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terça-feira, 22 de junho de 2021

Não-casamento de Maria Clara rende ótimas cenas em "Império"

 A reprise de "Império" não vem marcando índices de audiência satisfatórios. A média está bem abaixo das reprises de "Fina Estampa" e "A Força do Querer", que a antecederam. Deixando a questão dos números de lado, a trama de Aguinaldo Silva foi mediana e o maior atrativo sempre foi o núcleo central com o enredo em torno do comendador, personagem que caiu nas graças do público. Os demais núcleos nunca se destacaram. Mas um das poucas sequências realmente ótimas da produção foram reexibidas nesta semana. 

Após um longo período de estagnação, a novela ganha uma boa catarse com os barracos protagonizados por Enrico (Joaquim Lopes). O homofóbico surta na sua despedida de solteiro, após o ataque a um travesti que foi colocado em sua festa, implicando em boas cenas, que ainda culminam no 'não casamento' de Maria Clara (Andreia Horta). Uma boa movimentação em torno do núcleo central do folhetim, o que destacou vários atores.

Joaquim Lopes pôde mostrar uma faceta ainda desconhecida do grande público com o destempero do seu personagem homofóbico, que perdeu o controle e surtou depois que se deparou com um travesti em sua despedida de solteiro.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Fim do "Vídeo Show" foi desrespeitoso e fruto do descaso da Globo

O "Vídeo Show" era um dos programas mais longevos da Rede Globo de Televisão. Foram 35 anos de história. A atração estreou em março de 1983 e a ideia de mostrar momentos antigos da tevê e os bastidores das produções foi uma ousadia que deu muito certo. Virou referência para produtos da concorrência e muitos tentaram copiá-lo, sem sucesso. Mas a emissora decidiu pelo fim da atração através de um breve comunicado que anunciava as "novidades" da programação em 2019, publicado esta semana. No meio de um parágrafo, a empresa decretou o término do formato nesta sexta-feira (11/01).


Para piorar, o programa foi cancelado para ceder lugar aos filmes da "Sessão da Tarde". Logo depois, a reprise de "Cordel Encantado", no "Vale a Pena Ver de Novo", e reexibições de "A Grande Família" pouco antes de "Malhação". Tiraram do ar um dos programas mais queridos da emissora sem ter algo para substituí-lo. Sim, a audiência estava péssima há pelo menos uns dois anos e perdia frequentemente a liderança para "A Hora da Venenosa", quadro de fofocas da Record. Várias mudanças chegaram a ser feitas, mas não houve efeito. Ainda assim, o produto merecia um pouco mais de respeito. A súbita atitude condiz mais com a Record, Band ou o SBT, que cancelam de uma hora para outra o que não vai bem.

Ao menos uma despedida em grande estilo a atração merecia, com os melhores erros de gravações, as melhores matérias e depoimentos dos vários apresentadores que fizeram parte da história do programa. No mínimo, uma semana para apresentar tudo isso. Não teve nada. Nem no último dia. Mas a atitude mais sensata seria transformar o formato diário em semanal.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Vídeo Show" finalmente reencontra o seu DNA

Um dos programas mais longevos da Globo é o "Vídeo Show". Está no ar há 34 anos. Um período bastante respeitável. Porém, uma atração que fica tanto tempo na grade acaba sofrendo um natural desgaste. E o formato vespertino vinha sofrendo bastante nos últimos anos. A mudança mais drástica e reprovável foi quando Zeca Camargo assumiu a função de apresentador. Nada deu certo. Mas, felizmente, houve uma grande melhora com a escolha de Monica Iozzi e Otaviano Costa como apresentadores, embora o conteúdo tenha continuado equivocado e longe das origens. A saída de Monica foi um banho de água fria no ressurgimento do programa, que havia voltado a ter uma boa resposta do público. Só que aos poucos tudo foi se acertando.


