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quinta-feira, agosto 27, 2026

Costa a ser Costa

Além desta anedota que me chegou, mas nem vou ler, já tinha passado os olhos pela cerimónia de Kiev no DN de anteontem, no palanque com Zelensky e o 9mbecil de turno que governa em Londres. Mas vale a pena gastar tempo e latim? A Rússia violou o Direito Internacional ao invadir a Ucrânia? Pois violou, embora as opiniões dos especialistas não sejam unânimes; mas, dando isso de barato -- e então o resto? Todo esse enorme resto que por fatiga me dispenso de repetir e que, certamente, se Costa não percebeu então, algum assessor militar lho deve ter explicado.

Costa, que conta tanto para isto como o Pato Donald, pelo menos podia mostrar algum brio político, em vez de ser uma bandeirola de contenda. Mas isso seria esperar demasiado.

sábado, agosto 22, 2026

notas periféricas sobre a Guerra da Ucrânia

1. A Ucrânia continua a ser destruída em nome do Ocidente. A Ucrânia nunca foi do Ocidente e nunca será -- ou sê-lo-á quando a Rússia for neutralizada e, em seguida, cortada às postas, como pretendem os neocons que percevejam democratas e republicanos, 

2. A União Europeia, passou de vassala a um franchise americano, débil, com dirigentes políticos péssimos e sem vergonha. A História, quando olhar para os actos destas criaturas será implacável, a começar numa oportunista chamada Ursula von der Leyen e a acabar nuns miseráveis chefes de governo. Melífluos, incompetentes, imorais, burlões da pior espécie, compraram aos americanos "a derrota da Rússia" -- e agora, com uma UE aos pedaços (triunfo para Putin, e é bem feito), continuam a sustentar o arrasar da Ucrânia -- e o que dela restar no fim disto tudo, num processo em que a diplomacia só serviu para enganar (Acordos de Minsk), e quando tal deixou de ser possível, foi posta de lado. Uma União Europeia abaixo de vassala, agora abaixo de zero.

3. Uma luta pelo poder feiosa a desenrolar-se dentro da clique dirigente que serve os interesses dos americanos, com ou sem Trump, digna de um tipo -- Zelensky -- que enganou o eleitorado e ajudou a levar o país à ruína, repetindo-me: para servir os interesses americanos de neutralização da Rússia.

4. Era para falar em comentadores e no papel de palhaços de circo de pivôs, por exemplo da cnn-Portugal, mas não vou descer tão baixo.

5. Preocupa-me, isso sim, a dinâmica própria da inércia que conduz à inevitabilidade de uma guerra com a Rússia, por causa da Ucrânia -- algo que em 2014 me parecia impossível, mas que agora, com sonâmbulos e trafulhas aos comandos passou a ser uma preocupação. E pergunto:

A. A quem serve uma guerra na Europa com a Rússia? Não à Europa, certamente;

B. Quem ganharia uma guerra entre alguns países da Europa (que não Portugal, espera-se que não seja governada por traidores) com a Rússia? Não esses países, certamente. Pelo contrário, nessa circunstância catastrófica, vejo uma Alemanha de novo destruída -- e talvez de novo, havendo futuro --, remetida para a condição de muitos pequeninos estados inofensivos. Eu cá gostaria disso; quero lá saber dos alemães.

6. Talvez o poder atómico francês seja suficientemente dissuasor: talvez a Inglaterra devesse levar uma lição, pela quantidade de abortos que são eleitos, desde pelo menos o ultravigarista Boris Johnson; talvez a Polónia católica resista; talvez a Finlândia volte a ser partilhada com a Suécia; talvez os países bálticos voltem ao primitivo estado de territórios ocupados do limes  russo; talvez... talvez Portugal, país da Nato, entretanto uma fraude que há muito deixou de ser aliança defensiva, consiga ficar à parte de uma guerra que não lhe interessa para nada -- que é contra os seus interesses.

