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sexta-feira, setembro 20, 2024

ucraniana CCLXIV: da desinformação na imprensa portuguesa

Depois de ter lido no Público, há uma semanas, que o partido de Sarah Wagenknecht era mais ou menos de esquerda na economia e políticas sociais, e mais ou menos de direita, entre outros exemplos de que me esqueci, por ser anti-Nato -- o idiotismo populista jornalístico em elevado grau... --, li há dias, no Diário de Notícias, um exemplo de desinformação russa ou instilada pelos russos: a ideia de que que a Rússia nunca entrará em guerra com a Nato por sua iniciativa. 

Qualquer bivalve percebe que uma acção dessas acarretaria a resposta que se imagina; ao querer apresentar a tese de que isto constitui propaganda russa para desmobilizar os "europeus", estão a ser eles próprios agentes de desinformação -- sabendo-o, pois não se pode ser tão estúpido, a partir de certo patamar. Além disso, a prosápia de Trump sobre o tema não convenceu ninguém com dois dedos de testa, a começar pelos então apoiantes de Biden. A este embuste, que os plumitivos ajudam a espalhar, chamamos o quê -- jornalismo de referência. 

Claro que há exercícios de prospectiva: quem sabe o que acontecerá daqui a duas gerações, ou até no próximo ano? Ninguém. Daqui a duas dúzias de meses, pode até ter deixado de haver UE, ou a Rússia como a conhecemos hoje -- ou mesmo os Estados Unidos. Mas isso não é jornalismo e muito menos informação.

domingo, setembro 08, 2024

serviço público: Viriato Soromenho Marques, o jornalismo analfabeto e a liberdade de procriar

"Quem tem medo de Sarah Wagenknecht?" 

Nas vésperas da eleições alemãs, li, no inevitável Público -- a partilhar estupidezes sobre a guerra da Ucrânia com os também fatais Expresso, DN, etc. -- uma pèrolazinha dum qualquer jornalista analfabeto como a que segue: aquilo a que chamaram populistas de esquerda, nomeadamente ao partido que ficou em terceiro lugar nas duas eleições de há uma semana, caracterizava-se por aqueles serem "mais ou menos" de esquerda em matérias económicas e sociais; e "mais ou menos" de direita por posições anti-Nato (sic!), contra a venda de armas à Ucrânia, supostamente anti-emigração (VSMarques explica), etc.

Com que então, ser anti-Nato agora é ser-se de direita?! A criatividade involuntária do analfabeto compete com a do putedo comunicacional que trabalha para o Trump, ao transformarem a campanha antiaborto, numa causa pela "liberdade de procriar"... 

O manicómio não é apenas woke, atinge também a beataria e os lunáticos evangélicos, pasto de votos para Trump e seus espertalhões.