A continuação de "Êta Mundo Melhor!, que chegou ao fim nesta sexta-feira (13/03), após 220 capítulos, acabou provocando um efeito inesperado: ao tentar prolongar o universo de "Êta Mundo Bom!", a nova novela terminou evidenciando que a história original já estava completa. A obra criada por Walcyr Carrasco tinha um arco narrativo fechado e um desfecho satisfatório. Ao retomar esse universo, primeiro com textos do próprio autor e depois sob o comando de Mauro Wilson, a trama acabou revelando o risco de revisitar uma história cujo conflito principal já havia sido resolvido.
Desde os primeiros meses, a novela apresentou uma estrutura narrativa que parecia andar em círculos. A sensação recorrente era a de que o telespectador podia ficar semanas ou até meses sem assistir e, ao voltar, perceber que quase nada havia avançado. Isso aconteceu porque várias tramas foram reiniciadas ou reconfiguradas de maneira muito semelhante às histórias da obra anterior, criando uma estranha sensação de repetição constante, como se a continuação estivesse refazendo caminhos já percorridos.
A saga de Estela (Larissa Manoela) é um exemplo evidente disso. A personagem teve uma trajetória muito semelhante à de Maria (Bianca Bin) na novela original, inclusive no romance inicial com Celso (Rainer Cadete).