7. Com 900 anos (2028), Portugal não precisa da Europa para nada no que respeita à sua condição de antigo estado do Velho Continente -- aliás o estado europeu com as fronteiras mais antigas.... A UE serviu-nos para sacar dinheiro e ensinar-nos a comer à mesa. Da Europa, duas constantes de política externa: Espanha e o Atlântico, antigamente a Inglaterra, depois os Estados Unidos. Depois, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, etc. 

8. Ucrânia -- que nos interessa isso? Por mim, como já disse, Putin pode tomar Kiev e resolver a questão da Transnístria, região cuja população nunca quis deixar de ser russa. Como creio que a cidade russa de Odessa está perdida para a Ucrânia (a não ser que se apressem a fazer a paz com a Rússia enquanto podem -- e já não sei se podem) -- como Odessa está perdida e o acesso ao mar da Ucrânia terminará, aquela região que nunca quis ser Moldávia resolve-se por si. Chatices lá para o Mar Negro; já houve, na História, mortandade que chegasse por ali. Deve interessar-nos tanto como o Sudão do Sul, presidido por um tipo chamado Salva Kiir Mayardit.

quarta-feira, junho 17, 2026

fim das decisões por unanimidade na UE em questões estratégicas? então agora um Presidente da República serve para acabar com o país?...

Ouvir o Presidente da República a defender o fim da unanimidade nas tomadas de decisão em questões estratégicas, impressiona e estarrece.

Impressiona, porque o PR é o primeiro dos portugueses, o primeiro dos seus defensores, dos seus servidores. É quem os representa. Nunca um chefe-de-estado poderá aceitar que o povo a que pertence venha a ser tutelado por estrangeiros; nenhum patriota o aceitaria. Um rei, se dissesse o que Seguro hoje defendeu, cobrir-se-ia de opróbrio. 

Estarrece, porque essa será a consequência prática se o que António José Seguro defende viesse a efectivar-se, dito como o ouvi num bloco noticioso de telejornal, assim, sem mais.

Admito que algo mais possa estar nesse discurso, mas não sei... Uma coisa é a confederação dentro da UE, que guarda a soberania de cada estado, e que é até desejável, com outros moldes de representação; outra a federação, que nos torna numa mera província de um estado europeu -- ou seja: a possibilidade de sermos utilizados como país médio (e mediano por culpa própria) contra os interesses do país; no fundo, de Portugal acabar como estado, tornando-se numa província espécie de Minho ou Algarve dentro desse futuro estado. Não, obrigado!

Sugiro humildemente que o PR mude já de conselheiros neste domínio.

terça-feira, junho 09, 2026

e então onde fica a "soberania europeia"?

Só ouvi até aos 11'34'', quando acabou o segmento "A Europa e a despesa militar", no espaço de comentário que Mário Centeno agora tem. Um desperdício de jornalismo incompetente e ignorante, quando Centeno avança com três conceitos que ele crê fundamentais para o futuro da "Europa": orçamento comum, dívida comum e "soberania europeia".

Seria interessante saber que propostas práticas Centeno terá para alcançar estes três objectivos, o último dos quais, a "soberania europeia" é uma quimera secular. São só chavões ou há um pensamento estruturado por detrás? É bem possível que haja, mas nós ficámos sem saber, pois o, digamos, "entrevistador" não só não apanha nada, como gasta o tempo a falar das nossas fábricas de drones & outros parafusos (sem falar na casquinha de banana de intriga lançada, a pensar em António Costa -- jornalismo-intriga, indigente e nulo).

As perguntas que deveriam ter sido feitas e não foram: como se chega ao orçamento comum e à dívida comum; o que é isso de soberania europeia?; está a falar de quê: federação, confederação?, e como lá chegar?; como ultrapassar os particularismos nacionais?; como lidar com a História; que perigos um avanço nesse sentido pode representar para as identidades nacionais?; como pode Portugal articular "soberania europeia" e vocação e posicionamento estratégico atlântico?...

