénio de Andrade, «Adagio», Primeiros Poemas (1977)

«Passividade suave e feiticeira / tentou-me, em tua boca mal pintada, / nos teus olhos azuis d'alucinada, / na estopa a rir da tua cabeleira.» Edmundo de Bettencourt, «Passividade», presença #1, 10-III-1927

quarta-feira, maio 22, 2019

vozes da biblioteca

«Olhava lá do alto daquele combro / a melodia, / tão merencória na infância, ata- / viada de fitinhas no chapéu de palha» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Ontem entrei numa baiuca infame, / Numa taberna de bandidos reles -- / Pois que eu desci às espirais misérrimas / Do Lameiro de Job!...»  in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)

«Trago palavras como bofetadas / e é inútil mandarem-me calar / porque a minha canção não fica no papel.» Manuel Alegre, Praça da Canção (1965) 

quarta-feira, maio 16, 2018

«Perfeito o horizonte se descerra / tecnicamente pela mão de Deus» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Cheira a ervas amargas, cheira a sândalo... / E o meu corpo ondulante de sereia / Dorme em teus braços másculos de vândalo... » Florbela Espanca, Juvenília (1931, póst.)

«Um sentido clamor, como suspiro / De amargurado tom, vem da amurada / Do alteroso galeão.» Almeida Garrett, Camões (1825)

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Figuras de estilo #22 - António Barahona

Só me resta a pobreza extrema de beber à ganância / o meu próprio sangue à falta de vinho bom

Pátria Minha

sexta-feira, setembro 16, 2005

Antologia Improvável #52 - António Barahona (2)

Posted by Picasa

Os dentes sujos em pleno sol
já longínquo o sorriso da virgindade lunar
vestido negro que iluminava o branco
pescoço delinquente de corça que não via
desde a infância beber no alguidar enquanto
o coração acelerava ao lume e eu cristalizava
um pingo de vitral no café perante a bica

Rizoma

quinta-feira, junho 16, 2005

Antologia Improvável #19 - António Barahona

NÚRIA

A lentamente bela bruxa cisne magro
A lentamente mate cor do pão de trigo
A lentamente Núria de navalha e ligas

Ah lentamente o corpo se compara ao cubo
e muda as asas quentes em arestas frias!
Mãos vestidas de roxo a festejar tristeza
em Sexta-feira Santa d'oração medonha!

Ah lentamente a Espanha em procissão nas ruas,
cabelos desgrenhados mais guitarras nuas!
Ah Núria, rosa-névoa, lâmina de pétalas
a recortar raízes dos meus olhos d'húmus!

Ah lentamente lentamente aponto e estico
o arco: assobia a flecha no teu flanco
e, de repente, no meu sangue flui um barco

Paço d'Arcos, 13.X.72
Noite do Meu Inverno