Mostrando postagens com marcador Fernanda Young. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernanda Young. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

"Shippados" na Globo é a chance do grande público prestigiar o último trabalho de Fernanda Young

 A Globoplay estreou "Shippados" em junho de 2019, exclusivamente para os assinantes da plataforma. Foi o último trabalho da saudosa escritora Fernanda Young, em parceria com seu marido, Alexandre Machado. A autora faleceu dois meses depois. Mas encerrou sua trajetória com uma ótima produção. A história protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich, agora, estreou na grade da Globo, quase dois anos após o lançamento em seu serviço de streaming. 


A trama marcou a volta dos autores da inesquecível "Os Normais" (2001/2003) e das ótimas "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida" (2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011), "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012), "Surtadas na Yoga" (2014/2014), "Odeio Segundas" (2015) e "Edifício Paraíso" (2017) ---- as três últimas no canal a cabo GNT. Claro que a inspirada dupla teve também séries fracassadas, vide a cansativa "O Sistema" (2007), a péssima "O Dentista Mascarado" (2013) e a equivocada "Vade Retro" (2017).

Como os erros foram bem menos numerosos que os acertos, é evidente que os escritores têm um currículo televisivo admirável e "Shippados" entrou para a lista de seriados bem-sucedidos. A história protagonizada por Rita e Enzo ---- o 'shipper' 'Rizo' não é obra do acaso ---- mistura momentos essencialmente cômicos com outros depressivos de forma hábil e inteligente. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os artistas que deixaram saudades

O ano de 2019 foi marcado por tragédias. Muitos famosos morreram de forma totalmente inesperada e até chocante. Acidentes de carro, queda de avião e de helicóptero, acidente doméstico, enfim... O Brasil ficou de luto em várias ocasiões e foi difícil encarar tantas perdas. É hora de lembrar e homenagear essas pessoas.





Ricardo Boechat (1952 - 2019):
O respeitado e querido jornalista faleceu em um trágico acidente de helicóptero. Amado pelos ouvintes da Band News, era uma companhia constante para os motoristas que saiam para trabalhar. Também brilhava como âncora do "Jornal da Band". Sua morte deixou o país em choque e todas as emissoras homenagearam o colega. Faleceu em fevereiro. Tinha 67 anos.



Caio Junqueira (1976 - 2019):
O talentoso ator não resistiu ao forte impacto de seu carro em uma árvore. Caio dirigia pelo Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e perdeu o controle do veículo. O acidente ceifou a vida do intérprete, que tinha apenas 43 anos e trabalhava na Record, após muitas novelas na Globo. Nos deixou em fevereiro.




segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Fernanda Young deixa uma lacuna que não será preenchida

O ano de 2019 não anda nada fácil. Em meio a inúmeras grandes perdas no meio artístico, o Brasil perdeu Fernanda Young na madrugada do último sábado (24/08). A atriz, autora, apresentadora e escritora sofria de asma e sofreu uma parada cardíaca durante uma crise. Os médicos não conseguiram reanimá-la. Faleceu aos 49 anos. Foi enterrada na tarde de domingo, no cemitério de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.


A morte inesperada de uma mulher tão jovem chocou todos os fãs e a classe artística. Fernanda deixou o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos: as gêmeas Cecília Maddona e Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos e John Gopala, também de dez anos. Os nomes de seus herdeiros, por sinal, já deixam claro que Fernanda não era uma pessoa qualquer. Sarcástica, de opiniões firmes e multifacetada, a profissional, que se saía bem em todas as áreas que se dedicava, se consagrou como autora.

Ela e o marido são responsáveis por várias séries de imenso sucesso na televisão, sendo "Os Normais" a mais lembrada até hoje. A trama protagonizada por Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) conquistou o público e durou menos no ar do que se imagina: apenas dois anos (2001/2003). Mas originou dois filmes que repetiram o sucesso.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Shippados" mescla humor e melancolia com habilidade

A Globo segue investindo em seu serviço de streaming e estreou exclusivamente na Globo Play, no dia 7 de junho, "Shippados", nova série de Alexandre Machado e Fernanda Young. Mas, com o intuito de atrair mais público e interessados para a história protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich, exibiu o primeiro episódio (de um total de 12) na última terça-feira (18/09), logo após o jogo da Copa América entre Brasil e Venezuela.


