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segunda-feira, junho 09, 2025

amanhã é feriado, vou perguntar ao Zelensky se está bom no Guincho

 Nos canais de bardanotícias aqui da parvónia, o Zelensky continua a ser um Churchill -- como disse, certo dia, o Fareed Zakaria... pouco importa que tenha sido uma marioneta de americanos e britânicos contra os ucranianos e com isso tenha deitado o seu país a perder, em função dos interesses americanos e não só (lembremos o papel de duas abjecções como Joe Biden e Boris Johnson no prolongar da guerra, para esvair a Rússia -- o verdeiro objectivo -- quando da primeira tentativa de acordos de paz).

Não especulo sobre as intenções deste bicho, se vai morrer de armas na mão, como seria sua obrigação, depois do mal que tem feito, ou se há alguma ponta de verdade no que dizem os seus detractores, sobre um eventual e bem esportulado enriquecimento ilícito -- não vou por aí, não me interessa, nem sequer é preciso...

Basta dizer que à conta da criatura e de quem a sustenta, a Ucrânia está como está, e a caminhar para muito pior. Mas, não contente com isso, seguindo à risca o gizado pela trupe neo-con do lado de lá do Atlântico, tem procurado, desde o princípio, envolver-nos a todos na guerra -- o que só não conseguiu ainda, não por bom-senso das lideranças europeias (meu deus, a nulidade do Costa, parece que engenheiro de pontes, é presidente do Conselho Europeu...), mas porque ainda não puderam. Mas há quem não descanse enquanto tal não suceder, não só do lado de lá, como, pasme-se, do lado de cá do Atlântico. Que imbecis, que vigaristas...

Para as notícias dos bardacanais, e os zeros que os dirigem, Zelensky, em vez de a sua acção ser abordada segundo um prima jornalístico (chamam àquilo jornalismo, certo?) -- ou seja: um político apanhado em determinadas circunstâncias, reagindo melhor ou pior de acordo com elas, o que nos dão é uma caricatura de propaganda reles, em que cada espirro e cada flato que o homem emane equivale a um tratado de clarividente liderança; ele tudo sabe, tudo vê, é um predestinado, um Churchill.




sexta-feira, dezembro 13, 2024

serviço público - Carlos Branco e Jaime Nogueira Pinto

 "As encruzilhadas de Zelensky" -- não é só a análise da inconsistência e incongruência do Zelensky, é toda a canalhada que fez a guerra alem de, muito em particular, os indígenas que dirigem aqui a Parvónia desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, todos sabemos porquê. Até quando vamos aceitar calados as mentirolas, a cobardia e a incompetência crassa?

"De Bucareste a Damasco, a democracia está bem e recomenda-se" entre outras coisas, uma das razões que fez de mim um eurocéptico; ou um intelectual salazarista a escrever por que está podre o demo-liberalismo europeu. Ajunto nomes, nomezinhos: de António Costa a Emmanuel Macron, passando por Pedro Sánchez, de Ursula von der Lyen + Josep Borrell, de Stoltemberg a Rutte, de Boris Johnson à ministra alemã dos Estrangeiro, a "verde" Annalena Baerbock -- sou só eu que fico nauseado?

sexta-feira, dezembro 06, 2024

JornaL - a Roménia como mais um bantustão

Tribunal constitucional anula resultados das eleições presidenciais na Roménia. O TikTok, não é?... Eu acho que parece mais o estertor do liberalismo, aqui e ali, tomado que foi, à direita e à esquerda, pelo rapinanço capitalista. De Blair a Sarkozy, de Hollande a Boris Johnson, de Macron a Starmer -- o que são estes gajos senão bonecos? Claro que as interferências não terão faltado, não sejamos ingénuos; mas anula-se umas presidenciais num país como a Roménia por causa do tiktok, como se fosse um bantustão ou uma república das banas?... Pelos vistos é. Tenha sido condicionado pelas redes sociais, ou estejamos a assistir um golpe do seu TC, o país fica mesmo mal no retrato. Depois do facínora ridículo que foi Ceausescu, o país do Mircea Eliade merecia melhor.

quinta-feira, setembro 05, 2024

ucraniana CCLXII: paulatinamente, eles tornam aceitável, não a guerra, mas a ideia de que estamos em guerra e da sua inevitabilidade

Eles há muitos, alguns são até militares. Hoje ouvi duas dessas duas personalidades. 

