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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A segunda leva de homenagens na Calçada da Fama dos Estúdios Globo

 Nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro, os Estúdios Globo realizaram mais uma homenagem na Calçada da Fama, consolidando o espaço como um marco permanente de reconhecimento aos talentos que ajudaram a escrever a história da televisão brasileira. Em clima de celebração e pertencimento, típico do encerramento do ano, a cerimônia reforça a Globo como “a casa” onde essas histórias se encontram. Mais que uma homenagem, a Calçada da Fama é um gesto de afeto e celebra quem fez e faz parte dessa história. A cerimônia foi aberta pelo diretor dos Estúdios Globo, Amauri Soares, e conduzida pela apresentadora Maria Beltrão.


“Esse evento entrou para o nosso calendário. É o momento de fazer um tributo para as pessoas que construíram a televisão que a gente conhece. Basta olhar para cada um destes talentos aqui e sentir o impacto que têm na nossa memória afetiva, na construção da nossa identidade, nas memórias dessa playlist incrível de conteúdos e personagens que a gente traz na cabeça. Nós inauguramos nossa calçada da fama em outubro deste ano e de tempos em tempos estaremos aqui, para colocar novos nomes e novas estrelas nessa constelação que vai se expandir para sempre”, conta Amauri Soares, diretor dos Estúdios Globo.

Nesta segunda edição, mais nomes icônicos tiveram suas trajetórias eternizadas com estrelas no local: Susana Vieira, Luiz Fernando Guimarães, Tony Tornado, Marcos Caruso, Nívea Maria, Zezé Motta, Daniel Filho, Dedé Santana, Osmar Prado, Arlete Salles, Regina Duarte, Walter Carvalho, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos. Daniel Filho, Osmar Prado e Arlete Salles não puderam estar presentes na cerimônia.

terça-feira, 24 de março de 2020

Nicette Bruno e Irene Ravache engrandecem última semana de "Éramos Seis"

A última semana de "Éramos Seis" tem honrado todas as qualidades que o remake tão bem escrito por Angela Chaves vem apresentando desde a estreia. A quinta adaptação da obra de Maria José Dupré prova como o romance tão triste sobre a dura vida de uma matriarca é atemporal e sempre envolve quem assiste ou lê. Para coroar a trama tão emocionante, duas participações para lá de especiais engrandeceram a história em plena reta final: Nicette Bruno e Irene Ravache.


Nicette foi a Dona Lola do remake exibido na TV Tupi, em 1977. A grande atriz fazia par com o saudoso Gianfrancesco Guarnieri, intérprete do rígido Júlio. Já Irene Ravache é a Lola mais lembrada pelo grande público. A intérprete deu um show na adaptação produzida pelo SBT em 1994, ao lado de Othon Bastos (Júlio), e comoveu o telespectador em um dos poucos folhetins da emissora de Silvio Santos que realmente fez um grande sucesso. Nada mais justo do que homenageá-las na atual versão da Globo, onde a Lola da vez é vivida pela maravilhosa Glória Pires.

Vale lembrar que as duas veteranas sempre estiveram nos planos da autora e do diretor Carlos Araújo, mas infelizmente não puderam ficar no elenco fixo. Nicette tinha acabado de participar de "Órfãos da Terra", novela anterior e problemática, enquanto Irene precisou se afastar, após o término de "Espelho da Vida", para cuidar de um problema no quadril.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Público faz justiça com "Espelho da Vida" no "Prêmio Extra" de Televisão


A novela elogiada de Elizabeth Jhin, encerrada no dia 1 de abril, até hoje deixa saudades. Os fãs fiéis que  “Espelho da Vida” conquistou através de sua ousada história que mesclou habilmente viagem no tempo e espiritismo, então, resolveram se empenhar na votação do Prêmio Extra de televisão, promovido todo ano pelo Jornal Extra, do Rio de Janeiro. Embora, infelizmente, a premiação não tenha mais evento e muito menos entrega de troféus, em virtude da crise que a mídia impressa vive nos últimos anos, os indicados pelo menos são agraciados com matérias e fotos no jornal. O enredo tão elogiado por público e crítica da autora acabou vencendo seis, das sete categorias em que concorreu.