A trama marca a volta dos autores da inesquecível "Os Normais" (2001/2003) e das ótimas "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida" (2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011), "Como Aproveitar o Fim do Mundo" (2012), "Surtadas na Yoga" (2014/2014), "Odeio Segundas" (2015) e "Edifício Paraíso" (2017) ---- as três últimas no canal a cabo GNT. Claro que a inspirada dupla teve também séries fracassadas, vide a cansativa "O Sistema" (2007), a péssima "O Dentista Mascarado" (2013) e a equivocada "Vade Retro" (2017).

Como os erros foram bem menos numerosos que os acertos, é evidente que os escritores têm um currículo televisivo admirável e "Shippados" já pode entrar para a lista de seriados bem-sucedidos. A história protagonizada por Rita e Enzo ---- o 'shipper' 'Rizo' não é obra do acaso ---- mistura momentos essencialmente cômicos com outros depressivos de forma hábil e inteligente.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Vade Retro" teve um bom começo, mas se perdeu no caminho

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Vade Retro" marcou a volta de Alexandre Machado e Fernanda Young à Globo, após o fracasso de "O Dentista Mascarado" (2013). Os talentosos autores estrearam esse novo trabalho em abril e a série chegou ao fim na última semana de junho (quinta-feira, 29/06), tendo apresentado o último episódio com alguns dias de antecedência no aplicativo Globo Play ---- assim como foi feito durante toda sua exibição. A trama teve uma boa proposta, mas acabou se perdendo.


O enredo em torno do misterioso Abel Zebul (Tony Ramos), poderoso empresário que faturava milhões em palestras proferindo comentários sarcásticos sobre Deus e criticando sentimentos bons, despertou atenção. O seu interesse em seduzir a ingênua advogada Celeste (Monica Iozzi), a transformando em laranja para seus planos de lavagem de dinheiro, se mostrou uma boa premissa, principalmente à medida que mesclava realidade com o sobrenatural através de situações enigmáticas a respeito dele ser mesmo um diabo ou não.

Entretanto, ao longo das semanas, a história perdeu o fôlego. Depois que Abel colocou no corpo de Celeste a Lágrima de Mefisto, um rubi diabólico que vale mais de 60 milhões de dólares, escondendo a joia sob a pele da vítima, as situações começaram a cansar. Até mesmo os ótimos perfis secundários foram ficando sem função, aparecendo cada vez menos.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Edifício Paraíso": uma boa série do GNT

Após a exibição da terceira temporada de "Questão de Família" (seguiu ótima) e "Os Homens são de Marte" (já cansativa), o GNT estreou, na primeira segunda-feira de junho (05/06), "Edifício Paraíso", nova série do canal a cabo escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young. A produção tem 15 episódios, todos já disponíveis no GNT Play, e é exibida diariamente, ao contrário das duas outras recém-terminadas (exibidas semanalmente).


A premissa é criativa. Aborda a discussão de cinco casais vizinhos, com cada par morando em um andar no tal edifício que corresponde ao título. A briga de um começa depois que eles escutam o barraco de outro e por aí vai. Outra particularidade da série é o tempo: tudo se passa em uma noite. Ou seja, o relógio é mostrado para o telespectador sempre que um embate cede lugar ao outro. Por isso mesmo o cenário da história é o apartamento de cada morador.

Os personagens são bem construídos e as relações provocam identificação pela similaridade dos temas explorados em cada "DR" (discussão de relacionamento). Todo mundo já viveu alguma daquelas situações, por mais que o texto ferino dos autores ---- responsáveis pelos ótimos "Os Normais", "Os Aspones", "Separação?!", "Como Aproveitar o Fim do Mundo", "Macho Man", entre outros ---- esteja presente sempre.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Vade Retro" tem ótimo elenco, texto afiado e boa proposta

Estreou nesta quinta (20/04), na faixa antes ocupada pela fraca "Chapa Quente", na Globo, a nova série de Alexandre Machado e Fernanda Young. "Vade Retro" é a nova aposta da dupla de roteiristas, conhecidos pelas ótimas "Os Normais" (2001/2003), "Os Aspones" (2004), "Minha Nada Mole Vida"(2006), "Separação?!" (2010), "Macho Man" (2011) e "Como Aproveitar o Fim do Mundo"(2012). Vale lembrar, entretanto, que a última experiência do casal na emissora foi traumática, pois "O Dentista Mascarado"(2013) foi um imenso fracasso e massacrada pela crítica. A missão agora é justamente esquecer esse fiasco e voltar aos bons tempos.