Nada disto se passou, as palavras ficaram pelo ar. Não chega dizer (sem ter sido perguntado...) que esses objectivos devem partir dos próprios países, mas como -- que propostas, que pensamento --? Mas isso seria pedir muito ao jornalismo que se faz.

quarta-feira, maio 27, 2026

Zelensky, candidato ao Prémio Nobel da Paz dos Cemitérios

Repetindo-me, agora que as dejecções comunicacionais procuram convencer-nos das grandes dificuldades por que passaria a Rússia -- a Ucrânia, como sabemos, está destruída e despovoada, mas triunfa em toda a linha, segundo estes (barda)mé(r)dia --, o estadista corre o sério risco de receber um bonito galardão.

É verdade que (repetindo-me, que hei-de fazer?), se candidatou a presidente da Ucrânia garantindo que faria a paz com a Rússia. Foi uma aposta lógica do eleitorado: fora do sistema, entertainer televisivo, etnicamente nem ucraniano nem russo, mas judeu de língua materna russa, muito terão sido os cidadãos de ambos os lados que nele votaram.

Capturado pela estratégia neocon americana -- e nem preciso de vir com a conversa gasta, não sei se verdadeira se falsa de ele ter sido comprado --, o estadista fez-se um títere dos americanos; com a mudança Trump, passou a mandar na UE, dirigida por insignificantes inconscientes (uns estúpidos que deixarão que Zelensky nos arraste para a sua guerra, se não forem travados pelos cidadãos).

Parece que a Ucrânia é o suprassumo no que respeita a drones e coisas assim. Fantástico. Seria preciso ver o que era a Ucrânia quando ele tomou posse e o que é a Ucrânia hoje. E porque está assim. O contributo deste heróico estadista foi inestimável, o Nobel da Paz dos Cemitérios para ele.


sexta-feira, março 06, 2026

Zelensky a pisar ainda mais o risco

Não sei se é para que se lembrem dele, agora que estamos todos virados para o Golfo Pérsico, mas, ao ameaçar Orbán, Zelensky nem na União Europeia tem lugar.

Estou curioso para ver a reacção: provavelmente, a cúpula da UE assobiará para o lado, fazendo de conta que não foi nada; o mesmo em relação aos chefes de estado e de governo. Mas é possível que alguém que não Fico (um socialista que os me(r)dia classificam como populista...)  ou Salvini; talvez a Europa ainda tenha governantes decentes que ponham o Zelensky na ordem.

 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

o que dirá a História destes quatro anos da Guerra da Ucrânia

Haverá questões sempre susceptíveis de debate, como "O que é a Ucrânia?"; ou os temas operacionais estratégicos e tácticos: do erro de cálculo e excesso de confiança da Rússia no início da Operação Militar Especial, que rapidamente degenerou em guerra, ao envolvimento no teatro de operações de países terceiros. 

O que a História dirá é que esta é mais uma das várias guerras iniciadas sob falsos pretextos, mas que nunca com até aqui houvera uma avalanche de propaganda e desinformação sobre as opiniões públicas ocidentais, nomeadamente europeias, para convencê-las da necessidade do desvio de recursos para "ajudar a Ucrânia" -- e também de tropas, se preciso for --, numa guerra de desgaste que os Estados Unidos decidiram mover à Rússia, usando a população da Ucrânia, e estribando-se no acirrar do nacionalismo radical e neo-nazi local.

Uma guerra que devastou um país, comprometeu o seu futuro próximo, alegadamente liderado por um humorista judeu de língua russa, que se fez eleger presidente assegurando que iria resolver os diferendos com o país vizinho. Muitos dos que enganou e lhe deram o seu voto, estão agora mortos; outros deixaram de ter a nacionalidade ucraniana: ou são russos, ou estão espalhados pelo resto da Europa. O estado do país é catastrófico, a perda de vidas humanas, a troco de nada, ou pior ainda: a troco de menos, é e será insuportável.

