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sexta-feira, 13 de março de 2026

"Êta Mundo Melhor!" provou que "Êta Mundo Bom!" não precisava de continuação

 A continuação de "Êta Mundo Melhor!, que chegou ao fim nesta sexta-feira (13/03), após 220 capítulos, acabou provocando um efeito inesperado: ao tentar prolongar o universo de "Êta Mundo Bom!", a nova novela terminou evidenciando que a história original já estava completa. A obra criada por Walcyr Carrasco tinha um arco narrativo fechado e um desfecho satisfatório. Ao retomar esse universo, primeiro com textos do próprio autor e depois sob o comando de Mauro Wilson, a trama acabou revelando o risco de revisitar uma história cujo conflito principal já havia sido resolvido.


Desde os primeiros meses, a novela apresentou uma estrutura narrativa que parecia andar em círculos. A sensação recorrente era a de que o telespectador podia ficar semanas ou até meses sem assistir e, ao voltar, perceber que quase nada havia avançado. Isso aconteceu porque várias tramas foram reiniciadas ou reconfiguradas de maneira muito semelhante às histórias da obra anterior, criando uma estranha sensação de repetição constante, como se a continuação estivesse refazendo caminhos já percorridos.

A saga de Estela (Larissa Manoela) é um exemplo evidente disso. A personagem teve uma trajetória muito semelhante à de Maria (Bianca Bin) na novela original, inclusive no romance inicial com Celso (Rainer Cadete).

terça-feira, 23 de setembro de 2025

"Êta Mundo Melhor!" é um remake de "Êta Mundo Bom!"

 A atual novela das seis da Globo estreou no dia 30 de junho, ou seja, está há quase três meses no ar. Escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, "Êta Mundo Melhor" vem fazendo a alegria da Globo no quesito audiência. A trama já supera a anterior, "Garota do Momento", e vem obtendo índices que a faixa não via desde "Mar do Sertão". No entanto, nas redes sociais a repercussão é bastante tímida e nem se compara ao folhetim que a antecedeu. Entre os motivos para a falta de engajamento do público estão a falta de acontecimentos na história e outro ponto que está cada dia mais evidente: não parece uma continuação e nem algo inédito.


"Êta Mundo Melhor!" é a continuação de "Êta Mundo Bom!", fenômeno das seis, exibido em 2016, e que repetiu o sucesso quando reprisado, em 2020, no período da pandemia da covid-19. Amauri Soares, atual todo poderoso do setor de teledramaturgia da Globo, pediu para Walcyr criar uma continuação do sucesso e assim foi feito. Porém, a obra original teve um final redondo e não houve qualquer brecha para um possível novo arco dramático, diferente do que aconteceu em "Alma Gêmea", um dos maiores êxitos da faixa das 18h, por exemplo, que terminou com Rafael (Du Moscovis) e Serena (Priscila Fantin) reencarnados e se reencontrando crianças. 

A solução do autor para elaborar a continuação exigida pelo chefe foi reiniciar praticamente todas as histórias de "Êta Mundo Bom!". Só que para realizar a nova trama foi necessário ressuscitar um dos vilões, matar vários personagens da versão original e alterar a personalidade da maioria que voltou em "Êta Mundo Melhor!", além de retroceder todos os processos evolutivos de alguns perfis.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Rosi Campos se destacou merecidamente em "Êta Mundo Bom!"

Uma das qualidades de Walcyr Carrasco é a valorização dos atores experientes. Eles são destacados em todas as suas novelas e o autor sempre faz questão de presenteá-los com bons papéis. Tanto que os casais de 'veteranos' costumam ter uma boa importância nas suas histórias, protagonizando cenas sensíveis e bem escritas. Baseado no histórico mencionado, a escalação de Rosi Campos para "Êta Mundo Bom!" foi uma ótima notícia. E, assim que o folhetim estreou, ficou perceptível que a intérprete seria valorizada como merecia.


A atriz ganhou a carismática Eponina ---- que havia sido escrita para a também talentosa Jandira Martini (que não pôde aceitar em virtude de compromissos com o teatro) ----, praticamente uma Cinderela que passou da idade de viver o primeiro amor e encontrar seu príncipe. Ingênua, atrapalhada e com um forte sotaque caipira, a personagem é uma das principais do ótimo núcleo da fazenda e um dos grandes destaques da novela. Considerada um estorvo na família, a irmã de Quinzinho (Arty Fontoura) não tem uma relação amistosa com a cunhada Cunegundes (Elizabeth Savalla), mas foi praticamente a mãe postiça de Candinho (Sérgio Guizé) e Mafalda (Camila Queiroz), tendo ainda um imenso carinho por Filó (Débora Nascimento) e Quincas (Miguel Rômulo).