O comandante João Fonseca Ribeiro, na RTP3, dizendo basicamente isto: o próximo ano será de grandes decisões, e não é altura para líderes políticos "medrosos", uma vez que há que esperar que a Rússia ataque o ocidente europeu; ou então prevenir esse ataque. (Subjacente está a lengalenga de que a Rússia se prepara, mais cedo ou mais tarde para atacar países Nato, o que nem as criancinhas ou mesmo a minha cadela acreditam, por muito teatro que faça Trump.) Suponho que, para devem os países europeus (hoje citados por Zelensky) já autorizar o emprego do armamento ocidental no ataque, esquecendo-se de dizer que muito desse armamento é operado não por ucranianos, mas por militares ocidentais -- algo que um imbecil como o Borrell nem se preocupa em elucidar os cidadãos da UE. Presumo também que para Fonseca Ribeiro os medrosos sejam: Biden, Scholz, Starmer e Macron; e que os exemplos a seguir sejam as formigas aterrorizadas do Báltico ou quem sabe o insigne Boris Johnson, estrénuo representante dos nossos valores democráticos e liberais.

A segunda personalidade ouvida, desta vez na cnn-Portugal, Diana Soller (tinha de ser) disse que a China por enquanto não é um perigo militar perceptível, ao contrário da Rússia, que está em guerra contra os europeus. -- Como se sabe, foi a Rússia que se expandiu e não os Estados Unidos, via Nato. O mundo de pernas para o ar...

E por aqui me fico, reforçando que o propósito destes comentadores, ou pelo menos parte deles, é a de que vamos lentamente assimilando a necessidade do sacrifício. Em que grau, cada um saberá (saberá?).

Isto é inaceitável, e deve ser contraditado por todos quantos acham que há mais a fazer do que sermos joguetes dos americanos. E não digo isto por "pacifismo"; se há coisa que os portugueses fazem bem é a guerra, apesar de bisonhos. Da Guerra Colonial, em que éramos ocupantes seculares, recuando à Lusitânia que resistiu a Roma por mais de um século, se há coisa que este povo sabe fazer é bater-se -- mas, por favor, fazê-lo em nome dos interesses de outros por causa dos anões políticos que temos tido, vai um passo que só a inépcia e -- agora sim -- o medo, comandante Fonseca Ribeiro -- explicam.

quinta-feira, fevereiro 29, 2024

ucraniana CCXXVIII - ainda o inqualificável Macron e um recado de Putin, para ele e para os outros

Nós já sabíamos, de há muito, que a Europa é tragicamente governada por aprendizes de feiticeiro e impostores. Macron é apenas mais um da linhagem inaugurada por Sarkozy e continuada por Hollande. Mas se pensarmos bem, de Aznar a Pedro Sánchez, ou de Blair a Boris Johnson, entre muito outros cadastrados, o Velho Continente muito tem enfraquecido e infligido sofrimento a terceiros por esse mundo além. Olha-se para Putin e compara-se com estes desmunidos e é todo um abismo que se cava. (Veja-se a forma como reage ao truão hexagonal.)

Já sei o que vão dizer do russo, e francamente estou-me nas tintas. Porque me hei-de preocupar com o modo como Putin governa a Rússia, se entre nós temos à cabeça dos estados os mais inqualificáveis bandalhos? Poderia acrescentar muito mais àquela lista sórdida. Como dizia ontem o comandante Farinazzo, Macron "é um nada" -- porém é um nada que reúne 31 chefes de estado e de governo para pôr-se em bicos de pés. Eu, se estivesse lugar de Marcelo, atribuiria de imediato a Ordem da Liberdade ao cidadão que enfiou uma chapada neste idiota perigoso. 

Em tempo: a estratégia propagandística dos peões do Pentágono : a ameaça de um ataque da Rússia a países da Nato. Qualquer pessoa informada rir-se-ia; no entanto, a vasta maioria da população não faz a mínima ideia, e precisa de ser condicionada pelas nossas queridas "democracias liberais" da ameaça do lobo, que é neste caso um urso. Fá-lo a liderança ucraniana, repetem-no estes indigentes europeus, que acham que podem derrotar a Rússia, mas na realidade condenando a Ucrânia à destruição e ao seu provável desaparecimento enquanto estado.