Apesar do erro de Maíra Charken na bancada, fracassando na missão de substituir Monica, a direção foi fazendo um rodízio de apresentadores até efetivar Joaquim Lopes ao lado de Otaviano. Era isso, aliás, que deveria ter sido feito desde a saída dela. Os dois sempre tiveram entrosamento de sobra, formando uma boa dupla. Agora o programa vem sendo muito bem comandado por eles, que claramente se divertem na bancada e têm intimidade para brincadeiras entre as matérias, sem que as mesmas pareçam forçadas ou artificiais. Ou seja, o problema na apresentação havia sido solucionado com sucesso. Só faltava mesmo o conteúdo. Entretanto, não falta mais.

O formato trouxe de volta o DNA que o consagrou. O foco das matérias voltou a ser os bastidores das produções da emissora e da televisão, deixando de lado reportagens inúteis sobre cantores sertanejos e celebridades. O "Novelão da Semana" se firmou de vez e agora é apenas "Novelão", pois não há mais uma duração específica, dependendo do folhetim em questão.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Surto de Enrico e coragem de Maria Clara proporcionam ótimas cenas em "Império"

Após um longo período de estagnação, "Império" apresentou boas cenas nos capítulos recentes. O surto de Enrico (Joaquim Lopes) na sua despedida de solteiro, após atacar um travesti que foi colocado em sua festa, movimentou o núcleo principal da novela, implicando em bem escritas sequências em cima do 'não casamento' de Maria Clara (Andreia Horta), que despertaram a atenção do telespectador. A trama, inclusive, obteve um recorde de audiência nesta semana ----- média de 36 pontos na segunda-feira ----, chegando a picos de 40 pontos no capítulo de terça.


Joaquim Lopes pôde mostrar uma faceta ainda desconhecida do grande público com o destempero do seu personagem homofóbico, que perdeu o controle e surtou depois que se deparou com um travesti em sua despedida de solteiro. O ator convenceu nas cenas difíceis escritas por Aguinaldo Silva e mostrou que também tem talento para interpretar tipos mais densos, após ter interpretado dois papéis cômicos em sequência ----- Josué em "Morde & Assopra" e Lucindo em "Sangue Bom".

O desespero de Enrico fez com que o rapaz desistisse do casamento com Maria Clara, por vergonha dos julgamentos alheios, e toda esta situação provocou uma sucessão de boas cenas, principalmente para Andreia Horta e Alexandre Nero.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Joaquim Lopes e Marisa Orth roubam a cena e transformam Lucindo e Damáris no casal mais divertido de "Sangue Bom"

São muitos os fatores que fazem um casal ser bem aceito em um folhetim. Sintonia, química, boa história e, claro, o talento dos atores, são ingredientes fundamentais para o sucesso de um par. Porém, há um casal em "Sangue Bom", que além de reunir todos esses elementos, se destaca e diverte por causa de uma peculiar característica: a maluquice. E essa introdução deixa claro que Lucindo e Damáris são os nomes que compõem o casal em questão, que vem a ser o mais engraçado da trama e Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.


Joaquim Lopes e Marisa Orth sempre se destacaram na novela. Lucindo protagoniza cenas impagáveis e profere pérolas desde o início de "Sangue Bom" e o sotaque forte do personagem deixa tudo ainda mais divertido. Já Damáris é uma das melhores figuras da história e a responsável pelas melhores sequências cômicas. Antes se sobressaía por causa da obsessão pelo seu marido Wilson (Marco Ricca) e depois fez uma hilária dupla com Bárbara Ellen (Giulia Gam). Também divertiu quando criou uma 'nova religião' que pregava a moral e os bons costumes. 

Mas se os personagens já eram divertidíssimos separados, pode-se dizer que o bom ficou ainda melhor quando eles se apaixonaram. E tudo só aconteceu por causa de mais uma loucura da perua, que resolveu incorporar Gládis, a irmã gêmea devassa de Damáris. Usando esse novo 'tipo' para se disfarçar e liberar