E vale lembrar ainda que os autores tiveram duas experiências muito bem-sucedidas no canal a cabo GNT. Eles emplacaram duas temporadas da divertida "Surtadas na Yoga" (2013/2014) e uma da irônica "Odeio Segundas" (2015) ----- cuja segunda temporada já foi encomendada para ano que vem. De volta à televisão aberta, após quatro anos afastados, a nova produção deles na Globo é dirigida pelo competente Mauro Mendonça Filho e conta com um elenco repleto de talentos. Foi por causa dessa série, aliás, que Monica Iozzi saiu da bancada do "Vídeo Show" (onde fazia um imenso sucesso como apresentadora) para se firmar de vez na sua carreira de atriz. Ela protagoniza a trama ao lado do grande Tony Ramos.

A história retrata a clássica luta do bem contra o mal, explorando essa dualidade através da insegura advogada Celeste (Monica Iozzi) e do poderoso empresário Abel Zebu (Tony Ramos). Ela é uma profissional fracassada, que mora com a mãe (Leda - Cecília Homem de Mello) e sofre com a ausência de clientes. Seu grande 'feito' na vida foi ter sido beijada pelo Papa João Paulo II quando o pontífice veio ao Brasil.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

"Odeio Segundas": uma debochada e bem realizada série de Alexandre Machado e Fernanda Young

O GNT estreou uma nova série no dia 21 de outubro, uma quarta-feira, às 23h. Escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young, "Odeio Segundas" é fruto de uma parceria entre o canal a cabo e a Rede Globo, juntamente com a Conspiração Filmes. Um esquema de "Multiplataforma" bem semelhante ao realizado em "Animal", seriado protagonizado por Edson Celulari e Cristiana Oliveira, exibido em 2014. A nova produção, dirigida por Arthur Fontes, tem o humor debochado peculiar dos autores e se mostrou bem realizada.


A trama é ambientada em um meio corporativo (da empresa "Ashausa & Shuasha") e todos os episódios (a primeira temporada tem dez) são passados na segunda-feira, dia tipicamente depressivo para quase toda a população mundial. O enredo tem como base o ódio que os personagens sentem pelo fatídico dia e como os problemas parecem ficar ainda piores no primeiro dia útil da semana. A Fernanda Young, inclusive, faz a 'voz' da segunda e é uma espécie de narradora que se defende dos ataques dos perfis que compõem a história.

Marisa Orth protagoniza a série e vive a complexada Valéria, mulher que não tem um pingo de aptidão para liderança, mas que, por uma ironia do acaso, acaba promovida ao cargo de subgerente do grande escritório onde é ambientada a história.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"O Dentista Mascarado" chega ao fim sem deixar saudades e rindo de seu fracasso

A produção mais fracassada da Globo chegou ao fim em clima de "já vai tarde". Cercado de expectativas, "O Dentista Mascarado" acumulou críticas, recebeu a rejeição do público e foi tendo uma constante queda de audiência. A produção de Alexandre Machado e Fernanda Young prometia boas risadas mas se transformou em um grande equívoco poucos capítulos depois da sua divertida estreia.


Entretanto, mesmo diante desse conjunto nada bom, o último episódio da série acertou ao rir de si mesmo. Os autores admitiram o fracasso e inseriram isso na história. O momento mais evidente ficou na conversa entre Paladino (Marcelo Adnet) e Sheila (Taís Araújo): "Eu vejo um programa que derrubou o ibope do horário!" "Pois é, ninguém gosta da gente!", disseram. Reconhecer o erro e ainda fazer piada com ele foi uma grande sacada. A última cena também foi inspirada: Adnet, depois de ser acordado por Taís, conta para ela e para Leandro Hassum que havia sonhado que os três faziam um programa onde ela interpretava uma vagabunda. Todos riram do sonho. Após esse momento, a atriz vai gravar uma novela e o humorista segue em direção ao estúdio do "Fantástico" gravar seu atual quadro. Um final criativo para uma produção que foi considerada péssima, afinal, nada melhor do que um projeto equivocado se limitar a um mero sonho.

