| Uma edição do séc. XVI do Thesaurus Pauperum |
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
| Uma edição do séc. XVI do Thesaurus Pauperum |
Ana Gomes-Marcelo Rebelo de Sousa. Uma superioridade visível no debate por parte do actual PR, com o caldo a entornar-se no fim, desnecessariamente, com aquela alusão viperina a Ricardo Salgado, desnecessária além de deselegante. Ana Gomes, mal assessorada, com o fito de marcar uns pontinhos, teve uma atitude em tudo idêntica à do ignóbil Ventura com a alusão a Paulo Pedroso.
Marisa Matias-Tyago Mayan Gonçalves. Talvez o melhor debate de todos. O formato, no entanto é péssimo, e portanto não deu para muito mais para além do que já se sabia.
João Ferreira-Vitorino Silva. O Tino de Rans é uma personagem de quem todos gostam, de uma maneira ou outra. Independentemente das suas ambições mais profundas, se as tem, é um indivíduo interessantíssimo e desarmante. Acho que nunca vi o João ferreira tão risonho como hoje...
O formato dos debates foi péssimo, meia hora para debater é indigente. Mas a verdade é que não havia grande debate a fazer-se numa eleição presidencial como esta. Nada ou muito pouco de política externa, CPLP, património histórico e cultural, de que o Presidente deve ser o principal garante, e um longo etecetera.
Ana Gomes-André Ventura. O esgar de nojo que por duas vezes Ana Gomes assestou ao boneco bastou. Dos três à esquerda quem, para mim, melhor susteve a marioneta foi Marisa Matias; mas o os mais eficazes foram os outros três, Marcelo em primeiro lugar.
João Ferreira-Maria Matias. O único verdadeiro debate da noite. Aprecio ambos, prefiro o discurso de Ferreira.
Tiago Mayan Gonçalves-Vitorino Silva. O liberal não disse nada que já não lhe ouvíramos; Tino é um homem do chão que eleva os outros.
André Ventura-Marcelo Rebelo de Sousa. Não me lembro de ver Marcelo tão irritado, apesar da bonomia exemplar que usa. Aliás, é precisa a paciência dum santo para aturar aquele linguarejar para a tasca. Marcelo esteve muito melhor do que esperava. Boa moderação.
João Ferreira-Tiago Mayan Gonçalves. Uma interessante troca de pontos de vista sobre duas inexequibilidades. A moderação foi competente. O único verdadeiro debate, uma vez que o anterior não pode realmente ser considerado como tal. É possível discutir com um vendedor de banha da cobra? Não é. Há apenas que expô-lo na aldrabice larvar.
Ana Gomes-Vitorino Silva. Não foi um debate.
Ana Gomes-João Ferreira. Quando ia a começar a haver debate, o tempo acabou. Alguém explica àquele tipo que debates não são entrevistas paralelas? Um inferno.
André Ventura-Tiago Mayan Gonçalves. O candidato liberal e o candidato de taberna. A incompatibilidade foi total e a clara. Já se esperava, mas esplêndido.
Marisa Matias-Vitorino Silva. Não houve debate, como era previsível. De qualquer modo, ficámos a saber que era o João XXI, é o Guterres e há-de ser o Tino.
João Ferreira-Marcelo Rebelo de Sousa. Um bom debate, sem uma moderação excepcional, mas que pelo menos permitiu algum diálogo, embora sem grande controvérsia. As divergências eram conhecidas e o debate fez-se com civilidade e simpatia mútuas.
Ana Gomes-Marisa Matias. Passei um bocado pelas brasas, tenho de confessar. Já conhecíamos as diferenças e as semelhanças. Aguardo os próximos. A moderação cansou-me.
André Ventura-Vitorino Silva. E Tino de Rans foi ao Forte de Peniche tomar alento para o frente-a-frente. Trouxe do mar pedras de várias cores e pô-las na mesa. Lindo.
Marcelo Rebelo de Sousa-Marisa Matias. É a candidata mais empática, mais despida dos artifícios performativos da actuação política. Seria talvez a melhor presidente, mesmo vinda de um partido que cada vez mais me é desagradável. Foi envolvida por Marcelo, essa velha raposa. Estiveram ambos bem, num debate que não acrescentou nada, a não ser a explicação convincente relativamente à "falta" para com a viúva do imigrante assassinado por agentes do Estado, Ihor Omeniuk. O moderador, sempre em correria, cansou-me. Candidato à pergunta mais idiota: a de saber se um mau resultado prejudicaria a eventual pretensão de Maria a coordenadora do BE. A intriga, o sarro de politica-lha com que se entretêm entre si e só interessa esse tipo de parasitas que se nutrem à volta dos jogos de poder.
André Ventura-João Ferreira. Se é uma questão de decibéis e falta de vergonha, Ventura ganhou o debate, mesmo quando Ferreira expõe o carácter mentiroso do oponente e lhe lança no fim com os três votos sobre o Novo Banco: contra, abstenção e a favor. Nunca visto. Claro que o atirar das torpezas do bolchevismo e a impossibilidade de João Ferreira de demarcar daquilo, não o favorece. Este devia ter sido mais incisivo no destapar dos financiadores de Ventura, de quem este é testa de ferro, fantoche. A moderadora, que aprecio como pivot, foi muito atacada. Não é fácil pôr ordem naqueles galifões. mas a acusação de que as perguntas estavam montadas, até pela suspeição de que um dos financiadores de Ventura é accionista da TVI é gravíssimo. O jornalismo nunca foi grande coisa neste país, mas está assim tão baixo?
Graça Freitas. Agradeceu à Natureza o ter passado incólume pelo ataque do SARS.Cov2. Por cá ainda não temos a parvoíce de agradecimentos públicos a Deus ou encomenda de orações, como sucede nos Estados Unidos, essa espécie de Arábia Saudita em potência do Ocidente.
Partidos. Cheguei à conclusão que, no actual sistema, os partidos mais necessários à ecologia dos portugueses são o PCP e o CDS. Um dia destes explico. A propósito: a entrevista de João Ferreira à RTP foi bastante boa. Zero de demagogia. Gostei.
Presidenciais. Já tive mais vontade de votar em Marcelo, na verdade o único candidato a sério. No entanto... Decido-me depois dos debates.
Tortura. Ihor Omeniuk foi torturado até à morte num cubículo sem câmaras de vigilância. Enquanto não houver um sistema de interno de captação de imagens, susceptível de ser requisitado para visionamento, excepto nos sanitários, escusam os responsáveis de virem maçar os cidadãos com conversa fiada. Quero começar a ouvir o que os partidos políticos têm a dizer sobre isto. É insuportável
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.