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terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: os artistas que deixaram saudade

 Na última semana do ano, é hora de fazer um balanço de tudo o que passou ao longo de doze meses. O ano 2023 foi marcado pelas mudanças climáticas e o início da esperança no mundo artístico com a chegada de um governo que não abomina a arte e a cultura. Ao mesmo tempo, muitas perdas aconteceram entre cantores, atores e jornalistas. Vários nomes de peso deixaram o cenário cultural mais vazio e triste. Hoje se inicia a retrospectiva tradicional do blog e começando com saudade. 




Rita de Cássia (1972 - 2023)

Nascida em Alto Santo, no interior do Ceará, Rita foi a maior compositora de forró do país. Faleceu aos 50 anos, vítima de fibrose pulmonar, no dia 3 de janeiro. Foram mais de 500 letras de forró, que foram gravadas pelas principais bandas e cantores. Também compôs melodias e seu primeiro hit foi "Brilho da Lua". 


Renatinho Bokaloka (1974 - 2023): 

Renato Cesar Alves de Oliveira, uma das vozes do pagode dos anos 90, foi vítima de infarto no dia 7 de janeiro. Surgiu no embalo do estouro de grupos como "Raça Negra" e "Só para Contrariar".  Era vocalista do grupo "Água na Boca", conhecido posteriormente como Bokaloka. A banda está até hoje no mercado, mas tinha apenas Renatinho e Toninho Branco (cavaquinhista e arranjador) da época da formação original. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Aracy Balabanian era uma gigante das artes cênicas

 O mundo das artes cênicas sofreu mais uma dura perda nesta segunda-feira (07/08). Aracy Balabanian faleceu, aos 83 anos, vítima de um câncer no pulmão diagnosticado em outubro do ano passado. A veterana optou por não fazer o tratamento e preferiu cuidados paliativos para ter um restante de vida longe de uma cama de hospital. O último registro da atriz foi feito por Claudia Raia, que levou seu filho, Luca, para a colega e grande amiga conhecer em julho deste ano. 


Filha de imigrantes armênios, Aracy nasceu em 22 de fevereiro de 1940 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Se reconheceu como atriz aos 12 anos e estreou na televisão em 1964 na TV Record na novela "Marcados pelo Amor", migrando para a TV Tupi logo depois, onde virou um dos grandes nomes da emissora em produções como "Antônio Maria" (1968), "Nino, o italianinho" (1969) e "A Fábrica" (1971). Em 1972, foi para a Rede Globo, de onde nunca mais saiu. Na emissora esteve em inúmeras novelas de sucesso e se destacou em todas as produções que contaram com o seu talento. Emendou um sucesso atrás do outro. 

A atriz esteve no elenco do infantil "Vila Sésamo" em 1972 e depois passou a fazer praticamente uma novela por ano, vide "Corrida do Ouro" (1974); "Bravo!" (1975); "O Casarão" (1976); "Locomotivas" (1977); "Pecado Rasgado" (1978); "Coração Alado" (1980); "Brilhante" (1981); "Elas por Elas" (1982); "Guerra dos Sexos" (1983); "Ti Ti Ti" (1985); e "Que Rei Sou Eu?" (1989).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

"Troféu Mário Lago" emocionou com a valorização do elenco experiente da Globo

A 18ª edição do "Troféu Mário Lago" foi especial. Pela primeira vez, Faustão homenageou seis atores veteranos de uma só vez. Aracy Balabanian, Milton Gonçalves, Nicette Bruno, Ary Fontoura, Arlete Salles e Francisco Cuoco foram os agraciados no programa exibido no dia 30 de dezembro e protagonizaram momentos emocionantes no último "Domingão do Faustão" de 2018.


Todos receberam depoimentos tocantes de amigos e vários colegas fizeram questão de comentar sobre o profissionalismo de todos. Também foram exibidos momentos marcantes de cada um no programa e vale destacar o choro doído de Nicette quando viu um vídeo de Paulo Goulart cantando com ela, anos atrás, em um quadro de Karaokê do "Domingão". Milton foi outro que não segurou a emoção ao ouvir os elogios que Fabrício Boliveira fez a ele, após uma lembrança do trabalho deles em "A Favorita" (2008).

