Mostrando postagens com marcador Júlio Andrade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Júlio Andrade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de julho de 2025

Tudo sobre a coletiva online de "Raul Seixas Eu Sou", nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na segunda-feira passada, dia 23, a coletiva virtual de "Raul Seixas Eu Sou", nova série da plataforma de streaming, em parceria com a O2 Filmes. Participaram os diretores Paulo e Pedro Morelli e os atores Ravel Andrade, João Pedro Zappa, Caroline Abras, João Vitor Silva, Cyria Coentro, Gabriel Wiedemann, Camilla Molica, Amanda Grimaldi, Júlio Andrade e Chandelly Braz. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.

Paulo Morelli explicou a produção: "A série tem um recorte um pouco convencional. Os eventos da vida do Raul eram tão incríveis que rompemos o padrão de fazer recortes. A gente pega a vida inteira dele, dos dez anos de idade até sua morte em oito episódios, o que é equivalente a quatro longas. Deu pra contar muita coisa. O que me dá mais satisfação de ver com a série pronta é ver as cenas que muita gente nunca viu. Ver o Raul com o Paulo Coelho, a composição acontecendo em cena. A gente se divertiu muito. Não sabia que o Raul era tímido. Na vida privada era muito calmo, bem diferente do que era nos palcos. E na série temos cerca de 60 músicas do Raul. Ele compondo, tocando em momentos mais íntimos ou nos shows". 

Pedro Morelli, filho de Paulo, acrescentou: "É muito lindo dividir isso com o público. Fizemos essa série com muita paixão. Raul fala com muitas gerações, vide pai e filho terem feito essa série. O Raul Seixas tinha essa coisa de maluco beleza, defender a vida libertária e não era da boca para fora, ele viveu assim até que o corpo dele não aguentasse.

terça-feira, 23 de julho de 2024

Quinta e última temporada foi a melhor de "Sob Pressão"

 A quinta e última temporada de "Sob Pressão" chega ao fim na Globo nesta terça-feira (23/07), após ter estreado no Globoplay em 2022. O autor Lucas Paraizo e o diretor Andrucha Waddington foram responsáveis por uma das séries mais bem-sucedidas da história da Globo, o que não é algo simples. Foram cinco temporadas que arrebataram público e crítica e havia fôlego para mais. Mas a produção realmente acabou e se despediu com uma leva de episódios emocionantes. 


A história protagonizada por Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) teve quatro temporadas repletas de dramas bem construídos em meio a choques de realidade que trouxeram reflexão e questionamento sobre a saúde pública do Brasil. A quarta temporada, exibida ano passado, foi a única que teve altos e baixos, mas ainda assim merecedora de muitos elogios. Só que a quinta conseguiu superar a expectativa dos mais ansiosos pelo 'último ano' da série. Foi quase uma volta às origens, onde os conflitos pessoais de cada médico dominaram a narrativa, tendo como complemento as questões de vários pacientes que ajudaram a engrandecer a o conjunto. 

A trama focou nas feridas psicológicas dos médicos e foi uma avalanche de sofrimento ao longo dos episódios. Os momentos de leveza foram raros, mas não é uma crítica. A densidade dramática fez toda diferença para tornar a temporada inesquecível.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

"Betinho - no fio da navalha" mescla entretenimento com boa informação

 O Globoplay estreou a série "Betinho: No Fio da Navalha" no dia 1º de dezembro de 2023 propositalmente. Afinal, a data representa o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, doença que vitimou Herbert José de Souza no dia 9 de agosto de 1997. A saga do sociólogo e ativista dos direitos humanos é contada de forma delicada e com ótimas interpretações de um elenco bem escalado. 


Herbert de Souza era um homem que sempre tinha pressa. De agir, de ajudar, de transformar vidas, de viver. Um herói brasileiro conhecido por muitos, mas nem sempre reconhecido. A história pessoal do sociólogo e o legado social que contribuiu para o país são as vertentes da série protagonizada por Júlio Andrade e criada por José Júnior, com direção geral de Lipe Binder. O trabalho impressiona principalmente pelo processo de caracterização do ator, feito por Martín Macías Trujillo, que o fez ficar tão parecido com Betinho a ponto de ser visto como um filho real do ativista. 

