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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Participação de Crô funcionou bem em "Três Graças"

 A participação de Crô em "Três Graças" chegou ao fim nesta segunda-feira (02/02) e se destacou pela maneira cuidadosa com que o personagem foi reapresentado ao público. Ao trazer uma figura tão conhecida de "Fina Estampa" para sua nova novela, Aguinaldo Silva optou por uma abordagem contida e funcional, sem recorrer ao excesso ou à simples repetição de fórmulas que já deram certo no passado. Crô surgiu inserido na narrativa de forma natural, respeitou o novo contexto da trama e dialogou com os personagens e conflitos que movem "Três Graças".


Marcelo Serrado demonstrou familiaridade absoluta com o papel. O ator manteve os elementos que definem Crô, vide o humor peculiar, a ironia fina e o jeito expansivo, mas soube moldá-lo ao novo contexto. Essa escolha tornou o personagem reconhecível, mas também coerente com a história em que esteve inserido. Não houve a sensação de um personagem “importado” apenas para chamar atenção; houve, sim, a impressão de alguém que fez sentido dentro daquele universo.

Do ponto de vista narrativo, Crô cumpriu uma função clara. Sua presença, ainda que breve, ajudou a movimentar a trama, criou situações específicas e provocou reações nos demais personagens, contribuindo para o desenvolvimento dos acontecimentos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

História de Pat e Moa é um dos muitos fiascos de "Cara e Coragem"

 A atual novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natália Grimberg, está em sua reta final. A poucas semanas do fim, "Cara e Coragem" vai saindo de cena fracassando na audiência e sem repercussão alguma. Foram muitos os erros da trama e todos serão citados na última crítica, mas um deles foi a história dos mocinhos, o que tem sido evidenciado nos capítulos recentes. 


Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado) nunca empolgaram o público. Os protagonistas não tiveram química e o fato de ambos serem dublês deixou o conjunto ainda mais desinteressante. Com todo respeito aos profissionais da área, não é nada atrativo acompanhar a rotina de quem fica atrás das câmeras se arriscando em cenas de ação. E em um folhetim tudo se tornou inútil porque os mocinhos só tinham alguma cena relevante quando paravam de pular e saltar. Na verdade, a profissão acabou servindo apenas para a produção da Globo trabalhar mais na estruturação das cenas. Porque em conteúdo não rendeu nada.

Mas voltando ao enredo dos mocinhos, o fato é que os dois sempre foram sonsos e cínicos. Pat nunca amou o seu marido, Alfredo (Carmo Dalla Vechia), e seu olhar de pena despertava ranço em quem assistia. Parecia que estava fazendo um favor em estar casada com um homem frágil de saúde. Já Moa vomitou virtudes ao longo da história, mas na reta final ficou claro que não passa de um hipócrita.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

"Cara e Coragem" tem início movimentado por bons enigmas

 A nova novela das sete vem honrado até o momento a descrição da autora Claudia Souto: uma comédia romântica de ação. "Cara e Coragem", dirigida por Natalia Grimberg, não enrolou o telespectador nem na estreia. Já expôs logo o mote central envolvendo a ambição por uma fórmula secreta e o amor que existe entre os protagonistas, ainda que não assumido. A agilidade vem dominando os capítulos, o que acaba provocando desconfiança, afinal, serão quase 200 capítulos de roteiro (a trama está prevista para acabar apenas em janeiro de 2023). 

E o ritmo ágil afetou o primeiro capítulo. Tinha que prestar muita atenção e ter uma dose de boa vontade para comprar a questão envolvendo a fórmula mágica criada por Jonathan (Guilherme Weber) e a razão da poderosa empresária, Clarice (Taís Araújo), ter escolhido dois dublês que nunca tinha visto na vida, os mocinhos Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado), para irem atrás do produto em um lugar afastado e perigoso. Causou a impressão de um conflito jogado no colo do telespectador de qualquer maneira. Houve ainda uma certa pressa para expor o romance entre Clarice e o seu segurança, Ítalo (Paulo Lessa). Não foi uma estreia convidativa. 

