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sexta-feira, 27 de março de 2020

Com final feliz e surpreendente, "Éramos Seis" se mostrou um remake irretocável

A produção de remakes costuma gerar controvérsias. Vale a pena mexer em um clássico? Afinal, tem releitura que fracassa, vide "Guerra dos Sexos" em 2012. Mas o caso de "Éramos Seis" era atípico. O romance de Maria José Dupré, de 1943, teve quatro versões de folhetins. Uma em 1958, na Record, outras duas em 1967 e em 1977, ambas na Tupi, e a até então última em 1994, no SBT. A mais lembrada e elogiada era a exibida pela emissora de Silvio Santos, protagonizada por Irene Ravache. Ironicamente, a Globo, maior produtora de novelas no mundo, ainda não tinha a sua versão. Será que o risco de produzir um quinto remake foi válido? A resposta é sim.


Angela Chaves foi escolhida por Silvio de Abreu ----- que escreveu juntamente com o saudoso Rubens Edwald Filho as versões de 1977 e 1994 da trama ----- para nova adaptação do clássico que já arrebatou vários leitores e telespectadores ao longo dos anos. A autora ainda é considerada uma ''novata", pois seu único folhetim como escritora principal foi "Os Dias Eram Assim", desenvolvido em parceria com Alessandra Poggi, exibido em 2017 na faixa das 23h. E a produção deixou muito a desejar. No entanto, passou com louvor no teste de elaborar uma nova "Éramos Seis".

O quinto remake transbordou qualidade. A escalação precisa do elenco foi a cereja do bolo. E o risco de exibir uma história baseada apenas em situações do cotidiano, sem vilanias ou grandes reviravoltas, era muito alto.

terça-feira, 24 de março de 2020

Nicette Bruno e Irene Ravache engrandecem última semana de "Éramos Seis"

A última semana de "Éramos Seis" tem honrado todas as qualidades que o remake tão bem escrito por Angela Chaves vem apresentando desde a estreia. A quinta adaptação da obra de Maria José Dupré prova como o romance tão triste sobre a dura vida de uma matriarca é atemporal e sempre envolve quem assiste ou lê. Para coroar a trama tão emocionante, duas participações para lá de especiais engrandeceram a história em plena reta final: Nicette Bruno e Irene Ravache.


Nicette foi a Dona Lola do remake exibido na TV Tupi, em 1977. A grande atriz fazia par com o saudoso Gianfrancesco Guarnieri, intérprete do rígido Júlio. Já Irene Ravache é a Lola mais lembrada pelo grande público. A intérprete deu um show na adaptação produzida pelo SBT em 1994, ao lado de Othon Bastos (Júlio), e comoveu o telespectador em um dos poucos folhetins da emissora de Silvio Santos que realmente fez um grande sucesso. Nada mais justo do que homenageá-las na atual versão da Globo, onde a Lola da vez é vivida pela maravilhosa Glória Pires.

Vale lembrar que as duas veteranas sempre estiveram nos planos da autora e do diretor Carlos Araújo, mas infelizmente não puderam ficar no elenco fixo. Nicette tinha acabado de participar de "Órfãos da Terra", novela anterior e problemática, enquanto Irene precisou se afastar, após o término de "Espelho da Vida", para cuidar de um problema no quadril.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Casal formado por Lola e Afonso é uma agradável surpresa de "Éramos Seis"

A atual novela das seis da Globo, em plena reta final, tem feito por merecer vários elogios. E não chega a ser uma surpresa. "Éramos Seis" é uma história querida pela grande maioria do público. O romance de Maria José Dupré (1898 - 1984) rendeu vários remakes. Esse é o quinto. Mas Angela Chaves já mostrou que não seguiu a trama exibida no SBT, em 1994, fielmente. No início, foram pequenas alterações, como um maior números de atores negros no elenco para aumentar a representatividade e uma ligeira mudança na personalidade submissa de Dona Lola (Gloria Pires). A mexida mais significativa do roteiro se deu com um novo amor para a protagonista.