Essa merecida consagração fez jus ao conjunto da obra e ainda comprovou como a trama fez um imenso sucesso nas redes sociais através de torcidas fervorosas pelos casais e das mil teorias elaboradas pelos telespectadores sobre as viagens através do espelho interdimensional por Cris Valência. Não por acaso, todos os vencedores da novela ganharam com uma vantagem de votos expressiva. Vitória Strada, intérprete da mocinha Cris e de sua vida anterior, Júlia Castelo, ganhou com muita justiça o prêmio de Melhor Atriz com 68,5% dos votos. Ela concorreu com as competentes Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes” ), Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Juliana Paiva (“O Tempo Não Para”) , Marieta Severo (“O Outro lado do Paraíso”) e Alinne Moraes (“Espelho da Vida”).  Em apenas seu segundo trabalho na televisão e o segundo vivendo uma heroína, a intérprete mostrou que veio para ficar e a personagem criada pela escritora parece ter sido escrita especialmente para ela --- embora a primeira opção tenha sido Isis Valverde, que precisou abandonar o projeto pela sua gravidez.

Rafael Cardoso ganhou como Melhor Ator com 67,5%, mas concorrida pelo psicopata Renato, no fenômeno "O Outro Lado do Paraíso".Ele concorreu com os ótimos Edson Celulari (“O Tempo Não Para”), Emílio Dantas (“Segundo Sol”), Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”), Johnny Massaro (“Deus Salve o Rei”) e “Julio Andrade (“Sob Pressão”).  Nesse caso específico, todavia, é preciso levar em conta a força do fandom “Junilo” que fez toda a diferença.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ousada e emocionante, "Espelho da Vida" consagrou o estilo de Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin deixou a melhor das impressões com sua última novela. Após duas tramas baseadas no espiritismo e em reencarnações ---- a ótima "Escrito nas Estrelas" (2010) e a fraca "Amor Eterno Amor" (2012) ----, "Além do Tempo" (2015) arrebatou o público com uma corajosa história de época que apresentou uma passagem de tempo de cerca de 150 anos, com todos os personagens reencarnados nos dias atuais e se 'reencontrando' séculos depois, reescrevendo seus destinos. Portanto, o desafio da autora era complicado em seu próximo trabalho: como surpreender o telespectador depois de um enredo tão ousado? Mas a sensível escritora conseguiu. "Espelho da Vida", que chegou ao fim nesta segunda (01/04), foi um novelão inovador da melhor qualidade.


A trama, muito bem dirigida por Pedro Vasconcelos (que estreou com o pé direito na direção geral sem a parceria com Rogério Gomes), teve uma premissa comum em algumas séries ou filmes estrangeiros, mas não em folhetins: uma viagem no tempo. A mocinha Cris Valência (Vitória Strada) teve como missão voltar ao passado para descobrir quem matou Júlia Castelo, sua vida anterior, e inocentar Danilo Breton (Rafael Cardoso), acusado e condenado pelo assassinato da mulher que tanto amava. A trágica história de um amor infinito que nunca tinha um final feliz precisava ser alterada. Não no passado e, sim, no presente. Mas, obviamente, no início ninguém sabia ainda quem havia cometido o crime e nem se o rapaz era mesmo inocente. Essa curiosidade mexeu com a protagonista e o público.

A forma como o enredo foi sendo desencadeado primou pela preciosa amarração de conflitos e personagens. Aos poucos, tudo foi se encaixando perfeitamente. A grande habilidade da autora de apresentar cada peça do quebra-cabeça impressionou, tanto pelo impacto das cenas quanto pela estruturação do roteiro. Ficou evidente que Jhin já tinha plena consciência da história que iria contar e que não promoveu qualquer tipo de mudança na novela, mesmo diante dos baixos índices de audiência.

quarta-feira, 27 de março de 2019

"Espelho da Vida" presenteia público com grandes cenas em sua última semana

A última semana de "Espelho da Vida" vem proporcionando uma sucessão de cenas arrebatadoras e impactantes para o público. Elizabeth Jhin exibe uma reta final digna de um novelão da melhor qualidade. E o melhor: sem correria. São tantas sequências merecedoras de elogios que fica difícil citar todas (fora ainda as que estão por vir). Porém, algumas merecem uma menção especial por várias razões.


