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segunda-feira, 31 de março de 2025

"Volta por Cima" entra na reta final e apresenta seu melhor capítulo

 Nesta segunda-feira (31/03), enquanto as atenções da Globo estavam todas voltadas para a estreia do remake de "Vale Tudo", incluindo uma intensa campanha de divulgação, a novela das sete apresentou seu melhor capítulo, com direito a muita ação, catarse e uma virada em praticamente todos os núcleos. "Volta por Cima" apresentou uma sucessão de boas cenas e nem deu para o telespectador se distrair por algum momento. 


A novela estava mais tranquila nas últimas semanas e a inevitável barriga (período em que nada de relevante acontece), presente em praticamente todos os folhetins, estava visível. No entanto, Claudia Souto conseguiu disfarçá-la com habilidade e colocou pequenos acontecimentos em cada capítulo. Também evitou que a história começasse a andar em círculos, o que costuma prejudicar qualquer produto que fica muitos meses no ar. 

A autora preparou o início da guerra dos contraventores pelos territórios através do racha na família Barros, desde que foi exposto em uma reunião que Gigi (Rodrigo Fagundes) e Marco (Guilherme Weber) eram filhos de Rodolfo (José de Abreu) e que Gerson (Enrique Diaz) não era mais o único herdeiro do poderoso bicheiro.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2024 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Andrea Beltrão.

Um dos maiores acertos de "No Rancho Fundo". Após seu grande desempenho como Rebeca, em "Um Lugar ao Sol", a atriz voltou às novelas em um papel totalmente diferente de tudo o que já tinha interpretado na carreira e honrou o protagonismo de Zefa Leonel, uma mulher batalhadora, forte, calejada da vida e matriarca de uma família unida. Sua presença engradeceu todos os capítulos e Mário Teixeira a valorizou do início ao fim com o melhor texto da novela. 



2- Duda Santos.

Que grata surpresa. Após sua estreia em "Travessia", com um papel muito pequeno, a atriz ganhou a protagonista da primeira fase do remake de "Renascer" e fez da Santinha o maior chamariz da história de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi. A personagem conquistou logo de cara e sua química com Humberto Carrão foi arrebatadora. Agora, a intérprete brilha todos os dias como protagonista de "Garota do Momento", deliciosa novela das seis de Alessandra Poggi, onde emociona com sua Beatriz. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 17, a segunda coletiva virtual de "Volta por Cima", a próxima novela das sete escrita por Claudia Solto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Fabrício Boliveira, Jéssica Ellen, Tereza Seiblitz, Amaury Lorenzo, Adanilo, Mari Aldeia, Tonico Pereira, Juliano Cazarré, Pri Helena, Iara Jamra, Isadora Cruz, Isabel Teixeira, Bia Santana, Rodrigo Garcia e Claudia Missura. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Claudia Souto comentou sobre a essência de sua nova produção: "Todos os personagens da novela vão enfrentar muitos obstáculos, mesmo os secundários. Todos os meus personagens têm histórias. A proposta é dar a volta por cima na vida. Mostrar para as pessoas de casa não desistirem. O ser humano tem necessidade de histórias. Através delas a gente vivencia coisas que não vivenciaríamos nas nossas vidas. Acho que cada personagem da minha história vai estar ensinado alguma coisa para quem está em casa". O diretor André Câmara acrescentou uma informação: "Vamos desconstruir esse universo dos Bate-Bolas porque até hoje muita gente tem medo. É um universo muito rico". 