A matriarca da família Lemos nunca se colocou em primeiro lugar na vida. Sempre viveu em função do marido e dos quatro filhos. A morte de Júlio (Antônio Calloni), de acordo com as produções passadas, deixa a situação econômica da família em estado crítico e a dedicação daquela mãe fica ainda maior. A autora não alterou uma das maiores viradas da história. Tudo isso continua. Porém, agora Lola vê uma chance para amar novamente. Isso porque sua relação com Seu Afonso (Cássio Gabus Mendes) fica ainda mais forte, principalmente depois que viram sócios no negócio da venda de doces caseiros. 

Ao contrário das versões passadas, o clima entre os personagens sempre existiu no atual remake. Na trama do SBT, que serve como base para a produção da Globo, o dono da venda era vivido pelo saudoso Umberto Magnani e tinha uma importância muito menor, mesmo tendo protagonizado os conflitos iguais com a companheira egoísta e o afastamento da querida filha --- a única diferença é que as duas não eram negras e nem da Bahia e, sim, espanholas.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Gloria Pires tinha que ser a quinta Lola de "Éramos Seis"

"Éramos Seis" é um sucesso atemporal. O fato do romance de Maria José Dupré, lançado em 1943, estar em sua quinta adaptação e seguir arrebatando o público é a prova. Gessy Fonseca foi a primeira Dona Lola, na trama da Record em 1958. Cleyde Yáconis viveu a matriarca no remake da Tv Tupi em 1967 e Nicette Bruno na mesma emissora em 1977. Já Irene Ravache é a atriz mais lembrada na pele da personagem em virtude do sucesso do remake do SBT, exibido em 1994. Agora chegou a vez de Glória Pires dar vida ao papel.


A atriz vive um de seus melhores momentos na carreira na versão produzida pela Globo. A sua Lola é ao mesmo tempo semelhante e totalmente diferente das anteriores. Gloria conseguiu manter a essência da marcante personagem, mas aproveitou as suaves mudanças no texto escrito por Angela Chaves para dar uma nova identidade a essa forte e sofrida mulher. A passividade não é tão preponderante agora e o flerte com Afonso (Cássio Gabus Mendes) permitiu um toque de 'conto de fadas' jamais vista nas outras versões.

Embora sejam bem maduros, os personagens parecem viver aquela descoberta do primeiro amor tão comum em livros da Disney. Lola entrou em um inferno astral após a morte do marido Júlio (Antônio Calloni), mas viu um sopro de esperança em sua vida quando começou a perceber o que sentia pelo dono da venda que tanto a ajudava ao longo dos anos. Gloria e Cássio são parceiros de longa data e novamente esbanjam sintonia em cena.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Morte de Carlos promove aguardada virada e comove em "Éramos Seis"

"Éramos Seis" é a melhor novela no ar atualmente. O quinto remake do romance de Maria José Dupré vem proporcionando uma avalanche de emoções no público, honrando esse drama tão triste e envolvente que marcou tantas gerações. Angela Chaves fez algumas mudanças bem evidentes na história, mas a essência segue a mesma e bem ligada ao enredo exibido pelo SBT em 1994. E uma das viradas mais aguardadas era a morte de Carlos (Danilo Mesquita), exibida nesta sexta-feira (07/02) em um capítulo dilacerante.


O filho mais velho e querido de Dona Lola (Glória Pires) tem uma morte mais dolorosa no livro da escritora. Infeliz em seu trabalho e vivendo uma vida que jamais desejou, o rapaz acaba desenvolvendo a mesma úlcera que vitimou seu pai, Júlio (Antônio Calloni). Mas Silvio de Abreu e o saudoso Rubens Edwald Filho criaram uma morte bem mais impactante no remake do SBT e colocaram o jovem para morrer durante o primeiro grande movimento que culminou da Revolução Constitucionalista de 1932. Um final heroico e forte.