O momento mais aguardado da novela é o encontro de Daniel (Rafael Cardoso) e Cris (Vitória Strada), sem dúvida. Mas, outra cena também era muito esperada pelos telespectadores apaixonados pela obra tão bem escrita pela autora: o encontro de Margot (Irene Ravache) e seu neto. Após anos sofrendo pelo desaparecimento de seu filho, Pedro, e, posteriormente, com a descoberta de sua morte, a personagem finalmente ganhou a surpresa maravilhosa que tanto merecia. E a espera valeu muito a pena.

Encantada com o fato de Daniel ser a reencarnação de Danilo Breton, amor de Júlia Castelo, Margot fez questão de saber um pouco sobre as sensações que o rapaz sentia ao tocar nos objetos da falecida. Mas, ironicamente, acabou descobrindo que ele era filho de um homem cuja origem era desconhecida e que havia aparecido na Hungria chamando pela mãe. Já certa de que Daniel era seu neto, a viúva perguntou o nome do pai do fotógrafo, que respondeu Pedro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Irene Ravache emociona em um dos melhores capítulos de "Espelho da Vida"

A trama das seis de Elizabeth Jhin, exibida na Globo, é a melhor novela no ar. E com larga vantagem. Todos os problemas de ritmo nos primeiros meses foram deixados de lado e agora a história está imperdível. O enredo da autora sempre teve potencial. O capítulo exibido nesta quinta-feira (10/01) foi um dos melhores até agora e Irene Ravache protagonizou uma cena dilacerante.


Impossível não ter se arrepiado e chorado junto com Margot assim que ela descobriu que o filho desaparecido estava morto. O momento em que Cris (Vitória Strada) ouvia de Hugo (Cadu Libonati) sobre o local do sepultamento de Pedro foi bruscamente interrompido por um grito de desespero de uma mãe dilacerada por dentro. Que sequência extraordinária (grande direção de Pedro Vasconcelos) e que show da atriz. Deu para sentir toda a dor daquela mulher.

Irene é uma profissional irretocável e Jhin sempre valoriza seu talento. Afinal, como esquecer a elegante Condessa Vitória, de "Além do Tempo" (2015)? Ou a amargurada Loreta, de "Eterna Magia" (2007), que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional de Melhor Atriz?

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

"Espelho da Vida" tem estreia correta e elegante

"Sabe a sensação de já ter estado ali? De já ter conhecido alguém? De já ter vivido aquele momento? Vivido uma outra vida? E se não for apenas uma sensação?" Essa é a premissa de "Espelho da Vida", nova novela das seis, que estreou nesta terça-feira (25/09), com a difícil missão de substituir "Orgulho e Paixão", trama que foi merecidamente um sucesso de público e crítica. A trama de Elizabeth Jhin, dirigida por Pedro Vasconcelos (em sua primeira produção como diretor geral), tem a reencarnação como mote central, um tema que virou especialidade da autora ---- vide suas últimas novelas, como "Escrito nas Estrelas" (2010), "Amor Eterno Amor" (2012) e "Além do Tempo" (2015).


A história tem um mote totalmente diferente da produção passada. Saiu de cena um enredo leve, cômico e romântico, e entrou no lugar um roteiro repleto de mistério em torno da doce Cris Valência (Vitória Strada), talentosa atriz de teatro que se vê diante de seu enigmático passado quando começa a pesquisar sobre Júlia Castelo, uma mulher que foi assassinada em 1930, para interpretá-la em um filme. A personagem sente uma estranha sensação de já ter estado em vários locais por onde a falecida passou (a fictícia cidade de Rosa Branca, em Minas Gerais) e acaba descobrindo muito mais do que previa, precisando lidar com uma drástica mudança em sua vida.