Vale lembrar que Claudia Souto cometeu um erro grave em "Pega Pega", novela que marcou sua estreia como autora solo, em 2017: expôs um amor súbito entre Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz) logo no começo da história. O resultado foi o fracasso do par que teve zero química. O público não engoliu uma paixão tão mal construída.

terça-feira, 31 de maio de 2022

"Cara e Coragem": o que esperar da nova novela das sete?

 Claudia Souto estreou como autora solo em 2017 na faixa das 19h com "Pega Pega". A novela teve uma ótima audiência, mas a repercussão foi baixa, o casal protagonista não funcionou e a maioria dos personagens não caiu no gosto popular. A trama não marcou, apenas cumpriu o seu papel. Agora a autora volta ao horário, cinco anos depois, com "Cara e Coragem". A nova novela, dirigida por Natalia Grimberg, aborda o universo dos dublês em uma rocambolesca história envolvendo uma fórmula secreta que precisa ser encontrada. A trama estreou nesta segunda-feira (30/05) no lugar de "Quanto Mais Vida, Melhor!". 

A premissa da obra é a coragem. Para mudar. Para fugir da zona de conforto e enfrentar os mais diversos contratempos. Para lutar, persistir e encarar os próprios medos. Coragem de assumir o que sente. O resgate de uma fórmula secreta e uma morte inesperada entrelaçam os destinos dos dublês Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado), da empresária Clarice Gusmão (Taís Araujo) e do instrutor de Parkour Ítalo (Paulo Lessa), os quatro protagonistas. A coragem para superar obstáculos e desvendar os mistérios que estão por vir é o mote do núcleo central. 

Quando o assunto é coragem, Pat e Moa são referências dentro e fora dos sets de filmagem. A adrenalina provocada pelas cenas de saltos, rapel, pulos e alta velocidade não costuma intimidar a dupla que luta ainda para garantir o pagamento dos boletos no fim do mês. São heróis também na vida real.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Cara e Coragem", a nova novela das sete

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 20, a segunda coletiva online de "Cara e Coragem", nova novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natalia Grimberg. Participaram a autora, a diretora e os atores Marcelo Serrado, Paolla Oliveira, Kiko Mascarenhas, Rodrigo Fagundes, Kaysar Dadour, Maria Eduarda de Carvalho, Jeniffer Nascimento, Carmo Dalla Vecchia e Leopoldo Pacheco. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

Sobre a polêmica envolvendo a abertura da trama (foi divulgado na imprensa que Iza e Emicida se recusaram a regravar "Vida Louca Vida" por ser de autoria do Lobão), a diretora contou sobre a música escolhida: "A abertura já está pronta. A gente vai com Paralamas do Sucesso cantando "SKA", contou Natalia Grimberg. "Parece que a abertura foi feita para a música de tão perfeito que ficou. Vamos ser felizes com essa abertura. E a minha novela tem uma estrutura de um quebra-cabeça. Os atores não sabem muita coisa que vai acontecer. O público vai ter muitas peças para montar até o final", acrescentou a autora Claudia Souto. 

Paolla Oliveira falou sobre a trama e sua protagonista: "Essa novela tem todos os elementos de um novelão. É deliciosa e tudo o que se espera de uma novela das sete. Tem ainda a ação e a dança aérea é algo que tem me interessado bastante. A gente nasce com um trabalho novo com os elementos que deram certo e o diferencial é a maneira de fazer. A maneira de contar.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Esquecível e boba, "Pega Pega" não honrou sua ótima audiência

A estreia de Claudia Souto como autora solo, após anos trabalhando como colaboradora de vários escritores ---- entre eles Walcyr Carrasco ----, fez a alegria da Globo no horário das sete. "Pega Pega" teve uma audiência acima de qualquer expectativa e terminou com uma média geral de 29 pontos, maior índice desde o fenômeno "Cheias de Charme" (2012). Um feito e tanto. Ou seja, o objetivo da emissora foi cumprido: lançar um novo roteirista, recebendo um bom retorno em faturamento. Porém, o enredo não honrou essa média elevada e a repercussão da trama foi baixa, não acompanhando os impressionantes números.