Angela quis manter a ótima ideia dos autores e valeu a pena. Toda a sequência da manifestação dos paulistas contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas arrepiou e a direção precisa de Carlos Araújo mais uma vez sobressaiu. O trabalho do diretor está impecável na novela.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Canal Viva acerta ao homenagear os 30 anos de "Vale Tudo"

Recentemente, o Viva gerou a indignação dos telespectadores quando retalhou "Bebê a Bordo" por causa da baixa audiência. A maior identidade do canal a cabo era a reprise na íntegra de todas as novelas. A promessa foi quebrada na trama de Carlos Lombardi. Com o claro objetivo de "compensar" essa atitude lamentável, a emissora resolveu reprisar pela segunda vez o fenômeno "Vale Tudo", um dos folhetins mais aclamados da teledramaturgia, em comemoração aos 30 anos da produção.


Não por acaso, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasseres fez um grande sucesso no Viva em 2010, época da primeira reexibição. O intuito é reerguer a audiência e tentar se redimir com o público, prometendo nunca mais cortar a reprise de qualquer folhetim. O telespectador, claro, segue desconfiado, mas a missão de elevar os índices já foi realizada. Desde 18 de junho, dia da estreia, a novela é líder entre os canais a cabo na faixa de 00h30, conseguindo atingir bem mais pessoas, uma vez que a quantidade de assinantes atualmente é muito maior. E o êxito não surpreende em nada.

"Vale Tudo" é uma produção atemporal, infelizmente, e repetirá o sucesso sempre que for reprisada. Poucas novelas conseguem esse feito. A história retrata com maestria a corrupção do Brasil e a hipocrisia da sociedade diante de um mal que parece imortal. A própria música de abertura ---- "Brasil" ---- virou um marco na voz de Gal Costa, embora a versão original de Cazuza também seja lembrada.

terça-feira, 3 de abril de 2018

A valorização dos atores veteranos e o lindo casamento de Josafá e Mercedes em "O Outro Lado do Paraíso"

Não é todo autor que dá o devido valor aos atores que fazem parte da teledramaturgia e da história da televisão brasileira. Muitos acabam ganhando coadjuvantes sem muita função e raramente têm um bom destaque. "Deus Salve o Rei", atual trama das sete da Globo, por exemplo, reflete essa desvalorização. São poucos intérpretes mais experientes e os poucos que tinham morreram ou sumiram da história, como Rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho) e Rei Augusto (Marco Nanini). Já o "O Outro Lado do Paraíso" expõe justamente o contrário: a experiência é constantemente valorizada.


Walcyr Carrasco é um escritor que sempre procurou dar destaque aos veteranos em seus folhetins e o atual é mais um exemplo. É até impressionante a quantidade de medalhões da teledramaturgia escalados para essa produção e com perfis de importância. Nesta segunda-feira (02/04), por sinal, foi ao ar o casamento de Mercedes e Josafá. O casal de 'velhinhos turrões' sempre foi um dos pontos altos da trama, destacando o brilhantismo de Fernanda Montenegro e Lima Duarte, figuras tão raras em novelas.

E o casório não tinha como não emocionar o público. Após muitas brigas (resultando em cenas divertidas), os dois finalmente resolveram fazer uma cerimônia, partindo da vidente o pedido de casamento, logo depois que a mesma descobriu pela filha, Diva (Bel Kutner), que estava viúva há um bom tempo.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Valorizada como merece, Glória Pires emociona em "O Outro Lado do Paraíso"

Uma das qualidades de "O Outro Lado do Paraíso" é a valorização dos veteranos. Vários grandes nomes estão recebendo a importância que merecem na trama de Walcyr Carrasco, repleta de atores talentosos. E uma delas é Glória Pires, que interpreta um dos principais perfis do atual sucesso das nove da Globo e ganhou muitas cenas fortes nos capítulos mais recentes da história dirigida por Mauro Mendonça Filho.


Elizabeth sempre teve sua trajetória explorada paralelamente ao enredo de Clara (Bianca Bin), havendo uma espécie de alternância de protagonismo dependendo do período do folhetim. Não por acaso ela é a mãe da mocinha vingativa e descobriu isso recentemente, pouco antes de assumir o assassinato de Laerte (Raphael Vianna) com o intuito de salvar a filha, achando que a mesma tinha matado o homem. Essa declaração de culpa, por sinal, iniciou a grande virada na trama da personagem, após um longo período vivendo com o falso nome de Duda, fugindo das ameaças do sogro Natanael (Juca de Oliveira).