A virginal senhora ainda é apaixonada pelas rádio-novelas e tem uma autoestima bastante elevada, pois sempre achava que os homens que iam à fazenda estavam interessados em seu decote e suas 'ancas'. Rosi Campos sempre foi uma ótima comediante e incorporou uma caipira pura brilhantemente, se adaptando ao texto do autor, com quem trabalhava pela primeira vez.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Valeu a pena rever o show de Eliane Giardini em "Êta Mundo Bom!"

A reprise de "Êta Mundo Bom!" está quase encerrando seu ciclo. Entre os muitos acertos da novela de Walcyr Carrasco (dirigida por Jorge Fernando), exibida pela primeira vez em 2016, vale destacar a escalação do elenco, repleto de talentos em sua grande maioria, tendo apenas umas três ou quatro exceções. Muitos atores tiveram a oportunidade de brilhar durante a trama. E uma das melhores atrizes do time foi Eliane Giardini, que ganhou um grande papel, cuja importância pôde ser acompanhada ao longo de oito meses de novela.


Anastácia é um dos perfis mais íntegros da história e mãe de Candinho (Sérgio Guizé), o protagonista do folhetim. No início, o telespectador acompanhou a saga da dona da fábrica de sabonetes Aroma em busca do filho. Isso porque seu autoritário pai tirou o bebê de seus braços assim que nasceu e mandou matá-lo. Mas uma empregada se recusou a executar o serviço e acabou colocando a criança em um rio. Tudo foi acompanhado no primeiro capítulo, aumentando o envolvimento do telespectador com aquele tocante e folhetinesco enredo.

Ao contrário do que se imaginava, o reencontro de mãe e filho não demorou muito e ocorreu antes da metade da novela. Eliane e Sérgio protagonizaram a cena mais linda da trama e emocionaram. A partir de então, a personagem entrou em uma nova fase, desta vez ao lado de Candinho e iniciando um romance com o professor Pancrácio (Marco Nanini).

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Candinho, de "Êta Mundo Bom!", foi o melhor papel de Sérgio Guizé

Um dos maiores desafios de Walcyr Carrasco, Jorge Fernando e equipe era a escalação do protagonista de "Êta Mundo Bom!". Afinal, a novela conta a história de Candinho, personagem do clássico "Cândido, ou o otimismo", do filósofo Voltaire, que ainda foi interpretado pelo grande e saudoso Mazzaropi na adaptação da sátira para o cinema em 1954. Era uma responsabilidade imensa a escolha do intérprete para o folhetim. Mas, desde o primeiro capítulo, ficou perceptível que a produção se saiu muito bem na escalação e a escolha foi certeira. Sérgio Guizé esteve impecável e a reprise no "Vale a Pena Ver de Novo" comprova.


O caipira ingênuo coube perfeitamente na figura do ator, que conseguiu incorporar o personagem de uma forma impressionante. O papel exige muitos riscos, pois qualquer deslize implica em uma caricatura desnecessária e prejudicial ao protagonista. A figura central da novela tem um peso ainda maior do que um perfil 'normal'. Há sempre uma linha tênue a ser seguida e Sérgio conseguiu atingir o objetivo com louvor. Muitas vezes pareceu o Mazzaropi, até mesmo no jeito de andar e em alguns trejeitos, enquanto em outras imprimiu um tom particular para Candinho. Uma mistura mais do que bem-vinda.

