Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Raimundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Raimundo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 25, 2025

hei-de ver mais tarde a entrevista do Rodrigues dos Santos a Paulo Raimundo -- parece que só deu Ucrânia

Espero sempre o pior deste ignorantão doutorado (o que mostra bem a miséria em que está parte da Universidade portuguesa -- mas miséria mesmo). 

Já me estou a rir antecipadamente pelo rol de imbecilidades que antevejo. Tenho a certeza de que não me desapontará.

Adenda: Vi. É jornalismo de compostagem: cretinismo e má-fé. Sem novidade.

quarta-feira, fevereiro 14, 2024

os debatentes, so far e até agora

Pedro Nuno Santos - parece que ainda não encontrou largueza suficiente para este estúpido modelo comprimido de entrevistas paralelas.

Luís Montenegro - Bastante melhor do que estava á espera, especialmente quando fez gato-sapato do pobre Ventura, e com visível gozo. Ri-me.

André Ventura - Excrescência. Não serve para nada, a não ser excitar o medo e os instintos primários da populaça -- só a populaça vota no Chega (populaça, independentemente do estatuto social que tenham).

Rui Rocha - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Mariana Mortágua.

Paulo Raimundo - Melhora o desempenho de debate para debate. Dicção a melhorar também. O debate com Tavares foi o melhor até agora.

Mariana Mortágua - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Rui Rocha. No final do confronto com Ventura, deixou-se afogar pela bruteza do catterpilar, o que não deve causar estranheza. Até para evitar equiparar-se.

Inês Sousa Real - Eloquente, mesmo prejudicada por razões de saúde. Mas no entanto, repetitiva. A ideia de um partido "útil á democracia" é bem sacada.

Rui Tavares - O mais criativo e surpreendente. Tanto, que até alinha com a Nato, quando deveria ser, especialmente em relação à miséria da política da UE, o tal grilo falante que almeja.  Quer a autodeterminação dos povos, mas não se preocupa com os russos do Donbass e da Crimeia, e até se esquece dos catalães. 

segunda-feira, janeiro 08, 2024

a propósito de AD '79 e AD '24

Estou convencido de que Pedro Nuno Santos e o PS ganharão as próximas eleições (sem o meu voto, claro). Não é difícil. Compare-se não apenas as lideranças (Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Ribeiro Teles com Montenegro, Nuno Melo e Câmara Pereira).  Claro que historicamente PNS nunca poderá almejar, em tempos normais, a ser uma figura central na história contemporânea como foi Soares, que, apesar de eu nunca o ter achado grande espingarda, esteve bem e do lado certo, antes e depois do 25 de Abril (não, amigos e palhaços, o lado certo não estava no Gulag nem na Albânia de então...). Também o mesmo se poderia aplicar a Cunhal e a Raimundo, se bem que a máquina do PCP seja tão bem oleada, que até anda sem maquinista.

domingo, novembro 13, 2022

Raimundo, quase música para os meus ouvidos

Não sendo disciplinado e aparelhista, detestando a hierarquia e a autoridade, que não a dada pelo exemplo e pela vida, avesso a catecismos, direi que os fragmentos ouvidos do discurso de Paulo Raimundo, novo secretário-geral do PCP, foi quase música para os meus ouvidos: a caracterização da hiena capitalista, essa que se ri enquanto despedaça carcaças, o desmascarar da politicalha manobrista, do PS ao CDS (não ponho a lepra do Chega no mesmo saco, já a História ensina esse erro fatal), a denúncia do belicismo norte-americano, com a domesticação da UE (também aqui divirjo do PCP, e dou por mais do que justificada -- e até necessária -- a acção da Rússia na Ucrânia, campo de tiro do Pentágono). 

Mas o que me agarrou logo, mal comecei a ouvi-lo -- suponho que pouco passava do início do discurso --, foi a afirmação de que os comunistas lutam por uma sociedade em que as crianças tenham, entre outros, o direito a brincar. Alguém imagina esta pureza vinda do Costa, do Montenegro ou dessa caricatura do liberalismo que dá pelo nome de Cotrim? 

Em tempo: ouvi-o no Telejornal; gostei bastante. Julgo perceber a escolha de Jerónimo