O papel é desafiador em virtude da quantidade de reviravoltas ao longo da novela e a escolha de Glória foi muito acertada, após tantos tipos apagados que a atriz viveu nos últimos anos. Ela primeiramente se destacou quando Elizabeth se viu em uma armadilha do sogro, podendo ser acusada de assassinato, após ter presenciado a brusca queda de Renan (Marcello Novaes), seu então amante.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os vencedores do "Prêmio Extra" de 2016

A edição de 2016 do "Prêmio Extra" aconteceu nesta (29/11), no Vivo Rio. Apresentada por Tatá Werneck e Gabriel Godoy, a premiação teve Glória Pires como a grande homenageada da noite e distribuiu troféus em 13 categorias ---- Melhor Novela, Programa, Atriz, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Revelação Feminina, Revelação Masculina, Série, Apresentador, Tema de Novela, Ator/Atriz Mirim e Programa de Humor ----, onde algumas delas pecaram pela ausência de nomes que brilharam no ano, ao mesmo tempo que fizeram justiça com outros profissionais. Por sinal, quase todos os vencedores foram merecidos.


A categoria Ator/Atriz Mirim teve finalistas justos em sua maioria. Giovanna Rispoli se destacou como a rebelde gótica Jojô em "Totalmente Demais", Larissa Manoela é o maior nome de "Cúmplices de um Resgate", Xande Valois brilhou como Claudinho em "Êta Mundo Bom", Tobias Carrieres emocionou como Jesus em "Justiça" e Gabriel Palhares fez jus ao troféu, pois foi uma grata surpresa de "Liberdade, Liberdade", divertindo na pele do carismático Caju. Já a indicação de João Guilherme, cujo desempenho em "Cúmplices de um Resgate" deixa bem a desejar, deveria ser substituída por JP Rufino em "Êta Mundo Bom" ou Letícia Braga pela Mayara de "Justiça".

No quesito Revelação Feminina, vale destacar a indicação da maravilhosa Lucy Alves, que impressionou pelo seu desempenho em "Velho Chico". Parecia uma veterana vivendo a Luzia e sua vitória foi incontestável. Giullia Buscacio foi outra boa selecionada, uma vez que emocionou vivendo a Olívia na mesma novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Glória Pires ri de si mesma e "Tá no Ar: a TV na TV" acerta mais uma vez

O assunto que ganhou enormes dimensões após a transmissão do Oscar na Globo não foi a aguardada vitória de Leonardo DiCaprio como Melhor Ator, em virtude do seu elogiado desempenho em "O Regresso". A protagonista da premiação foi uma brasileira muito amada pelo público e que tem uma admirável carreira de atriz: Glória Pires. Seus comentários sobre os indicados eram curtíssimos e ela não desenvolvia o pensamento. Claro que virou motivo de piada nas redes sociais. Porém, dois dias depois, a intérprete resolveu rir de si mesma, autorizando uma sátira impagável do "Tá no Ar: a TV na TV".


Escalada para ser comentarista do evento na emissora, ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão, Glória Pires se mostrou concisa e até sincera demais. "Não sou capaz de opinar", "Bacana", "Interessante" e "Eu não assisti" foram apenas algumas das 'pérolas' ditas pela atriz ao longo da premiação, deixando seus colegas --- que tentaram prolongar um pouco mais as observações, sem sucesso --- desconcertados durante alguns momentos. Foi o bastante para despertar inúmeras piadas (chamadas de 'memes') na internet, virando alvo de deboche.