A mocinha já começa o enredo namorando o cineasta Alain Dutra (João Vicente de Castro) e a situação foge do comum, pois o ''padrão" é justamente exibir o primeiro encontro, o nascimento do amor, enfim... Os dois chegam em Rosa Branca por causa do estado terminal de Vicente (Reginaldo Faria), avô do rapaz, que pede para vê-lo pela última vez.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Coletiva da reprise de "Belíssima" no "Vale a Pena Ver de Novo" reúne time de estrelas

Nesta quarta-feira (16/05), a Globo promoveu uma coletiva de imprensa para o lançamento da reprise de "Belíssima", imenso sucesso de Silvio de Abreu na faixa nobre em 2006, no "Vale A Pena Ver de Novo". A reunião de parte do elenco foi realizada nos Estúdios Globo. É a primeira vez que a emissora promove um evento assim para uma reexibição e o motivo é o fracasso da reprise de "Celebridade", grande êxito de Gilberto Braga em 2003. O intuito, agora, obviamente, é divulgar bastante a nova escolhida para o horário, evitando um novo mau desempenho na audiência.


E foi um evento de peso. Silvio de Abreu, autor da trama e atual responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo, esteve presente, assim como Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Irene Ravache, Paolla Oliveira, Vera Holtz, Cauã Reymond, Reynaldo Gianecchini, Marina Ruy Barbosa, Alexandre Borges e Camila Pitanga. Até mesmo Denise Saraceni, diretora da novela, fez questão de participar desse reencontro. Reencontro bastante animado, vale ressaltar. Todos estavam claramente felizes e enfatizaram a todo momento o quanto foi prazeroso esse trabalho.

Um trecho de 20 minutos do primeiro capítulo foi reexibido para os convidados e provavelmente será o mesmo conteúdo da estreia da reprise, no dia quatro de junho. Apesar de breve (o original teve mais de 50 minutos), valeu muito a pena matar as saudades da arrogância de Bia Falcão, brilhantemente defendida por Fernanda Montenegro.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Irene Ravache e Jeniffer Nascimento formam uma boa dupla em "Pega Pega"

"Pega Pega" é um sucesso, mas não faz por merecer números tão expressivos. A trama de Cláudia Souto se mostra limitada e sem atrativos. Entretanto, há acertos na história, dirigida por Luiz Henrique Rios. E um deles é a improvável dupla formada por Irene Ravache e Jeniffer Nascimento, que começou de forma aleatória, mas acabou virando uma boa dobradinha entre a veterana e a grata revelação de "Malhação Sonhos" (2014).


A poderosa sócia do Carioca Palace entrou no enredo depois e ficou um bom tempo sem função, servindo apenas para produzir frases de efeito, típicas de vilãs clássicas ---- sempre criticando o Brasil ou os pobres. Muito pouco para o talento de uma atriz como Irene. Ainda está muito aquém da grandiosidade da profissional, vale ressaltar. Mas, a condução do perfil melhorou um pouco com o tempo, principalmente quando o conflito em torno do filho adotivo surgiu. Dom (David Júnior) é o menino perdido de Cristóvão (Milton Gonçalves) e Madalena (Virginia Rosa), para o horror de Sabine.

A situação passou a render algumas cenas merecedoras de elogios, como os embates da ricaça com os pais de seu filho. E a maior surpresa acabou sendo justamente o destaque de Tânia. A interesseira camareira do Carioca Palace teve apenas algumas cenas de briga com Sandra Helena (Nanda Costa) no começo da novela, mas não passou disso.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Com trama fraca e conflitos bobos, "Pega Pega" ainda não disse a que veio

A atual novela das sete da Globo estreou no dia 6 de junho, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a emissora só tem motivos para comemorar. Isso porque a audiência está nas alturas, obtendo índices surpreendentes até para os mais otimistas, já marcando mais que a anterior, a ótima e elogiada "Rock Story". O telespectador parece que foi mesmo conquistado por "Pega Pega". Porém, a trama da estreante Claudia Souto, dirigida por Luiz Henrique Rios, não tem feito jus aos números expressivos.


A história até então não disse a que veio. Aliás, a estreia da produção já tinha se mostrado pouco convidativa e com dramas bastante rasos. O mote central é o roubo milionário do Hotel Carioca Palace, principal cenário da novela, praticado pelos funcionários do lugar --- todos ladrões de primeira viagem. Malagueta (Marcelo Serrado), Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) toparam o plano mirabolante do primeiro e acabaram levando os 40 milhões de dólares oriundos da venda do hotel. Apesar do contexto nada crível, a licença poética é aceitável.

