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quarta-feira, novembro 08, 2023

jornalistas a sério

São aqueles que não tomam chá com o poder, com os poderes. Quando Sandra Felgueiras e a sua equipa revelaram a mixórdia do lítio, com concursos mal amanhados envolvendo milhões e destinados a empresas criadas 48 horas antes, o resultado foi o que se viu: as serventuárias que a chefiavam trataram de torpedeá-la com desvergonha. Uma delas anda por aí a fazer biscates selectos onde expõe a bonita voz da sua nulidade (apesar de uma multitude trendy  e oca protestar horrorizada na sua crassa estupidez por uma popularucha, a Felgueiras, que foi profissional, arrastá-la para a prateleira onde esta a queria meter); outra andou por aí na Ucrânia, a fingir de repórter quando não passava de altifalante da propaganda que o Pentágono preparara para levar a opinião pública ao seu moinho, no que foi eficacíssimo, graças a este tipo de araras. Espero que hoje a Felgueiras se tenha sentido bem vingada. 
Já vão tarde, e sem grande dignidade, ao contrário do que ouvi; embora o que esteja para vir, se o PSD ganhar, ainda seja pior.
(ver, por exemplo, aqui, aqui, aqui e aqui)

sexta-feira, novembro 26, 2021

JornaL

"Sexta às 9". Pode gostar-se mais ou menos do estilo de Sandra Felgueiras. Eu, por acaso, prefiro um modo de estar mais comedido nos gestos e no tom; mas isso são pormenores a que normalmente os superficiais ligam muito, sem atender à substância da coisa. De certeza que é muito mais simpático para os Poderes (o político e os outros) o jornalismo de chá-com torradas, língua com língua, redondo e sonolento, que não parte um prato. Ela e o seu programa farão falta à televisão pública. Lítio. Veremos o que acontece, entre outras pendências, com a história da exploração do lítio.

Desculpar o quê?  Afinal, no que a ministra disse sobre a resiliência dos profissionais de saúde só havia uma crítica para quem quis distorcer a mensagem, o que dá imenso jeito nesta altura pré-eleitoral para propagar como entre quem emprenha a actualidade pelos olhos, através das "redes sociais". É assim, e será cada vez pior.

segunda-feira, dezembro 16, 2019

RTP. conversa fiada e 135 assinaturas

Não antipatizo com Maria Flor Pedroso nem tenho simpatia extrema por Sandra Felgueiras, e também não tenho acompanhado ao pormenor a questão que levou à demissão da primeira do lugar de directora de informação da RTP.
O tipo de jornalismo que faz Pedroso não me interessa nada, é um jornalismo de salão pelos meandros dos estado-maiores partidários, da intriga política. É esse o jornalismo que a caracteriza, fazendo-o porém tanto quanto me é dado perceber com isenção. Já o jornalismo de Felgueiras é muito mais importante, correndo, porém, o risco de cair no sensacionalismo, o que normalmente creio não acontecer.
O jornalismo é afectado por duas pragas que o destroem: dorme demasiadas vezes na cama do poder e prostitui-se ao sensacionalismo, sendo os lenocidas os donos dos órgãos que recorrem a semelhantes práticas. Ora creio que nem uma nem outra podem ser acusadas desses defeitos.  
Se a questão do programa sobre o lítio na Serra do Barroso, cuja emissão foi adiada para depois das eleições me causa algumas dúvidas -- se eu fosse director de informação talvez não permitisse que um programa com óbvias interferências na campanha eleitoral fosse para o ar, nas condições miseráveis em que se faz política agora -- até porque o assunto não perderia actualidade por uma semana ou duas, como se vê.
o caso relatado que a leva à demissão parece-me ser insustentável e tal decisão só perca por tardia. Pelos vistos a ex-directora de informação disse uma coisa na reunião do conselho de redacção e escreve outra hoje. Se é a versão de hoje que está correcta, a demissão e respectiva justificação não fazem qualquer sentido, o que me leva a concluir que de facto a senhora interveio no decurso de uma reportagem de uma colega (e subordinada) sua. A circunstância de não ter ido à reunião do conselho de redacção marcada para esta tarde, como estava previsto, só vem confirmar essa ideia.
Mas o que mais me chateia nisto, porém, é a conversa da treta dos comunicados que pretendem lançar areia para os olhos do público: se a senhora não fez nada do que foi acusada pela colega, não tem nada de demitir-se nem o conselho de administração da RTP aceitar a sua demissão. Portanto, balelas.
Faz-me também impressão o movimento de 135 jornalistas, entre grandes profissionais e irrelevâncias, a defesa acérrima de uma (estando embora no seu direito de exercer o direito à amizade); no entanto, e isso é que me faz confusão, a defesa de uma é -- ou parece ser -- a implícita condenação de outra, por parte desses mesmos 135 colegas. Ora se a primeira admitiu ter interferido no trabalho da segunda, duma forma assaz contestável, boicotando objectivamente o trabalho da sua equipa, admissão essa confirmada pela sua assinatura em acta -- o que levaria qualquer pessoa com dois dedos de testa a perceber que deixara de ter condições para continuar directora de informação -- parece-me que os 135 amigos, colegas e jornalistas fizeram o papel de 135 idiotas inúteis.