Em oito episódios, a obra dramatúrgica biográfica retrata a luta de Herbert por grandes causas sociais, em especial o combate à AIDS e à fome, e resgata momentos importantes da vida do homenageado entre os anos 1960 e 1990, intercalando imagens de diferentes fases de Betinho.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Tudo sobre a coletiva de "Betinho: No Fio da Navalha", nova série do Globoplay

 A série Original Globoplay "Betinho: No Fio da Navalha" estreia nesta sexta-feira, dia 1º de dezembro, mergulhando na trajetória do sociólogo Herbert de Souza. Na noite desta terça, 28 de novembro, o protagonista Julio Andrade, Andreia Horta, Ravel Andrade, Leandra Leal, Humberto Carrão e grande elenco se reuniram com convidados no Kinoplex Leblon Globoplay, no Rio de Janeiro, para conferir a pré-estreia, com uma exibição especial da produção. A cada sexta, dois episódios inéditos chegam ao streaming da Globo. 


A emoção tomou conta do evento e Julio Andrade revelou como foi interpretar Betinho: "É a história de um brasileiro que tinha uma utopia de um Brasil mais justo, solidário. O Betinho é uma pessoa que tinha uma saúde frágil, mas que era um samurai, que lutou muito para um país mais justo. Viver o Betinho foi uma das maiores emoções da minha vida", contou. O artista também compartilhou como foi contracenar pela primeira vez com seu irmão, Ravel Andrade, e levar a experiência dessa parceria da vida real para a ficção: "Já tínhamos feito trabalho juntos, sempre como o mesmo personagem, onde ele interpretava a pessoa mais nova e eu mais velha. O legal é que o Chico Mário erra irmão caçula de Betinho e o Ravel também é meu irmão caçula. Foi muito emocionante". 

Julio Andrade ainda ressalta a importância da história do sociólogo ganhar uma série biográfica. "Betinho me trouxe o que há de mais puro e básico do ser humano. Me ensinou a enxergar esse outro Brasil que às vezes não olhamos.

domingo, 25 de dezembro de 2022

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2022

 O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 25, sob o comando de Luciano Huck, com direito a uma grata surpresa no final com o show maravilhoso de Milton Nascimento e Simone. Merecia até ter durado mais tempo. Como ocorre todo ano, inclusive na época de Faustão, foram muito premiados merecedores e algumas indicações controversas, além de esquecimentos injustos. Então vale analisar as justiças e as injustiças da edição de 2022. 


Na categoria Melhor Atriz de Novela foram três nomes de "Pantanal" escolhidos: Alanis Guillen, Dira Paes e Isabel Teixeira. Três nomes mais do que merecidos. Alanis foi a melhor escolha possível para Juma Marruá, enquanto Dira Paes emocionou e divertiu com sua Filó. No entanto, Isabel deveria estar como Melhor Atriz Coadjuvante. A atriz foi um dos maiores trunfos do remake de Benedito Ruy Barbosa e fez de Maria Bruaca um fenômeno. Ganhou e merecia o troféu com larga vantagem, mas como coadjuvante e não principal porque era um perfil secundário. Uma pena que várias intérpretes tenham sido esquecidas, como Alinne Moraes, que deu um show como Bárbara em "Um Lugar ao Sol", ou Valentina Herszage e Giovanna Antonelli, que brilharam como Flávia e Paula Terrare em "Quanto Mais Vida, Melhor!". Larissa Manoela também fez bonito como Isadora e Elisa em "Além da Ilusão". 