O protagonista é o grande fio condutor da novela das seis e a representa tudo o que o enredo quer transmitir: o otimismo e a alegria de viver. Tendo como lema "Tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar" ---- frase dita várias vezes pelo professor Pancrácio (grande amigo e praticamente pai do rapaz) ----, Candinho nunca perdeu o encanto pela humanidade, mesmo tendo sido separado de sua mãe assim que nasceu e virado um mero empregado rejeitado na família que o adotou.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Reprise de "Êta Mundo Bom!" comprova que o autor que mais valoriza Flávia Alessandra é Walcyr Carrasco

Ela estreou na televisão em "Top Model" (1989), graças ao concurso de novas atrizes que o "Domingão do Faustão" promoveu na época, onde Adriana Esteves também foi revelada. Desde então participou de várias novelas, como "História de Amor", "A Indomada", "Meu Bem Querer", "Porto dos Milagres" e "O Beijo do Vampiro", entre outras. Porém, foi graças a Walcyr Carrasco que Flávia Alessandra se firmou de vez na carreira, mostrando a ótima atriz que é. O autor iniciou uma bem-sucedida parceria com a intérprete em "Alma Gêmea", a presenteando com seu melhor papel (a diabólica Cristina), e depois foram outros sucessos como "Caras & Bocas", "Morde & Assopra" e  "Êta Mundo Bom!".


E a atual reprise do "Vale a Pena Ver de Novo" prova que a parceria dessa dupla sempre funcionou. A atriz ganhou a ambiciosa Sandra, a grande vilã do fenômeno das seis. A personagem tinha algumas semelhanças evidentes com Cristina, como os cabelos e o estilo elegante de se vestir. O objetivo do autor foi esse mesmo, pois a novela que marcou seu retorno ao horário que o consagrou teve todos os elementos já usados por ele nos seus outros folhetins das 18h. Entretanto, houve também diferenças claras entre os perfis. A víbora de "Alma Gêmea" era impulsiva e ficava vulnerável sem a mãe do lado planejando seus próximos passos, além do completo descontrole emocional ter sido sua maior característica.

Sandra era uma mulher fria e calculista. Mais contida, se comparada com a sua semelhante, e idealizadora de tudo o que fazia. Não precisava de uma mãe para lhe dar ordens. Tinha o poder da manipulação e só estava preocupada com o dinheiro, ao contrário de Cristina, que tinha uma obsessão pelo mocinho. Flávia Alessandra brilhou desde a estreia, conseguindo explorar com talento as similaridades e as diferenças que uniam e separavam sua segunda grande vilã da primeira.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Bianca Bin roubou a cena em "Êta Mundo Bom!"

O sucesso de "Êta Mundo Bom!" é incontestável e a novela apenas comprovou que Walcyr Carrasco é o mestre do horário das seis. Não por acaso, a reprise no "Vale a Pena Ver de Novo" vem repetindo o fenômeno de audiência de 2016. Marca mais de 20 pontos frequentemente e ultrapassa as médias das reexibições de  "Malhação" e "Novo Mundo". Há vários motivos para o êxito da trama e o elenco da produção conta com vários ótimos nomes, como Sérgio Guizé, Eliane Giardini, Marco Nanini, Flávia Alessandra, Elizabeth Savalla, Ary Fontoura, Flávio Migliaccio, Camila Queiroz, Rosi Campos, entre tantos outros. Mas, em meio ao time de peso, tem uma atriz que foi ganhando cada vez mais destaque: Bianca Bin.


A história de Maria sempre foi uma das mais interessantes da novela e envolveu o público assim que começou a ser contada. A personagem era muito ligada ao noivo e a felicidade aumentou quando contou ao rapaz que esperava um filho dele. Sem pestanejar, o íntegro homem planejou se casar. Tudo parecia perfeito. Entretanto, a alegria do casal durou pouco, pois um grave acidente de carro vitimou a futuro marido da sonhadora menina. A partir de então sua vida virou um verdadeiro inferno.

Os ricos pais da vítima não acreditaram que o rapaz era o pai do bebê que ela esperava e quando resolveram crer na palavra da garota propuseram que Maria entregasse a criança para cuidarem. Para culminar, Severo (Tarcísio Filho) expulsou a filha de casa assim que soube que seria mãe solteira e a menina virou empregada na mansão de Anastácia (Eliane Giardini), após morar alguns dias de favor na pensão de Camélia (Ana Lucia Torre).

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sérgio Guizé e Eliane Giardini protagonizaram a cena mais linda de "Êta Mundo Bom"

Êta Mundo Bom!" foi um fenômeno de audiência em 2016 e a reprise tem repetido o êxito no "Vale a pena Ver de Novo". A novela de Walcyr Carrasco vem marcando mais de 20 pontos de audiência quase todos os dias, ultrapassando os índices das reprises de "Malhação - Viva a Diferença" e "Novo Mundo". Até a média da reexibição anterior, o sucesso "Avenida Brasil", o folhetim despretensioso do autor já ultrapassou. E a cena que marcou a grande virada da história foi reprisada nesta sexta-feira (18/06): o encontro de Candinho (Sérgio Guizé) e Anastácia (Eliane Giardini).