No entanto, essa foi a única situação atrativa do enredo até agora. E desde então nada mais tem despertado interesse, nem mesmo o quarteto de ladrões. Afinal, eles roubaram, mas e daí? Todos ficam apenas circulando entre os núcleos sem protagonizar nenhum conflito realmente bom.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Com proposta ousada e trama clássica, "Além do Tempo" foi a melhor novela de Elizabeth Jhin

Após ter escrito três folhetins na faixa das seis (a boa "Eterna Magia", a irregular "Escrito nas Estrelas" e a fraca "Amor Eterno Amor"), Elizabeth Jhin fechou o ciclo de sua quarta e melhor novela até agora. "Além do Tempo" chegou ao fim nesta sexta-feira (15/01), apresentando um desfecho lindo, onde todos os personagens confraternizaram em uma bela festa, com todos felizes e evoluídos, após tantos sofrimentos e mágoas. A trama, dirigida com competência por Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos, foi excelente e conseguiu substituir a primorosa "Sete Vidas" da melhor forma possível, mantendo a qualidade do horário e obtendo uma média geral de 20 pontos (um a mais que a anterior).


A história era baseada na reencarnação, abordando o espiritismo, tema que a autora já havia retratado em suas duas novelas anteriores. O enredo se tratava de um dramalhão clássico, onde todos os clichês folhetinescos eram usados sem qualquer vergonha. Porém, Elizabeth ousou e entrou para a história da teledramaturgia contando sua trama em duas fases distintas, onde cada uma teve início, meio e fim. A primeira foi ambientada no século XIX, por volta de 1895, e a outra contada em 2015, com todos os perfis reencarnados, com os mesmos nomes, em uma cidade fictícia do Sul. Nunca antes um folhetim sobre vidas passadas havia apresentado o roteiro dessa forma inovadora.

Foi uma novela 'duas em uma'. Uma de época, com desenvolvimento impecável, figurino caprichado e enredo envolvente. E outra contemporânea, com um início um pouco lento, cuja quebra de ritmo pôde ser claramente sentida, mas que ganhou fôlego perto da reta final, conseguindo se mostrar tão atrativa quanto a anterior.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ana Beatriz Nogueira e Irene Ravache tiveram uma grandiosa parceria em "Além do Tempo"

"Além do Tempo" chega ao fim nesta sexta (15/01) e foram muitas as qualidades do melhor trabalho de Elizabeth Jhin, dirigido por Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos. A novela fecha seu ciclo cumprindo sua missão muito bem e um dos vários acertos da produção foi a parceria de Ana Beatriz Nogueira e Irene Ravache. As grandes atrizes protagonizaram inúmeras cenas juntas e brilharam em todas, fazendo jus ao que se espera delas.


Emília di Fiori e Vitória Castellini eram inimigas mortais na primeira fase da trama, ambientada no século XIX, e a rivalidade moveu todo o enredo desenvolvido por volta de 1895. A Condessa nunca aprovou o romance de seu filho Bernardo (Felipe Camargo) com a 'nora' e nutria um ódio ferrenho pela saltimbancos apelidada de Alegra. Tentou até matá-la duas vezes: provocando um 'acidente' de coche ---- mas acabou quase matando o próprio filho, que estava no veículo no lugar da noiva ---- e incendiando a taberna onde a humilde mulher morava.

As atrizes foram muito exigidas e vivenciaram vários embates com extrema competência. As inimigas não conseguiam conviver e nem mesmo Lívia (Alinne Moraes) conseguiu promover a paz entre elas. Tanto que em uma das últimas cenas da primeira fase, as rivais não se perdoaram, mesmo diante dos apelos da mocinha, e continuaram travando uma guerra de ódio.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Assim como ocorreu em 2014, foram muitos os intérpretes que brilharam no ano que passou. A teledramaturgia está muito bem servida de atores e atrizes que dignificam a profissão, ainda que nem todas as produções sejam merecedoras de elogios. Vários profissionais se destacaram, esbanjando talento, tanto nas novelas quanto nas minisséries e séries. Portanto, nada mais justo do que listá-los a seguir.