A história já começou equivocada com o amor súbito e pouco convincente de Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz). Os mocinhos se apaixonaram perdidamente no primeiro capítulo e ainda na estreia se declararam perdidamente loucos de amor, com direito a transa e passeio de helicóptero romântico. Impossível ter comprado o romance dessa forma tão rasa. O resultado dessa construção apressada foi o fracasso do par, que não teve química alguma e não demorou para perder importância no folhetim ao longo dos meses. Para culminar, os perfis também eram desinteressantes e insossos. 

Luiza, por exemplo, não teve um drama particular sequer. Seu único conflito foi a falência do avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), depois que o Carioca Palace foi roubado durante a venda. Ainda assim nem era um problema dela e, sim, do avô. Suas brigas bestas com Eric também não acrescentaram em nada, dando a clara impressão de preenchimento de tempo dos capítulos.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Maria Pia e Malagueta formam o melhor casal de "Pega Pega"

Difícil ter torcido ou se interessado por algum casal de "Pega Pega". Claudia Souto não foi feliz na construção dos casais de sua novela e os dois principais ---- Julio (Thiago Martins) e Antônia (Vanessa Giácomo), e Eric (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz) ---- são insossos e irritantes. Inicialmente, a autora ao menos tinha acertado com os ótimos Agnaldo (João Baldasserini) e Sandra Helena (Nanda Costa). Porém, ao longo dos meses, o par perdeu relevância e somente ela teve um bom espaço no enredo. A única relação que despertou interesse foi mesmo a de Maria Pia (Mariana Santos) e Malagueta (Marcelo Serrado).


Os dois têm desvios de caráter, mas não são vilões. São imperfeitos. E sofrem com baixa autoestima. Ela sempre foi uma mulher mais gordinha e depositava suas frustrações na comida, principalmente quando Erick a rejeitava, após inúmeras investidas sem sucesso. Ele, por sua vez, sempre sofreu com a rejeição do pai e um dos objetivos do ambicioso roubo de 40 milhões de dólares do Carioca Palace foi justamente provar para Timóteo (Cacá Amaral) que podia ser um criminoso tão habilidoso quanto ele. Embora transbordem arrogância diante dos demais, não passam de dois infelizes.

São perfis bem construídos pela autora em meio a tantos outros repletos de dramas rasos e gratuitos. Após flagrar Malagueta roubando o hotel, Maria Pia o fotografou e usou as imagens para chantageá-lo, exigindo que a ajudasse a conquistar Eric. Aos poucos, ambos foram se aproximando e ele acabou se apaixonando. Ela, mais resistente, demorou em descobrir que também sentia algo pelo cúmplice.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Velho Chico" apresenta sensível melhora e elenco se destaca

A atual novela das nove entrou em crise quando mudou de fase. Ao contrário da linda primeira fase, a segunda apresentou sérios problemas de continuidade em relação a alguns atores escolhidos, confusão sobre a época da história em virtude dos figurinos e um ritmo modorrento que afastou de vez o telespectador. A história de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi seguiu equivocada e sem atrativos por longos meses; entretanto, o folhetim teve uma sensível melhora e começou a fluir, finalmente. O capítulo em que Tereza conta para Santo que Miguel é seu filho, por exemplo, rendeu primorosas cenas e grandiosas interpretações.


A aguardada sequência foi interpretada magistralmente por Domingos Montagner e Camila Pitanga, totalmente entregues aos sentimentos dos personagens. A indignação e o choque de Santo puderam ser observados com nitidez, assim como a tristeza e o arrependimento de Tereza. O ator logo depois ainda protagonizou uma cena ótima com Giullia Buscacio, quando Santo fez questão de afastar Olívia de Miguel em um ato desesperado, deixando os filhos chocados e sem entender a furiosa reação. Gabriel Leone foi outro nome que merece aplausos. Ele, aliás, brilhou no momento em que Tereza conta para seu filho sobre o seu verdadeiro pai. A dor do menino pôde ser sentida.