Era justamente a sequência mais aguardada do enredo: o encontro de mãe e filho. A dura saga de Candinho em busca de sua mãe, e de Anastácia procurando seu filho, começou a ser contada logo na estreia da produção. Era, inclusive, o eixo central do enredo. Tanto que, seguindo a lógica do desenvolvimento de uma trama longa, a esperada revelação só deveria acontecer lá para o meio da história. Porém, Walcyr mostrou que não estava disposto a enrolar o telespectador e fez questão de presentear o público com o tocante momento bem antes da metade da sua novela. 

A cena fez jus à expectativa e a emoção foi a grande protagonista daquele instante tão delicado. Candinho e Anastácia já haviam se encontrado algumas vezes na igreja, onde trocavam rápidas palavras. E a sintonia entre os dois sempre esteve presente. Não só entre os personagens, como entre os atores também.

terça-feira, 16 de junho de 2020

"Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais" repetem o estrondoso sucesso de 2016 em 2020

Os dois maiores sucessos da Globo em 2016, em audiência e repercussão, foram "Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais". A novela das seis e a trama das sete se mostraram verdadeiros fenômenos de popularidade e, na época, a emissora não obtinha tanto retorno nos respectivos horários há um bom tempo. Conquistaram realmente o telespectador. As duas serem reprisadas atualmente, em meio ao caos provocado pela pandemia do novo coronavírus (que resultou na interrupção das gravações de todas as produções inéditas) não é uma mera coincidência. Eram apostas certeiras da Globo para manter os bons índices. E os folhetins novamente fazem jus ao resultado obtido perante o público.


É sempre importante ressaltar que audiência e qualidade nem sempre andam juntas. Uma trama fracassada pode ser primorosa, ao mesmo tempo que um folhetim péssimo pode ser um sucesso. Entretanto, o caso das duas produções citadas reflete um conjunto de acertos, implicando ainda em ótimos resultados nos números do Ibope. São duas novelas escapistas, que priorizam situações tipicamente folhetinescas e muitas vezes tendo a leveza como ponto principal. Também se caracterizam pela despretensiosidade, onde não há a preocupação de inovar nada. São novelas que honram a condição de novelas. Não por acaso são as reexibições de maior sucesso atualmente, ainda que "Fina Estampa" também tenha êxito nos números, mas falhe na repercussão nas redes sociais.

Após 11 anos afastado do horário das seis, Walcyr Carrasco voltou em 2016 para a faixa que o consagrou na Globo com os fenômenos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". Depois de ter emplacado o maior sucesso da emissora em 2015, a novela das 23h "Verdades Secretas", o autor pediu para retornar às 18h e teve seu pedido atendido. O escritor conseguiu emplacar mais um estrondoso sucesso para chamar de seu.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Camila Queiroz foi um dos muitos destaques de "Êta Mundo Bom!"

O ano de 2015 não poderia ter sido melhor para Camila Queiroz. Sem nenhuma experiência como atriz e com uma carreira de modelo, a menina de Ribeirão Preto (São Paulo) ganhou a chance da sua vida em "Verdades Secretas". E agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Honrou a confiança, ganhou uma sucessão de elogios, e logo foi escolhida para um teste em "Êta Mundo Bom!", que estreou em janeiro de 2016. Deu um show e tem sido um prazer rever seu desempenho no "Vale a Pena Ver de Novo".


Na novela das onze, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Camila ganhou simplesmente a protagonista da história, ficando com uma responsabilidade e tanto. A interiorana Arlete ---- que virou a prostituta Angel graças ao esquema do Book Rosa de Fanny (Marieta Severo) ---- se envolveu em um macabro triângulo amoroso, onde a sua mãe (Carolina - Drica Moraes) e o inescrupuloso Alex (Rodrigo Lombardi) faziam parte das outras pontas.