terça-feira, janeiro 16, 2024

na cabecinha de uma delegada de propaganda bélica

 A convite da FLAD, esta senhora, do American Enterprise Institute, conselheira da campanha de John McCain e Sarah Palin, e, obviamente, apoiante de Joe Biden, veio perorar sobre o que vai pelo mundo, e certamente reciclar as lívia, as sandras, as sónias e todos os outros poejos que têm tão bem servido para esclarecer a opinião pública nacional. Lendo a entrevista, das duas, uma: ou é mais um atraso de vida, epígono de epígonos; ou está a cumprir muito bem o seu papel. Deixo as averiguações para quem tenha curiosidade, que não é o meu caso; mas sempre lembrando que a generalidade das lideranças ocidentais, figuras de excelência como António Costa (ou Montenegro), Sánchez, Macron, Sunak (lídimo herdeiro desse segundo Churchill que é Boris Johnson,seguindo o diapasão dos patetinhas de cá), Scholz, Von der Leyen, Borrell, Michel, como os Bidens e as Hilarys, andam a toque de caixa desta espécie de delegados de propaganda bélica que se passeiam, não pelos consultórios médicos, mas pelos gabinetes onde as luminárias acima citadas decidem sobre as grandes causas da Humanidade...

[dando de barato as características grotescas do Trump e o perigo que representa para o sistema político americano, a verdade é que este não começou nenhuma guerra (até pode ter sido um feliz acaso; pelo contrário, travou o confronto com a Rússia, que já estava preparado com o estafermo da Hilária -- confronto em relação ao qual já estamos a ser ensaboados, mas isso fica para outro post...]

quarta-feira, junho 21, 2023

não é preciso chamar nazi ao Zelensky, porque ele não precisa (ucranianas CXCIV)

O nazismo foi a perfeita encarnação do Mal na História contemporânea, em maior grau ainda, pela sua selectividade espúria, do que a escravatura praticada em larga escala com destino às plantações das Américas (o ser humano tratado como mercadoria), os genocídios índio e arménio (atavismo territorial primitivo, no fundo à Gengis Khan), para não falar doutro departamento, o terror estalinista, todo um outro departamento. A depravação moral de Hitler e sicários (um sicariato que se estendeu, infelizmente, a milhares de alemães e povos vizinhos), que o fascista Mussolini quase passa por moderado e o chefe Salazar quase por democrata. O nazismo é único no Ocidente contemporâneo e não vale a pena equipará-lo com qualquer outro sistema de poder.

É por isso que me parece contraproducente o PCP enveredar por essa retórica de Putin (de quem aliás o partido tanto se preocupa em dissociar-se). E não é o único: lembremos Pedro Doares, na recente convenção nacional do Bloco de Esquerda, chamando neonazi ao Zelensky. No entanto, foi neste caso uma hiperbolização salutar, pois, mesmo para quem não é nem gosta do BE, como é o meu caso, causava vergonha e embaraço vê-lo alinhado com a nato ou com o Chega.

Dito isto, também não se pode escamotear a presença, o poder e a influência da extrema-direita neofascista e porventura neonazi em todo o processo que conduziu à guerra que decorre entre os Estados Unidos e a Rússia na Ucrânia.

A CIA, aliás, e beneméritas agremiações americanas congéneres às ordens do Pentágono e do complexo militar-industrial norte-americano (não, obviamente, do taralhouco do Joe Biden), gostam muito de recrutar e branquear este género de delinquentes. Veja-se o caso Navalny: independentemente de tresandar a homem-de-mão, foi membro do partido do Jirinóvsky que deus tem. Ou seja: o rebotalho, o lumpen político e social que a implosão da União Soviétiva excretou.

Voltando ao Zelensky: na mais benigna das hipóteses, foi um líder que hipotecou o próprio país ao ser incapaz de estabelecer um status quo com os russos do Donbass. Não é o único culpado? Não será; mas sujeitou-se a servir os interesses de uma potência global interessada em neutralizar a Rússia. Se perder a guerra, como parece irá perdê-la, ninguém lhe perdoará; se a ganhar, admitamos a hipótese académica, o custo será de tal modo elevado, que alguém irá perguntar-lhe se não teria sido preferível ter-se batido por uma solução que teria por base os Acordos de Minsk. É que -- e nisto o PCP tem toda a razão -- a guerra não começou no ano passado, como dizem para aí os intrujões -- cujo mentor é, recorde-se, Boris Johnson (um Nobel da Paz para ele) --, com a invasão da Rússia pela Ucrânia.     

sexta-feira, fevereiro 24, 2023

tenham vergonha e calem-se (ucranianas CLXVI)

Os russos -- ou, se quiserem, o poder russo até agora sufragado pela maioria dos cidadãos -- não querem os americanos a ladrar-lhes à porta (uso a sábia expressão do papa Francisco), russos que já lá têm uma quinta coluna, cuja face visível é um tipo da extrema-direita, provavelmente pago pela CIA, convertido em herói dos "nossos valores", chamado Navalny, 

Uma criatura destas é um herói da úrsulas, dos borréis, ou dum reles patife como o Boris Johnson.

