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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Sucesso da sexta reprise de "A Viagem" expõe o desejo do público por novelas espíritas

 A reprise do fenômeno de Ivani Ribeiro, exibido originalmente entre 11 de abril e 21 de outubro dfe 1994, está em sua última semana na Globo. "A Viagem" mais uma vez repetiu o imenso sucesso e por muitas vezes foi o assunto mais comentado nas redes sociais, além de ter sido a responsável pela elevação da audiência da Globo, que teve sua grade noturna bastante beneficiada com os bons números.  E os motivos para o êxito da aclamada história são muitos, sendo um deles a temática do espiritismo. 


A verdade é que o público nunca se cansou de novelas espíritas. Elas sempre foram muito bem-vindas, independente da crença de cada telespectador. Até porque todas as tramas nunca foram 'doutrináveis' e sempre abordaram a questão com sensibilidade. Folhetins do tipo sempre fizeram um enorme sucesso na teledramaturgia e a mais memorável é justamente "A Viagem". A autora criou uma história envolvente e que 'dá um quentinho no coração' do telespectador através da esperança da vida continuar em outro plano. Vale até lembrar que a obra é um remake da produção homônima que a escritora desenvolveu na TV Tupi em 1975. A figura de Alexandre (Guilherme Fontes) virou uma das mais temidas pelo público, que torceu para que Diná (Christiane Torloni) morresse logo para o aguardado reencontro com Otávio (Antônio Fagundes) no céu.

A última trama espírita da Globo foi "Espelho da Vida", exibida em 2019. A história não fez sucesso, mas teve um aumento significativo da audiência na reta final diante da expectativa para a revelação da identidade do assassino de Júlia Castelo (Vitória Strada) e o reencontro da mocinha com Daniel (Rafael Cardoso), a reencarnação do injustiçado Danilo Breton. Um enredo que misturou espiritismo com realismo fantástico através da viagem no tempo da mocinha, que voltava ao passado através de um espelho, na antiga mansão da protagonista.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: os destaques do ano

 Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2024, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre o que mais marcou ao longo destes doze meses e foram (são) vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.



"Garota do Momento": 

A melhor novela no ar. Após uma sucessão de novelas ruins em 2024, a Globo finalmente acertou com a deliciosa trama das seis. Após o sucesso de "Além da Ilusão" em 2022, que marcou sua estreia como autora solo, Alessandra Poggi volta ao horário com uma história muito mais redonda e bem trabalhada, onde todos os personagens são carismáticos e bem construídos, além do elenco transbordar talento. A trilha sonora é outro primor, assim como a direção de Natalia Grimberg, que vem servindo um complemento harmônico ao roteiro da autora. Até mesmo os casais vêm encantando o público, como é o caso dos mocinhos interpretados por Duda Santos e Pedro Novaes. A produção estreou em novembro e até agora não teve um capítulo ruim. A história, ambientada em 1958, está tão boa que nem há o que criticar até o momento. 



"Volta por Cima":

Outro acerto do segundo semestre da Globo, após a equivocada produção anterior. Claudia Souto vem apresentando um folhetim correto e agradável de se acompanhar. A história não é repleta de acontecimentos, mas cumpre o papel de entreter e tem personagens até então bem desenvolvidos. O elenco também merece elogios e quase todos se destacam em cena. A ideia de ter uma empresa de ônibus e o universo do jogo do bicho, com direito a referências ao documentário "Vale o Escrito" como pano de fundo é criativa e tem funcionado. Só é preciso colocar os vilões agindo mais para provocar futuros desdobramentos na trama, o que começou a acontecer recentemente . A direção de André Câmara também merece reconhecimento, sendo necessário lembrar a excelente sequência envolvendo o acidente de ônibus no primeiro capítulo. E dá gosto de ver um casal de mocinhos pretos tão bem interpretados por Jéssica Ellen e Fabrício Boliveira. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

