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quarta-feira, julho 09, 2014

um sentido por fazer

Resistência a quê? À banalização, à grandiloquência, ao onanismo autocomiserativo, à prostituição da palavra e do sentido. A poesia basta-se na sua precisão e comunica-se apenas disso. Para Nancy, a poesia, degradada de sobresignificação, «pode perfeitamente encontrar-se onde não existe propriamente poesia.» O melhor de tudo: «"Poesia" não tem exactamente um sentido, mas antes o sentido do acesso a um sentido a cada momento ausente, e transferido para longe. O sentido de "poesia" é um sentido sempre por fazer.»
Jean-Luc Nancy, Resistência da Poesia, tradução de Bruno Duarte, s.l.,Vendaval, 2005.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Caracteres móveis #62 - Jean-Luc Nancy

A poesia é, por essência, mais do que e algo de diferente da própria poesia. Ou antes: a própria poesia pode encontrar-se onde não existe propriamente poesia. Ela pode mesmo ser o contrário ou a rejeição da poesia, e de toda a poesia. A poesia não coincide consigo mesma: talvez seja essa não-coincidência, essa impropriedade substancial, aquilo que faz propriamente a poesia.
Resistência da Poesia
(tradução de Bruno Duarte)

J.-L. Nancy