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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Abordagem da violência doméstica em "Mulheres Apaixonadas" foi histórica

 A reprise de "Mulheres Apaixonadas" está em plena reta final no "Vale a Pena Ver de Novo" e o fenômeno de Manoel Carlos vem repercutindo muito nas redes sociais, o que apenas comprova que o sucesso é atemporal. O autor criou um novelão da melhor qualidade e entre os muitos acertos estão as várias boas abordagens de temas importantes, como a violência doméstica. A saga de Raquel (Helena Ranaldi) foi uma das mais emblemáticas da história. 

A professora de Educação Física vivia um relacionamento abusivo com Marcos (Dan Stulbach) em uma época em que essa classificação sequer existia e havia uma tensão constante no ar antes mesmo do personagem entrar na novela. Raquel estava sempre em estado de alerta diante de qualquer movimentação estranha e tudo piorou quando o ex-marido começou a telefonar sem deixar qualquer recado. Era um enredo de suspense em um núcleo secundário dentro de um folhetim tradicional. Mas a trama ganhou ainda mais destaque com a chegada do aterrorizante homem. 

Não havia cena leve entre os dois. Até em momentos aparentemente tranquilos, o clima sombrio se fazia presente graças ao bom trabalho da direção de Ricardo Waddington e ao show dos atores. Marcos protagonizava várias sequências assustadoras e eram violências de todos os tipos: físicas, psicológicas e morais.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Reprise de "Laços de Família" foi uma escolha muito feliz do Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar no último dia 15, às 23h45, "Laços de Família". A novela foi um dos maiores sucessos do horário nobre da Globo e uma das tramas mais impecáveis de Manoel Carlos. O autor estava inspiradíssimo nesta obra e a quantidade de cenas que marcaram impressiona. Se havia alguma dúvida a respeito da qualidade da novela --- em virtude do clima de saudosismo que muitas vezes mascara os defeitos ----, a mesma foi dissipada logo durante a primeira semana de reexibição.


Exibida originalmente entre junho de 2000 e fevereiro de 2001, o folhetim honrou todas as características das histórias de Maneco, com direito a muitos dramas familiares, passeios no Leblon e embates com intensa carga emocional. A produção chegou a ser reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2005, obtendo uma ótima repercussão, comprovando que novela boa é atemporal. E agora, sendo transmitido pelo Viva, o enredo envolvendo um triângulo amoroso protagonizado por mãe e filha, cercado de situações paralelas tão atraentes quanto, vem provocando mais uma vez um bom retorno do público.

Desde que (re)estreou, a novela vem obtendo uma excelente audiência e o seu primeiro capítulo levou o Viva a liderar o ranking dos canais por assinatura entre o público feminino adulto, segundo a jornalista Patrícia Kogut. A trama ---- que já tem 16 anos, embora não pareça ---- teve o melhor Ibope dos folhetins exibidos na faixa do canal pago e faz por merecer todo esse feito.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cadu e Verônica: um bonito par de "Em Família"

"Em Família", além dos problemas já amplamente abordados, não tem muitos casais interessantes. Poucos são os pares que despertam algum tipo de interesse. Ao longo dos meses, foi difícil torcer por algum. Mas atualmente, há três bons pares: Helena (Júlia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins), que sempre formaram um par, mas só recentemente começaram a demonstrar boa sintonia; Bárbara (Polliana Aleixo) e André (Bruno Gissoni), que fazem um bonito casal, embora o interesse do rapaz por Luiza (Bruna Marquezine) arraste demais a relação; e Verônica (Helena Ranaldi) e Cadu (Reynaldo Gianecchini), que começaram a se envolver. E dos três casais, o último é que o tem sido mais interessante de se acompanhar.


Após muita enrolação em cima da eterna dúvida de Clara (Giovanna Antonelli) ---- sobre com quem deveria ficar, com o marido ou Marina (Tainá Muller) ----, Cadu resolveu dar um basta naquela situação e pediu o divórcio. Manoel Carlos demorou muito para desenvolver este equivocado triângulo, o que acabou prejudicando todos os personagens envolvidos. Mas apesar de mais este erro do autor ---- que inclui ainda a cura súbita de Cadu após um transplante ----, o personagem de Gianecchini, antes tarde do que nunca, passou a ter uma vida própria, podendo se desvencilhar do casal lésbico, e começando a ser alvo da disputa de várias mulheres, sendo Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica as 'principais' interessadas.

Embora haja química entre o ex de Clara e sua médica, é com Verônica que as cenas ficam bonitas e com uma boa dose de romantismo. Os personagens estão cada vez mais próximos e desde que Cadu foi morar com sua amiga, há um clima no ar. O par é tratado como se ambos fossem adolescentes tímidos e inexperientes,