Melhores Atrizes:


1- Irene Ravache.
Um verdadeiro show de atuação. A atriz é uma das melhores e mais respeitadas do país e ganhou uma personagem à sua altura em "Além do Tempo". Ela simplesmente brilhou absoluta na primeira fase da trama de Elizabeth jhin, quando interpretou a amarga e cruel Condessa Vitória Castellini. Elegante e arrogante, a toda poderosa proporcionou uma sucessão de grandes cenas para a intérprete. Agora, na segunda fase, a atriz continua se destacando, mas na pele de uma Vitória mais sofrida e bondosa. Todos os elogios que Irene vem recebendo desde o início deste folhetim são mais do que merecidos.




2 - Marieta Severo.
Após quase 14 anos dedicados ao seriado "A Grande Família", vivendo a doce Dona Nenê, a atriz voltou às novelas em grande estilo. Walcyr Carrasco a presenteou com uma grande personagem e ela soube aproveitar a chance. A ambiciosa e prepotente Fanny Richard era dona de uma agência de modelos e inseria suas 'meninas' no 'mercado' da prostituição. Ainda tinha um romance cercado de interesses com um homem bem mais novo (Anthony - Reynaldo Gianecchini). Marieta se destacou do primeiro ao último capítulo e não poderia ter retornado aos folhetins de forma melhor.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Áudio da primeira fase vira um dos trunfos da segunda de "Além do Tempo"

Que Elizabeth Jhin inovou com "Além do Tempo" não há dúvidas. Afinal, transformar duas novelas em uma, e ainda ter coragem de mudar drasticamente uma trama que estava dando tão certo, é para poucos. Porém, a direção de Rogério Gomes e Pedro Vasconcellos também merece menção pela ótima ideia de inserir vários áudios de diálogos marcantes da primeira fase na segunda. O que começou de uma forma mais comedida no início do enredo ambientado em 2015, acabou virando uma marca do folhetim.


A estratégia deixa as situações ainda mais interessantes de serem acompanhadas e muitas vezes provoca um impacto bem maior. Algumas vezes, o áudio é inserido no meio da cena, enquanto os personagens se olham, já em outras é colocado no encerramento do capítulo, enquanto os créditos sobem. A ida para o intervalo, dependendo da cena que acabou de ser exibida em questão, também é contemplada com o som de embates do século XIX, assim como a própria abertura da novela, onde a música tema ("Palavras ao Vento", cantada lindamente por Cássia Eller) é retirada para a inserção dos diálogos mais marcantes da vida passada.

Esta 'mistura' de fases funcionou muito bem no conjunto de "Além do Tempo" e ainda serviu para manter a memória viva de todo o enredo ambientado por volta de 1895. Não que esse recurso fosse necessário para o público se lembrar de tudo o que houve antes, entretanto, funcionou como uma espécie de união do útil ao agradável.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A nova fase de "Além do Tempo"

A impecável primeira fase de "Além do Tempo" chegou ao fim no dia 21 de outubro, depois de dois adiamentos ---- um no começo da trama, com uma extensão de mais 20 capítulos (acabaria por volta do 65 e foi até o 87), e outro perto do desfecho, tendo o encerramento prolongado em um dia. Portanto, após uma longa e elogiada jornada, o século XIX saiu de cena, cedendo lugar ao ano de 2015, em pleno século XXI. E o que se vê, como já era de se esperar, é uma nova novela.


Elizabeth Jhin ousou ao produzir dois folhetins em um e a atitude corajosa da autora fica clara no começo da segunda fase, iniciada após um final trágico da primeira, onde Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) morreram juntos e Melissa (Paolla Oliveira) acabou assassinada por Pedro (Emílio Dantas). A primeira imagem já despertou curiosidade pela nova saga, uma vez que mostrou os mocinhos se olhando em uma estação de metrô, como costuma ocorrer em filmes românticos, simbolizando ainda o amor além da vida.

E a estratégia de ir apresentando as demais tramas aos poucos, priorizando neste início as explicações para os novos arranjos familiares, foi inteligente. Até porque realmente a mudança brusca foi sentida e era inevitável. Difícil não sentir falta do requinte da trama de época, dos linguajares, dos figurinos, enfim...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

"Além do Tempo" finaliza a primeira fase de forma primorosa e inicia um novo ciclo promissor

A primeira fase de "Além do Tempo" durou praticamente quatro meses e teve 87 capítulos. Após muitas semanas de história ambientada no século XIX, agora o folhetim migra para 2015, após uma passagem de 150 anos ---- na verdade uma cronologia controversa em virtude do ano da fase recém-encerrada (ao que tudo indica, por volta de 1895, ou seja, a passagem é de 120 anos). E a primeira 'etapa' da trama cumpriu sua missão com louvor, foi estendida em virtude da boa aceitação, e apresentou momentos finais primorosos.