Glória até publicou um vídeo no dia seguinte para se explicar e dizer que agiu como se estivesse na sala com os amigos. A sua atitude foi louvável, até porque ninguém precisa bancar o entendedor de tudo. E o que mais tem é gente pedante, principalmente em programas onde o intuito é demonstrar conhecimento sobre algo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rejeitada e marcada pelos equívocos, "Babilônia" chega ao fim responsável pelo próprio fracasso

Para o alívio da Globo, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28/08), uma das novelas mais problemáticas que já passaram pelo horário nobre: "Babilônia". Escrita pelo experiente Gilberto Braga, em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama (com apenas 143 capítulos) foi o maior fracasso da história do horário e sai de cena com uma amarga média geral de 25 pontos, índice compatível com um folhetim das sete. Encurtada em praticamente dois meses (seu término era previsto para o fim de outubro), a produção --- que chegou a empatar e a ter, algumas vezes, menos audiência que "Malhação", "Alto Astral" e "I love Paraisópolis" --- teve inúmeros equívocos e ficou pouco menos de seis meses no ar.


A história tinha como protagonistas três mulheres, onde duas delas eram as vilãs e uma a mocinha. Beatriz (Glória Pires), Inês (Adriana Esteves) e Regina (Camila Pitanga) seriam os pilares de sustentação do enredo, que despertou boas expectativas, após a exibição das chamadas iniciais e do atrativo primeiro capítulo. Parecia um folhetim promissor, ao menos em torno da trama central. Porém, ironicamente, foi um núcleo paralelo o causador da primeira polêmica: a novela sofreu uma forte rejeição do público logo na estreia em virtude de um beijo lésbico, protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, intérpretes de Teresa e Estela.

Claro que o fato de terem exibido o beijo logo na estreia, sem o telespectador conhecer a história das personagens, foi o fato agravante dessa 'rejeição'. Infelizmente não deveria ser assim, mas parte da audiência é muito conservadora. Entretanto, este nunca foi um problema da novela. Pelo contrário, a relação de Estela e Teresa sempre foi muito bonita e telespectador reclamando sempre terá, faz parte. Houve um foco tão grande em cima dessa circunstância que ocorreu um certo 'esquecimento' em torno do conjunto da obra, esse sim equivocado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Adriana Esteves e Glória Pires brilharam como de costume, mas rivalidade entre Inês e Beatriz foi a grande decepção de "Babilônia"

"Babilônia" está chegando ao fim e não foram poucos os problemas da novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Mas, sem dúvida, a maior decepção deste folhetim foi a rivalidade entre Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires). Inicialmente, esta trama parecia ser o grande trunfo da história, repleta de núcleos paralelos fracos. Só que, infelizmente, a elaboração deste enredo (assim como todos os outros que compuseram a obra) se mostrou frágil e desinteressante. Porém, apesar disso, as atrizes mais uma vez mostraram talento e fizeram o melhor que puderam para salvar a trama que envolvia suas personagens.


As primeiras chamadas de "Babilônia" despertaram atenção justamente por causa da questão envolvendo o ódio entre duas ex-amigas. Beatriz e Inês pareciam vilãs promissoras, daquelas que entram para a história da teledramaturgia. E o fato de serem interpretadas por Adriana e Glória, duas grandes profissionais, era uma espécie de 'bônus'. Afinal, uma viveu a icônica Maria de Fátima, em "Vale Tudo", uma das canalhas mais lembradas da ficção, e a outra interpretou Carminha, a víbora de "Avenida Brasil", que entrou para a história.

Mas, infelizmente, a trama não correspondeu às expectativas geradas, assim como as vilãs. Um dos erros foi exibir o encontro das rivais logo no primeiro capítulo. A estreia do folhetim foi ótima, com um capítulo movimentado, cujo ponto alto foi o primeiro embate das inimigas, que rendeu até o bordão "Não estou disposta".

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rejeitada pelo público e com audiência preocupante, "Babilônia" precisa recomeçar

O primeiro capítulo de "Babilônia" foi promissor. O duelo das grandes vilãs foi o principal atrativo da novela, que ainda apresentou um lindo beijo de duas mulheres, que se amam há mais de 35 anos, logo na estreia. A história, a princípio, prometia grandes momentos. Porém, a trama tem apresentado deficiências ao longo dos capítulos e a rejeição do público não demorou a ser exposta através de uma queda contínua de audiência.


