A novela arrebatou o telespectador com uma história ágil e cheia de reviravoltas, cujo maior trunfo foi a volta por cima dos perfis íntegros, humilhando os vilões em várias viradas ao longo de 173 capítulos. O início, todavia, não foi tranquilo. A primeira fase se mostrou longa demais, cansando pela repetição de conflitos. O sofrimento da mocinha, internada em um manicômio pela sogra (Sophia - Marieta Severo) e cunhada (Livia - Grazi Massafera), e espancada pelo marido violento (Gael - Sérgio Guizé), poderia ser exposto em apenas duas semanas. Entretanto, durou mais de um mês. E a audiência ficou em torno de 33 pontos, um bom índice, mas nada de arrebatador. O famigerado grupo de discussão também considerou o enredo pesado demais, necessitando de mais humor. A solução foi uma sucessão de cortes, resultando no adiantamento da mudança de fase e na consequente fuga de Clara do hospício.
O resultado foi imediato. A novela passou de 33 para 36 pontos e foi aumentando ainda mais esses índices a cada novo acontecimento. Passou a marcar acima de 40 quase todo dia. O sucesso já era uma certeza, então, o autor se preocupou apenas em desenvolver seu enredo. Acertou em vários pontos, mas também errou em outros. Como costuma acontecer em várias obras, diga-se. A saga da vingança da mocinha foi o maior êxito do folhetim, prendendo o telespectador do início ao fim.