Elizabeth Jhin foi muito corajosa e pela primeira vez na teledramaturgia foi apresentado para o público toda uma saga de personagens que reencarnam juntos e têm suas vidas novamente cruzadas séculos depois. A situação, analisada friamente, é absurda até mesmo na doutrina espírita, pois é inconcebível um 'renascimento grupal'. Entretanto, a licença poética ---- que inclui no caso até mesmo a permanência dos nomes dos personagens ---- é mais do que bem-vinda, até mesmo em virtude da ousadia da autora.

Todos os folhetins que abordam o tema da reencarnação e vidas passadas utilizam dos conhecidos flashbacks para detalhar as histórias, inseridos ao longo dos meses de trama. A própria Elizabeth fez isso no sucesso "Escrito nas Estrelas" e na fraca "Amor Eterno Amor". Mas, agora, o telespectador pôde acompanhar um enredo com começo, meio e fim. Ou seja, "Além do Tempo" representa duas novelas em uma, proposta arriscada e inovadora.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Irene Ravache: o grande nome de "Além do Tempo"

O elenco de "Além do Tempo" é muito bem escalado. São vários nomes de talento e diversos destaques. Entretanto, o principal trunfo da novela das seis é a presença da grandiosa Irene Ravache, vivendo a temida Condessa Vitória, uma vilã e tanto. A personagem foi construída com competência pela autora Elizabeth Jhin e a escalação foi simplesmente perfeita. Desde que o folhetim estreou, tem sido um prazer acompanhar o desempenho de uma das melhores intérpretes do país.


A Condessa é uma mulher fria, arrogante e intolerável. A poderosa mulher do século XIX não perdoa quem a afronta e humilha todos que a cercam, principalmente os empregados, tratados feito lixo. É a típica vilã de um clássico dramalhão. A personagem também faz questão de mandar na vida do sobrinho-neto, o Conde Felipe (Rafael Cardoso), e, no passado, foi a responsável pelo desaparecimento do próprio filho. Isso porque o Conde Bernardo (Felipe Camargo) se envolveu com a saltimbanco Alegra (Ana Beatriz Nogueira), para o seu desgosto.

A víbora armou um plano para matar a 'futura nora' em um 'acidente' de carruagem, mas caiu na própria armadilha quando descobriu que o filho havia entrado no veículo, e não o seu alvo. Desde então, iniciou uma saga em busca de Bernardo e nunca mais 'perdoou' Emília, mesmo sendo ela a culpada pelo desaparecimento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Produção caprichada, ótimas atuações e história atraente marcam primeira fase de "Além do Tempo"

Há quase dois meses no ar, "Além do Tempo" vem conseguindo apresentar uma história clássica de forma atrativa. Elizabeth Jhin escreve a sua terceira trama espírita e a autora resolveu apostar alto com esse seu folhetim (dirigido por Rogério Gomes e Pedro Vasconcellos), uma vez que o mesmo terá duas fases completamente distintas: uma no século XIX e a outra nos dias atuais. E a primeira fase, até agora, segue caprichada, despertando interesse pelos próximos desdobramentos, além de presentear os olhos com belíssimos figurinos e cenários deslumbrantes da época.


Apesar da narrativa lenta, a história tem apresentado boas cenas, e o enredo que envolve a rivalidade entre Emília (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Irene Ravache) se mostra como o pilar de sustentação da obra. Toda a trama, direta ou indiretamente, está ligada ao péssimo relacionamento das duas. E o fato da Condessa achar que sua grande inimiga está morta deixa a novela bem mais interessante, em virtude da expectativa em torno desta descoberta, que promete uma ótima virada. Aliás, vale ressaltar que essa situação só está presente por causa do grandioso desempenho de Ana Beatriz Nogueira.