Os valores das pessoas decentes não estão aqui, estão nos verdadeiros heróis (uma bisca para Marcelo): o curdo Abdullah Ocallan, há longos anos na cadeia; o palestino Marwan Barghouti, idem, o tibetano Tenzin Gyatso (o Dalai Lama), no exílio, sem esquecer o martirizado Julian Assange, ou o refugiado Edward Snowden.

Portanto, tenham vergonha e calem-se.

quarta-feira, fevereiro 08, 2023

as belas palavras de Zelensky em Londres, subscrevê-las-ia todas (ucranianas CLVI)

 ...se ele não fosse ou se comportasse como uma marioneta do Pentágono e da CIA.

Ver o porcalhão do Boris Johnson batendo palmas em modo bácoro, deu-me voltas ao estômago. Parece que há quem goste, que lhes faça bom proveito. 

Não me serve de grande consolação saber que se isto  degenerar os ingleses não se ficam a rir -- já agora nem os americanos, nem ninguém.

segunda-feira, janeiro 16, 2023

o eleitorado gosta de bandidos

 No meu tempo adulto vi vários serem eleitos pelo Povo. No início, havia a desculpa de estarem apresentáveis ao eleitorado, com falinhas mansas, sabonetes vendidos imaculados. Não é particularmente vergonhoso as pessoas deixarem-se aldrabar escroques como Clinton, Blair ou Aznar; as embalagens ocultavam o fedor, como sucedeu agora com Biden, um senil pouco recomendável. 

O que escandaliza é este eleitorado bestializado votar em mentecaptos ou gângsteres, sabendo que estão a fazê-lo e importando-se pouco com isso, alguns já por niilismo, para rebentarem com tudo muito depressa. Três exemplos: Donald Trump, Boris Johnson, Jair Bolsonaro.

O primeiro, com dinheiro suficiente para fazer-se eleger, ao contrário da harpia Hilária: Trump teria sido reeleito não fora apanhado na curva pela Covid-19, donde se percebe que entre ressentidos e niilistas, o eleitorado norte-americano é constituído por bois. Mas não é que os bois tinham razão? Para quê defenestrar um vulgar bandido, quando em seu lugar se apresentava o decano duma quadrilha? O eleitorado brasileiro votou -- e tornou a votar, metade dele -- num mentecapto que só sabe contar até nove, tão mentecapto como aquele mesmo eleitorado que foi manobrado como cobaia de laboratório desde o golpe que destituiu Dilma Rousseff até ao sacrifício de Lula, aplaudido até por tantos judas que o mesmo Lula arrancara à pobreza. É claro que ninguém pode eximir o actual presidente brasileiro de ter sido demasiado brando -- ou quem sabe conivente -- com a quadrilha que se instalou no poder, à sombra do PT. Em ponto pequeno, o que sucede entre nós com o PS, como já sucedeu com o PSD. Não se segue por isso que o povo endosse o voto a um aldrabão de feira como Ventura. Até agora, não; uma miséria como o Chega não chega aos 10%, porque todos já toparam a pinta do animal; mas é preciso que os partidos do poder se degradem ainda mais para que o povo se agarre a qualquer porcaria que bolse música para os seus ouvidos corrompidos. Basta-lhe ser bem-falante, simular convicções e com uma leve ponta de excentricidade (o que o Montenegro gostaria de ser mas não é) para a maralha em desespero se agarrar a um novo credo quia absurdum. Veja-se Boris Johnson: do Brexit à guerra na Ucrânia, patife ardiloso que enganou todos, e parece que gostaram, pois deram-lhe maioria absoluta... Agora choram. Pobres dos que nunca votaram no celerado.

quinta-feira, novembro 24, 2022

o terrorismo dos imbecis (ucranianas CXL)

 Qualquer pessoa de bom senso que acompanhe minimamente a guerra na Ucrânia há-de perguntar-se sobre a vantagem de 494 idiotas no Parlamento Europeu terem declarado a Rússia como estado patrocinador do terrorismo (e de caminho, sancionar, não sei como, quem contrariar a versão publicamente). Uma declaração que vale zero, e que arrasta a UE progressivamente para a guerra. 