Na categoria Melhor Ator de Novela ao menos houve a lembrança da novela das seis de Alessandra Poggi. Antônio Calloni foi um dos indicados e seu desempenho como o esquizofrênico Matias foi extraordinário. Murilo Benício, que se destacou como Tenório, e Marcos Palmeira, que viveu seu melhor momento na televisão como Zé Leôncio, ambos em "Pantanal", também foram indicações justas.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Tudo sobre a coletiva da quinta e última temporada de "Sob Pressão", série exclusiva da Globoplay

A Globo promoveu nesta quarta-feira sua primeira coletiva presencial desde o início da pandemia do novo coronavírus. O local escolhido foi o cinema do shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro. A produção escolhida para tal feito foi sua série mais aclamada por público e crítica: "Sob Pressão". A série estreia sua quinta e (até segunda ordem) última temporada exclusivamente na Globoplay, no dia 2 de junho, com dois episódios semanais disponibilizados toda quinta-feira. 

Uma sessão de cinema exclusiva reuniu elenco, autor, diretor e convidados para assistir ao primeiro episódio da quinta temporada. O autor Lucas Paraizo, o diretor Andrucha Waddington e os atores Júlio Andrade (Evandro), Pablo Sanábio (Charles), David Júnior (Mauro), Josie Antello (Rosa), Bruno Garcia (Décio), Julia Shimura (Keiko), Kelner Macedo (Kleber) e João Vitor Silva (Leonardo) estiveram presentes, além de Thassia Carvalho, que faz uma participação especial no primeiro episódio. Drica Moraes não conseguiu comparecer e Marjorie Estiano participou apenas via online porque positivou para a covid-19 nesta semana. 

A quinta temporada vai mostrar que a equipe do Hospital Edith de Magalhães passa a manifestar as sequelas de uma rotina de trabalho exaustiva e as marcas do seu sofrimento, tantas vezes velado. O diretor de Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo, Erick Brêtas, abriu a sessão especial animado: "É um imenso orgulho apresentar essa série como um Original Globoplay. É uma das séries mais premiadas que temos.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Quem mereceu e quem não mereceu o troféu no primeiro "Melhores do Ano" comandado por Luciano Huck

 O "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 2 de janeiro, após um hiato de um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Porém, a volta da premiação das Globo também marca a primeira edição sem a apresentação de Faustão, após 24 edições, que saiu no meio do ano passado de uma forma nada amistosa da emissora. Luciano Huck, que assumiu o "Domingão", ficou com a função que era de Fausto. Novas categorias também foram criadas, mas o conjunto basicamente permaneceu o mesmo. 

Entre as novidades da premiação, está uma homenagem que Huck prestou a três brasileiros que fazem diferença em suas comunidades ajudando os outros através de iniciativas e projetos inclusivos. O momento é chamado de "Inspiração". Os agraciados foram Maria Odila, Dona Cida e Ricardo Ferreira. É aquele DNA de político que Huck insiste em ter, mesmo após a desistência de sua candidatura para a Presidência da República, ao menos até cogitar a hipótese novamente. Ainda assim, foram bonitas homenagens.

Mas voltando ao que realmente interessa, os vencedores das categorias, é preciso elogiar a criação do "Troféu Paulo Gustavo". O nome foi dado na categoria Humor, que já existia, mas agora presta uma justa homenagem a um dos maiores humoristas do país, que faleceu ano passado, vítima da covid-19 e consequentemente do atraso das vacinas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Apesar da temporada irregular, "Sob Pressão" fecha mais um ciclo com emoção e esperançosas cenas

 A quarta temporada de "Sob Pressão", co-produção da Globo com a Conspiração, chegou ao fim nesta quinta-feira (21/10) com apenas 11 episódios. Claro que ficou um gostinho de quero mais; afinal, a série, escrita por Lucas Paraizo e dirigida por Andrucha Waddington, manteve todas as qualidades já conhecidas desde seu lançamento, em 2017. A boa mescla de ficção com realidade mais uma vez se mostrou um dos maiores trunfos da produção, que optou pela não abordagem da covid-19, após os dois impactantes especiais produzidos ano passado. 

