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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Remake de "Vale Tudo" é um amontoado de conflitos superficiais e absurdos

 O remake de "Vale Tudo" vem enfrentando uma sucessão de críticas e todas em relação aos novos conflitos criados por Manuela Dias são justas e pertinentes. A autora quer abordar milhares de assuntos possíveis e não consegue dar profundidade a nenhum, o que deixa a adaptação da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères superficial e genérica. O pior é que a essência do folhetim é deixada de lado, a ponto da pergunta central --- "Vale a pena ser honesto no Brasil?" --- perder toda a relevância porque não há discussão alguma de temas pertinentes e incômodos para a sociedade. 


É impressionante os inúmeros temas que já foram explorados na história e não houve um sequer que tenha durado mais de uma semana. Todos surgem e são resolvidos em tempo recorde. Não há uma construção mínima para envolver o público, o que esvazia qualquer abordagem e automaticamente deixa os dramas dos personagens sem qualquer impacto. É humanamente impossível o telespectador ter alguma empatia por aquelas pessoas fictícias diante da ausência de uma linha narrativa ou arco dramático sólido. 

Assexualidade, tráfico de animais, adoção por casais homoafetivos, redução dos gases do efeito estufa, vício em jogo do tigrinho, pensão alimentícia, etarismo, assédio moral, falta de sexo no casamento, Burnout, bebê reborn, onlyfans, racismo, maternidade solo, enfim, nem dá para enumerar todas as abordagens rasas da trama.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Helena X Luiza: um dos poucos conflitos que tiram "Em Família" do marasmo

Manoel Carlos sempre gostou de retratar conflitos entre mães e filhas em suas novelas. E este tipo de drama sempre rende boas cenas para as atrizes e também para o público que acompanha os embates. Atualmente, em "Em Família", um dos poucos acontecimentos relevantes da trama é justamente o conflito envolvendo Helena (Júlia Lemmertz) e Luiza (Bruna Marquezine) por causa de Laerte (Gabriel Braga Nunes).


Luiza acabou se apaixonando por Laerte, o homem que era antigo amor de infância de sua mãe e que desgraçou a vida da família há 20 anos. Em um surto de ciúmes, o rapaz na época acabou tendo uma briga feia com Virgílio (Humberto Martins) e, após o embate violento, enterrou seu rival vivo, que só se salvou graças ao cachorro Federal, que o encontrou horas depois. A situação trágica foi o único grande acontecimento da novela e marcou a segunda fase.

Obviamente, a gravidade deste crime (que acabou ocasionando a prisão de Laerte e um infarto fulminante do pai de Helena) impede que haja qualquer tipo de aceitação do público para com a relação amorosa de Luiza e Laerte. Portanto, a imensa rejeição que este casal sofre não chega a ser nada surpreendente.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Núcleo principal volta a se destacar, atores brilham e nova virada ocorre em "Amor à Vida"

Após dedicar algumas semanas para o desenvolvimento de núcleos secundários --- vide o crescimento da participação de Linda (Bruna Linzmeyer), o drama do alcoolismo vivido por Vivian (Ângela Dip), a descoberta do golpe de Amarilys (Danielle Winits) e seu grave acidente, o casamento de Daniel (Rodrigo Andrade) e Perséfone (Fabiana Karla), e o choque de Gina (Carolina Kasting) ao descobrir que sua mãe e Herbert (José Wilker) tinham se envolvido no passado ----, Walcyr Carrasco voltou a destacar o núcleo central de "Amor à Vida", iniciando uma nova reviravolta na novela.


Félix (Mateus Solano) armou um jantar em família para que César (Antônio Fagundes) ficasse sem saída e acabasse confessando que Jonathan (Thalles Cabral) é filho dele com Edith (Bárbara Paz). Pilar (Susana Vieira), Bernarda (Nathalia Timberg), Lutero (Ary Fontoura), Tamara (Rosamari Murtinho), Bruno (Malvino Salvador), Paloma (Paolla Oliveira), Aline (Vanessa Giácomo) e Glauce (Leona Cavalli) -- que ajudou o vilão na investigação ---, participaram da 'reunião' e presenciaram o tenso momento entre pai e filho.