Estrear em uma trama assim não era tarefa simples, ainda mais levando em consideração o horário tardio que permitia cenas mais fortes, além de ousadas. Foram muitas sequências complicadas e desafiadoras para qualquer intérprete. O fato de ser uma estreante despertou mais atenção em cima da capacidade de Camila.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Reprise de "Êta Mundo Bom!" foi uma boa escolha para o atual momento do país

"Tudo que acontece de ruim na vida da gente é "pa meiorá". A premissa de "Êta Mundo Bom!" é perfeito para o crítico atual momento do Brasil e do mundo, em virtude de uma pandemia assustadora do novo coronavírus. A maior parte população mudou sua rotina para diminuir os estragos e ainda assim muitas mortes vêm sendo registradas por conta da doença. Nada melhor que um produto leve para distrair quem está em casa por conta da quarentena. Por isso a escolha da novela de Walcyr Carrasco para o "Vale a Pena Ver de Novo" foi um acerto.


A Globo tinha escolhido o sucesso exibido em 2016 para substituir "Por Amor". Sérgio Guizé até gravou chamadas especiais com o burro Policarpo para anunciar a reexibição. Mas havia uma preocupação para manter os elevados índices que a reprise do clássico de Manoel Carlos alcançou. Embora Walcyr seja uma fábrica de sucessos em todas as faixas, a emissora mudou de ideia no meio do percurso. Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia do canal, acabou convencido por outros colegas a selecionar "Avenida Brasil" para a missão. E funcionou. O fenômeno de João Emanuel Carneiro repetiu o êxito de 2012, ainda mais com a chegada da quarentena que implicou em um aumento ainda mais expressivo da audiência.

Era previsível, portanto, que a substituta seria "Êta Mundo Bom!". Já havia um planejamento. O fato é que o (trágico) acaso da pandemia transformou a escolha em algo perfeito para o atual momento. O folhetim reúne tudo o que Walcyr Carrasco apresentou na faixa das 18h: uma fazenda, guerra de comida, caipiras, quedas em chiqueiro, vilã muito diabólica, vários animais e bordões.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os destaques do ano

A última retrospectiva do blog, como já virou costume, é sobre tudo o que se destacou ao longo de 2016. Tivemos duas novelas (uma das seis e outra das sete) que foram fenômenos de audiência e repercussão, duas minisséries primorosas, uma participante que virou a protagonista do "BBB", uma boa surpresa da teledramaturgia da Record, mais um acerto infantil do SBT, a transmissão impecável das Olimpíadas, enfim... Vários acertos que merecem ser listados e relembrados. Vamos a eles.





"Ligações Perigosas":
A minissérie da até então estreante Manuela Dias primou pelo capricho, tanto da produção de arte, quanto da direção de Vinícius Coimbra. A interpretação precisa do elenco brilhantemente escalado foi outro acerto, sendo necessário citar Selton Mello, Patrícia Pillar, Marjorie Estiano, Alice Wegmann, entre outros. A trama, baseada no clássico da literatura francesa "As Ligações Perigosas", de Chordelos de Laclos", foi a primeira grande produção da Globo em 2016. Foram 10 capítulos primorosos, repletos de cenas instigantes.






"Totalmente Demais":
A novela de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, foi um fenômeno de audiência e repercussão. Chegando a marcar 33 pontos de audiência na reta final, a novela atingiu índices que o horário não alcançava desde "Cheias de Charme". Os autores emplacaram o terceiro sucesso seguido, após o êxito das temporadas "Intensa" (2012) e "Sonhos" (2014) de "Malhação". A trama da florista Eliza, do humilde Jonatas, da arrogante Carolina, do ambicioso Arthur e da atrapalhada Cassandra conquistou o público, destacando nomes como Marina Ruy Barbosa, Felipe Simas, Juliana Paes, Fábio Assunção, Juliana Paiva, entre tantos outros.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores cenas do ano

Mais um ano se passou e foram muitas cenas merecedoras de elogios exibidas ao longo de 12 meses. Vários atores se destacaram, protagonizando sequências repletas de drama, tensão e comicidade. Teve momento para todos os gostos e uma retrospectiva dessas grandiosas interpretações (incluindo, claro, direção e texto) merece ser feita. Vamos, então, relembrar tudo o que aconteceu de mais marcante na teledramaturgia em 2016.





