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sábado, março 04, 2023

Ales Bialiatski

A Rússia também tem marionetas, e não apenas os Estados Unidos. Uma delas é o Lukashenko (que bem útil tem sido, o filho da puta, e espero que assim continue).

Só ouvi falar em Ales Bialiatski no ano passado. Além de me parecer um tipo de grande credibilidade, tem um substrato de resistente que vem de longe, não é um palhaço, ao contrário de certas fabricações do Ocidente.

Na minha galeria de prisioneiros de consciência e exilados políticos.

terça-feira, junho 21, 2022

querem tanto a guerra nos países dos outros, não sendo eles a morrer (ucranianas CV)

1. Neste momento, não dou nada pela Ucrânia. O Donbass é russo; o sul russo é. Veremos se os russos lhe deixam Kiev. Acredito que só se não puderem. Ter ali à porta os animais do Pentágono deve-lhes causar bastante comichão. E tratando-se daquelas hienas, têm toda a justificação, e também a minha simpatia quando os enxotam.

 2. A ideia transmitida pelas várias reportagens, que nas áreas da Ucrânia em guerra ficaram os pobres, os velhos e os agricultores, para quem fugir equivale a suicídio, aumenta com a percepção de certo tipo de regugiados que por aqui vejo, não sei se por viver e trabalhar em zonas privilegiadas ou turísticas. Este fim de semana no Guincho, com excepção de um carro familiar de classe média (não me lembro da marca, Opel? Toyota?...) que estava bastante sujo da poeira do deserto que se abateu por aqui, passam-me, com matrícula UA, um Porshe Cayenne, e um Ford Mustang descapotável; a estacionar à porta de casa, passa um Jaguar tipo suv, e outro cuja marca não consegui ver. Perto do meu local de trabalho, um Tesla, e depois um Range Rover, modelo actual. Em tempo: Soube também de um Bentley no Guincho; certamente de um oligarca. Bem sei que é uma amostra, mas são sempre os pobres e os mais fracos que suportam as guerras desta canalha. 

3. Por falar em canalhas, o rafeiro do Boris Johnson, visita Kiev de surpresa, mandados pelo dono americano, menos de 24 horas depois da troika europeia. Todos percebemos do que se trata.

4. Por falar em rafeiros, e para não haver confusões: tão rafeiro é o Boris Johnson dos americanos, como o Lukashenko o é dos russos, com a diferença de que este está do lado, não direi certo, mas menos errado.

5. Um pouco de poker: a Lituânia a fechar a fronteira com o enclave de Kaliningrado; o novo cemgfa inglês a avisar que a tropa deve habituar-se à ideia de voltar a combater no continente.

6. Um palhaço chamado Fareed Zakaria, ou comunicação de vendidos para analfabetos. Fica para outro post.

ucranianas

terça-feira, maio 24, 2022

a guerra da Ucrânia vista à maneira do «Maus» (ucranianas XCIX)

 Maus, de Art Spiegelman, se bem se lembram, é uma novela gráfica que conta a história do pai, um sobrevivente de Auschwitz, sob a forma de animais antropomorfizados: os judeus eram ratos, gatos os nazis, e os polacos colaboracionistas, porcos.

Se animalizar os líderes desta guerra entre a Rússia e os Estados Unidos na Ucrânia, Biden será um lobo velho e Putin um urso; Boris Johnson, um porco, Ursula uma cadela, como o rafeiro do Borrell, Stoltenberg, assim como o Duda, da Polónia, chacais; Lukashenko, um facochero. Guterres, sei lá, um mocho ? Já Xi Jiping, esse tem sido um panda, come raízes de bambu e vê.

Em tempo: esquecia-me do Zelensly -- uma raposa, claro.


terça-feira, maio 25, 2021

terrorismos de estado -- ou a União Europeia como seguro de vida de Lukashenko, enquanto Putin não se fartar



O sequestro de um avião de passageiros em trânsito entre Atenas e Vilnius (duas capitais da União Europeia) por meios aéreos da aviação bielorrussa é uma acto gravíssimo, sequer à luz do Direito Internacional, como dos próprios Direitos Humanos.

Tenho ouvido umas indignações selectivas quanto ao acto de pirataria, esquecendo que não há muitos anos, a força aérea americana desviou um outro avião onde seguia Evo Morales, obrigando-o a aterrar em Viena, já nem me lembro bem porque razão (talvez estivessem atrás do Snowden não me recordo). 

Pirataria por pirataria, portanto, é o pão nosso de cada dia. O que me importa é o casal de reféns daquela criatura que dá pelo nome de Lukashenko. Aliás, a Ryan Air nunca deveria ter levantado voo sem os passageiros, e depois é que iria ver-se.

Que ele faz o que faz porque tem as costas quentes do Putin (não sei se lhe foi pedir autorização), é evidente. Uma crise como esta só é possível pelo acantonamento de Putin, que, obviamente, entre ter um títere à porta de casa e um agente da CIA, só se fosse estúpido preferiria o segundo, dando o flanco à pirataria dos Estados Unidos, com um longo cadastro, aliás bastante assinalável na região, das Ucrânias às Geórgias.

Como tudo se irá passar, não será sob os nossos olhos. Na Europa manda a Alemanha, que nunca perdeu o tique de grande potência, com as suas áreas de influência, que disputa com a Rússia. Mas como na Alemanha mandam os Estados Unidos, até ver, creio que as coisas se podem complicar. Para quem? Em primeiro lugar para o refém de Lukashenko; depois só para a União Europeia. 

Porquê? Porque Putin não brinca em serviço, e sabe que a aposta americana é a neutralização da Rússia; e sabe também que a União Europeia, para as questões estratégicas, nada mais é do que um cãozinho obediente do presidente que estiver no cargo. 

Porque Lukashenko sabe que com o Putin não se brinca, é que se permitiu a uma diabrura destas. Portanto: a irresponsabilidade, cegueira e estupidez dos Estados Unidos (não é novidade) e da UE (também não...) protegem o ditador bielorrusso, que Putin só fara cair se e quando lhe apetecer.