Tenho a certeza de que haverá maluquinhos iguais ao Boris Johnson apostados numa boa pancadaria com a Rússia, até lhes cair uma termobárica nos cornos. Talvez tenhamos a sorte do bom senso do velho de Washington, ao contrário dos falcões (e abutres) que o rondam, a exemplo do que sucedeu no caso dos "dois mísseis russos" disparados sobre a Polónia), e mande calar esta inenarrável úrsula e os dois macaquinhos amestrados (sem falar na anedota que preside ao PE).

Quanto aos grande estados populacionais, a Alemanha faz o que quer; a França não se percebe o que faz; a Itália demasiado ocupada em fascizar, a Polónia, entre o receio do grande urso e a tentação de abocanhar algum despojo. Como se tudo não fosse já complicado, Orbán enverga um cachecol com o mapa da Grande Hungria...

Entretanto, como disse então, um conveniente atentado atribuído do PKK em Istambul (outra grande aldrabice), deu mesmo jeito para tratar da saúde aos salientes curdos da Síria, que os da Turquia estão reprimidos q.b.  

Claro que isto já não interessa a ninguém, os curdos. É o Zelensky, não é?, e primeira dama... Desde a comparação com o Churchill às capas das revistas para os pobres de espírito, Ficará para outro post, também para vermos em que se está a transformar a UE. 


P.S. Apreciei o facto de quatro deputadas do PS se terem abstido, o que já é muito nesta conjuntura. Mostraram que pensam pela sua cabeça e não são meras marionetas. Não gostei nada da abstenção do Bloco, porém esperada. Obviamente, a posição mais decente é o voto contra do PCP contra esta provocação inócua. 


* De notar que com o rigor jornalístico a que já nos habituaram, as televisões em rodapé anunciavam que o PE qualificara a Rússia como estado terrorista, que apesar de tudo não é a mesma coisa. No entanto que há para admirar numa classe cheia de toscos, iletrados e papagaios do poder?

terça-feira, novembro 22, 2022

Boris Johnson veio falar aos indígenas

 Uma criatura com credibilidade abaixo de zero, um clown da política, de quem parece os tories gostaram, até carregarem no autoclismo, veio a Lisboa falar aos pategos sobre a Ucrânia.  A densidade do bípede é mais ou menos esta:



segunda-feira, setembro 26, 2022

Giorgia on my mind (continuem. que vão bem)

 

Giorgia Meloni tem o pecado original do fascismo, de que se quis distanciar -- no entanto o símbolo do partido desmente-o. Faço ideia os rios de tinta e o latim gasto com a ascensão desta mulher -- não sei neste momento se neo-fascista, se ultaconservadora. Mais do que conservador, um fascista é um contra-revolucionário, um reaccionário extremista, violento, ressentido e por norma cobarde.

O cenário para já, parece-me este: a julgar pelo que se tem dito ela é uma mulher de convicções e inteligente -- a inteligência política poderá centrá-la --; mas terá que ter cuidado com o principal aliado, Salvini, um faz-tudo, oportunista, modelo dos políticos de taberna como a anedota que dá pelo nome de André Ventura (zero convicções, tudo ambições); e Berlusconi, um artista de variedades, cadáver adiado da política italiana, cujo desígnio parece ser a presidência da República. vai ter que se precaver com a UE. A França já mandou recados, como se tivesse grande autoridade para falar, no que toca aos migrantes que lhe chegam. Mas a Itália é um grande país, e portanto a UE vai ter que falar fininho.

As minhas irritações

1.a politicalha medrosa, calculista e enganadora, cujo grande desígnio é a gestão da própria permanência no poder: os Sanchez, os Macrons, os Boris desta vida, sem esquecer o Costa das pensões e do todos e todas (credo...); e do Montenegro da troika, do leite achocolatado e do chumbo do pec iv, que aparece agora a consolar velhinhos, depois de os terem roubado e aumentado as rendas miseravelmente.

2. o wokismo imbecil, que entretanto domina já as corporações -- quem não se lembra de um merceeirx qualquer que foi ou é administradorx da TAP, e que, não lhe bastando ser saloix, identificando o cargx que ocupava em estrangeirx, deixou de ser chairman, passando a chairperson,?; ou do poderoso lóbi lgbt, Mickey em tons de arco-íris promovido pela Walt Disney Company (melhor que isto foi quando o dito lóbi avançou, sem sucesso, felizmente, com a tentativa de homossexualizar o Egas e o Becas, coisa duma pertinência enorme -- "direitos humanos, pá!...")? Por cá, a perseguição aos alunos e família de Famalicão por outra anedota que era secretárix- de-estadx e hoje ministrx-- ahahah...