Cena final do penhasco em "Além do Tempo":
Elizabeth Jhin foi muito feliz nessa sua novela e o último capítulo foi em grande estilo, reproduzindo a sequência mais marcante do final da primeira fase, mas com um desfecho diferente. Pedro (Emílio Dantas) matou Melissa (Paolla Oliveira) e os mocinhos Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) na vida passada, só que mais de cem anos depois foi ele quem pagou por tudo o que fez. Melissa matou o vilão com um tiro e se regenerou, salvando a vida dos até então inimigos, os retirando do precipício com a ajuda do anjo Ariel (Michel Melamed). A sequência ficou tão boa quanto a da primeira fase e os atores deram um show.




Mariana morre de tristeza em "Ligações Perigosas":
Após descobrir que Augusto (Selton Mello) era um galanteador e estava apenas a usando, Mariana começa a definhar. A religiosa que adorava a vida perdeu a alegria que tinha e mergulhou em uma profunda depressão, vivendo praticamente estática em uma cama. Apesar dos cuidados das freiras e de pessoas próximas, não conseguia mais comer e mal andava. Só tinha força para chorar. No final, se entregou para a morte. A interpretação visceral de Marjorie Estiano impressionou e a atriz mais uma vez mostrou a grande atriz que é. Foi impossível não ter se emocionado vendo a personagem naquele estado deplorável.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: os melhores casais do ano

Os romances foram e sempre serão fundamentais em qualquer obra ficcional. Ter um ou mais casais para torcer é vital para o desenvolvimento de uma novela ou série. E em 2016 tivemos vários pares ótimos, implicando em muitos nomes de "shippers" (combinações de nomes de casal). Aliás, o termo "shippar" já entrou no vocabulário do brasileiro, o que só comprova a importância dos romances na ficção. Vamos, então, aos melhores pares do ano.





Romero e Atena ("A Regra do Jogo"):
O único casal atrativo da novela de João Emanuel Carneiro. Os bandidos que tinham um lado humano protagonizaram as melhores cenas da novela ao lado do divertido Ascânio (Tonico Pereira). Alexandre Nero e Giovanna Antonelli transbordaram química em "Salve Jorge", quando viveram Stênio e Helô, e repetiram a boa sintonia com Romero Rômulo e Francineide. O nome "Romena" se proliferou nas redes sociais e os personagens caíram no gosto do público, apesar dos vários problemas que a trama apresentou ao longo de sua exibição.




Mariana e Augusto ("Ligações Perigosas"):
A minissérie exibida em janeiro, escrita por Manuela Dias e baseada no romance de Choderlos de Laclos, foi primorosa e um dos acertos foi a relação intensa desse casal. O frio Augusto seduziu a religiosa Mariana com o intuito de vencer uma aposta, mas acabou se apaixonando perdidamente por ela, caindo na própria armadilha. Marjorie Estiano e Selton Mello protagonizaram grandes cenas, onde o drama e a química se fizeram presentes até o fim. A morte trágica dos personagens também merece menção, fechando o ciclo desse romance de uma forma sombria e muito triste.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!" formaram uma trinca de ouro no horário das seis

A faixa das seis da Globo apresentou uma boa sequência de novelas, começando no início de março de 2015 e chegando ao fim em agosto deste ano. Uma novela impecável foi substituída à altura e a substituta cedeu lugar à outra tão boa quanto. Ou seja, três folhetins da melhor qualidade e que presentearam o público com histórias repletas de atrativos. As produções são "Sete Vidas", "Além do Tempo" e "Êta Mundo Bom!", escritas por Lícia Manzo, Elizabeth Jhin e Walcyr Carrasco, respectivamente.


As novelas não apresentam semelhança alguma no quesito história, entretanto, as similaridades se dão justamente através de pontos fundamentais de um bom folhetim: elenco bem escalado, trilha sonora primorosa, personagens construídos com competência, dramas envolventes, conflitos convidativos e bom ritmo. As três tramas enriqueceram o horário das seis, cada um a seu modo. Para completar o conjunto harmonioso, todas representaram um crescimento de audiência na faixa, expondo o interesse do telespectador.

"Sete Vidas" elevou em dois pontos a média do horário, obtendo 19,4 no salgo geral, revertendo uma queda que parecia inevitável. Lícia Manzo conseguiu emocionar o público mais uma vez, após já ter atingido o objetivo com sua primeira novela, exibida em 2011: a inesquecível "A Vida da Gente".

