Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Szymansky. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Szymansky. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 22, 2025

como disse Agostinho Costa, os EUA atacaram o Irão em dois dias

Foi na quinta-feira à noite, diante de uma incompetente malcriada, que há três anos vem com conversa de meia-tigela sobre a guerra na Ucrânia, para não falar do burrico de turno que faz o papel de jornalista.

Priva, aliás, de que Israel estava (está?) à rasca, caso contrário não precisariam que os americanos viessem em seu socorro.

Vejamos o que se segue no jogo de sombras da diplomacia e na acção dos serviços secretos de todas as partes.

(Estava a ouvir em directo Carlos Branco na cnn-Portugal, e agora, na RTP3,  dois jornalistas a sério: Miguel Szymansky e José Manuel Rosendo.)

segunda-feira, maio 23, 2022

a experiência dos mèrdia (ucranianas XCVIII)

1. Quem já não sabe de cor as "notícias" atiradas pela imprensa, nomeadamente as televisões, a propósito da guerra na Ucrânia? 

Como se fôssemos todos muito analfabetos, carinhas larocas que fazem o lugar de pivôs das estações lançam para uma audiência que supõem igualmente burra e iletrada: "fontes ucranianas avançam que foram destruídos x tanques russos (sempre uma data deles) e mortos não sei quantos soldados". Mas esta nem é a melhor: é particularmente delicioso ouvir coisas como esta: "Segundo o Ministério da Defesa Britânico, o exército russo (...)" (segue-se uma tragédia qualquer). 

2. Entretanto, os negregados militares -- os honestos ou competentes, independentemente  da avaliação que façam -- dizem claramente: a Ucrânia está a perder -- como sucedeu ontem com o coronel Mendes Dias, que assume a sua posição pró-Nato com honestidade, sem deixar de dizer as coisas como elas se lhe afiguram no momento.

Os militares voltam, por isso, na generalidade, e apesar de muto pressionados pela onda propagandística pró-Pentágono, a marcar a diferença ao contrário de uma grande parte dos comentadores e dos jornalistas. 

Já agora, insuspeitos de putinismo, tenho ouvido com agrado Miguel Szymanski (jornalista) e Tiago Ferreira Lopes (especialista em relações internacionais). Ter uma opinião, sem escondê-la dos leitores/espectadores não é incompatível com uma análise honesta.

3. Entretanto, passo pelo café, sintonizado na mtv, uma das muitas dejecções vindas da pátria da democracy, cujas redes transformam em cloacas os domicílios de quem  sintoniza. Certamente partícipe no esforço humanitário projectado por esta galáxia comunicacional, um exibia-se espectáculo ao vivo e em dialecto duma Natalia Przbzbzybzbz, para que fiquemos todos imbuídos do espírito.

4. Claro que dizer que a Ucrânia nunca quis cumprir os Acordos de Minsk ou que preparava, com conveniente assessoria nato, um ataque de Kiev ao Donbass separatista, é coisa que tem de ser dita por um destes majores-generais a quem a vigarice repugna. Mas isso também só existe graças à imprensa livre, que é uma das poucas coisas boas que nos vem de lá. Imagine-se o que seria só termos acesso aos comentários de Raquel Vaz Pinto (ouvir para acreditar) ou do Serafim Saudade da sic?

ucranianas

sábado, fevereiro 26, 2022

milhões, reconstituições, provocações

1. Milhões.  Seiscentos milhões de dólares em armamento vendidos pelos Estados Unidos à Ucrânia, afirmou o major-general Raul Cunha, no telejornal das nove horas da RTP3, entre outras coisas esplêndidas de se ouvir. No mesmo canal, mais tarde, o jornalista Miguel Szymansky fala em cinco mil milhões de dólares ($5.000.000.000) que a Ucrânia pagou a países como os Estados Unidos, a França e já não me lembro quantos mais na aquisição de armamento -- certamente alimentando expectativas de uma integração na NATO. Isto poderia explicar a reacção descabelada da aliança e também da UE, lamentavelmente, no que pode parecer má consciência, se estes abutres tivessem consciência.

2. Reconstituições. A última idiotice veiculada pelo inenarrável Biden é a de que a Rússia pretende reconstituir a União Soviética. Sem mais nem menos. Que eles são ignorantes e superficiais, é um facto; rapaces também. Reconstituir a URSS, está-se mesmo a ver. O melhor era ter começado logo pelos estados bálticos, poupava-se tempo e começava-se já a III Guerra Mundial.

3. Provocações. A NATO convidou a Finlândia e a Suécia a participar na reunião de líderes; dois países neutrais. A Finlândia depois de derrotar os soviéticos no Inverno de 1940 conseguiu negociar um estatuto de neutralidade e ser deixada em paz. Foi assim que atravessou toda a Guerra Fria, livre e próspera. Como a situação não é suficiente complicada, toca a adensá-la. Brilhante.