A malta chateia-se, enerva-se, e depois vota na Meloni. Continuem, que vão bem.


quarta-feira, julho 06, 2022

por falar em pincher: au au au! (ucranianas CIX)

1. Por falar em pincher: quando vejo o Stoltenberg, lembro-me do galgo afegão dos meus sogros, Puzak da Rotlândia, esguio e estúpido que nem uma casa. Um cãozito de fila, menos desagradável, porém que o Borrell, que parece um daqueles rafeiros minúsculos com cauda revirada e ar de morcegos. Chamar àquilo cães é uma afronta à espécie. O mesmo com a inestimável Úrsula, cujo perfil é de chacal, e deve ser corrida o quanto antes. 

2. Por falar em UE: é impressionante como  o verdadeiro líder, o Boris Johnson, se desfaz lentamente aos nossos olhos (ministros e secretário de estado batem com a porta enojados), um pouco como está a acontecer com a Ucrânia, cujos líderes foram na cantiga dos americanos.

3. Por falar em Ucrânia, parece que a reunião de angariação de fundos se destina à futura região autónoma de Lviv, um protectorado polaco.

4. Por falar em Polónia, um filete na TVI(CNN (o canal enigma) "noticiava" ontem: "Polónia prepara-se para invasão da Rússia, e destacou 15 mil soldados para a fronteira." (Não garanto o ipsis verbis)

5. Por falar em Rússia: os soldados russos já conseguiram dinheiro para as botas por crowdfunding, ou andam a conquistar a Ucrânia descalços?

terça-feira, junho 21, 2022

querem tanto a guerra nos países dos outros, não sendo eles a morrer (ucranianas CV)

1. Neste momento, não dou nada pela Ucrânia. O Donbass é russo; o sul russo é. Veremos se os russos lhe deixam Kiev. Acredito que só se não puderem. Ter ali à porta os animais do Pentágono deve-lhes causar bastante comichão. E tratando-se daquelas hienas, têm toda a justificação, e também a minha simpatia quando os enxotam.

 2. A ideia transmitida pelas várias reportagens, que nas áreas da Ucrânia em guerra ficaram os pobres, os velhos e os agricultores, para quem fugir equivale a suicídio, aumenta com a percepção de certo tipo de regugiados que por aqui vejo, não sei se por viver e trabalhar em zonas privilegiadas ou turísticas. Este fim de semana no Guincho, com excepção de um carro familiar de classe média (não me lembro da marca, Opel? Toyota?...) que estava bastante sujo da poeira do deserto que se abateu por aqui, passam-me, com matrícula UA, um Porshe Cayenne, e um Ford Mustang descapotável; a estacionar à porta de casa, passa um Jaguar tipo suv, e outro cuja marca não consegui ver. Perto do meu local de trabalho, um Tesla, e depois um Range Rover, modelo actual. Em tempo: Soube também de um Bentley no Guincho; certamente de um oligarca. Bem sei que é uma amostra, mas são sempre os pobres e os mais fracos que suportam as guerras desta canalha. 

3. Por falar em canalhas, o rafeiro do Boris Johnson, visita Kiev de surpresa, mandados pelo dono americano, menos de 24 horas depois da troika europeia. Todos percebemos do que se trata.

4. Por falar em rafeiros, e para não haver confusões: tão rafeiro é o Boris Johnson dos americanos, como o Lukashenko o é dos russos, com a diferença de que este está do lado, não direi certo, mas menos errado.

5. Um pouco de poker: a Lituânia a fechar a fronteira com o enclave de Kaliningrado; o novo cemgfa inglês a avisar que a tropa deve habituar-se à ideia de voltar a combater no continente.

6. Um palhaço chamado Fareed Zakaria, ou comunicação de vendidos para analfabetos. Fica para outro post.

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terça-feira, maio 24, 2022

a guerra da Ucrânia vista à maneira do «Maus» (ucranianas XCIX)

 Maus, de Art Spiegelman, se bem se lembram, é uma novela gráfica que conta a história do pai, um sobrevivente de Auschwitz, sob a forma de animais antropomorfizados: os judeus eram ratos, gatos os nazis, e os polacos colaboracionistas, porcos.