Os números têm assustado a direção da Globo e a média da novela já empatou algumas vezes com "Alto Astral" (trama das sete que vem obtendo bons índices), o que é considerado algo atípico e preocupante. "Em Família", o maior fracasso do horário nobre até então, teve 30 pontos de média geral e a atual trama tem conseguido entre 20 e 26 pontos, no máximo. E esta forte rejeição pode ser explicada por alguns fatores.

"Babilônia" até agora não começou a contar sua história. O que se vê é um amontoado de núcleos soltos e um enredo sem uma linha de direção. A ambição, de acordo com a sinopse, é o mote do folhetim. E realmente há uma grande quantidade de personagens ambiciosos. Entretanto, a ganância em si não é a responsável pela movimentação da novela.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Anjo Mau": a elogiada primeira novela de Maria Adelaide Amaral

Exibida entre setembro de 1997 e março de 1998, "Anjo Mau" teve 173 capítulos e foi um excelente remake escrito por Maria Adelaide Amaral, sua primeira novela como autora titular. Adaptação da obra original de Cassiano Gabus Mendes (1976), o folhetim teve supervisão de texto de Silvio de Abreu e foi dirigido por Denise Saraceni e Carlos Manga. A história foi brilhantemente protagonizada por Glória Pires e foi reprisada pela Globo entre agosto de 2003 e janeiro de 2004 no "Vale a Pena Ver de Novo", além de ter sido exibida também pelo Canal Viva entre julho de 2013 e março de 2014.


A história era em torno de uma moça dissimulada e gananciosa, ou seja, um tipo totalmente fora dos padrões da tradicional 'mocinha'. Inconformada com sua vida medíocre, Nice busca ascender socialmente e não mede esforços para atingir seu objetivo. Filha adotiva de Augusto (Cláudio Corrêa e Castro) e Alzira (Regina Dourado), e irmã de Luiz Carlos (Márcio Garcia), a mulher consegue emprego na mansão dos Medeiros, onde seu pai já trabalha como motorista há muitos anos. Ela ganha a vaga de babá do filho de Stella (Maria Madilha) e logo se interessa pelo irmão da patroa, Rodrigo (Kadu Moliterno).

Sonhando em ser a dona daquele casarão, Nice inicia um plano para conquistar o rapaz, sem se importar nas consequências. A babá descobre que a noiva de Rodrigo (a arrogante Paula, vivida por Alessandra Negrini) tem um com o irmão dele (Ricardo - Leonardo Brício) e arma para que o romance seja descoberto.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

quarta-feira, 4 de março de 2015

"Mulheres de Areia": mais uma novela clássica de Ivani Ribeiro

No dia 1º de fevereiro, a estreia de "Mulheres de Areia" completou 22 anos. O remake da saudosa Ivani Ribeiro, com direção de Wolf Maya, foi um imenso sucesso e marcou a carreira de vários atores que participaram da produção. Foram muitos personagens emblemáticos e a história arrebatou o público, da mesma forma como ocorreu em 1974, quando foi exibida a versão original, protagonizada por Eva Wilma. A novela foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" duas vezes: entre novembro de 1996 e abril de 1997, e entre setembro de 2011 e março de 2012.


A trama central abordava a clássica rivalidade de duas irmãs gêmeas, que, embora fisicamente idênticas, tinham personalidades completamente distintas. Glória Pires brilhou absoluta interpretando Ruth e Raquel, em uma época onde os efeitos visuais ainda estavam engatinhando, o que provocava um trabalho ainda maior nas cenas que necessitavam da presença das irmãs juntas. A doce Ruth é uma mulher tímida que volta para a fictícia cidade Pontal D`Areia, após dar aulas para alunos em uma fazenda do interior. Raquel (que tem um caso com o malandro Wanderley - Paulo Betti) é uma mulher ambiciosa e extremamente sedutora que tem como principal objetivo de vida ficar rica sem fazer esforço.