"O Dentista Mascarado" apresentou um ótimo elenco e uma história que tinha tudo para emplacar. Mas os autores erraram quando deixaram o contexto de lado para priorizar piadas grosseiras e escatológicas. Piadas essas que eram claramente impostas nas cenas mesmo sem haver a menor necessidade. O resultado acabou

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"As Canalhas", "3 Teresas" e "Surtadas na Yoga": três ótimas estreias do GNT

O Multishow sempre foi o canal fechado que mais se arriscava na produção de seriados. O último grande sucesso da emissora foi "Oscar Freire 279", protagonizada por Lívia de Bueno. Ano passado foi a vez do GNT começar a apostar nesse 'ramo' com a elogiada "Sessão de Terapia". Em 2013, a emissora está apostando em mais formatos. Após a estreia de "Copa Hotel" --- que entrou na grade recentemente ---, o GNT, "estimulado" pela nova lei que impõe uma cota de produtos nacionais em todos os canais a cabo, lançou mais três novas séries em sua programação: "As Canalhas", "3 Teresas" e "Surtadas na Yoga". Pelos respectivos primeiros episódios, é possível afirmar que o público está muito bem servido.


"As Canalhas", que estreou na segunda-feira, às 23h, logo depois de "Copa Hotel", é baseado no livro "Canalhas, substantivo masculino", de Martha Mendonça, e fala da canalhice feminina, tendo uma nova mulher protagonizando cada episódio. A primeira a aparecer foi Amélia (Mônica Martelli), que teve um caso com o namorado adolescente da filha (Olívia Torres) por um bom tempo. O episódio foi despretensioso, atraente (apesar  do clichê) e quando chegou ao fim nem deu pra sentir o tempo passar. Com roteiro de Anna Muylaert e Carolina Castro, a série, que conta com Zezeh Barbosa e Elke Maravilha no elenco fixo, tem como cenário principal um salão de beleza onde as mulheres contam (olhando para a câmera, como se ela fosse uma funcionária do salão lhes atendendo enquanto ouve) suas aventuras nada politicamente corretas. Apesar de não ter nada de novo, é uma comédia que consegue entreter. 

Na quarta-feira (08/05), mais duas produções estrearam. A primeira, indo ao ar às 22h30, com direção de Luiz Villaça e produção da Bossa Nova Filmes, "3 Teresas" apresentou um excelente e promissor episódio, já podendo ser considerada a melhor estreia do GNT. Teresa (Denisa Fraga) é uma mulher recém-separada do

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Após uma estreia promissora,"O Dentista Mascarado" decepciona e se transforma em um grande equívoco

A nova série de Fernanda Young e Alexandre Machado estava cercada de expectativas. Não por causa dos autores, já conhecidos pelo humor ácido desde "Os Normais", mas sim porque a produção marcava a volta de Marcelo Adnet à Globo. E logo no primeiro capítulo não faltaram críticas em cima do suposto subaproveitamento do humorista em "O Dentista Mascarado". Muitos queriam que o ator improvisasse ou então fizesse sua legião de imitações, o que seria inadmissível em um projeto dramatúrgico, cuja autoria não é dele. Porém, deixando essa questão um pouco de lado, é fato que muitas dessas críticas feitas em cima da série (incluindo da participação de Adnet) foram bem injustas, levando em consideração o primeiro capítulo. A estreia foi promissora e o projeto tinha tudo para dar certo. Mas, lamentavelmente, contrariando a boa impressão do primeiro episódio, o que tem sido visto ao longo das semanas é uma queda gritante de qualidade.


Todas as ferrenhas críticas feitas desde o início da série estão tendo um grande respaldo graças aos últimos episódios exibidos. Ao contrário da estreia, que apresentou ótimas situações, piadas inspiradas e um enredo animador, os demais capítulos acabaram mostrando que tudo não passou de uma mera ilusão. O Dr. Paladino, junto de sua atrapalhada equipe, deveria trabalhar como dentista de dia e combater o crime à noite, enquanto que toda essa dinâmica teria que ser recheada de situações cômicas e muita ação. Mas não é nada disso que o telespectador tem visto.

Durante todos os episódios, os personagens ficam conversando e especulando sobre fatos já ocorridos, além de planejarem sobre o que farão em seguida; tudo em meio a muitas piadas bobas e excesso de escatologia. E quando a turma parte para a ação de fato, o tal crime ou mistério é resolvido em menos de

sábado, 6 de abril de 2013

Com personagens divertidos e elenco afiado, O Dentista Mascarado tem uma estreia promissora

Após abordar o apocalipse na ótima "Como aproveitar o fim do mundo", Alexandre Machado e Fernanda Youg emplacaram um novo projeto em 2013: "O Dentista Mascarado". Série que retrata o universo dos super-heróis de uma forma divertida e, claro, muito debochada. Pelo que se viu na estreia, incluindo elenco, personagens e piadas, a história tem um grande potencial para agradar.


