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domingo, 27 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: os artistas que deixaram saudades

Infelizmente, o Brasil perdeu muitos artistas queridos em 2015. Muitos foram derrotados pelo câncer e alguns sofreram outras complicações. Mas, independente das causas, o cenário artístico brasileiro ficou mais pobre com a partida de todos esses grandes profissionais, que fizeram parte da vida do público. A lembrança sempre existirá e a saudade ficará cada vez maior.




Cláudio Marzo (1940 - 2015).
O respeitado ator estava afastado das novelas desde 2007, quando atuou em "Desejo Proibido", trama de Walther Negrão. Foram mais de 35 novelas e quase 40 filmes. Sua rica carreira se mistura com a história da televisão. Ele faleceu em março, aos 74 anos, por conta de um enfisema pulmonar.





Jorge Loredo (1925 - 2015).
O intérprete do querido Zé Bonitinho, um dos personagens mais clássicos do humor nacional, ainda estava na ativa e marcava presença em "A Praça é Nossa", no SBT. Porém, já com a saúde debilitada --- ele lutava há anos contra uma doença pulmonar grave, além de um enfisema ---, faleceu no final de março, aos 89 anos.



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Adeus, Betty Lago!

Após uma luta de três anos contra o câncer, Betty Lago faleceu neste domingo, dia 13, aos 60 anos. Diagnosticada com um tumor na vesícula em 2012, a atriz enfrentou a doença e, mesmo debilitada, lutou para continuar trabalhando ao longo deste período de batalha, com direito a pioras e melhoras de seu quadro. Ela morreu em casa, no Rio de Janeiro, ao lado dos familiares e amigos, deixando uma legião de admiradores, tanto pela pessoa que era, quanto pela profissional.


Atriz, modelo e apresentadora, Betty Lago começou a carreira modelando na década de 70 e fez grande sucesso no Brasil e no exterior. Sua estreia em novelas foi em 1992, na minissérie "Anos Rebeldes", de Gilberto Braga, onde viveu a classuda socialite Natália. No ano seguinte, em 1993, participou de outra minissérie: "Sex Appeal", de Antônio Calmon, interpretando Vicky, uma mulher que estava diretamente ligada ao seu mundo, antes das artes cênicas, pois era um perfil que fazia parte do universo da moda.

Já em 1994, ela estreou em uma novela e iniciou uma parceria com Carlos Lombardi que seguiria até o fim de sua vida. O autor a presenteou com o melhor papel de sua carreira: a exagerada Abigail, de "Quatro por Quatro", chamada carinhosamente de Bibi. Era uma das protagonistas da novela, que contava a história de quatro mulheres que queriam se vingar de seus maridos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Quatro por Quatro": o sucesso mais lembrado de Carlos Lombardi

No dia 24 de outubro de 2014, a estreia de "Quatro por Quatro" completou vinte anos. A novela das sete que conquistou o público ficou marcada como uma das melhores tramas do horário e é a produção mais lembrada de Carlos Lombardi. A história, repleta de tiradas sarcásticas e sexuais ----- uma das marcas registradas do autor -----, apresentou 233 capítulos (o folhetim foi esticado pela Globo devido ao êxito) e fez um imenso sucesso do início ao fim, ficando nove meses no ar.


A missão da novela não era fácil. Afinal, estava substituindo o fenômeno "A Viagem", um folhetim que entrou na lista das melhores produções da Globo e foi um sucesso absoluto de audiência. Mas a bem escrita história de Carlos Lombardi soube conquistar o telespectador justamente através da comédia, gênero que foi pouco abordado na obra anterior. Com personagens populares e uma típica trama de vingança, a produção apresentou um conjunto de acertos.

As quatro protagonistas ------ brilhantemente interpretadas por Betty Lago, Elizabeth Savalla, Letícia Spiller e Cristiana Oliveira ----- tinham como objetivo a revanche. Humilhadas pelos seus respectivos homens, as mulheres se unem utilizando o lema 'Uma por todas, todas por uma".

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Pecado Mortal": um acerto de Carlos Lombardi e um erro da Record

A trama de Carlos Lombardi, que marcou a estreia do autor na Rede Record, após 31 anos trabalhando na Rede Globo, chegou ao fim nesta sexta-feira (30/05). "Pecado Mortal" saiu de cena depois de permanecer quase 8 meses no ar (o folhetim estreou em setembro de 2013) e, lamentavelmente, apresentou muitos problemas, terminando como um grande fracasso da emissora. Porém, muitos destes contratempos não foram de responsabilidade do autor.


Carlos Lombardi foi desrespeitado inúmeras vezes e precisou lidar com muitos percalços. Um deles foi a desistência de Mel Lisboa, que resolveu sair da novela para se dedicar à sua peça sobre a vida de Rita Lee. O autor foi pego de surpresa e precisou criar um desfecho antecipado para Marcinha, que acabou morrendo atropelada. A saída do diretor-geral Alexandre Avancini, deslocado pela emissora para dirigir uma nova novela bíblica, foi outro problema que acabou prejudicando o andamento da obra.

E para culminar, a Record resolveu mudar a novela de horário de forma súbita. Exibida às 22h30 ---- hora, aliás, que nunca era seguida, uma vez que a emissora sempre esperava o término de "Amor à Vida", na Globo, para colocar a trama no ar, que acabava começando por volta das 23h ----, "Pecado Mortal" foi transferida para às 21h15 quando a líder estreou "Em Família". O intuito, obviamente, era aumentar os índices, que andavam péssimos, mas não funcionou.