Se animalizar os líderes desta guerra entre a Rússia e os Estados Unidos na Ucrânia, Biden será um lobo velho e Putin um urso; Boris Johnson, um porco, Ursula uma cadela, como o rafeiro do Borrell, Stoltenberg, assim como o Duda, da Polónia, chacais; Lukashenko, um facochero. Guterres, sei lá, um mocho ? Já Xi Jiping, esse tem sido um panda, come raízes de bambu e vê.

Em tempo: esquecia-me do Zelensly -- uma raposa, claro.


sábado, maio 14, 2022

ai Erdogan, Erdogan... (ucranianas XCIII)

Ser contra a entrada na Finlândia e da Suécia na Nato porque servem de refúgio aos membros do PKK... Já vi melhores desculpas. Mas cola, como argumento comunicacional, para os que estão a leste, é claro. Vamos ver quanto tempo aguenta.

A Turquia, país da Nato, não pode dizer o que diz o Papa ou Lula, nem chamar provocadores aos EUA nem àquele rafeiro inglês -- um perfeito representante dos nossos valores. 

O Erdogan é um cágado velho, e sabe perfeitamente que os amigos americanos orquestraram o golpe para o derrubar, mas, claro, não pode admiti-lo.

Só tenho pena que, mais uma vez, os curdos estejam na berlinda. Depois de combaterem por nós contra o Daesh, talvez sirvam de álibi para que não se faça a vontade ao Biden e do inqualificável Boris Johnson. Estar ao lado destes gajos é que é uma verdadeira vergonha, e deixar-se manobrar por eles, ainda pior.

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quarta-feira, fevereiro 23, 2022

seis parágrafos sem paciência a propósito da Ucrânia

1. Terça de manhã, na Rádio Observador, o major-general Carlos Branco. Oh, tanto que há a dizer. Eu punha uma série de comentadores de meia-tigela numa prova de ditado, com orelhas de burro.

2. o José Rodrigues dos Santos em piruetas e pliês junto do mapa da região, depois de, com guinchos de terror, dizer que Putin citou Lenine e Stálin, não percebendo que era uma crítica que ele -- bem ou mal -- estava a fazer a ambos, como criadores da Ucrânia como entidade política.

3. Calado há algum tempo, o Chega pronunciou-se, acusando a UE de frouxidão. Propõe-se o envio voluntário do Ventura para o leste da Ucrânia, com o camuflado de brinde da campanha eleitoral. (Mas o Putin não era de extrema-direita? Pelo menos foi o que ouvi afirmar a um antigo membro de berloque de esquerda...)

4. Não tenho seguido as reacções dos partidos. Só sei que o PCP está cheio de razão, o resto é conversa fiada para entreter os indígenas e Washignton ouvir,

5. O Biden, esse querido velhinho, indignado com o ultraje russo de reconhecer a "independência" dos separatistas, esquecendo-se do cadastro que o país tem com a criação de Kosovos, que o comportado MNE Luís Amado foi obrigado a reconhecer -- sem esquecer essa linda entidade política chamada Bósnia-Herzegovina, que nunca em tempo algum alguma vez fora país ou nação. Há quantas décadas estão lá os capacetes azuis para que eles não se matem? É que antes eles viviam todos juntos, casavam-se entre si, como se passa(va) na Ucrânia. 

6. Cada vez tenho menos paciência para ouvir comentadores incapazes e políticos sonsos, Eu percebo que o cidadão comum não tenha possibilidade de analisar a situação.  Mas que dizer desta patota antiputinista primária, secundária e pavloviana? Parece que ele não deixa as criancinhas russas serem expostas a parvoíces como a ideologia de género na escola, entre outros atentados à inteligência; deve ser por isso que lhe têm tanta sede nos Estados Unidos e aqui na parvónia.

segunda-feira, fevereiro 21, 2022

Putin e Biden: jogo do gato e do rato numa ratoeira chamada Ucrânia

Olaf Scholz diz que há ainda lugar para a diplomacia e Macron insiste ao telefone com Putin. Eles bem querem, mas o que querem os Estados Unidos? Cada vez mais parece que é a expulsão do sistema monetário internacional como já foi apontado por outrém; uma forma mais limpa de tentar minar a Rússia, estrangulando-a econòmicamente. Se for assim, Putin está a evitar a armadilha: se atacar caem-lhe as sanções em cima; se não atacar, será não só um revés estratégico, como dará gaz aos americanos. O Donbas ali serve para já para ir entretendo, e Putin ganhar tempo. Não sei até que ponto os acordos com a China poderão de alguma forma compensar as tais sanções económicas nunca antes vistas. Se assim for, o tempo joga contra a Rússia e a favor dos Estados Unidos. O que poderá sair deste imbróglio, ninguém sabe, nem Putin.

