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sábado, maio 16, 2026

o que está a acontecer

«Se vivesse ainda com os pais, não haveria na sua expectativa lugar para dúvidas: receberia, prenda única de aniversário, os afagos e as lamurientas falas da mãe, penitente do mal da pobreza: -- "Nem uma blusinha te posso dar, filha!"» Assis Esperança, Servidão (1946)

«Próximo da ponte de tábuas, um milhafre dá três voltas vagarosas ao rés da terra, imobiliza-se no espaço e baixa-se repentinamente, como tocado por um tiro. Daí a nada, levanta-se num esticão, e leva um pinto no bico. Por um momento, o voo da ave de rapina é um traço negro na paisagem morena da planície. E só o homem, pela janela, vê o assalto.» Antunes da Silva, Suão (1960)

«As virtudes civis e, sobretudo, o amor da pátria tinham nascido para os Godos logo que, assentando o seu domínio nas Espanhas, possuíram de pais a filhos o campo agricultado, o lar doméstico, o templo da oração e o cemitério do repouso e da saudade.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

quinta-feira, maio 07, 2026

o que está a acontecer

«Até parecia injustiça de Deus que aqueles campos tão férteis, tão vastos, estivessem quase ao abandono, porque o senhor Esteves, sendo rico, morava na vila, nunca vinha ali e o rendeiro, velho e sovina, preferia deixar a terra sem cultivo a pagar a alguém que o auxiliasse.» Ferreira de Castro, Emigrantes (1928)

«Invejo -- mas não sei se invejo -- aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que podem escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.» Fernando Pessoa, Livro do Desassossego (póst., 1982)

«No meio, porém, da decadência dos Godos, algumas almas conservavam ainda a têmpera robusta dos antigos homens da Germânia. Da civilização romana elas não haviam aceitado senão a cultura intelectual e as sublimes teorias morais do cristianismo. » Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

sexta-feira, agosto 15, 2025

o que está a acontecer

«Os filhos do seu predecessor Vítiza, os mancebos Sisebuto e Ebas, disputaram-lha largo tempo; mas, segundo parece dos escassos monumentos históricos dessa escura época, cederam por fim, não à usurpação, porque o trono gótico não era legalmente hereditário, mas à fortuna e ousadia do ambicioso soldado, que os deixou viver em paz na própria corte e os revestiu de dignidades militares. Daí, se dermos crédito a antigos historiadores, lhe veio a última ruína na batalha do rio Críssus ou Guadalete, em que o império gótico foi aniquilado» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

«Mandei perguntar à Sr.ª Joaquina se dava licença que eu visse os livros. Não só mos deixou ver, mas até mos deu todos -- que escolhesse, que levasse. / Examinei-os com alvoroço de bibliómano. Eles, gordurosos, húmidos, empoeirados, pareciam-me sedutores como ao leitor delicadamente sensual se lhe afigura a face da mulher querida, oleosa de cold-cream, pulverizada de bismuto.» Camilo Castelo Branco, A Brasileira de Prazins (1882)

«A cercar os mimos viçosos da natureza e a muitos deles servindo de dossel, corria a vinha, toda armada em carvalho e arame, com espigões no muro branco que ele sozinho erguera, aos domingos, desde os alicerces à dentadura de vidros partidos -- veto indispensável ao arrojo da gatunagem.» Ferreira de Castro, Emigrantes (1928)

segunda-feira, agosto 11, 2025

o que está a contecer

«A podridão tinha chegado ao âmago da árvore, e ela devia secar. O próprio clero se corrompeu por fim. O vício e a degeneração corriam soltamente, rota a última barreira. / Foi então que o célebre Roderico se apossou da coroa.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

«Fazendo sentinela à terra pródiga, duas cerejeiras contrastavam, pela sua frescura e opulência da folhagem, com a figueira árida -- apesar de tudo muito mais feliz do que a bíblica, pois Judas fora substituído por uma grande abóbora amarela, que pendia da primeira forquilha. » Ferreira de Castro, Emigrantes (1928) 