A estratégia de deixar a pandemia apenas como pano de fundo, através de personagens com máscaras ---- que retiravam em alguns momentos para a focalização da expressão dos atores em cena ---- se mostrou acertada. Havia um medo de deixar a série repetitiva e o risco era real. Sem a necessidade da abordagem da covid, o autor teve a possibilidade de explorar casos reais de grande repercussão em episódios de grande carga dramática, como o incêndio no fictício hospital Edith de Magalhães ---- nomeado para homenagear a enfermeira Edith de Magalhães Fraenkel, pioneira da saúde e enfermagem, que ajudou a combater a gripe espanhola no Brasil. 

Aliás, o episódio do incêndio foi o melhor da quarta temporada. O trabalho irretocável da direção ficou exposto em cada detalhe e a quantidade de cenas, incluindo planos-sequência de maior dificuldade, impressionou. Afinal, as gravações foram feitas em plena pandemia do novo coronavírus e na época em que as vacinas ainda não estavam com grande disponibilidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

"Sob Pressão" volta com a mesma qualidade e tocando em várias feridas da sociedade

 A terceira temporada de "Sob Pressão" foi ao ar em 2019 e seria o fim da série. Mas o sucesso era tanto que público e crítica se uniram em um clima de indignação pela decisão da Globo. Deu certo. A emissora garantiu a quarta temporada para 2021, bem antes de surgir a pandemia do novo coronavírus ---- parecia até uma premonição o hiato em  2020. Mas foi justamente a covid-19 que fez a série ter dois episódios especiais exibidos no ano passado. E novamente recebeu uma avalanche de elogios. Agora, com a pandemia ainda em curso, a quarta temporada estreia com 11 episódios já prontos. 

O primeiro episódio foi exibido nesta quinta-feira (12/08) e a decisão dos roteiristas foi seguir apresentando o enredo com várias temáticas importantes sobre a saúde pública e os dramas já conhecidos dos personagens. A pandemia não foi deixada de lado. A trama não está em um mundo pós-covid. Ela ainda existe, mas não é o foco central. Tanto que todos estão com máscaras quase o tempo inteiro. Todavia, algumas mudanças no conjunto ocorreram, como a efetivação no elenco fixo de David Júnior, que viveu o doutor Mauro no especial de 2020, a entrada de Bárbara Reis (na pele da enfermeira Lívia) e o ambiente do trabalho dos médicos e enfermeiros.  

Todos passam a trabalhar no grandioso Hospital Edith de Magalhães, cujo nome é uma homenagem à enfermeira Edith de Magalhães Fraenkel, pioneira da saúde e enfermagem, que ajudou a combater a gripe espanhola no Brasil.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Tudo sobre a coletiva online da quarta temporada de "Sob Pressão"

 A Globo promoveu nesta quarta-feira (04/08) a coletiva online da quarta temporada de "Sob Pressão". O roteirista Lucas Paraizo, o diretor Andrucha Waddington, o médico Márcio Maranhão e os atores Marjorie Estiano, Julio Andrade, David Jr., Drica Moraes, Julia Shimura, Bárbara Reis, Marcelo Batista, Josie Antello, Bruno Garcia e Pablo Sanábio, além das diretoras Mini Kerti e Rebeca Diniz, estiveram presentes e fui um dos convidados. Conto um pouco como foi o ótimo bate-papo sobre a melhor série já produzida pela emissora. 

Andrucha Waddington contou sobre a temática geral da nova temporada: "Evandro quase morreu de covid na temporada passada. Foi uma decisão conjunta focar na saúde como um todo agora. A covid está presente, mas não vamos falar da pandemia e sim mostrar que a saúde pública continua. E Sob Pressão sempre foi muito ligada a uma crônica cotidiana, né". "Temíamos ficar um pouco repetitivo falar mais de covid depois do especial ano passado. A gente tenta colocar temas relevantes em todas as temporadas. Na temporada falamos de HIV na terceira idade, de racismo, homofobia, enfim, mas não é a primeira vez que falamos desses temas. Já sobre HIV na terceira idade é realmente a primeira vez ----- Arlete Salles e Ary Fontoura interpretaram o casal. E estamos sempre tentando abordar essas questões. Essa fase fala muito de esperança. Pensamos nisso quando criamos a quarta temporada. A esperança pela vida e pela melhora da saúde pública no país", complementou o autor Lucas Paraizo. 