Emília morreria no início da trama e só voltaria na segunda fase, porém, o talento da atriz fez a autora alterar o rumo da história. Ela, então, salvou a mãe de Lívia (Alinne Moraes) através de um milagre provocado por Ariel (Michel Melamed), o anjo da guarda da mocinha. A atitude foi muito acertada e deixou o enredo mais propício para reviravoltas, sempre necessárias para o fôlego de um folhetim, que neste caso será relativamente longo (por volta de 161 capítulos).

terça-feira, 14 de julho de 2015

"Além do Tempo" estreia com trama clássica, belas imagens e tom teatral

O amor pode durar muitas vidas e sempre haverá uma chance para recomeçar, independente dos percalços que aparecerem pelo caminho. "Além do Tempo" tem esta premissa e a autora Elizabeth Jhin pretende abordar este já conhecido enredo através do casal Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso), os mocinhos de sua trama. A nova novela das seis, dirigida por Rogério Gomes (com Pedro Vasconcelos na direção geral), estreou nesta segunda-feira (13/07) com a missão de substituir a impecável "Sete Vidas", e a autora já mostrou que abusará do dramalhão clássico para prender o público.


Passada no século XIX, a primeira fase terá cerca de 70 capítulos, ou seja, será bem longa. Principalmente se comparar com "Sete Vidas", que apresentou apenas 106 capítulos. A nova trama terá praticamente esta duração antes da passagem de tempo. Esta mudança, aliás, é um dos principais atrativos da novela. Não serão 10 ou 20 anos e sim 150. E a proposta da autora é justamente reencarnar todos os personagens da trama principal para mostrar a força do amor do casal protagonista, que resiste além do tempo ----- honrando o título do folhetim. Porém, claro que há um risco. Será uma alteração brusca, praticamente uma outra novela. Mas a ousadia é válida.

E o enredo ainda tem um passado que influi diretamente no desenvolvimento do início da história. Isso porque Emília (Ana Beatriz Nogueira) trabalhava e vivia com um grupo de espetáculos mambembes. Seu codinome era Allegra e, em uma de suas apresentações, conheceu Bernardo (Felipe Camargo), por quem se apaixonou, sendo correspondida. Mas o rapaz era filho único da Condessa Vitória (Irene Ravache), que não aceitou o romance de seu filho (ligado à nobreza italiana) com uma 'plebeia'.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Além do Tempo": o que esperar da próxima novela das seis?

Substituir uma novela impecável como foi "Sete Vidas" não é uma tarefa fácil. E curiosamente não é a primeira vez que Elizabeth Jhin enfrenta este desafio. A autora também encarou a responsabilidade em 2012, quando substituiu a aclamada "A Vida da Gente", da mesma Lícia Manzo, no horário das seis. Porém, na época, ela não cumpriu o objetivo. A trama ("Amor Eterno Amor") foi fraca e deixou muito a desejar. Agora, o desafio se repete e a responsabilidade é grande com seu novo folhetim, cujo título é "Além do Tempo".


Dirigida por Rogério Gomes, a trama ----- com cenas gravadas em São José dos Ausentes e Bento Conçalves, no sul do país ---- terá duas fases. A primeira será passada no século XIX e durará cerca de 80 capítulos. A passagem de tempo terá 150 anos, migrando o enredo para os dias atuais. Ou seja, Elizabeth Jhin novamente irá tratar de vidas passadas, após ter abordado o espiritismo em "Escrito nas Estrelas" e "Amor Eterno Amor". Porém, nesta produção a cabala também será abordada. E a autora optou por algo bem ousado, afinal, o elenco principal permanecerá nos dois tempos. Como o público enxergará esta 'reencarnação grupal' é um mistério. Pode funcionar muito bem, ou ser um grande equívoco.

A novela contará a história de Lívia (Alinne Moraes, que volta aos folhetins após um recesso de quatro anos) e Felipe (Rafael Cardoso vivendo mais um mocinho), cujas almas estão ligadas há várias encarnações, fazendo com que ambos se sintam felizes quando estão juntos. Ela é de família humilde e, por ordens da sua mãe (Emília - Ana Beatriz Nogueira), está voltando para o convento onde foi criada, mas não quer ser freira e nem tem vocação para a vida monástica.