Jéssica Ellen comentou sobre a sua mocinha e a representatividade na teledramaturgia atual: "A novela é muito humana. Atravessamos coisas que vivemos no nosso dia a dia, no nosso cotidiano. O nome da minha personagem tem o nome da minha avó materna, o que já a faz muito especial para mim. Roubei até umas características da minha avó e de uma prima para construir a Madalena, que começa a novela sem ter muito propósito, sem descobrir o real talento dela. Tem algo muito poderoso em fazer novela que é se comunicar com o país inteiro, que é uma responsabilidade muito grande.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

"Elas por Elas" teve problemas visíveis, mas foi prejudicada pelo horário

 Ao contrário do que a atual cúpula da Globo pensa, remake não é garantia de sucesso. Até porque a emissora já teve muitas provas disso ao longo de seus quase 60 anos de existência. E "Elas por Elas", que chegou ao fim nesta sexta-feira (12/04), entra para a lista de adaptações que não deram certo na teledramaturgia. No entanto, a releitura da obra de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, não merece ser classificada como uma novela ruim. Muitos pontos precisam ser analisados a respeito da rejeição do público ao enredo que contou a saga de sete amigas. 


A sinopse era simples. Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles) se conheceram em um curso de inglês e, inseparáveis, compartilharam as alegrias e desafios típicos da juventude. Porém, em uma viagem de fim de semana, um trágico acontecimento quebra esse laço e provoca um hiato nessa amizade. Duas décadas e meia depois, Lara encontra uma foto antiga e tem a ideia de juntar o grupo novamente em sua casa, sem desconfiar que o momento do reencontro, que deveria ser de apenas alegria, iria trazer também grandes revelações e desenterrar mágoas que tinham ficado guardadas no passado. 

A trama original era marcada pelo marasmo, onde a ausência de grandes conflitos era uma constante. Até porque era outra época. Não havia internet, celular, redes sociais, enfim, uma avalanche de distrações para o telespectador. Nem mesmo a concorrência nos demais canais de televisão provocava uma disputa. Mas já naquela época o quesito comicidade fazia a diferença nos folhetins das sete.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Isabel Teixeira domina a cena como Helena em "Elas por Elas"

 O elenco principal de "Elas por Elas" tem sete protagonistas, o que é um desafio para qualquer autor. É uma missão difícil desenvolver bem o enredo de todas, ainda mais em um folhetim das seis, onde a duração dos capítulos é menor que de uma produção das nove. Cassiano Gabus Mendes não conseguiu explorar todas as suas personagens em 1982, assim como Alessandro Marson e Theresa Falcão não conseguiram no remake. Mas os autores souberam valorizar a força cênica de Helena. 

Interpretada com destreza por Isabel Teixeira, a personagem teve uma importância infinitamente maior na releitura de 2024. Helena foi interpretada pela saudosa Aracy Balabanian há 42 anos e teve um tom mais sóbrio. A novela original utilizava o exagero apenas na figura do Mário Fofoca (Luis Gustavo) e focava em uma narrativa mais naturalista no conjunto. Agora tudo foi diferente, o que provocou até uma rejeição do público, ainda mais por se tratar de uma obra das seis e não das sete. Mas o excesso nunca prejudicou o desenvolvimento de Helena. 

O comportamento de uma vilã de novela mexicana proporcionou para a atriz um trabalho totalmente diferente do realizado em "Amor de Mãe" e "Pantanal". Apesar da longa carreira no teatro, a veterana ainda é considerada uma 'novata' em novelas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Núcleo de Helena é o que sustenta "Elas por Elas"

 O remake de "Elas por Elas" está a cerca de dois meses de seu fim. A produção baseada na obra original de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, e adaptada por Alessandro Marson e Thereza Falcão, tem sete protagonistas, mas ao longo dos meses foi ficando evidente que a novela era sustentada pelos dramas do núcleo de Helena, interpretada com brilhantismo por Isabel Teixeira. 


As outras seis protagonistas até têm conflitos e dramas, mas poucos se mostram realmente convidativos. Já todos os conflitos em cima da família Aranha são dignos de um dramalhão e vêm rendendo bons desdobramentos. Todos os personagens do núcleo enfrentam atualmente um momento caótico, fruto de reviravoltas que explodiram no centésimo capítulo. Vale lembrar que agora o público está acompanhando uma obra inédita porque a trama de 1982 chegou ao fim logo depois que o mistério envolvendo a troca de bebês foi revelado, o que causou uma solução rasa para os dramas na época. 