A série é sobre Adalberto Paladino (Marcelo Adnet), um dentista atrapalhado, que envergonha seu pai --- um ex-delegado de polícia (Eurico - Otávio Augusto) ---  por não exercer a profissão de policial. Ele vive uma vida medíocre ao lado de seu parceiro, o protético Sérgio (Leandro Hassum). Após ambos serem vítimas de uma golpista, a sensual garota de programa Sheila (Taís Araújo), e acabarem se envolvendo em uma enrascada, resolvem se unir para combater o crime. Assim, o trio acaba fazendo uma espécie de parceria, cercada de desconfianças. Há ainda dois outros personagens: o Investigador Miller, vivido por Diogo Vilela, e a advogada Vera (Helena Fernandes), que desperta uma paixonite do protagonista.

No primeiro capítulo os autores já imprimiram as marcas da dupla: além das expressões de choque dos personagens ao observarem alguma situação esdrúxula, as piadas de duplo sentido e o sarcasmo. Só que agora tudo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ernani e Kátia ensinaram como aproveitar a vida, enquanto que Danton Mello e Alinne Moraes divertiram e emocionaram o público em "Como Aproveitar o Fim do Mundo"

Hoje acabou a saga de Ernani e Kátia. "Como Aproveitar o Fim do Mundo" chegou ao fim e Alexandre Machado e Fernanda Young mais uma vez conseguiram apresentar aquele sarcasmo que já virou a principal característica da dupla. Mas entre os acertos da série, pode-se dizer que a escolha do casal protagonista foi o maior deles. Danton Mello e Alinne Moraes corresponderam e protagonizaram sequências divertidíssimas, além de terem conseguido emocionar no último episódio.


A quantidade de cenas sem sentido algum é grande nas produções de Alexandre e Fernanda. E para que as situações fiquem realmente cômicas, é imprescindível que se escale corretamente os protagonistas. Os autores arriscaram muito dessa vez ao optarem por Alinne e Danton. Ambos não estavam acostumados a interpretar tipos cômicos. Ela sempre viveu mulheres com uma alta carga dramática e ele era caracterizado pelos mocinhos românticos. Entretanto, logo que o primeiro episódio foi ao ar, já deu para perceber que as escolhas foram certeiras.

Após se destacar em diversos tipos dramáticos e que nunca sequer passaram perto da comicidade, Alinne Moraes provou que também tem talento para a comédia. Kátia foi a melhor personagem do seriado e era a responsável pelo controle da situação. Ela levava seu amigo, que depois virou namorado, para viver tudo quanto era tipo de aventura, por mais esdrúxula que fosse, antes do mundo acabar. As frases proferidas pela

sábado, 3 de novembro de 2012

Com a acidez de sempre, Alexandre Machado e Fernanda Young acertam mais uma vez em "Como aproveitar o fim do mundo"

De acordo com a profecia maia, o fim está próximo e tudo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012. E você, acredita? O que faria se o mundo realmente acabasse? Como aproveitaria seus últimos dias? Baseado nessa premissa, estreou na última quinta-feira (2/11) "Como aproveitar o fim do mundo", mais uma série da consagrada dupla Alexandre Machado e Fernanda Young, dirigida por José Alvarenga Jr.


Protagonizada por Alinne Moraes e Danton Mello, a série conta a história de um casal que se conhece em uma administradora --- local onde ambos prestam serviços --- e partir desse fato, a dupla se envolve em várias situações um tanto quanto absurdas. Kátia trabalha no departamento pessoal, é uma mulher linda, bem maluquinha e que acredita piamente na profecia. Seu sobrenome, aliás, é Maia, o que apenas reforça essa sua crença. Já Ernani trabalha na contabilidade, é um cara metódico, certinho e que detesta todo tipo de 'aventura'. Após se conhecerem durante a pausa do cafezinho, o rapaz estranha ao ver aquela mulher acreditando em algo tão sem sentido; mas logo se deixa levar pelas maluquices dela e acaba começando a listar o que gostaria de fazer antes que o mundo acabasse.