E enquanto todos esses acontecimentos dramáticos eram exibidos, Lucy Alves e Marcelo Serrado se destacaram nos instantes em que Luzia e Carlos Eduardo elaboravam planos para afastar Tereza e Miguel, especulando sobre a revelação a respeito da paternidade de Miguel. A frieza com que os dois agiram despertou atenção, evidenciando a competência dos intérpretes ---- Marcelo, inclusive, conseguiu acertar o tom de seu vilão, que agora começa a crescer no enredo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Nova fase de "Velho Chico" enfrenta crise de identidade e ritmo arrastado

A segunda fase de "Velho Chico" começou a ser exibida no dia 11 de abril, após 24 capítulos ---- que primaram pela entrega do elenco, belas imagens e cenas emocionantes  ---- da primeira fase. E a sensação é uma só: a novela mudou radicalmente. Começando pelas atuações e indo para o contexto do enredo, o conjunto do folhetim de Benedito Ruy Barbosa ---- escrito por Bruno Luperi e Edmara Barbosa ---- está reiniciando praticamente do zero, após uma passagem de tempo de 28 anos. Apesar das tentativas, fica difícil observar uma continuidade na maioria das situações.


E por incrível que pareça, o grau de fantasia aumentou na mesma proporção que o grau de realismo. Isso porque as mazelas que envolvem o Rio São Francisco e todas as famílias da região começaram a ser retratadas, enquanto todas as consequências da passagem dos anos vêm se mostrando fantasiosas demais. É a primeira vez que há um choque maior entre o enredo do autor e a direção de Luiz Fernando Carvalho. Há uma certa incompatibilidade que pode ser observada ao longo dos capítulos, o que não ocorria na primeira fase ---- afinal, era ambientada nos anos 60, 70 e 80, épocas propícias para a exploração do lado lúdico do diretor.

Agora, teoricamente, a trama é ambientada em 2016. Porém, fica claro que, apesar de ter seguido uma cronologia até então, "Velho Chico" mergulhou em um universo paralelo atemporal, onde os anos se passaram, mas as únicas coisas que mudaram foram os personagens, claramente afetados pelo tempo. Os carros são antigos e o figurino é híbrido, onde há uma espécie de mistura das vestimentas das três décadas passadas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Participação de Monica Iozzi expôs com mais clareza todos os problemas do "Tomara que Caia"

O "Tomara que Caia" foi um dos grandes equívocos da Globo em 2015. O programa estreou no dia 19 de julho e chegaria ao fim no dia 4 de outubro, mas ganhou uma sobrevida e foi estendido até o dia 1º de novembro. A ideia de mesclar interatividade do telespectador, e da plateia, com a história contada em um palco era válida, mas foi muito mal executada. O erro foi tanto na escalação de parte do elenco, quanto nas tentativas de improvisação, entre tantos mais. E a participação de Monica Iozzi comprovou que não era necessário muita coisa para divertir, expondo todos os problemas da atração.


A atriz, e atual apresentadora do "Vídeo Show", roubou a cena quando participou e não se preocupou em se levar a sério. Ela interrompia as cenas várias vezes e chegou até a chamar a Agatha (assistente de produção do programa vespertino) para interagir durante uma sequência, fingindo ter esquecido o texto. Monica debochou de todos ao vivo e riu de si mesma. Não foi necessária a utilização das 'trollagens' armadas e muito menos das sugestões da plateia para que os atores continuassem a história fazendo isso ou aquilo.

A capacidade de improvisação da atriz foi seu maior trunfo, que conseguiu transformar uma história boba em algo engraçado. Monica fez o que Miguel Falabella fazia inúmeras vezes no extinto "Sai de Baixo": provocava os colegas de elenco o tempo todo e ridicularizava o próprio roteiro. Um dos grandes problemas do "Tomara que Caia" foi ter se levado a sério demais. Tudo era seguido à risca, até mesmo o que deveria ser algo improvisado.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sem graça e repleto de equívocos, "Tomara que Caia" é uma boa ideia mal executada

A missão da Globo para preencher o espaço vago desde o fim do "Sai de Baixo" tem sido muito difícil. A faixa 'pós-Fantástico' se transformou em um grande problema para a emissora. Já foram várias tentativas, entre elas os fracassos "Norma" e "Batendo Ponto" (ambos cancelados rapidamente), a série "SOS Emergência", além de realities como "Jogo Duro" e "Hipertensão". O "SuperStar", apesar de perder algumas vezes para o "Programa Silvio Santos", se mostrou uma boa opção. Entretanto, com o fim da competição musical, mais uma aposta foi feita pelo canal, que estreou no dia 20 de julho: o "Tomara que Caia".