Na obra original, Helena nem pode ser considerada uma vilã de fato. Havia muito mais sutileza em tudo. Agora as tintas são bem mais carregadas e em todos os personagens integrantes da família. Cassiano criou uma troca de bebês na maternidade promovida por Sérgio (antes Mário Lago e agora Marcos Caruso), já que o dono da empresa queria um sucessor e não uma sucessora.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Capítulo 100 de "Elas por Elas" apresenta sequência de tirar o fôlego

 A atual novela das seis, baseada na obra original de Cassiano Gabus Mendes, escrita em 1982, segue com baixos índices de audiência. E dificilmente o cenário irá mudar. A Globo cometeu um erro crasso colocando o remake de uma novela que foi exibida às sete e tem todas as características do horário em plena faixa das 18h e agora tem que enfrentar as consequências. Mas a releitura de Alessandro Marson e Thereza Falcão vem se mostrando uma obra agradável e agora uma nova fase acaba de ser iniciada. 


A produção original não teve nem um terço dos acontecimentos da atual. Era muito mais lenta e Helena, vivida na época por Aracy Balabanian, passava longe de ser uma vilã, de fato. Os grandes conflitos do enredo só foram resolvidos no último capítulo, o que impediu a exibição dos desdobramentos das situações. A identidade real da Patinha, a revelação do mistério da morte de Bruno e a verdade sobre a troca dos bebês só foram expostos no último dia, o que deixou tudo raso. 

No remake, os autores tiveram a preocupação de aproveitar bem os 'plots'. Tanto que Taís (Kesia) já revelou a Lara (Deborah Secco) que era a amante de Átila (Sergio Guizé) na semana passada e agora a farsa sobre a troca dos bebês foi revelada no gancho do capítulo exibido nesta quinta-feira (18) e desmembrado hoje, dia do centésimo capítulo. Vale lembrar que na versão original Ísis (Rayssa Bratillieri) era filha de Helena (Isabel Teixeira) e, não irmã, como é na nova versão.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Isabel Teixeira e Rayssa Bratillieri brilham no primeiro grande embate de Helena e Ísis em "Elas por Elas"

 O final do capítulo desta quarta-feira (01/11) surpreendeu pela intensidade dramática da cena que representou o início oficial da guerra entre Helena (Isabel Teixeira) e Ísis (Rayssa Bratillieri) em "Elas por Elas", releitura da obra original de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982 e agora adaptada por Thereza Falcão e Alessandro Marson, dirigida por Amora Mautner. 

As personagens se odiaram à primeira vista logo no segundo capítulo da novela e ali já tinha ficado claro que a rivalidade seria um dos maiores trunfos do remake. Na obra original, Helena nem pode ser considerada uma vilã de fato. Há muito mais sutileza em tudo. Agora as tintas são bem mais carregadas, o que provoca uma maior tensão no enredo, principalmente por conta do ar de superioridade da ricaça e pela forma como trata todos ao seu redor. 

Outra mudança na trama de 1982 é a respeito do principal plot envolvendo a duas. Isso porque Cassiano criou uma troca de bebês na maternidade promovida por Sérgio (antes Mário Lago e agora Marcos Caruso), já que o dono da empresa queria um sucessor e não uma sucessora. Mas há 41 anos não existia ultrassom, portanto, a situação era cabível diante da troca de Ísis e Giovani (Filipe Bragança).

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Tudo sobre a coletiva online de "Elas por Elas", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na primeira segunda-feira de setembro, dia 4, a coletiva online do remake de "Elas por Elas", adaptado por Thereza Falcão e Alessandro Marson, dirigido por Amora Mautner. Participaram os autores, a diretora e os atores Deborah Secco, Isabel Teixeira, Kesia, Mariana Santos, Karine Teles, Maria Clara Spinelli, Thalita Carauta, Lázaro Ramos, Rayssa Bratillieri, Valentina Herszage, Mateus Solano, Alexandre Borges, Marcos Caruso, Cássio Gabus Mendes e Filipe Bragança. Fui um dos convidados e a animação dominou o bate-papo.