«Constou-me aqui há dias que a Sr.ª Joaquina de Vilalva  tinha um gigo de livros velhos entre duas pipas na adega, e que as pipas, em vez de malhais de pau, assentavam sobre missais. O meu informador denomina missais todos os livros grandes; aos pequenos chama cartilhasCamilo Castelo Branco, A Brasileira de Prazins (1882)

quarta-feira, junho 11, 2025

o que está a acontecer

«A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete.» Eça de QueirósOs Maias (1888) 

«I. Óbito do autorAlgum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.» Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

«Debalde muitos homens de génio revestidos da autoridade suprema tentaram evitar a ruína que viam no futuro: debalde o clero espanhol, incomparavelmente o mais alumiado da Europa naquelas eras tenebrosas e cuja influência nos negócios públicos era maior que a de todas as outras classes juntas, procurou nas severas leis dos concílios, que eram ao mesmo tempo tempo verdadeiros parlamentos políticos, reter a nação que se despenhava.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

terça-feira, fevereiro 04, 2025

Maria Teresa Horta (1937-2025) uma aristocrata do espírito que pairou sobre as elites que não prestam e um povo embrutecido que ela gostaria de ver elevar-se


 
Poeta do amor, do corpo, do sexo, foi uma das pasionarias da nossa literatura, num país que nem sequer teve a categoria de honrar-se dando-lhe o mais que merecido e justificado Prémio Camões. Uma das nossas grandes escritoras, como a sua tetravó, a Marquesa de Alorna, extraordinária mulher, como o foi a sua descendente, grande poeta que recebia no seu salão Bocage e Alexandre Herculano. A obra de Maria Teresa Horta aí está, para a História e para o Futuro -- de que faz parte um dos melhores e maiores livros de toda a nossa literatura, as Novas Cartas Portuguesas, escrito com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa.

domingo, outubro 13, 2024

tempo de romance

«Todo o cabido riu muito com esta graça do senhor governador do bispado; o cónego Campos contou-a à noite ao chá em casa do deputado Novais; foi celebrada com risos deleitados; todos exaltaram as virtudes do chantre, e afirmou-se com respeito -- que Sua Excelência tinha muita pilhéria!» Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro (1875/80)

«Já rente à água longa tira de praias se divisa e, mais avançados, dois cabos de nítido contorno: o da Roca e o Espichel. / Vencem-se mais rapidamente as distâncias, com a maior profusão de pontos de referência e a diminuição gradual do horizonte no alargamento do cenário em redor.« Joaquim Paço d'Arcos, Herói Derradeiro (1933)

«A monarquia visigótica procurou imitar o luxo do império que morrera e ela substituíra. Toletum quis ser a imagem de Roma ou de Constantinopla. Esta causa principal, ajudada por muitas outras, nascidas em grande parte da mesma origem, gerou dissolução política, por via da dissolução moral.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

quinta-feira, setembro 26, 2024

tempo de romance

«Esta conversão dos vencedores à crença dos subjugados foi o complemento da fusão social dos dois povos. A civilização, porém, que suavizou a rudeza dos Bárbaros era uma civilização velha e corrupta. Por alguns bens que produziu para aqueles homens primitivos, trouxe-lhe o pior dos males, a perversão moral.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

«Outrora não teria hesitado e, zape-zape, pinheiro arriba, iria ver em que estado se encontrava o novo berço e voltaria, depois, pelos ovos ou pelas avezitas ainda implumes, as pálpebras cerradas e o biquito glutão semiaberto ante qualquer ruído. Mas, hoje, só se fosse em pinheiro baixo e de gaio ou de rola, que eram bons com arroz.» Ferreira de Castro Emigrantes (1928) 

«Eram dois estes filhos -- Pedro e Daniel. -- Pedro, que era o mais velho, não podia negar a paternidade. Ver o pai era vê-lo a ele; -- a mesma expressão de franqueza no rosto, a mesma robustez de compleição, a mesma excelência de musculatura, o mesmo tipo, apenas um pouco mais elegante, porque a idade não viera ainda exagerar a curvatura de certos contornos a ampliar-lhes as dimensões transversais, como já no pai acontecia.» Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor (1867)