David Jr. falou sobre seu personagem, que passa a integrar o elenco fixo da série: "O Mauro, como neurocirurgião, redobra a atenção dele para cada paciente que consegue salvar. Eu sou novo no elenco, né. Pra mim foi um momento de tensão diário tendo que lidar com as demandas de testar diariamente e também manter o distanciamento.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

"Sob Pressão - Plantão Covid" foi um especial necessário, impactante e esperançoso

Infelizmente durou pouco. "Sob Pressão - Plantão Covid" teve apenas dois episódios e o segundo foi ao ar nesta terça-feira, dia 13. Mas valeu por uma temporada inteira. O próprio elenco declarou que todo o trabalho de produção foi muito desgastante (em virtude dos inúmeros protocolos de saúde), mas recompensador. E a dedicação de toda a equipe ficou visível, tanto pelo capricho da produção (nem deu para perceber que tudo foi gravado diante das limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus) quanto pela entrega do elenco. 


O primeiro episódio foi voltado para o drama do início da pandemia, quando Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) começaram a trabalhar em um hospital de campanha com todos os seus colegas, convocados por Décio (Bruno Garcia). Houve uma emocionante mensagem de esperança com a recuperação de pacientes, como Seu Augusto e Daiane (Marcos Caruso e Heslaine Vieira em luxuosas participações), mas também teve espaço para a dor da protagonista assim que seu marido contraiu a covid-19 e precisou ser entubado por ela. 

Já o segundo episódio expôs a diversidade de perspectivas em relação à doença, retratada através das histórias da equipe de profissionais de saúde e dos pacientes do hospital de campanha da série ---- um local onde o caos estava instaurado: muitos doentes, poucos médicos e escassez de material.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

"Sob Pressão - Plantão Covid" tem estreia arrebatadora e emocionante

A melhor série brasileira chegaria ao fim na terceira temporada. A Globo, sem nunca ter dado uma explicação convincente, encerraria "Sob Pressão" em 2019, em pleno auge da terceira temporada. Mas o sucesso foi tamanho e os pedidos do público tão incessantes que a emissora decidiu produzir mais duas temporadas. O irônico é que a produção parece ter previsto a pandemia do coronavírus. Afinal, a quarta temporada foi programada para 2021. Não haveria seriado em 2020. E caso houvesse, inevitavelmente, as gravações seriam canceladas. Mas, ainda assim, conseguiram produzir um especial para a abordagem do contágio do vírus: "Sob Pressão - Plantão Covid".


Com dois episódios especiais, a série retorna com o intuito de homenagear os profissionais da saúde que trabalham no combate ao coronavírus. Reconhecida por retratar com perfeição as questões da saúde pública do país, "Sob Pressão" tinha mesmo que voltar em meio ao turbulento período da pandemia para expor a dura rotina dos médicos e enfermeiros. A produção sempre mesclou ficção e realidade com maestria e agora não é diferente. As gravações ainda ficaram mais "facilitadas" uma vez que os perfis fictícios precisam mesmo usar roupas fechadas, máscaras e todos os elementos de segurança obrigatórios. Assim, personagens e atores ficam seguros.

Após um período em missão humanitária no interior do Brasil ---- foi assim que a terceira temporada se encerrou ----, Carolina (Marjorie Estiano) e Evandro (Júlio Andrade) são convocados para voltar ao Rio de Janeiro. É urgente. A dupla de médicos é chamada às pressas pelo doutor Décio (Bruno Garcia) para trabalhar em um hospital de campanha montado para atender aos pacientes infectados pela Covid-19.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Tudo sobre a coletiva online de "Sob Pressão - Plantão Covid"

 A Globo promoveu uma coletiva online, nesta terça-feira (29/09), sobre os dois episódios especiais de "Sob Pressão", gravados em plena pandemia do novo coronavírus e com o objetivo de homenagear os profissionais da saúde ---- que seguem se arriscando na linha de frente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. A série é uma coprodução com a Conspiração Filmes e conta com a supervisão do médico Márcio Maranhão, direção de Andrucha Waddington e redação final de Lucas Paraizo. Os três participaram da coletiva, além de todos os atores do elenco, incluindo as novas aquisições do time. 