"Alma Gêmea" foi a melhor novela da Globo em 2024

 A Globo acertou em cheio com a reprise de "Alma Gêmea", que acaba nesta semana. Escrita por Walcyr Carrasco, a história foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 53 pontos, com picos de 56, no último capítulo, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Sucesso da reprise de "Alma Gêmea" prova que o público sente falta de novelas espíritas

 A reprise do fenômeno de Walcyr Carrasco, exibido entre 2005 e 2006, está perto de seu fim. "Alma Gêmea" mais uma vez repetiu o imenso sucesso e por muitas vezes foi o assunto mais comentado nas redes sociais, além de ter sido a responsável pela elevação da audiência da Globo, que teve sua grade noturna bastante beneficiada com os bons números. Aliás, em alguns dias a reexibição teve picos maiores no Ibope que os de "Mania de Você", novela das nove que vem fracassando. E os motivos para o êxito da aclamada história são muitos, sendo um deles a temática do espiritismo. 


O autor conseguiu uma mescla perfeita de dramalhão clássico com humor pastelão, tendo como pano de fundo o universo espírita e uma premissa de reencarnação envolvendo a mocinha da trama. O trágico assassinato de Luna (Liliana Castro) durante um assalto marca o primeiro capítulo de "Alma Gêmea" e o desespero de Rafael (Du Moscovis) faz a alma da protagonista voltar quase que imediatamente depois do início de sua passagem em uma sequência impactante, com direito a efeitos especiais avançados para a época. A partir de então, nasce Serena (Priscila Fantin) e o envolvente enredo é iniciado de fato. 

Recentemente, foi ao ar a cena antológica em que Débora (Ana Lucia Torre em seu melhor papel na carreira) bebe o extrato de dedaleira que colocou na bebida planejada para Rafael beber, sendo vítima não só do próprio veneno, quanto da própria obsessão com arrumação, uma vez que fez da vida do mordomo Eurico (Ernesto Piccolo) um inferno.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre formaram uma dupla irretocável em "Alma Gêmea"

 A reprise de "Alma Gêmea" no "Vale a Pena Ver de Novo" está em plena reta final. A novela das seis exibida em 2005 foi um dos maiores fenômenos de Walcyr Carrasco. Muitas vezes tinha mais audiência que a trama das nove na época. Por ironia do destino, o mesmo tem acontecido com a atual reprise, que se tornou o maior sucesso da Globo e já chegou a picos de audiência maiores que os de "Mania de Você". O canal acertou em cheio ao reprisá-la e um dos maiores trunfos da história é a dupla formada por Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre. 


Não é exagero afirmar que Débora e Cristina foram as vilãs mais perversas da história do horário das 18h. As maldades cometidas por mãe e filha eram dignas de horário nobre. Aliás, algumas vilanias não seriam exibidas nem às 21h atualmente em meio a tantas restrições (algumas infundadas). A vilã brilhantemente interpretada por Flávia foi a responsável indireta pelo assassinato de Luna, já que mandou seu comparsa Guto (Alexandre Barillari) roubar as joias da prima e o crime resultou em um tiro fatal na mocinha. 

Cristina era movida pela passionalidade. Não pensava nas consequências dos seus atos na hora de agir. Sempre o impulso falava mais alto e a morte de Luna foi a maior prova. Já sua mãe representava a frieza. Calculista e ambiciosa, Débora usava a filha para realizar seus planos.

sábado, 8 de julho de 2023

Atriz de talento, Neusa Maria Faro nunca teve o reconhecimento que merecia

 O mundo das artes perdeu o dramaturgo, ator e diretor José Celso no dia 6 de julho, um dos maiores ícones do teatro nacional, vítima de um incêndio em seu apartamento. O meio artístico perdeu um dia depois outra profissional que engrandecia qualquer cena que contava com sua presença: Neusa Maria Faro. A veterana faleceu no dia 7 de julho, aos 78 anos, em virtude de complicações de um trombose. 