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os vencedores do "Prêmio Extra" de 2016

A edição de 2016 do "Prêmio Extra" aconteceu nesta (29/11), no Vivo Rio. Apresentada por Tatá Werneck e Gabriel Godoy, a premiação teve Glória Pires como a grande homenageada da noite e distribuiu troféus em 13 categorias ---- Melhor Novela, Programa, Atriz, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Revelação Feminina, Revelação Masculina, Série, Apresentador, Tema de Novela, Ator/Atriz Mirim e Programa de Humor ----, onde algumas delas pecaram pela ausência de nomes que brilharam no ano, ao mesmo tempo que fizeram justiça com outros profissionais. Por sinal, quase todos os vencedores foram merecidos.


A categoria Ator/Atriz Mirim teve finalistas justos em sua maioria. Giovanna Rispoli se destacou como a rebelde gótica Jojô em "Totalmente Demais", Larissa Manoela é o maior nome de "Cúmplices de um Resgate", Xande Valois brilhou como Claudinho em "Êta Mundo Bom", Tobias Carrieres emocionou como Jesus em "Justiça" e Gabriel Palhares fez jus ao troféu, pois foi uma grata surpresa de "Liberdade, Liberdade", divertindo na pele do carismático Caju. Já a indicação de João Guilherme, cujo desempenho em "Cúmplices de um Resgate" deixa bem a desejar, deveria ser substituída por JP Rufino em "Êta Mundo Bom" ou Letícia Braga pela Mayara de "Justiça".

No quesito Revelação Feminina, vale destacar a indicação da maravilhosa Lucy Alves, que impressionou pelo seu desempenho em "Velho Chico". Parecia uma veterana vivendo a Luzia e sua vitória foi incontestável. Giullia Buscacio foi outra boa selecionada, uma vez que emocionou vivendo a Olívia na mesma novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fenômeno de audiência, "Êta Mundo Bom!" trouxe otimismo e a essência de Walcyr Carrasco no horário das seis

A missão de "Êta Mundo Bom!" não era simples, afinal, tinha a 'obrigação' de manter a qualidade da faixa das seis, que vinha de duas novelas anteriores primorosas: "Sete Vidas" e "Além do Tempo". Mas, ao voltar para o horário que o consagrou, Walcyr Carrasco tinha noção da responsabilidade e conseguiu cumprir o objetivo com louvor. Ainda superou as expectativas no quesito audiência, pois a sua trama saiu de cena com uma média geral de 27 pontos (sete a mais que a anterior), atingindo índices expressivos ao longo dos meses ---- sempre acima dos 30 pontos (chegou até a 36 de média) ----, alcançando marcas não obtidas na faixa desde o remake de "O Profeta", em 2006 ---- coincidentemente, um folhetim que contou com sua supervisão.


Foi o próprio autor que pediu para voltar ao horário das seis e, após o fenômeno "Verdades Secretas", teve o pedido atendido pela Globo. Após os imensos sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", Walcyr trouxe de volta para a faixa absolutamente tudo o que deu certo nessa trinca, deixando de lado qualquer tipo de 'novidade' ou 'surpresa'. Ou seja, o objetivo dele era justamente reutilizar o que o público tinha amado: muita guerra de comida, quedas no chiqueiro, um núcleo de caipiras vivendo em uma fazenda, vilões maniqueístas e situações dramáticas sendo mescladas com humor pueril. Pois funcionou de novo, confirmando um fato incontestável: o telespectador estava com saudades de acompanhar uma história do escritor às 18h.

A novela, ambientada na década de 40, estreou no dia 18 de janeiro e teve seu último capítulo exibido no dia 26 de agosto, ou seja, ficou quase oito meses no ar. Foram 190 capítulos, sendo uma das produções das seis mais longas, levando em consideração a diminuição da duração das obras dessa faixa nos últimos anos. As Olimpíadas influenciaram o esticamento, pois a Globo já havia pedido para o autor desenvolver um folhetim maior para não estrear nada durante os jogos, cujos horários ficam tomados de competições e variações na grade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Rosi Campos foi valorizada como merecia em "Êta Mundo Bom!"

Uma das qualidades de Walcyr Carrasco é a valorização dos atores experientes. Eles são destacados em todas as suas novelas e o autor sempre faz questão de presenteá-los com bons papéis. Tanto que os casais de 'veteranos' costumam ter uma boa importância nas suas histórias, protagonizando cenas sensíveis e bem escritas. Baseado, então, no histórico mencionado, a escalação de Rosi Campos para "Êta Mundo Bom!" foi uma ótima notícia. E, assim que o folhetim estreou, ficou perceptível que a intérprete seria valorizada como merecia.