A União Europeia pôs-se ao serviço da anterior administração dos Estados Unidos, herdando agora o problema, depois de a política em Washington mudar. Ainda não se sabe o que irá acontecer à UE. mas a sua fraqueza e desunião nunca foram tão visíveis como hoje. Que UE teremos no fim da década? Ainda haverá UE?

O testemunho da chusma de nulidades jornalísticas e académicos medíocres que cobriram este conflito será utilíssimo, quando alguém no futuro vier a elaborar sobre O que foi e o que não foi a Guerra da Ucrânia.

quarta-feira, janeiro 21, 2026

ucraniana CDIX (e provavelmente a última) - Ucrânia?...

Ao longo de quase quatro anos, a coluna da direita apresentou o texto de um post que escrevi logo no início da guerra e que será retirado nos próximos dias, pois tornou-se obsoleto. Mas continuará, portanto, neste blogue, a documentar o modo como um cidadão comum viu uma guerra fabricada na Europa por uma potência extraeuropeia. 

A derrota estrondosa da estratégia delineada pela anterior administração americana arrastou com ela uma União Europeia, que se encontra hoje entalada entre o nacionalismo russo, hostilizado de forma irresponsável, e o imperialismo bandoleiro americano, como se está a ver com o caso da Gronelândia. O resultado não podia ter sido pior para a miserável subserviência europeia; e pior ainda para a Ucrânia, tomada por uma clique às ordens dos americanos. 

O que restará da Ucrânia, ainda estamos para ver. O que fica da UE, cujos dirigentes não passaram de peões no jogo de uma superpotência, também.

Sem Nato, já não direi nada a propósito do futuro das repúblicas do Báltico, a não ser que mudem de política interna (minorias russas) e externa, se querem sobreviver incólumes.

E Portugal? Somos vizinhos dos Estados Unidos, como sempre tenho dito; e com os vizinhos convém ter boas relações, e mesmo assim não descansamos quanto aos Açores, atendendo ao cadastro vicinal...

Se os Estados Unidos fazem agora 200 anos, Portugal, em 2028, fará 900 como reino independente de facto, aniversário da Batalha de São Mamede; de jure, é menos 1143 (Tratado de Zamora) que 1179, quando foi emitida a bula Manifestus Probatum, pelo papa Alexandre III.

Em 2026, o Atlântico é crucial para o nosso país (Brasil, Cabo Verde, Angola) e nunca a CPLP foi tão importante. Só precisa mesmo de existir.

terça-feira, janeiro 06, 2026

JornaL

Como a adversidade torna as pessoas frágeis e mais humanas. Os pulsos atados, a farda prisional, a dificuldade em mover-se, a mulher nas mesmas condições. Tenho pena do Maduro? Nenhuma. Gosto de ver o homem diminuído? Nada.

Gosto, isso sim, da Dinamarca, a pátria de Andersen, da Lego, da Carslberg; onde as mulheres são tão bonitas e uma rainha emérita se correspondia com o Tolkien. A Dinamarca não merece; o governo dinamarquês e a primeira-ministra, sim. E a UE, por arrasto.

A Gronelândia para os gronelandeses: é a minha posição de princípio sempre (tal como as Falkland para o malvinos e não para os argentinos, em especial se forem generais). Mas o destino da colónia dinamarquesa está traçado: é americano.