O bate-papo teve um luxuoso mediador: Márcio Gomes, um dos melhores jornalistas da Globo e que apresentou um programa sobre a pandemia, o "Combate ao Coronavírus", onde recebia diariamente dois médicos para debater as medidas protetivas e o perigo que essa doença representa. Márcio, Andrucha e Lucas responderam primeiramente aos vários bons questionamentos do jornalista e cerca de 40 minutos depois os convidados puderam perguntar para os atores sobre o desafio das gravações em plena pandemia. 

Júlio Andrade (Evandro), Marjorie Estiano (Carolina), Drica Moraes (Vera), Pablo Sanábio (Charles), Bruno Garcia (Décio), Josie Antello (Rosa) e Julia Shimura (Keiko) não esconderam o amor por esse trabalho, enquanto David Júnior e Roberta Rodrigues agradeceram a honra pela escalação para o especial.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

"Sob Pressão" é a melhor série que a Globo já produziu

Após 14 episódios irretocáveis, "Sob Pressão" chegou ao fim nesta quinta-feira (25/07). A melhor produção da Globo em anos fechou o ciclo da terceira temporada com muitas brechas para uma quarta, que já foi anunciada pela Globo para 2021 (infelizmente um ano de hiato). Esse terceiro ano conseguiu ser ainda melhor que os dois anteriores e comprovou que há fôlego de sobra para muito mais histórias. Afinal, infelizmente, o caos da saúde pública no Brasil rende conflitos infinitos. E o enredo conseguiu expor todas as mazelas nacionais com impressionante realismo em uma hábil mescla com dramaturgia de qualidade.


A trama do terceiro ano teve como espinha dorsal a relação de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano). Os protagonistas enfrentaram a rotina da vida de casados, as divergências sobre ter ou não um filho, e a dolorosa perda do bebê em virtude de um grave acidente sofrido pela médica, durante uma invasão de milicianos ao hospital São Tomé Apóstolo. Aliás, a reconstrução da rotina dos personagens também foi um ponto muito bem abordado. Todos precisaram recomeçar depois do fechamento do precário hospital Macedão por conta da corrupção exposta na segunda temporada. E encontraram uma nova oportunidade no hospital católico comandado pela Irmã Graça (Joana Fomm).

Alguns personagens saíram e outros entraram. Os talentosos Orã Figueiredo (Dr. Amir) e Heloísa Jorge (Enfª Jaqueline) deixaram a produção e foram substituídos pelos igualmente competentes Marcelo Batista (Dr. Gustavo) e Jana Guinond (Enfª Simone). Já a entrada de Drica Moraes como a infectologista Vera foi um dos maiores êxitos da terceira temporada.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Marjorie Estiano e Júlio Andrade emocionam em "Sob Pressão"

Difícil iniciar um texto a respeito de "Sob Pressão", melhor produção atual da Globo, sem repetir os já amplamente conhecidos elogios aos vários fatores que fazem da série um sucesso: direção maravilhosa de Andrucha Waddington, entrega do elenco, grandes personagens, roteiro irretocável de Lucas Paraizo e equipe, fotografia, enfim. Mas o post, agora, é para enaltecer uma dupla que sempre deu show na trama e emocionou no episódio exibido nesta quinta-feira (04/06): Marjorie Estiano e Júlio Andrade.


O episódio duplo exibido na quarta-feira passada, sendo o décimo em plano-sequência, tirou o fôlego e apresentou uma adrenalina impressionante. O choque do caos da saúde pública com a catástrofe da segurança pública foi exposto com maestria. De aplaudir de pé. Não por acaso registrou o recorde de audiência da terceira temporada: 24 pontos. E a trama se encerrou com o angustiante gancho de Carolina desesperada com o silêncio do aparelho de ultrassom na hora que verificou o estado de seu filho, depois que levou uma forte pancada na barriga durante o tiroteio no hospital.