O texto mordaz dos autores está novamente presente e a acidez dos diálogos é sempre a característica principal da dupla, fazendo o telespectador rir tanto pelas conversas esdrúxulas quanto pelas situações nada convencionais. Mas é impossível fazer rir se os atores escolhidos decepcionarem. Por isso mesmo que houve um grande acerto na escolha dos protagonistas. Alinne Moraes e Danton Mello têm química em cena e formam uma

domingo, 6 de novembro de 2011

Macho Man retorna com o mesmo fôlego de antes

A série, escrita pelos talentosos Alexandre Machado e Fernanda Young, sempre apresentou qualidade e, claro, o humor ácido característico dos autores desde a sua estreia. Não foi à toa que logo caiu nas graças do público e recebeu vários elogios da crítica especializada. Juntamente com "Divã", "Macho Man" obteve bons índices para a emissora. Outros produtos que estrearam na mesma época não tiveram a mesma 'sorte'. Basta se lembrar de "Lara com Z" e "Batendo Ponto".

Na segunda temporada, vimos Zuzu (Jorge Fernando) se casando com uma milionária excêntrica (Helô-Ingrid Guimarães) e largando o salão de beleza para virar uma espécie de cabeleireiro particular de sua esposa. A perua também acaba comprando uma parte do salão, para o desespero de todos. Valéria (Marisa Orth), indignada com a situação, fará de tudo para que seu melhor amigo, e amante nas horas vagas, largue a perua e volte para a sua vida de antes. Para isso contará com a ajuda de Nikita (Natália Klein), Fréderic(Roney Facchini), Tifany (Luanna Jimenes), Chérri (Rapha Veles) e Venetta (Rita Elmor); a patota que tanto nos diverte.

domingo, 1 de maio de 2011

Macho Man : impossível não se divertir

Alexandre Machado e Fernanda Young, além de um casal,também formam uma parceria de sucesso. Ambos têm várias séries sensacionais e que nunca decepcionaram. A principal delas,claro,não poderia ser outra: "Os Normais". Até hoje todos sentem falta do Rui e da Vani. Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres nos divertiram por muitos anos e não chegaram a nos cansar em nenhum momento.

Também tivemos: "Os Aspones", "Minha Nada Mole Vida", Super Sincero (extinto quadro do Fantástico), "Separação?!" (que foi ao ar em 2010) e "O Sistema". Este último muito ousado e que não fez sucesso,infelizmente. Todos esses seriados foram excepcionais e não tenho receio algum em dizer isso. Ainda considero "Os Aspones" como a série mais hilária dessa dupla, mas acabou não rendendo os números de audiência que a Globo esperava e acabou antes do previsto. Pena.

Indo para o assunto que interessa, "Macho Man" é mais uma série excelente dessa dupla extremamente criativa. A história de um ex-gay, que tenta se adaptar ao mundo hétero, poderia ficar patética ou até mesmo sem graça. Mas foi exatamente ao contrário. Com o humor ácido de sempre, característico dos autores,a série vai se desenvolvendo de uma forma hilária e provocativa.Jorge Fernando (Nelson) está simplesmente impagável como o cabeleireiro que vive pedindo dicas para se tornar um garanhão e "pegar geral". Quem dá essas preciosas dicas a ele? Sua melhor amiga, uma ex-gorda, que trabalha no mesmo salão que ele e é interpretada magistralmente pela Marisa Orth (Valéria).

O elenco não é grande. Além dessas duas figuras, também temos uma secretária engraçadíssima, que tenta ser aceita pela sociedade utilizando métodos, digamos, não muito convencionais. Quem a interpreta é Natalia Klein (Nikita). Ótima atriz e com um perfeito "timing" pra comédia.Roney Facchini (Fréderic) dá vida ao dono do salão que sempre se intromete nas conversas alheias, concluindo que estão falando mal dele. Também rende bons momentos. Por fim, temos Luanna Jimenes (Tifany) que faz uma assistente invejosa e a hilária Rita Elmor (Venetta), interpretando uma mulher alienada (e chapada) que vive lavando o cabelo no salão.

Com uma combinação dessas, somado ao texto sempre atual e ácido de Fernanda Young e Alexandre Machado, nada poderia dar errado. Vemos mais um seriado que diverte e ao mesmo tempo faz pensar em relação aos diversos preconceitos, ainda tão presentes na nossa sociedade. Uma lástima que esse ótimo programa não irá durar durante o ano todo. Nos resta,então,aproveitar ao máximo essa temporada (e provavelmente única), admirando o talento do elenco e de todos os envolvidos nessa já vitoriosa produção.