«De bordo, em curvas alternando com segmentos de rectas, o tanque era, de em par com o lineamento da escaleira que poucos passos dali conduzia à capela, duma ordenança mais harmoniosa que as rendas por minha mãe tecidas. Sobre ele erguia-se a figueira de muitos anos, sombreando o lugar a que a presença de S. Francisco dera um perfume místico de lenda.» Aquilino Ribeiro, A Via Sinuosa (1918)

«Neste jardim, que só os cónegos velhos frequentavam em manhãs de bom sol morno no intervalo do serviço religioso, não passeava a esta hora ninguém; e dos claustros, igualmente desertos, subia o silêncio de ruínas mortas, entrecortado pelo murmúrio argentino dum turíbulo que oscilava, com isócrona cadência, por detrás da capela-mor, nas mãos diáfanas duma criança grave.» Manuel Ribeiro, A Catedral (1920)

sábado, setembro 14, 2024

tempo de romance

«O seu único amigo era o chantre Valadares, que governava então o bispado, porque o senhor bispo D. Joaquim gemia, havia dois anos, o seu reumatismo, numa quinta do Alto Minho. O pároco tinha um grande respeito pelo chantre, homem seco, de grande nariz, muito curto de vista, admirador de Ovídio -- que falava fazendo sempre boquinhas, e com alusões mitológicas.» Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro (1875/80) § «De três bicas, manando de rosáceas num pano de gracioso corte, com o entablamento coroado por pirâmides e um frontão em que se vazava uma guarita de santinho, apenas uma escorria no tempo da seca. Se pelos meses de águas vivas todas três brotavam, na tristeza das horas sem luz, à borda do silêncio revessado pelo convento, seu gorgolão era grave como uma salmodia de monges.» Aquilino Ribeiro, A Via Sinuosa (1918) § «Quantas noites não pregara olho a traçar planos para os canteiros da ponta de baixo que pareciam avessos a receber frescura? Então, erguia-se da esteira para percorrer o arrozal, levando as estrelas por camaradas mais a endecha da água e o zangarreio das rãs.» Alves Redol, Gaibéus (1939) § «As leis dos césares, pelas quais se regiam os vencidos, misturaram-se com as singelas e rudes instituições visigóticas, e já um código único, escrito na língua latina, regulava os direitos e deveres comuns quando o arianismo, que os Godos tinham abraçado abraçando o Evangelho, se declarou vencido pelo catolicismo, a que pertencia a raça romana.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

sábado, setembro 07, 2024

tempo de romance

«Esta evocação do meu mestre acudia-me ao espírito sempre que, nos dias de sol, me era grata a frescura daquele remanso, à beira do mosteiro. Sobre o tanque, que se vedava para a rega, noite dia a fonte antiga levava a chorar. A água vinha de longe por uma caleira de pedra, e era sua uma toada tão leda e inquebrantável, que parecia mesmo a pulsação do silêncio.» Aquilino Ribeiro, A Via Sinuosa (1918) § «Ao Leitor» «Que Stendhal confessasse haver escrito um dos seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte e, quando muito, dez. Dez? Talvez cinco.» Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) § «Era miguelista -- e os partidos liberais, as suas opiniões, os seus jornais enchiam-no de uma cólera irracionável: / -- Cacete! Cacete! -- exclamava, meneando o seu enorme guarda-sol vermelho. / Nos últimos anos tomara hábitos sedentários e vivia isolado -- com uma criada velha e um cão, o "Joli".» Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro (1875/80) § «Ali por fins de Agosto era um tal entrar de carros de milho pelas portas do quinteiro dentro! S. Miguel mais farto poucos se gabavam de o ter. Que abundância por aquela casa! Ninguém era pobre com ele; louvado Deus!» Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor (1867) § «Desde essa época, a distinção das duas raças, a conquistadora ou goda e a romana ou conquistada, quase desaparecera, e os homens do norte haviam-se confundido jurìdicamente com os do meio-dia em uma só nação, para cuja grandeza contribuíra aquela com as virtudes ásperas da Germânia, esta com as tradições da cultura e polícia romanas.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