Infelizmente, o décimo primeiro episódio mostrou que a médica mais querida da ficção perdeu o bebê que esperava de Evandro. Mas a trágica consequência da tensão no São Tomé Apóstolo resultou em uma sucessão de cenas tensas e emocionantes.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

"Sob Pressão" consegue se superar com plano-sequência de tirar o fôlego

A melhor série da Globo está em sua última temporada, o que vem despertando uma justificável indignação no público. Afinal, "Sob Pressão" tem fôlego de sobra para muitos anos e não falta temática importante para ser abordada na história tão bem dirigida por Andrucha Waddington e escrita por Lucas Paraizo e equipe. Exibida às quintas-feiras em seu terceiro ano, a produção foi transmitida excepcionalmente pela Globo nesta quarta-feira (26/06) em um episódio duplo.


E impressiona como o seriado consegue se superar a todo instante. Quando o telespectador acha que não tem como melhorar, o roteiro apresenta uma nova virada de tirar o fôlego. O décimo episódio da terceira temporada já pode ser considerado um dos melhores de toda a série. A convergência do caos da saúde pública com a falta de segurança do Rio de Janeiro (que é um reflexo do Brasil como um todo) resultou em uma catástrofe no hospital São Tomé Apóstolo e o realismo das cenas impactou do início ao fim.

A falência do poder público foi exposto através das mazelas que mais atormentam a vida da população. Os dois fatores, ironicamente, ainda expõem um trauma em comum do brasileiro: o medo de morrer (ou doente negligenciado em um hospital público ou com um tiro dado por bandido, miliciano ou policial).

quinta-feira, 2 de maio de 2019

"Sob Pressão" estreia terceira temporada com as qualidades de sempre

A melhor série produzida pela Globo em anos estreou sua terceira temporada nesta quinta-feira, dia 2, após uma leva de elogios de público e crítica em 2017 e 2018. A trama baseada no filme homônimo, exibido em 2016 e criado em cima do livro "Sob Pressão - A rotina de guerra de um médico brasileiro" (escrito por Márcio Maranhão), se mostrou um acerto em todos os aspectos e o terceiro ano da produção era bastante aguardado.


Não por acaso, o anúncio do encerramento da série em 2019 provocou indignação na imprensa especializada e nos telespectadores. Afinal, o caos na saúde pública brasileira rende infinitos conflitos e os próprios envolvidos no projeto ---- como o autor Lucas Paraizo e o diretor Andrucha Waddington ---- confirmam isso. O mistério envolvendo a estranha decisão da Globo vai continuar por um bom tempo, mas, deixando esse fato um pouco de lado, a estreia da nova temporada manteve todas as qualidades que fizeram da produção um imenso sucesso.

A rotina caótica de Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) não acabou, apenas mudou de endereço. O casal agora passa por uma nova experiência. Com o fechamento do hospital público Luiz Carlos Macedo (o Macedão), na zona norte do Rio de Janeiro, e diante da prática de anos no atendimento a casos de emergência, os médicos são contratados para trabalhar no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Tudo sobre a coletiva da terceira e última temporada de "Sob Pressão"

A Globo promoveu nesta quarta-feira, 17/04, a coletiva da terceira temporada de "Sob Pressão", série que faz um imenso sucesso e vem ganhando cada vez mais reconhecimento internacional. O evento foi nos Estúdios Globo e a imprensa foi recebida por parte do elenco, equipe e direção. O diretor artístico Andrucha Waddington e o autor Lucas Paraizo abriram o encontro, chamando a exibição de um vídeo com entrevistas do elenco e cenas exclusivas da nova leva de episódios, gravada no segundo semestre do ano passado. Fui um dos convidados e conto aqui tudo sobre coletiva.