Aliás, Patrícia Pillar também lembrou de "A Favorita" quando fez questão de homenagear Ary Fontoura. A atriz citou a bela parceria que fizeram como Flora e Silveirinha e como o veterano foi importante para a composição da grande vilã do folhetim de João Emanuel Carneiro.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Sol Nascente" estreia com belas imagens e pouca história

A estreia de "Sol Nascente" --- o primeiro capítulo foi ao ar nesta segunda-feira (29/08), substituindo o fenômeno "Êta Mundo Bom!" --- apresentou um conjunto de imagens paradisíacas, tendo a beleza da fotografia como elemento principal. As gravações foram feitas em Búzios e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, proporcionando um festival de momentos solares logo no início. No entanto, ao menos neste começo, ficou faltando história, reiterando a impressão causada pelas chamadas, onde havia uma clara ausência de conflitos convidativos.


A novela de Walther Negrão, escrita em parceria com Júlio Fisher e Suzana Pires, traz de volta ao horário das seis o clima praiano presente em vários folhetins do autor, vide "Tropicaliente" (1994), "Como uma Onda" (2004) e "Flor do Caribe" (no caso, a última produção escrita por ele, exibida em 2013). A trama é dirigida por Leonardo Nogueira, que sabe aproveitar bem as paisagens, embelezando os capítulos, e tem como foco central o amor de dois amigos de infância, interpretados por Bruno Gagliasso e Giovanna Antonelli.

O amor de Mário e Alice já pôde ser observado na estreia, mas só por parte dele. Ela deixa claro em todos os momentos (demasiadamente) que os dois são amigos, cuja cumplicidade é observada em todos os instantes deles juntos. Houve até uma cena bonitinha dos personagens crianças, quando Mário confortou Alice na época que a mãe da menina tinha falecido.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"

No dia 31 de março de 1996, há exatos 20 anos, estreava um dos mais icônicos humorísticos do país: o "Sai de Baixo". A atração deixou sua marca nas noites de domingo e nunca mais uma outra produção ficcional conseguiu repetir o êxito do sitcom, que ficou no ar até março de 2002. A equipe de redação contou com vários nomes conhecidos e que muitas vezes se revezavam em pequenos grupos: Maria Carmem Barbosa, Miguel Falabella, Rosana Hermann, Euclydes Marinho, Lícia Manzo, Aloísio de Abreu e Laerte eram alguns dos principais roteiristas que criavam as tramas bastante farsescas. Já Dennis Carvalho, Jorge Fernando e José Wilker foram os diretores mais conhecidos do formato.


A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.

Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Produção caprichada, grandiosas interpretações e enredo instigante foram as marcas de "Ligações Perigosas"

A Globo, já há muito tempo, vem inaugurando a sua grade, na área da teledramaturgia, da melhor forma possível a cada ano. "O Brado Retumbante", em 2012, "O Canto da Sereia", em 2013, "Amores Roubados", em 2014, e "Felizes para sempre?", em 2015, comprovam isso mais recentemente. As três minisséries foram grandiosas e mereceram os elogios que receberam na respectiva época. Agora, mais uma produção entrou para esse seleto 'time'. "Ligações Perigosas" foi outro produto repleto de qualidades e chegou ao fim nesta última sexta feira (15/01), completando dez capítulos primorosos.


Escrita por Manuela Dias, e dirigida com maestria por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni, a minissérie foi uma adaptação do clássico francês "Les Liaisons Dangereuses", escrito por Chordelos de Laclos, em 1782. O roteiro já teve inúmeras adaptações teatrais e originou 11 versões para o cinema. Portanto, o que não falta é obra para comparar com a versão televisiva feita pela Globo. E o enredo, apesar de ter sido criado no século XVIII, se mostra atemporal, despertando ainda o mesmo interesse e provocando as mesmas perturbações causadas pelos dramas, nada leves, protagonizados pelos personagens. O texto, inclusive, é fascinante.

A frieza e a sedução são as grandes protagonistas da história, que foi brilhantemente adaptada na produção recém-terminada. Manuela Dias soube aproveitar muito bem o tempo maior para contar a trama, uma vez que nos filmes e nas peças tudo precisa ser exposto em menos de três horas.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Há quatro anos, estreava "Passione": mais uma grande novela de Silvio de Abreu

No dia 17 de maio de 2010, estreava "Passione", até agora a última novela de Silvio de Abreu no horário nobre. A novela tinha como principal qualidade seu esplendoroso elenco, que apresentava grandes nomes do teatro e da televisão com personagens de destaque. A trama, dirigida por Denise Saraceni, substituiu a criticada e fracassada "Viver a Vida", de Manoel Carlos, e presenteou o publico com uma excelente história, contada ao longo de 209 capítulos.