A atração, antes mesmo de estrear, contou com inúmeras chamadas que criavam várias dúvidas a respeito da identidade do formato. Afinal, é game ou humor? A pergunta já era uma dica sobre o conteúdo do programa, que mistura as duas características e transforma o público em protagonista. A cada semana, o elenco se divide em dois times de quatro pessoas, onde um é o espelho do outro. Ou seja, o ator X de um grupo interpretará o mesmo personagem do ator Y da equipe rival. A mesma cena tem que ser interpretada pelos dois quartetos e é o telespectador o responsável pelos momentos de substituição ----- quando um grupo não está agradando, há uma votação por meio de um aplicativo no celular (parecido com o esquema do "SuperStar"), onde está disponível a opção "Tomara que caia" ou "Tomara que fique".

Heloísa Périssé, Daniele Valente, Eri Johnson e Ricardo Tozzi formam uma equipe e Fabiana Karla, Priscila Fantin, Nando Cunha e Marcelo Serrado compõem a outra. Todos atuam em uma espécie de cenário e diante de uma plateia ---- nos mesmos moldes do "Sai de Baixo" e "Vai que Cola" (do Multishow).

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"Por Amor": um grande sucesso de Manoel Carlos no horário nobre

No dia 13 de outubro de 1997, Manoel Carlos emplacava na Globo sua segunda novela de grande sucesso no horário nobre, dezesseis anos depois de "Baila Comigo" (1981). Era "Por Amor", folhetim que entrou para a galeria de grandes sucessos do autor e apresentou uma história que conquistou o público, provocando polêmica em cima do amor incondicional e inconsequente que uma mãe tem por sua filha.


Helena (Regina Duarte) é mãe de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) e as duas têm uma relação de muita amizade. Mimada e arrogante, a garota é perdidamente apaixonada pelo mauricinho Marcelo (Fábio Assunção), o filho predileto da esnobe Branca Letícia de Barros Motta (Susana Vieira), que trocou a mau-caráter Laura (Vivianne Pasmanter) pela filha da protagonista da história de Maneco.

Por ironia do destino, Helena se apaixona por Atílio (Antônio Fagundes), homem íntegro, que tem um caso com Isabel (Cássia Kiss), melhor amiga de Branca, que por sua vez sente uma paixão platônica por ele há anos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crô e Baltazar: um acerto de Fina Estampa

"Fina Estampa" está prevista para acabar em fins de março e continua com uma audiência excelente. Já superou os índices das quatro tramas anteriores ("Caminho das Índias", "Viver a Vida", "Passione" e "Insensato Coração"). Ou seja, Aguinaldo Silva está sorrindo de orelha a orelha e a Globo idem. Entretanto, a novela vem recebendo críticas ferrenhas desde que estreou. E isso parte tanto da imprensa especializada em entretenimento, quanto dos próprios telespectadores. Na minha opinião todas as críticas são mais do que justas, mas a novela tem alguns (poucos) pontos positivos. Um deles é a dupla Crodoaldo (Marcelo Serrado) e Baltazar (Alexandre Nero).



No início da novela Baltazar fazia parte do núcleo do chamado 'merchandising social'. Seu personagem espancava a esposa (Celeste - Dira Paes) e humilhava a filha (Solange), vivida pela Carol Macedo. Apesar de sempre ter sido o motorista da vilã, Tereza Cristina (Christiane Torloni), ele não tinha muita importância na mansão da perua. Enquanto isso, Crô já fazia sucesso com seus característicos elogios à patroa (tendo o 'Rainha do Nilo', como principal deles) e seus trejeitos afeminados já provocavam risos no telespectador.