Donald Tusk vê tudo mal parado, porque a UE não se dá ao respeito. Teve oportunidade para isso, tivesse sabido lidar doutra forma tanto com os Estados Unidos como com a Rússia (nem teria havido guerra na Ucrânia, muito provavelmente.) Agora, parece tarde.

voto em Gouveia e Melo

Na minha vida adulta só por duas vezes me deparei como uma situação de grande incerteza e perigo geopolítico com implicações directas no continente europeu: o fim da Guerra Fria, com a implosão da União Soviética, e agora, com a rearrumação das grandes potências e a inflexão dos Estados Unidos que parecem ter finalmente percebido que nem a Rússia brinca nem a China anda a dormir. Por isso a política neomonroviana -- que mais do que "A América para os americanos", é a América para os norte-americanos. Claro que terão sempre a vizinhança próxima da Rússia no Árctico, com ou sem Gronelândia, que, já agora, não deverá tardar a ser anexada ou independentizada, queira ou não, de qualquer forma tutelada. Apesar de a Europa ter muito boa boca para os caprichos norte-americanos -- não batam só no Rangel; o Santos Silva fez muito pior ao embarcar(-nos) na estúpida farsa Guaidó (aí já não havia problema com a comunidade portuguesa) ou Luís Amado, com esse aborto chamado Kosovo, sem esquecer o recente Cravinho -- (apesar de a Europa ter muito boa boca,) não estou a ver como sobreviverá a Nato a um acto hostil do accionista maioritário sobre a pequena Dinamarca. Nada que preocupe Trump, que quer destruir a UE (esta, a continuar assim, alcança o desiderato sem precisar de ajuda), sem se importar muito que a Nato vá a seguir: basta-lhes umas testas de ponte para o continente, a começar pelos mais próximos: Islândia, Reino Unido (claro), Portugal (os Açores, mas não só).

Se até Trump ter mostrado, ainda antes da sua eleição, que a Nato era coisa de somenos e que alegadamente nem se importaria que a Rússia invadisse uns quantos países membros me pareceu então basófia, agora já não tenho certeza de nada.

Estamos, pois, numa situação internacional cada vez mais instável e imprevisível. Eu tenho várias razões para votar em Gouveia e Melo -- como teria também para votar em António Filipe ou mesmo em António José Seguro --, mas não quero arriscar, pela parte que me toca, e, francamente, só esta candidatura me parece vital no momento presente: Marques Mendes e Seguro demonstraram nos debates uma grande impreparação para lidar com uma eventual guerra em mais larga escala, espécie de marias-vão-com-as-outras. Com eles e Montenegro (como outrora com Costa) estaríamos envolvidos num ápice e sem darmos por isso numa guerra que nada tem que ver com os nossos interesses permanentes -- como aqui sempre tenho escrito -- e que é a posição do almirante. Nós somos um país Atlântico europeu -- não temos de nos envolver e muito menos combater nas margens do Mar Negro e morrer pelos interesses dos outros por causa da Ucrânia, que além de nem pertencer à Nato está na área de influência da Rússia, tal como a Venezuela está na área de influência dos Estados Unidos -- é assim a vida (e sempre foi assim, apesar de alguns professores de RI ou Direito Internacional terem acordado agora para a impotência da ONU ou para o fim (sic) de uma ordem internacional baseada em regras... Vão falar dessa ordem internacional à Sérvia, amputada pela força da sua província-berço, ao Iraque das armas de destruição maciça vislumbradas pelo Durão Barroso, ou à Palestina, desde sempre.

Isto não está para amadores, e espero não ter como presidente nenhum pacóvio que se deixe manobrar nos corredores de Bruxelas. O meu voto em Gouveia e Melo deve-se a essa esperança, que ele, mais do que qualquer outro, pode assegurar. O futuro o dirá.

sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


quinta-feira, dezembro 04, 2025

ucraniana CDVII - e o que queria a União Europeia?