Zelensky, que até meio da semana passada tivera uma atitude responsável e de sangue frio, deu de repente uma guinada e passou também a saber, tal como Biden, a que horas iria começar a guerra. Mas fez pior: pediu à NATO um cronograma para a sua entrada. Como isso, nas actuais circunstâncias parece ser uma impossibilidade, está também ele a ser boneco de ventríloquo, como o sec-geral da Nato a presidente da Comissão Europeia, para não falar no Boris Johnson, um tipo que merece todo o crédito que sabemos, do Brexit às festarolas no n.º 10.

Ucranianos em Portugal manifestaram-se em frente às representações diplomáticas russas. Alguns em lágrimas. Não deveriam ter ido às congéneres americanas? Já se perguntaram do porquê de tanto afinco e precisão na defesa da democracy por parte de quem está tão longe? Eu bem sei que parte deles está ali orientado e em serviço. Basta ouvir-lhes o mantra, qualquer coisa como isto: agora é na Ucrânia, amanhã estão a mergulhar nas águas do Guincho. Vamos lá todos então entrar em guerra porque a Ucrânia (ou quem da classe dirigente toma conta) não lhe serve ser um estado neutral e tem medo da influência da Rússia nas províncias de maioria russa. Vamos todos então escaqueirar a Ucrânia, porque os seus dirigentes assim o querem. Os dirigentes, ou os que de Washington mandam neles? 

sexta-feira, junho 11, 2021

a nova carta do Atlântico e o Moedas a funcionar -- três parágrafos de impaciência

1. A burocracia é estúpida, serve os medíocres, assegura-lhes o rame-rame das suas estúpidas vidas sem percalços de maior. São os chamados não-fodem-nem-saem-de-cima da vida. A comunicação dos nomes dos organizadores duma manifestação anti-Putin: trata-se, claramente, disso mesmo: burrice, estupidez, desleixo, ignorância. Sabe lá a criatura que cumpriu os procedimentos alguma coisa do que estaria em causa. Do Putin só sabe que é um malandro que persegue homossexuais e manda envenenar opositores; quanto ao mais já ultrapassa aquela mona, ocupada com tanta coisa, dos acidentes da vida à última posta numa das três ou quatro redes sociais com que se embala. A notícia de que a Câmara de Lisboa fez o mesmo com a embaixada de Israel, a propósito de uma manifestação pró-Palestina, revela isso mesmo. Só um tosco não o vê. 

2. Claro que isto é uma oportunidade para a política de casos em que o PSD voltou a entrar. Rio parecia que tinha mudado a estratégia imbecil do tempo de Passos Coelho, mas caiu nela e agora já não consegue de lá sair. (Sairá de forma muito rápida depois das autárquicas, a não ser que ganhe Lisboa, ou a Amadora...). Enquanto isso, o agudo Moedas -- que dera tão boa conta de si como comissário europeu, valendo-lhe um convite da Gulbenkian -- saudoso da parvalheira, vem fazer figuras destas. O Biden, antes de se encontrar com Putin resolveu ensaiar-se uma vez mais com a restauração da "Carta do Atlântico", com o inefável Johnson a tiracolo. Talvez Moedas, inspirando-se em Barroso, porteiro da Cimeira das Lajes (ele até vira provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque), queira ser uma espécie de engraxador e oferecer-se como anfitrião duma guerra contra a Rússia  

3. Finalmente, o deslumbrante José Rodrigues dos Santos, entrevistando Medina para o Telejornal, usou pelo menos três vezes a palavra delação, além de ter aberto a notícia com ela. Ora, delação significa denúncia com dolo, em troca de qualquer benefício. Eu bem sei que à maior parte das pessoas isto passa ao lado, mas que diabo!, Medina é insultado desta forma e não reage? Não põe o Santos na ordem? Porque o Santos não será analfabeto, sabe bem o que está a fazer. Quando se é insultado em público sem se reagir -- e Medina, pelo seu temperamento poderia sempre fazê-lo de modo elegante e assertivo ao mesmo tempo --, que raio de imagem damos aos outros?