Neusa resolveu ser atriz aos 19 anos. Inicialmente, dedicou-se apenas ao teatro, mas apareceu pela primeira vez em uma película ("Quase Tudo") em 1989. Somente em 1996 fez sua estreia na televisão, na novela "Irmã Catarina", exibida pela CNT. Foi para a Rede Record em 1997 e integrou o elenco de "Direito de Vencer". Ainda no mesmo ano, foi para o SBT e interpretou Valentina, do sucesso "Chiquititas". Até hoje o público que era criança na época e hoje já está com mais de trinta anos se lembra de sua participação. Ainda na emissora de Silvio Santos, viveu a Leda, de "Fascinação", em 1998. 

A primeira aparição da atriz na Rede Globo foi vivendo uma presidiária nada amigável em "Torre de Babel", novela de Silvio de Abreu. Em 2001, voltou para o SBT, onde participou de três novelas: "Amor e Ódio", "Pequena Travessa" e "Seus Olhos".

sábado, 31 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os destaques do ano

 Após cinco retrospectivas relembrando os artistas que deixaram saudades, os piores do ano, os melhores casais, as cenas mais marcantes e as melhores atrizes e atores de 2022, chegou a hora de listar os destaques do ano que passou. A última retrô do blog é sobre as produções que mais marcaram ao longo destes doze meses e foram vários trabalhos admiráveis que merecem menção. Vamos a eles.



"Pantanal":

O remake do fenômeno de Benedito Ruy Barbosa, exibido pela Rede Manchete em 1990, foi o grande acerto dramatúrgico da Globo em 2022. A emissora também se esforçou para dar certo. O clima de superprodução era evidente nas inúmeras chamadas e do intenso processo de divulgação feito com bastante antecedência. Adaptada pelo neto do autor, Bruno Luperi, a trama novamente caiu nas graças do público e fez sucesso nas redes sociais, além de ter caído na boca do povo através de algumas expressões dos personagens que viraram meme, como 'ara', 'querimbora', 'reiva', 'câmbio' e 'fivela de respeito'. Vários atores brilharam e viveram grandiosos momentos na história, como Alanis Guillen na pele de Juma Marruá, Juliana Paes em uma luxuosa participação, Isabel Teixeira como Maria Bruaca, Murilo Benício como Tenório, Osmar Prado como Velho do Rio, Marcos Palmeira como Zé Leôncio, entre tantos mais. Os equívocos da novela foram os mesmos que aconteceram em 1990 porque Luperi se mostrou incapaz de mudar conflitos e mexer em algumas situações que não funcionaram há 32 anos. Era para ter sido um remake perfeito porque havia a possibilidade de consertar os erros do passado, mas a chance foi jogada no lixo. Pena.



"Além da Ilusão": 

A novela das seis de Alessandra Poggi fez sucesso e reergueu a faixa das 18h da Globo. Muitas foram as razões para o êxito e uma delas foi o mergulho no melodrama rasgado em um enredo de época muito bem exposto por uma equipe competente de caracterização e figurino. A trama também era bem movimentada e com boas viradas, ao mesmo tempo que os núcleos secundários se destacaram pelo bom elenco escalado e ótimos casais. A autora só errou no desenvolvimento do conflito central envolvendo Davi (Raffae Vitti) e Isadora (Larissa Manoela). Os atores brilharam e tinham química, mas tudo o que cercava o par era problemático ao extremo e a romantização incomodou do início ao fim. Não deu para engolir a paixão arrebatadora que o mocinho sentiu, dez anos depois, pela irmã da sua falecida amada sem achar que era uma obsessão pela imagem da morta. E nenhum personagem se incomodar com o fato do rapaz estar com a irmã da antiga paixão que ocasionou uma desgraça na família (o pai assassinou a filha mais velha por engano, já que tentou matar o futuro genro) foi um completo absurdo. Mas os vilões eram excelentes, a trilha sonora deliciosa e vários romances caíram nas graças do público, como Violeta (Malu Galli) e Eugênio (Marcelo Novaes), Leônidas (Eriberto Leão) e Heloísa (Paloma Duarte); e Olívia (Debora Ozório) e Tenório (Jayme Matarazzo). 


sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Reprise de "Alma Gêmea" no Viva repete o êxito de um dos maiores fenômenos de Walcyr Carrasco

 O Canal Viva acertou em cheio com a reprise de "Alma Gêmea", que está em plena reta final. Escrita por Walcyr Carrasco, a história foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 53 pontos, com picos de 56, no último capítulo, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Brilhantes em "Alma Gêmea", Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre formaram a melhor dupla de vilãs do horário das seis

 A reprise de "Alma Gêmea" no Viva está em plena reta final. A novela das seis exibida em 2005 foi um dos maiores fenômenos de Walcyr Carrasco. Muitas vezes tinha mais audiência que a trama das nove na época. O canal acertou em cheio ao reprisá-la e um dos maiores trunfos da história é a dupla formada por Flávia Alessandra e Ana Lucia Torre. 


Não é exagero afirmar que Débora e Cristina foram as vilãs mais perversas da história do horário das 18h. As maldades cometidas por mãe e filha eram dignas de horário nobre. Aliás, algumas vilanias não seriam exibidas nem às 21h atualmente em meio a tantas restrições (algumas infundadas). A vilã brilhantemente interpretada por Flávia foi a responsável indireta pelo assassinato de Luna, já que mandou seu comparsa Guto (Alexandre Barillari) roubar as joias da prima e o crime resultou em um tiro fatal na mocinha. 

Cristina era movida pela passionalidade. Não pensava nas consequências dos seus atos na hora de agir. Sempre o impulso falava mais alto e a morte de Luna foi a maior prova. Já sua mãe representava a frieza. Calculista e ambiciosa, Débora usava a filha para realizar seus planos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Ótima em "Além da Ilusão", Mariah da Penha merece personagens mais diversificados

 A atual novela das seis está a poucos capítulos do seu fim e um dos acertos foi a presença de Mariah da Penha. A atriz virou um dos destaques de "Além da Ilusão", mesmo na pele de uma personagem de pouco destaque. Manuela virou um dos melhores elementos cômicos da trama de Alessandra Poggi, dirigida por Luiz Henrique Rios. 


A empregada fofoqueira é dona das melhores tiradas da novela e diverte em todas as suas aparições, por mais curtas que sejam. Manuela é a única personagem que tem um bordão: "Comigo não tem lorota". O carisma da atriz ajuda bastante e os muitos anos que tem de teatro e televisão deram uma bagagem necessária para aproveitar o pouco tempo que tem de tela. Isso porque já foram muitas participações em novelas e séries da Globo, mas sempre com perfis terciários. E, infelizmente, quase todos sendo papeis de empregadas domésticas ou funcionária de algum lugar. 

Em "Além da Ilusão" não foi diferente, uma pena. A repetição de tipos é tão grande que a atriz pode ser vista na reprise de "A Favorita", exibida em 2008, no "Vale a Pena Ver de Novo" como faxineira de Zé Bob (Carmo Dalla Vechia). A intérprete também pode ser prestigiada no Canal Viva com a reexibição de "Alma Gêmea".

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Amado pelo público e odiado pela crítica, Walcyr Carrasco é um sucesso

Ele é praticamente uma fábrica de fazer novelas e um conquistador de sucessos. Mas nunca foi uma unanimidade. É amado e odiado na mesma proporção. É o escritor de maior produtividade da Globo e ainda consegue dividir sua rotina com textos para peças teatrais e lançamentos de livros. Fracassou apenas duas vezes em sua carreira televisiva, algo incomum quando comparado com a trajetória de seus colegas. A crítica nunca viu seus trabalhos com bons olhos. A antipatia é evidente e chegou até a ser confirmada pelo jornalista Flávio Ricco, recentemente em um podcast do Uol. Seu nome? Walcyr Carrasco, claro. O autor, incontestavelmente, é o mais versátil da emissora.