A atriz ganhou a carismática Eponina ---- que havia sido escrita para a também talentosa Jandira Martini (que não pôde aceitar em virtude de compromissos com o teatro) ----, praticamente uma Cinderela que passou da idade de viver o primeiro amor e encontrar seu príncipe. Ingênua, atrapalhada e com um forte sotaque caipira, a personagem é uma das principais do ótimo núcleo da fazenda e um dos grandes destaques da novela. Considerada um estorvo na família, a irmã de Quinzinho (Arty Fontoura) não tem uma relação amistosa com a cunhada Cunegundes (Elizabeth Savalla), mas foi praticamente a mãe postiça de Candinho (Sérgio Guizé) e Mafalda (Camila Queiroz), tendo ainda um imenso carinho por Filó (Débora Nascimento) e Quincas (Miguel Rômulo).

A virginal senhora ainda é apaixonada pelas rádio-novelas e tem uma autoestima bastante elevada, pois sempre achava que os homens que iam à fazenda estavam interessados em seu decote e suas 'ancas'. Rosi Campos sempre foi uma ótima comediante e incorporou uma caipira pura brilhantemente, se adaptando perfeitamente ao texto do autor, com quem trabalha pela primeira vez.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eliane Giardini ganhou um grande papel em "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está quase encerrando seu ciclo e deixará saudades. Entre os muitos acertos da novela de Walcyr Carrasco (dirigida por Jorge Fernando), vale destacar a escalação do elenco, repleto de talentos em sua grande maioria, tendo apenas umas três ou quatro exceções. Muitos atores tiveram a oportunidade de brilhar durante a trama. E uma das melhores atrizes do time foi Eliane Giardini, que ganhou um grande papel, cuja importância pôde ser acompanhada ao longo de oito meses de novela.


Anastácia é um dos perfis mais íntegros da história e mãe de Candinho (Sérgio Guizé), o protagonista do folhetim. No início, o telespectador acompanhou a saga da dona da fábrica de sabonetes Aroma em busca do filho. Isso porque seu autoritário pai tirou o bebê de seus braços assim que nasceu e mandou matá-lo. Mas, uma empregada se recusou a executar o serviço e acabou colocando a criança em um rio. Tudo foi acompanhado no primeiro capítulo, aumentando o envolvimento do telespectador com aquele tocante e folhetinesco enredo.

Ao contrário do que se imaginava, o reencontro de mãe e filho não demorou muito e ocorreu antes da metade da novela. Eliane e Sérgio protagonizaram a cena mais linda da trama e emocionaram a todos. A partir de então, a personagem entrou em uma nova fase, desta vez ao lado de Candinho e iniciando um romance com o professor Pancrácio (Marco Nanini).

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Os melhores casais de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está perto do seu fim. A novela das seis de Walcyr Carrasco foi o maior sucesso do horários dos últimos dez anos ---- a última trama que obteve índices semelhantes foi o remake de "O Profeta", exibido em 2006 e supervisionado pelo mesmo autor. Um feito e tanto. E além de todas as qualidades já mencionadas da obra do autor, é preciso mencionar o acerto na formação de três casais completamente diferentes, mas que se complementaram ao longo da história. A construção das relações e a criação dos perfis foram ótimas, fazendo dos três pares os melhores do folhetim.


Gerusa (Giovanna Grigio) e Osório (Arthur Aguiar) fazem jus ao amor em seu estado mais puro, representando um romance idealizado e voltado para os contos de fadas. Maria (Bianca Bin) e Celso (Rainer Cadete) representam o amor que é capaz de mudar uma pessoa, a tornando um ser humano melhor. Já Pancrácio (Marco Nanini) e Anastácia (Eliane Giardini) protagonizam o amor maduro, que para ser solidificado precisa se adequar aos costumes e rotina de ambos, que já passaram por muita coisa ao longo da vida.

São três relacionamentos muito bem construídos pelo autor, que despertaram interesse desde o início da novela. Cada um a seu modo. E em todos os casais é possível observar uma evidente química, explorada através da entrega dos atores em cena.