Com o núcleo principal encabeçado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, a novela apresentou vários núcleos, onde todos eram intercalados e repleto de dramas fortes. A empresária Bete Gouveia (Fernandona) começou a história já sabendo que seu filho não havia morrido, iniciando uma saga em busca do ente querido. E a partir desta revelação, a grande vilã Clara Medeiros (Mariana Ximenes) arquitetou um plano, com a ajuda de seu parceiro e amante Fred (Reynaldo Gianecchini), para encontrar este rapaz antes da milionária e se casar com ele, com o objetivo de herdar automaticamente toda a fortuna da Família Gouveia.

E o filho de Bete Gouveia era Totó (Tony Ramos), que vivia com sua família na Itália. Todos eram característicos italianos, abusavam do sotaque e eram muito unidos. Ele tinha uma forte ligação com os quatro filhos ---- Adamo (Germano Pereira), Agostina (Leandra Leal), Agnello (Daniel de Oliveira) e Alfredo (Miguel Roncato) ---- e com a irmã, Gemma, interpretada brilhantemente por Aracy Balabanian.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Globo mira no saudosismo e acerta em cheio com a exibição dos especiais do "Sai de Baixo"

Para substituir a segunda temporada de "Revenge", a Globo resolveu apostar na exibição dos quatro episódios inéditos do "Sai de Baixo", gravados em junho para o especial de aniversário do Canal Viva. E levando em consideração os índices de audiência alcançados e a alegria que provocou no público saudosista, essa foi uma das decisões mais acertadas da emissora carioca nesse ano.


Após a exibição das duas temporadas de "Revenge", a Globo resolveu mirar no saudosismo através da volta do passado glorioso dos finais de domingo. Afinal, a partir de 1996, o telespectador tinha a obrigação de ver as confusões da família do Arouche antes de pensar que a segunda-feira estava chegando. Não foi por acaso que a atração virou um fenômeno, permanecendo no ar até 2002.

O humor politicamente incorreto, os improvisos, a burrice aguda de Magda (Marisa Orth), o preconceito de Caco Antibes (Miguel Falabella), a arrogância de Cassandra (Aracy Balabanian), o ar conciliador de

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Canal Viva homenageia atrizes e presenteia o público com a criação da série "Damas da TV"

A televisão foi criada para ser um objeto de entretenimento e informação. Mas a verdade é que esse inanimado objeto acabou virando muito mais que isso: se transformou em um grande companheiro e acabou se tornando parte da família. Com certeza é um dos eletrodomésticos que ficam mais tempo ligados. E após o surgimento da tevê, o público pôde conhecer inúmeros talentos através de seriados, programas e claro, novelas, a paixão do brasileiro. E a teledramaturgia foi o produto que mais revelou (e ainda revela) profissionais (autores, diretores, atrizes e atores) que são admirados e reverenciados até hoje. Portanto, nada mais justo do que criar um programa para homenagear algumas dessas pessoas; no caso, as atrizes foram as escolhidas da vez. E foi exatamente o que o canal Viva fez ao lançar o "Damas da TV".


Idealizado pelo produtor cultural e diretor da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras, que fica no Rio de Janeiro), Hermes Frederico, o programa de entrevistas teve como objetivo celebrar os 50 anos de telenovela brasileira através de homenagens a grandiosas mulheres que engrandeceram o gênero e ainda ajudaram a estabelecê-lo como o mais querido do país com suas magníficas atuações. Cada episódio (serão 23 entrevistadas) terá 25 minutos de duração e irá ao ar todas as quartas-feiras, às 21h. O critério para a escolha das convidadas foi que tivessem mais de 40 anos de novelas e fossem atuantes até hoje.