O primeiro capítulo da terceira temporada foi exibido e a qualidade da trama segue a mesma. Prendeu a atenção do primeiro ao último minuto. Impressionante como a questão da saúde pública precária do país rende infinitos conflitos. Por isso mesmo todos os jornalistas e blogueiros presentes lamentaram o fim da série. Há fôlego para muitos anos e o próprio Andrucha admitiu isso. Mas, infelizmente, é mesmo o último ano da história baseada no filme homônimo, por sua vez criado a partir do livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de guerra de um médico brasileiro"), também presente no evento.

Como sempre, a série aborda temas relevantes e atuais do Brasil, conseguindo ligar todas as questões aos problemas da saúde pública. A estreia já explora a greve dos caminhoneiros de forma inteligente e ainda expõe rapidamente a influência tóxica dos traficantes na vida das crianças das favelas. "As questões do país são tratadas na série desde a primeira temporada. Falando de saúde pública, falamos do país como um todo, do micro ao macro", pontuou Andrucha.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Melhor série de 2017, "Sob Pressão" manteve o posto com louvor em 2018

Maior surpresa da Globo ano passado, "Sob Pressão" arrebatou telespectadores e crítica com a rotina dos médicos Evandro (Júlio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano) em um hospital público. A série foi uma adaptação muito bem-sucedida da emissora, que pela primeira vez não dividiu o filme homônimo --- baseado no livro de Márcio Maranhão ("Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro") --- em quatro ou cinco partes, como costuma fazer quando transforma um longa em seriado.


Optaram pelo desenvolvimento do enredo, expondo com muito mais detalhes os inúmeros problemas da saúde pública do Brasil e conseguindo explorar os dramas dos protagonistas, que foram exibidos superficialmente no filme. O sucesso foi tanto que a segunda temporada logo recebeu sinal verde para ser produzida e o resultado pôde ser acompanhado ao longo das últimas 11 semanas. A trama, de Jorge Furtado, dirigida por Andrucha Waddington e com redação final de Lucas Paraizo, ficou ainda melhor e mais impactante, repleta de tensão, emoção e sensibilidade.

Foram 11 episódios irretocáveis. Houve uma preocupação em seguir desenvolvendo a relação dos protagonistas ---- que se casaram em uma cerimônia que não durou nem dois minutos porque logo foram chamados para um atendimento ----, emocionar com novos casos médicos importantes e expor um novo drama do sistema precário de saúde: a corrupção. Fernanda Torres e Humberto Carrão entraram para o elenco e seus personagens foram o retrato da podridão do país.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Segunda temporada de "Sob Pressão" promete ser tão boa quanto a primeira

A primeira temporada de "Sob Pressão", exibida no ano passado, causou a melhor das impressões. A possível desconfiança a respeito de uma série baseada no filme homônimo, por sua vez produzido em cima do livro "Sob Pressão - A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro", escrito por Márcio Maranhão, foi logo dissipada quando a trama foi ao ar. E não demorou para a produção televisiva superar o longa. Tanto que foi o melhor seriado da Globo em 2018. A estreia da segunda temporada, exibida nesta terça-feira (09/10), mostrou que a potência do enredo segue igual.


Logo no começo do primeiro episódio, o telespectador foi surpreendido com uma perseguição de tirar o fôlego entre bandidos de facções rivais em uma favela. Quando um dos marginais acabou baleado, a trama de fato se iniciou. O Hospital Luis Carlos Macedo segue em estado deplorável e Samuel (Stepan Nercessian) se viu obrigado a aceitar o oportunismo de um deputado para receber a doação de uma ambulância nova. O objetivo, claro, é ajudar a eleição do prefeito e a temática não poderia ter vindo em momento mais oportuno. Evandro (Júlio Andrade) não escondeu o incômodo, assim como Carolina (Marjorie Estiano).

É impressionante ver o talento de Lucas Paraizo, redator final, e Andrucha Waddington, diretor, na amarração das tramas da série de Jorge Furtado que vão surgindo ao longo de cada episódio, sem deixar que nenhuma fique rasa. São sempre três ou quatro conflitos inseridos e todos envolventes.