domingo, agosto 04, 2024

tempo de romance

«Leovigildo expulsara da Espanha  quase que os derradeiros soldados  dos imperadores gregos, reprimira a audácia dos Francos, que em suas correrias assolavam as províncias visigóticas de além dos Pirenéus, acabara com a espécie de monarquia que os Suevos tinham constituído na Galécia e expirara em Toletum, depois de ter estabelecido leis políticas e civis e a paz e ordem públicas nos seus vastos domínios, que se estendiam de mar a mar e, ainda, transpondo as montanhas da Vascónia, abrangiam grande porção da Gália Narbonense.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

domingo, junho 30, 2024

tempo de romance

I. «Os Visigodos».  «A raça dos Visigodos, conquistadora das Espanhas, subjugara toda a Península havia mais de um século.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

quinta-feira, abril 04, 2024

150 portugueses: 21-25

21. Camilo Castelo Branco (1825-1890). Ao cabo de quase novecentos anos, a língua é o maior património dos portugueses; ainda mais do que a sua História, real e mitificada, pois o país pode acabar (nada é eterno), mas a literatura, forjada a partir dessa mesma língua, ficará, mesmo depois de a língua morrer também. Por isso são tão (ou mais, quanto a mim) importantes os grandes escritores (em sentido lato) do que os guerreiros e navegadores que construíram Portugal e a ideia dele. E assim sendo, Camilo, porventura o maior do século XIX (junte-se-lhe Garrett, Herculano, João de Deus, Júlio Dinis, Antero, Oliveira Martins, Eça, Cesário, Fialho e Nobre), é uma presença evidente, por muito exígua que esta lista ainda mais fosse.

22. D. Dinis (1261-1325). Poeta, guerreiro, governante, sexto rei de Portugal, e um dos mais amados.

23. D. Fernando (1345-1383). Nono rei de Portugal, um grande monarca com uma política externa desastrosa. A sua consorte, Leonor Teles (de Meneses), é a mulher mais odiada da nossa história.

24. Garcia de Orta (c. 1501 - 1568). Produto dos Descobrimentos e da expansão imperial, cristão-novo, médico, botânico e farmacêutico. Um dos homens do seu tempo, à escala global.

25. Infante D. Henrique (1394-1460). O mítico Navegador, mas homem bastante prático 

terça-feira, dezembro 19, 2023

hora de admoestações e outros caracteres móveis

«Descera o académico ao pátio, depois de abraçar a mãe e irmã, e beijar a mão ao pai, que para esta hora reservara uma admoestação severa, a ponto de lhe asseverar que de todo o abandonaria se ele caísse em novas extravagâncias.» Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (1862) 

«Sacerdote do Cristo, ensinado pelas largas horas de íntima agonia, esmagado o seu coração pela soberba dos homens, Eurico percebera, enfim, claramente que o Cristianismo se resume em uma palavra -- fraternidade.» Alexandre HerculanoEurico o Presbítero (1844) 

«Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião te vou explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura.» Almeida GarrettViagens na Minha Terra (1846)

terça-feira, agosto 22, 2023

no meu labirinto - 51-60

51) Andrade Corvo, Um Ano na Corte (1850-51)

52) Vicente Ferrer Neto de Paiva, Princípios Gerais da Filosofia do Direito (1851)

53) Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas (1851)

54) Alexandre Herculano, Eu e o Clero (1851)

55) José do Canto, Calendário Rústico (1851)

56) J. F. Henriques Nogueira, Estudos sobre a Reforma em Portugal (1851)

57) Camilo Castelo Branco, Anátema (1851)

58) A. P. Lopes de Mendonça, Recordações de Itália (1852-53)

59) L. A. Rebelo da Silva,  A Mocidade de D. João V (1853)

60) Almeida Garrett, Folhas Caídas (1854)

domingo, agosto 20, 2023

no meu labirinto: 41-50

41) Luz Soriano, História do Cerco do Porto (1846-49)

42) Alexandre Herculano, História de Portugal, desde o Começo da Monarquia até ao Fim do Reinado de Afonso III (1846-1853)

43) Alexandre Herculano, O Bobo (1128) (1846)

44) Francisco Maria Bordalo, Eugénio (1846)