Walcyr já escreveu para todas as faixas da líder e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo. A emissora sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que costuma ocorrer com seus colegas, que têm um período de férias um pouco mais longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor é praticamente uma novela a cada dois anos (vale citar que de 2011 a 2013 foram três em três anos), um intervalo bem curto de uma produção para a outra, ainda mais em se tratando de teledramaturgia que fica no mínimo quatro meses no ar.

"A Dona do Pedaço" é o oitavo sucesso seguido do autor. Uma marca de respeito. A história da boleira Maria da Paz (Juliana Paes) caiu no gosto popular e reergueu o horário nobre, após o fiasco de "O Sétimo Guardião". Elevou a média geral em sete pontos. A produção, dirigida por Amora Mautner, vem alcançando elevados índices de audiência e está na boca do povo.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Velho Chico" e o mundo das artes cênicas perdem muito com a morte de Umberto Magnani

Nesta quarta-feira (27/04), faleceu Umberto Magnani. O ator ---- que completou 75 anos justamente no dia que sofreu um AVE (Acidente Vascular Encefálico) hemorrágico (25 de abril) enquanto esperava as gravações de "Velho Chico" ---- é mais um grande nome que se vai, deixando o mundo das artes cênicas mais triste. Ele estava brilhando como o padre Romão na atual trama das nove e esteve presente nas duas fases do folhetim de Benedito Ruy Barbosa, escrito por Bruno Luperi e dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Foi um dos poucos do elenco, inclusive, que continuou após a passagem de tempo ---- além dele somente Selma Egrei e Gésio Amadeu, coincidentemente seu grande amigo pessoal e que o acudiu na hora do mal súbito, permaneceram.


O intérprete (que ficou dois dias em coma) era um dos grandes destaques de "Velho Chico" e seu personagem transbordava emoção. Sempre tentando apaziguar os ânimos daquelas pessoas que protagonizavam vários embates, motivados pela rivalidade familiar e disputa por terras, o padre --- um costume nas obras de Benedito --- era uma espécie de 'coringa', pois estava presente em todos os núcleos. Ele fez ótimas cenas ao lado de Selma Egrei, Cyria Coentro, Rodrigo Santoro, entre tantos outros. Recentemente, emocionou ao lado de Domingos Montagner em uma sequência na igreja, onde Santo é acalmado pelo padre. Agora, após essa inesperada e triste morte, Carlos Vereza foi chamado para substituí-lo à altura.

"Velho Chico" perdeu um grande ator, mas não só a novela. O universo das artes cênicas ficou mais vazio sem uma figura dedicada ao ofício, que sempre esteve trabalhando, tanto no teatro, quanto no cinema ou na televisão. Também ficou marcado como produtor de espetáculos consagrados e sua última peça, onde atuou ao lado de Suely Franco, foi "Elza & Fred" em 2015.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Responsável por vários sucessos em todas as faixas, Walcyr Carrasco é o autor mais versátil da Globo

Ele é praticamente uma fábrica de fazer novelas e um conquistador de sucessos. Walcyr Carrasco foi o responsável pelo maior êxito da Globo em 2015, uma vez que "Verdades Secretas", recém-terminada --- primeira trama inédita da faixa das 23h e com média geral de 20 pontos ---, foi o produto de maior audiência e repercussão da emissora no ano. E essa primorosa novela apenas evidenciou o que já estava claro há alguns anos: o autor é o mais versátil da emissora.


Walcyr já escreveu para todas as faixas da líder e conseguiu emplacar sucessos em todos os horários. Tanto que é um dos escritores mais requisitados da Globo, que sempre encomenda várias novelas a ele, ao contrário do que costuma ocorrer com seus colegas, que têm um período de férias um pouco mais longo quando terminam seus folhetins. No caso do escritor, é praticamente uma novela a cada dois anos (vale citar que de 2011 a 2013 foram três em três anos), um intervalo bem curto de uma produção para a outra, ainda mais em se tratando de teledramaturgia que fica no mínimo quatro meses no ar.