Foi mais uma grandiosa sequência da novela. A direção mais uma vez acertou em todos os detalhes, as atuações foram impecáveis e os embates recheados de emoção, como tinha que ser. E as brigas durante o jantar já viraram uma marca da Família Khoury, afinal, não há como esquecer a antológica

sábado, 25 de maio de 2013

Sucessão de acontecimentos marca início promissor de "Amor à Vida"

Se o capítulo de estreia de "Amor à Vida" conseguiu transmitir uma ótima primeira impressão, através de um ritmo ágil, uma história atraente e uma excelente direção, pode-se dizer que todos os capítulos restantes, até agora, apenas confirmaram o que já tinha ficado claro no primeiro: o horário nobre da Rede Globo está com uma promissora produção no ar. A nova novela das nove não tem economizado conflitos e tem feito questão de apresentar uma avalanche de acontecimentos, ou seja, o telespectador precisa acompanhar o desenvolvimento da história diariamente, caso contrário correrá o risco de perder o fio da meada.


Walcyr Carrasco sempre evitou enrolar o público em suas novelas. Suas obras de maior sucesso (quase todas) foram cheias de conflitos e viradas. Portanto, era esperado que "Amor à Vida" não fosse uma trama lenta, porém, a quantidade de situações apresentadas chega a impressionar. O autor, ao não economizar nos conflitos, mostra que tem muitas cartas na manga e que não chegou no horário nobre a passeio. Mocinha engravidou e se separou; vilão abandonou o sobrinho recém-nascido no lixo, desviou dinheiro e foi flagrado pela esposa com um outro homem; ônibus foi incendiado por bandidos, assustando a filha e a mãe do mocinho; casal protagonista se beijou; enfim, o que não faltou foi acontecimento.

Em meio a tanta ação e emoção, todos os personagens principais já foram devidamente apresentados ao público e seus respectivos dramas começaram a se desenhar sem qualquer tipo de enrolação. E no capítulo de quinta-feira (23/05) já ocorreu uma passagem de tempo, linda, que foi baseada no crescimento da 'filha' de Bruno (Malvino Salvador). Até agora

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Conflitos amorosos do quarteto central e tramas verossímeis fazem da atual Malhação uma ótima opção para os jovens

A primeira impressão foi a melhor possível. Assim que estreou a vigésima temporada de "Malhação", observou-se que a fase estava com a cara do universo jovem. Atores realmente jovens escalados para interpretar adolescentes, trilha sonora muito bem escolhida e histórias que prometiam boas situações. Agora, após alguns meses no ar, constata-se que a primeira impressão causada, nesse caso, estava correta e não era uma propaganda enganosa.


A trama de Rosane Svartman e Glória Barreto é leve, sem ser boba. As histórias apresentadas são verossímeis e causam identificação nos jovens. As gírias, as diferentes formas de se expressar, as características dos personagens, enfim, tudo é tão bem criado e executado que os atores nem parecem que estão interpretando. O telespectador tem a sensação de que está bisbilhotando a vida de toda aquela turma através do buraco da fechadura.

O conflito amoroso protagonizado pelo quarteto central tem despertado a paixão e a torcida dos adolescentes. Gil (Daniel Blanco), Lia (Alice Wegmann), Dinho (Guilherme Prates) e Ju (Agatha Moreira) já viveram inúmeras situações, com direito a muita 'pegação'. Gil gosta de Lia, que gosta de Dinho, que gostava de Ju, mas que passou a gostar de Lia. Nessa confusão toda, ju e Gil acabaram se beijando. E o mais interessante disso tudo é

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Está na hora de Aquele Beijo mostrar a que veio

A novela do talentoso Miguel Falabella ainda não atingiu a meta para o horário das 19h. Vem marcando em torno dos 27/28 pontos. Nada de desesperador, uma vez que essa dificuldade inicial ocorre em quase todas as obras. O que chama atenção até agora é a falta de acontecimentos de grande relevância na trama. A novela está longe de ser arrastada, mas os núcleos parecem não sair do lugar.

O envolvimento do casal protagonista até agora não aconteceu. Cláudia e Vicente estão comprometidos com seus respectivos parceiros e os conflitos que os rodeiam não são muito empolgantes. Giovanna Antonelli está ótima no papel e Ricardo Pereira tem apresentado seu melhor desempenho até então, mas boas atuações não se garantem sozinhas sem uma situação que realmente desperte um interesse.