45) Almeida Garrett, As Profecias do Bandarra seguido de Um Noivado no Dafundo e A Sobrinha do Marquês (1848)

46) Alexandre Herculano, O Monge de Cister (1848)

47) António Feliciano de Castilho, Felicidade pela Agricultura (1849)

48) A. P. Lopes de Mendonça, Memórias dum Doido (1849)

49) A. P. Lopes de Mendonça, Ensaios de Crítica e de Literatura (1849)

50) Francisco Joaquim Bingre, O Moribundo Cisne do Vouga (1850) 

sexta-feira, agosto 18, 2023

no meu labirinto: 31-40




31) Vicente Ferrer Neto de Paiva, Elementos de Filosofia do Direito (1844)

32) Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa (1844)

33) António Feliciano de Castilho, Escavações Poéticas (1844)

34) Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

35) Marquesa de Alorna, Obras Poéticas de D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, Marquesa de Alorna, Condessa de Assumar, e Oyenhausen, Conhecida entre os Poetas Portugueses pelo Nome de Alcipe (póst., 1844)

36) Francisco Freire de Carvalho, Primeiro Ensaio sobre História Literária de Portugal, desde a Sua Mais Remota Origem, até o Presente Tempo (1845)

37) Almeida Garrett, Flores sem Fruto (1845)

38) Almeida Garrett, O Arco de Sant'Ana (1845-50)

39) Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra (1846)

40) Almeida Garrett, Dona Filipa de Vilhena seguido de Falar a Verdade a Mentir Tio Simplício (1846)

quinta-feira, agosto 17, 2023

no meu labirinto: 21-30

 

21) Visconde de Vilarinho de São Romão, Histórias de Meninos para Quem não For Criança, Escritas por um Homiziado que Sofreu o Martírio de Estar Escondido Cinco Anos e Dois Meses (1834)

22) Alexandre Herculano, A Voz do Profeta (1836)

23) Almeida Garrett, Um Auto de Gil Vicente (1838)

24) Oliveira Marreca, Noções Elementares de Economia Política (1838)

25) Visconde de Juromenha, Sintra Pinturesca (1838)

26) Alexandre Herculano, A Harpa do Crente (1838)

27) Guilherme Centazzi, O Estudante de Coimbra (1840-41)

28) Visconde de Santarém, Memória sobre a Prioridade dos Descobrimentos Portugueses na Costa da África Ocidental (1841)

 29) Almeida Garrett, O Alfageme de Santarém (1842)

30) Almeida Garrett, Romanceiro e Cancioneiro Geral (1843-51)


quarta-feira, agosto 16, 2023

no meu labirinto: 11-20

11) José Agostinho de Macedo, Exorcismo contra Periódicos e Outros Malefícios: Fugite Partes Adversae (1821)

12) Almeida Garrett, Retrato de Vénus seguido de Ensaio sobre a História da Pintura (1821)

13) António Feliciano de Castilho, Cartas de Eco e Narciso (1821)

14) Almeida Garrett, Catão, seguido de O Corcunda por Amor (com Paulo Midosi, 1822) 

15) Almeida Garrett, Camões (1825)

16) Almeida Garrett, D. Branca (1826)

17) Almeida Garrett, Carta e Guia para Eleitores (1826)

18) Almeida Garrett, Adozinda (1828)

19) Almeida Garrett, Da Educação ( 1828)

20) Almeida Garrett, Portugal na Balança da Europa (1830)

domingo, julho 09, 2023

José Mattoso (1933-2023)

Como todos os grandes historiadores -- Alexandre Herculano, José Leite de Vasconcelos, Jaime Cortesão, Vitorino Magalhães Godinho, Joel Serrão, etc. -- como qualquer grande autor, há um antes e um depois de José Mattoso. Alguém disse que ele e Herculano eram os pilares da historiografia portuguesa no que respeita à Idade Média. Identificação de um País -- Ensaio sobre as Origens de Portugal (1096-1325) (1986), conjugando História pura e dura, com a Geografia (que já vinha de trás, com Magalhães Godinho, bebendo em Orlando Ribeiro) e a Etnologia, é a pedra de toque da sua obra.