Quando a Cia orquestrou o golpe de estado na Ucrânia, em 2014, a UE, aprovou. Quando uma prócere americana proferiu Fuck the EU!, a UE gostou. Quando Trump impôs e humilhou, a UE anuiu e continuou a pagar. Agora, quando os dois beligerantes, Rússia e Estados Unidos, se preparam para decidir a situação no terreno, marimbando-se para a Europa, depois da obediência canina, do que estava a UE à espera senão ser desprezada?

segunda-feira, novembro 24, 2025

ucraniana CDVI - a bruxa

Pelo que ouvi, a Úrsula rejeita o chamado plano americano para a Ucrânia, ou seja a capitulação desta, ou seja acredita, estupidamente, que pode fazer frente (em nome de quem na UE?) sozinha à Rússia, contando com a crescente hostilidade dos Estados Unidos, sem falar no apoio da China e da neutralidade colaborante da Índia... Não serão o Canadá ou o Japão (entretido agora com a China...) que irão fazer a diferença.

Como a cabeça dos europeus resiste à manipulação, esta vigarista não desiste e propõe-se fazer uma grande conferência internacional sobre as "crianças raptadas" pela Rússia. Não têm vergonha nenhuma estes porcalhões.

Negação, fuga para a frente, a trafulhice do costume. A criatura aparece "nas redes" com a bandeira da Ucrânia por detrás. É grande a resistência para aceitar que a política que ela liderou, com a aquiescência dos zeros-europeus é um rotundo fracasso, uma derrota total, que passará por mais uma humilhação da União Europeia -- e é tão bem feito para estes poltrões. 

As contrapropostas são de tal maneira anedóticas e estúpidas, que a Meloni já se viu na necessidade de se demarcar desta imbecilidade. Não será a única, claro, mas por enquanto é ainda dos poucos que contam.  

sexta-feira, novembro 21, 2025

ucraniana CDV - uma paz digna para quem cometeu indignidades, será difícil

Refiro-me, entre várias coisas, à proibição da língua russa, às perseguições dos grupos nacionalistas e tolerância (no mínimo) para com os neo-nazis e, mais que tudo, terem-se prestado a fazer do país um proxy dos americanos. Há indignidade maior?...

A UE, com os imbecis de turno, dá-me vontade de rir; mas devia fazer-me chorar. 

Também me diverte ver alguns defuntos, jornalistas, professores de Relações Internacionais ou de Direito Internacional, na sua maioria.

O nosso Rangel diz que há margem para trabalhar. É assim mesmo, pá -- America first...

terça-feira, outubro 21, 2025

a entrevista de Marques Mendes

Primeiro o riso, com o elogio à União Europeia sobre como tem vindo a lidar com o problema da Ucrânia, Com os conselheiros de política internacional que estão lá para a candidatura, não é de admirar.

Depois, a estupefacção pela ausência de pensamento estratégico em quem anda há tantos anos na política: tirando a questão da importância atlântica, que é uma banalidade, Marques Mendes não só não mostra uma ideia sobre quais as áreas mais importantes para a soberania. A bem dizer, soberania nem vê-la: é preciso gastar dinheiro em defesa; onde? Ah, isso será decidido no seio da UE e da Nato. Catastrófico.

Para não dizer apenas mal, foi interessante a reflexão sobre a importância de acolhimento de imigrantes dos Palop, funcionando inclusivamente como válvula de escape para as graves tensões sociais que se vivem em Moçambique, mas também em Angola, muito preocupantes.

quinta-feira, outubro 09, 2025

estes são quintas colunas de quem?

Estes acham que somos todos estúpidos, que ninguém está a ver a grosseira manipulação da opinião pública ocidental; a censura imposta aos media russos -- de propaganda, dizem, como se houvesse algum merdia que o não fosse; o fracasso da "política" (nem a designação merece...) europeia na Guerra da Ucrânia; a perigosa mediocridade da acção, com a falta de estratégia total da UE, a não ser a de ser cão dos Estados Unidos.