"Verdades Secretas" é o quinto sucesso seguido do autor, o que explica o interesse da Globo em sempre selecioná-lo para a criação de novas obras. O folhetim que abordou com maestria o submundo da moda, a prostituição, o alcoolismo, a bissexualidade, as drogas, o assédio moral e sexual, os jogos de interesse e o suspense em torno de um triângulo amoroso macabro, foi um dos melhores trabalhos do Walcyr.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"Verdades Secretas" expõe o sucesso da longeva parceria entre Drica Moraes e Walcyr Carrasco

Todo autor tem seus atores preferidos. O mesmo vale para diretores. É a popular 'panelinha', presente há tempos no mundo da televisão (do teatro e do cinema também, diga-se). E essas preferências, quando não ficam exageradas (como por exemplo, repetir praticamente todo o elenco de uma novela na outra), são válidas, além de beneficiarem sempre alguns intérpretes. Há profissionais, inclusive, que nem apareceriam na tevê se não estivesse presente neste 'grupo de favoritos'. E um caso que merece menção é a parceria estabelecida entre Walcyr Carrasco e Drica Moraes.


O primeiro trabalho deles juntos foi em 1996, na extinta Rede Manchete. Sob o pseudônimo de Adamo Rangel, Walcyr escreveu o estrondoso sucesso "Xica da Silva", protagonizada por Taís Araújo e dirigida pelo saudoso Walter Avancini. A novela virou um marco da teledramaturgia e uma das muitas qualidades foi a interpretação grandiosa de Drica. Na pele da diabólica Violante, a atriz brilhou absoluta e se destacou vivendo uma mulher amarga e cruel, que maltratava de todas as formas a escrava protagonista da história. Ela, inclusive, ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Atriz na época por esta primorosa atuação.

Após o êxito desse começo de parceria, alguns anos de passaram. Até Walcyr ser contratado pela Globo em 2000, escrevendo a sua primeira novela para a emissora. A trama em questão era "O Cravo e a Rosa", folhetim que se tornou um dos maiores sucessos das 18h, iniciando uma trilogia de ouro do autor na faixa. E ele fez questão de escalar Drica para outro grande papel. A personagem só entrou na história algum tempo depois da mesma já ter sido iniciada, mas foi a responsável por uma das viradas da novela.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"Alma Gêmea": um fenômeno do horário das seis

Escrita por Walcyr Carrasco, "Alma Gêmea" foi uma das melhores novelas do autor e um dos maiores fenômenos de audiência do horário das seis. A trama chegou a marcar impressionantes 52 pontos, índice inimaginável na época, e impossível de ser alcançado hoje em dia até mesmo em uma novela de horário nobre. A história de época que tinha a reencarnação como tema central conquistou o público e foi um grande sucesso.


Logo no primeiro capítulo (exibido no dia 20 de junho de 2005), Luna (Liliana Castro), grande amor da vida do floricultor Rafael (Eduardo Moscovis) ---- que criou uma espécie de rosa branca especialmente para a amada ----, leva um tiro durante um assalto (planejado pela invejosa Cristina para ficar com as joias da prima) e morre, para o desespero do florista e da mãe (Agnes - Elizabeth Savalla) da pianista. Mas o sentimento que unia o casal era tão intenso, que a mulher voltou na pele de uma índia (Serena - Priscila Fantin), para reencontrar o amor de sua vida.

Vinte anos se passam, e aquela criança, que nasceu em uma aldeia indígena, vira uma bela mulher. Já Rafael segue amargurado com a vida e infeliz sem Luna ----- apesar de ser constantemente cortejado por Cristina (Flávia Alessandra) ----- e se fecha em seu mundo de sofrimento e solidão, mesmo tendo um filho (Felipe - Sidney Sampaio) com sua falecida mulher.