O Brasil, para a sorte do público, está repleto de extraordinárias atrizes. Mas conseguir entrevistá-las nem sempre é uma tarefa fácil. Entretanto, o canal a cabo da Globosat atingiu esse complicado objetivo em prol dessa excelente produção, que estreou nessa quarta (28/08). Glória Menezes ---- a protagonista da primeira novela diária da história ("2-5499 ocupado", na extinta TV Excelsior) ---- abriu a temporada com uma deliciosa entrevista,

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Sai de Baixo Chatice" mata a saudade do público e sai de cena como um dos grandes acertos do Canal Viva

Na última terça (02/07), foi ao ar o quarto e último episódio inédito de "Sai de Baixo". O especial com quatro episódios de um dos melhores humorísticos da televisão brasileira chegou ao fim comemorando os três anos do Canal Viva e o imenso sucesso que essa iniciativa proporcionou. O público estava morrendo de saudades de Caco Antibes (Miguel Falabella), Neide Aparecida (Márcia Cabrita), Vavá (Luis Gustavo), Cassandra (Aracy Balabanian) e Magda (Marisa Orth), e demonstrou esse sentimento prestigiando a volta do programa na televisão e disputando os convites que foram distribuídos para convidados e telespectadores.


Ideia de Letícia Muhana, diretora do Viva, o retorno da turma do Arouche foi um verdadeiro presente para os fãs e saudosistas. Apesar das inúmeras dificuldades, Letícia conseguiu convencer Falabella (que também era roteirista da atração) a entrar de cabeça nessa 'loucura'. Apesar de estar envolvido em inúmeros trabalhos (incluindo a série "Pé na Cova"), Miguel ainda dispôs seu tempo para colocar no papel o roteiro sobre a volta dessa família. Roteiro esse que ele já tinha na cabeça; ou seja, apesar de nunca ter cogitado esse retorno até então, havia uma esperança na cabeça do intérprete do impagável Caco.

Após quatro programas exibidos, todos excelentes e hilários, ficou claro que a iniciativa foi mais do que acertada. O risco de trazer de volta uma atração tão bem-sucedida e manchá-la com um fracasso era iminente. Um exemplo recente foi o remake de "Guerra dos Sexos". Apesar de ter sido uma novela muito agradável, o

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Canal Viva comemora três anos e presenteia o público com a volta do inesquecível "Sai de Baixo"

Para comemorar os três anos do Viva, o canal a cabo resolveu presentear o telespectador com quatro episódios inéditos de um programa que até hoje é lembrado: o "Sai de Baixo". Desde que começou a ser reprisado pela emissora, o humorístico, que conta a vida de uma hilária família falida do Arouche, não demorou muito para entrar na lista de atrações mais vistas do canal. Caco Antibes, Cassandra, Edileusa, Neide, Ribamar, Vavá e Magda nunca saíram da memória do público e a comprovação desse carinho pôde ser vista na estreia do primeiro episódio inédito exibido na última terça-feira (11/06).


Intitulado como "Sai de Baixo Chatice", o programa voltou se adequando aos novos tempos. Se aproveitando da nova 'PEC das domésticas', Neide Aparecida (Márcia Cabrita) enriqueceu após processar uma ex-patroa e comprou o apartamento do Arouche. Vavá (Luis Gustavo), aliás, perdeu o apartamento por não pagar o condomínio. O episódio se inicia quando os moradores do Largo do Arouche, que não se reúnem há 11 anos, recebem um convite anônimo para um jantar no apartamento onde viveram. Caco (que havia sido preso na Dinamarca), Vavá (que estava na Floresta Amazônica), Magda (que, depois de deportada, morava no aeroporto) e Cassandra (que estava morando na casa de uma tia pão-dura) aceitam o convite movidos pela curiosidade. Ao chegarem no local, se chocam quando vêem a antiga empregada como a nova proprietária do imóvel. Porém, apesar do susto, como estão todos falidos, acabam aceitando o convite da nova ricaça para morar de favor no antigo endereço. Entretanto, no final do episódio, graças ao golpe dado por Caco, Neide volta a ser pobre e o apartamento retorna para as mãos da família. Em suma: o "Sai de Baixo" está de volta.

E o retorno dessa inesquecível turma foi fantástico. O telespectador matou as saudades das piadas politicamente incorretas do Caco sobre a pobreza (agora envolvendo a famigerada classe C), das imbecilidades ditas pela Magda, dos improvisos de Miguel Falabella, do riso frouxo de Aracy Balabanian e