Acham estes idiotas que basta dizer que "houve um país que invadiu outro", como aconteceu mais uma vez com Pacheco Pereira há dias na televisão (o grau zero da análise) -- pois o público é basicamente constituído por crianças grandes -- por isso facilmente manipulável --, que basta dizer muitas vezes as mesmas parvoíces, como faz o Costa, que a malta engole. Engole, pois; mas não toda.

sexta-feira, outubro 03, 2025

agora a sério, o Putin tem um piadão, caraças!... - ahahah

Sem falar no entrevistador -- ainda mais, se pensarmos nos tristes que nos caem no prato com as suas tristes figuras de analfabetos funcionais.... E então se compararmos o Putin com, por exemplo, António Costa & os seus Patetas... (esgar)

quinta-feira, outubro 02, 2025

ucraniana CDIV - mais 220 000 000 € deitados ao lixo

E lá vamos nós outra vez na manada, dar dinheiro ao Zelensky, balões de oxigénio, bovinos alinhados na estupidez geral de prolongar uma guerra perdida provocada pelos americanos, e que por isso mesmo saltaram fora, Não sem que antes se assegurassem que os parolos da UE e da Nato continuariam a financiar o complexo militar-industrial americano a risco zero.

"A defesa da Ucrânia é a defesa da Europa" e outras frases lindas: mas quão estúpido pode ser-se?

Claro que, a continuarmos com este conjunto de dirigentes europeus, mistura letal de estupidez, oportunismo, inconsciência e ignorância, arriscamo-nos, um dia destes, a um par de galhetas da Rússia, pelo menos, e não é que eles não tenham avisado.

Mais 220 milhões de euros, "pelo menos"... Não me bastava o espertalhaço do Costa, ainda tenho de ouvir as histórias da carochinha do Montenegro.

terça-feira, setembro 30, 2025

Gouveia e Melo sobre o que se passa na Europa

A bem dizer, não me espantaram as afirmações por quem é almirante da Marinha, antigo CEFA e candidato à Presidência da República.

A primeira^, é o distanciamento desta retórica belicista, ligeira e estúpida com que se fala no abate de aviões de guerra russos no caso de violação do espaço aéreo, como se não houvesse protocolos e nos céus da Europa se preparassem duelos ao sol, como se de uma grande coboiada se tratasse. Ele é um militar experiente e de topo, e sabe do que está a falar. Prudência na firmeza e sobretudo diplomacia. Já o seu acordo com a possível entrega dos Tomahawk à Ucrânia (operados por quem?), não me parece avisado...

Sábio é o que não disse: parar a guerra, salvando o que pode ser salvo: mas, no fundo, considerando ele que a vitória da Rússia é um problema para a Europa -- deveria ter desenvolvido por que razão a Europa se meteu neste atoleiro --, deve ainda acreditar que há espaço para uma qualquer vitória do Ocidente, Não há nenhuma; e o saltar fora dos Estados Unidos é disso um sinal evidente.

Importante foi o que afirmou sobre a questão atlântica: os nossos interesses vitais estão no Atlântico, Norte e Sul, e não podem ser descurados. Como têm negligentemente sido, acrescento.

domingo, agosto 31, 2025

zombies em Copenhaga, Ursula calamitiza a leste, Putin, na China, consolida

 Consolida, sim, filho -- China, Índia, como sempre e de costume, e mais um grande etc.

Em Copenhaga reuniram-se os ministros do estrangeiros da UE, reunião de nada, que não serviu para nada, para além de mostrar a impossível Kaja Kallas a sair daquele jazigo como um zombie desnorteado, como todos os zombies, e Rangel a falar da flotilha e de Mortágua (uma grande saudação para ela, neste particular).

No "flanco leste" da UE a inenarrável, incompetente e estúpida Ursula von der Leyen, palhaça triste que impressiona as criancinhas chamando 'predador' a Putin, é um destroço sem fim à vista enquanto não for removida do lugar, sob pena de a própria UE não lhe sobreviver, de tal forma a condução política da União que lhe foi permitida se traduziu neste beco sem saída, sem honra nem glória. 

Que União Europeia depois desta calamidade?