As duas são filhas de Isaura (Laura Cardoso) e Floriano (Sebastião Vasconcellos), humildes pescadores que lutam para ter uma vida digna. A mãe tem uma clara predileção por Raquel, enquanto que o pai se identifica com Ruth.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Belíssima": uma das melhores novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 7 de novembro de 2005 e 7 de julho de 2006, "Belíssima" foi mais um grande sucesso de Silvio de Abreu. A novela, dirigida por Denise Saraceni, contou com todos os elementos tão apreciados pelo autor: comédia, personagens populares, vilões perversos e uma boa dose de suspense. A produção substituiu a problemática "América", de Glória Perez, e foi substituída pela irregular "Páginas da Vida", de Manoel Carlos.


A história tinha como foco central a 'Belíssima', uma empresa referência na comercialização de roupas íntimas, que era presidida por Júlia Assumpção (maravilhosa Glória Pires), a mocinha da trama, que sofria nas mãos da sua avó: a cruel Bia Falcão (grandiosa Fernanda Montenegro). A mãe da protagonista (Stella Assumpção, uma famosa e linda modelo de 1960) morreu em um acidente de avião, deixando ela e seu irmão Pedro (Henri Castelli) órfãos. Os dois, então, acabaram sob os cuidados de Bia.

Pedro se envolve com Vitória (Cláudia Abreu), uma ex-menina de rua, e tem uma filha com ela (Sabina - Marina Ruy Barbosa), que é muito amada pela poderosa empresária. Mas Bia Falcão não admite este relacionamento e inferniza a vida da nora. Pedro e Vitória, aliás, vão morar na Grécia, juntamente com Sabina, e lá conhecem o simpático Nikos Petrákis (Tony Ramos impecável), com quem estabelecem uma forte amizade.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"Vale Tudo": uma novela que entrou para a história da teledramaturgia

Dirigida por Dennis Carvalho e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères, "Vale Tudo" estreou no dia 16 de maio de 1988 e foi ao ar até 6 de janeiro de 1989. A novela substituiu "Mandala" e foi substituída por "O Salvador da Pátria", duas tramas que ainda são lembradas. Mas este folhetim escrito pelos três autores citados foi um verdadeiro fenômeno de popularidade e um marco na história da teledramaturgia ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1992.


A história abordou vários assuntos interessantes e ainda colocou o dedo nas questões morais do Brasil, expondo esta ferida para todos os telespectadores. A conturbada relação de Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) era um dos principais focos da trama, que começou a se desenrolar a partir de um golpe que a filha mau-caráter deu na própria mãe. O único bem das duas era a casa do pai de Raquel (deixada por ele no nome da neta), localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Mas Maria de Fátima vende o imóvel para tentar a vida como modelo no Rio de Janeiro.

Ao se estabelecer no RJ, a vilã se envolve com César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli), um ex-modelo que atua como garoto de programa e tão ambicioso quanto ela. Já Raquel, após descobrir que foi enganada pela filha, chega ao Rio para ir atrás dela.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Com um final repleto de emoção e metalinguagem, "A Grande Família" fecha seu ciclo em grande estilo. Adeus, família Silva!

Uma das séries mais longevas da Globo chegou ao fim. Depois de ter ficado quase 14 anos no ar (13 anos e seis meses mais exatamente), "A Grande Família" se despediu do público nesta quinta-feira (11/09), fechando seu ciclo definitivamente e com sensação de dever cumprido. Foram 489 episódios, inúmeras participações especiais, algumas perdas irreparáveis e muitas histórias em cima da família muito unida e muito ouriçada.


A série original foi exibida entre 1972 e 1975. A versão atual estreou em março de 2001 e o intuito da Globo era apenas fazer um especial de 12 episódios em homenagem ao formato do passado. Porém, o sucesso foi tanto que o término foi sendo adiado e mais episódios eram encomendados. O resultado todos já sabem: quase 14 anos no ar e sempre no mesmo horário, às quintas-feiras, logo após a novela das nove. Um êxito e tanto.

Os personagens originais foram criados por Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa e todos os perfis se mostraram atemporais justamente por causa da fácil identificação. Os personagens estão presentes nos lares de vários brasileiros de tão reais que são e a versão de 2001, comandada por Cláudio Paiva,