Amora Mautner fez a introdução: "Essa é uma novela para atores. Estou muito feliz como se assistisse a uma peça de teatro. Demos uma sorte imensa com esse elenco. Tenho aprendido diariamente com eles. A comédia é um gênero de muito tempo e é quase impossível não gostar. Ao mesmo tempo que comédia é muito difícil, já o drama é mais fácil. E não tem trama paralela nessa novela. São sete tramas importantes. A minha filha assistiu ao primeiro capítulo comigo e disse que está mais parecido com o que ela vê no streaming do que com novela. É um 'multiplot'. E a abertura com o terma original será cantada por Preta Gil, Ivete Sangalo e Duda Beat." 

O autor Alessandro Marson analisou a obra como um todo: "A novela dá certo quando trabalha com a emoção e acho que nessa novela temos elementos muito fortes que podem pegar o público pela emoção. Falamos da relação de pessoas que se gostam. Temos uma gama de personagens que é impossível que as pessoas não se identifiquem com pelo menos um deles. Estou muito feliz com tudo o que estou vendo até agora. Estamos com um produto de muita qualidade.

terça-feira, 7 de março de 2023

"Falas Femininas - Histórias Impossíveis" impacta e gera necessário desconforto

 Na sexta-feira passada (03), a Globo promoveu uma coletiva presencial sobre "Falas Femininas - Histórias Impossíveis", projeto da emissora cujo primeiro episódio estreou nesta segunda-feira, dia 6, logo após o "BBB 23". Participaram as protagonistas Luellen de Castro e Isabel Teixeira; as autoras Renata Martins, Grace Passô e Jaqueline Souza; e as diretoras Luísa Lima e Thereza Médicis, além de grande parte da equipe envolvida na produção. Fui um dos convidados e o episódio, intitulado "Mancha", foi exibido para todos. 


A trama narra a história da empregada doméstica Mayara (Luellem de Castro), que está em seu último dia de trabalho. Ela, que passou no vestibular e decidiu investir em seu estudo, acredita que Laura (Isabel Teixeira), mãe solo de uma bebê, é uma patroa 'diferente'. Até que Laura pede que ela desista dos seus estudos. Sem sucesso, pede um último favor: a limpeza de uma mancha na janela de vidro da sala, que muda o curso da história de ambas. O epísódio faz parte da antologia "História Impossíveis", apresentada nos especiais "Falas" deste ano, com enredos de suspense criados a partir de medos femininos. 

Impressiona a qualidade da produção. Não só do texto, como das interpretações viscerais das protagonistas e do jogo de câmeras que dão um clima de suspense ao longo da narrativa. Ainda há uma intencional mistura com um thriller psicológico.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Os melhores de 2022 eleitos pela "APCA"

 A "Associação Paulista de Críticos de Arte" premiou, em assembleia realizada nesta segunda-feira, dia 6, os melhores de 2022 em dez áreas, entre elas a de Televisão. E os melhores da TV foram divididos em sete categorias: Novela, Ator, Atriz, Série Drama, Série Comédia, Série Documental/Documentário e Variedades. Todos os finalistas foram merecidos, assim como os vencedores. 


"Pantanal" venceu como Melhor Novela e não há o que discutir a respeito da qualidade do remake de um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa. Apesar do neto Bruno Luperi ter copiado e colado praticamente todo o texto e conflitos, com raríssimas alterações, o que deixou o enredo anacrônico, a obra teve um capricho de encher os olhos e um elenco estelar. A ótima repercussão nas redes sociais refletiram a melhora nos índices de audiência da faixa nobre, hoje derrubados com a fraca "Travessia". A produção concorreu com "Além da Ilusão", "Um Lugar ao Sol" e "Mar do Sertão", as três também da líder, e "Todas as Flores", do Globoplay. 

Osmar Prado ganhou como Melhor Ator e mereceu por conta de sua atuação magistral como Velho do Rio no remake de "Pantanal". Mas os críticos poderiam ter premiado Antônio Calloni pelo show na pele do esquizofrênico Matias, de "Além da Ilusão", que também estava concorrendo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Com mais de cento e setenta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Alinne Moraes. 

 Bárbara foi uma das personagens mais complexas de "Um Lugar ao Sol". Embora algumas atitudes parecessem de uma vilã, a patricinha vivia uma avalanche de sentimentos e tinha uma relação tóxica com Christian/Renato. Alinne esteve irretocável em cena e sua parceria com Cauã Reymond, Ana Beatriz Nogueira e Ana Baird foi incrível. 



2- Alanis Guillen.

A Juma Marruá do remake de "Pantanal" tinha que ser dela. A atriz teve um trabalho de composição fantástico e fugiu do elevado risco de cair na caricatura. A menina-onça que vivia com 'reiva' foi defendida com brilhantismo e a atriz saiu gigante da novela. Um reconhecimento que estava merecendo desde sua estreia na última temporada de "Malhação"

domingo, 25 de dezembro de 2022

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2022

 O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 25, sob o comando de Luciano Huck, com direito a uma grata surpresa no final com o show maravilhoso de Milton Nascimento e Simone. Merecia até ter durado mais tempo. Como ocorre todo ano, inclusive na época de Faustão, foram muito premiados merecedores e algumas indicações controversas, além de esquecimentos injustos. Então vale analisar as justiças e as injustiças da edição de 2022. 


Na categoria Melhor Atriz de Novela foram três nomes de "Pantanal" escolhidos: Alanis Guillen, Dira Paes e Isabel Teixeira. Três nomes mais do que merecidos. Alanis foi a melhor escolha possível para Juma Marruá, enquanto Dira Paes emocionou e divertiu com sua Filó. No entanto, Isabel deveria estar como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz foi um dos maiores trunfos do remake de Benedito Ruy Barbosa e fez de Maria Bruaca um fenômeno. Ganhou e merecia o troféu com larga vantagem, mas como coadjuvante e não principal porque era um perfil secundário. Uma pena que várias intérpretes tenham sido esquecidas, como Alinne Moraes, que deu um show como Bárbara em "Um Lugar ao Sol", ou Valentina Herszage e Giovanna Antonelli, que brilharam como Flávia e Paula Terrare em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Larissa Manoela também fez bonito como Isadora e Elisa em "Além da Ilusão". 

Na categoria Melhor Ator de Novela ao menos houve a lembrança da novela das seis de Alessandra Poggi. Antônio Calloni foi um dos indicados e seu desempenho como o esquizofrênico Matias foi extraordinário. Murilo Benício, que se destacou como Tenório, e Marcos Palmeira, que viveu seu melhor momento na televisão como Zé Leôncio, ambos em "Pantanal", também foram indicações justas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Brilhante como Maria Bruaca, Isabel Teixeira rouba a cena em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" vem repetindo o sucesso da versão original, exibida em 1990 na TV Manchete. Um dos muitos êxitos da trama adaptada por Bruno Luperi é a escalação do elenco. São vários excelentes nomes e, mesmo com o time enxuto, todos têm a oportunidade de destaque. E Isabel Teixeira tem sido uma das melhores surpresas da novela. 

Maria Bruaca é aquela coadjuvante que tem trama de protagonista. Os conflitos da personagem seguem atuais mesmo 32 anos após a exibição da novela. É a típica mulher que cresceu aprendendo a ser submissa e internalizou a condição humilhante depois do casamento. Casada com Tenório (Murilo Benício), a mulher nunca contestou a forma como sempre foi tratada pelo marido. O sobrenome 'Bruaca' nem existe, foi apenas a solidificação do xingamento constante que recebe de seu esposo. Conformada, Maria se dizia feliz, mesmo com um semblante deprimido. 

Porém, a descoberta da vida dupla de seu companheiro provocou uma virada na trama. A personagem escutou a filha, Guta (Julia Dalavia), conversando com o pai e perguntando até quando esconderia sua outra família. Isso porque a própria Maria escutou Tenório chamando por Zuleica (Aline Borges), a outra esposa, enquanto dormia. A desconfiança se instaurou até resultar no flagrante do diálogo entre pai e filha.