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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Dennis Carvalho foi um dos melhores diretores da teledramaturgia brasileira

 A morte de Dennis Carvalho, neste sábado (28/02), aos 78 anos, não representa apenas a despedida de um diretor, como marca o fim de uma era em que a teledramaturgia brasileira consolidou linguagem, escala industrial e ambição estética sob um mesmo comando criativo. Dennis foi, ao longo de cinco décadas, uma engrenagem central da TV Globo, ajudando a moldar sua identidade artística e também suas contradições.


Sua chegada à emissora, em 1975, para atuar na primeira versão de "Roque Santeiro" foi simbólica. A novela acabou censurada pela ditadura militar antes da estreia, tornando-se um dos casos mais emblemáticos de intervenção política na cultura brasileira. A frustração daquele projeto abortado revelava o ambiente de tensão em que a televisão operava  e Dennis testemunhou, desde cedo, como arte e poder se entrelaçavam na dramaturgia nacional.

Como ator, mostrou talento ao viver Inácio, em "Brilhante" (1981), um personagem gay, filho de Chica (Fernanda Montenegro),  em um momento em que a representação LGBTQIA+ na TV aberta ainda era cercada de estigmas e limitações.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

"Tributo" fecha a temporada com merecida homenagem a Dennis Carvalho

 “Modéstia à parte, a gente fez muita coisa bonita”, se orgulha Dennis Carvalho ao revisitar cenas de alguns de seus grandes trabalhos na televisão, seja na posição de diretor ou de ator – às vezes, em ambas. Nesta sexta-feira, dia 13, após o ‘Globo Repórter’, ‘Tributo’ mergulhou na história de um dos mais importantes criadores e intérpretes da televisão brasileira. No especial, com a presença de amigos, familiares, parceiros de cena e de vida, Dennis Carvalho partilhou memórias hilárias, curiosidades de bastidores, e recebeu, emocionado, o carinho de quem muito se orgulha de ter convivido e trabalhado com ele.

A relação profissional de Dennis Carvalho com a televisão despontou em meados da década de 1960. Com passagens pela TV Paulista e pela TV Tupi, chegou à TV Globo em 1975, contratado para atuar na novela ‘Roque Santeiro’, que acabou tendo sua exibição proibida pela censura. Foi então com a novela ‘Locomotivas’ (1977), onde interpretava o personagem Netinho, que Dennis viveu sua primeira experiência em direção, conduzindo algumas cenas nas últimas semanas da trama e iniciando a tão marcante outra função de sua carreira artística. “Um talento imenso nas duas posições. Um grande ator e um grande diretor”, destaca Boni, ex-vice-presidente de operações da Rede Globo.

Depois de emendar vários trabalhos, Dennis deu vida a Pedro Henrique, no emblemático seriado ‘Malu Mulher’ (1979), onde viu consolidar sua vocação para a dupla jornada, tendo como um dos principais mentores o diretor Daniel Filho. “Quando eu estava fazendo uma novela, como ator, com o Daniel, e não estava gravando, subia no switcher [de onde se conduz as gravações] e ficava ao lado dele aprendendo como ele dirigia. Foi uma aula para mim”, lembra.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duramente criticada e com audiência abaixo das expectativas, "Segundo Sol" foi uma grande decepção

O fenômeno "Avenida Brasil", exibido em 2012, colocou João Emanuel Carneiro em um outro patamar. Após três novelas de grande sucesso ---- "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita" ----, o autor conseguiu emplacar uma produção que parou o Brasil e virou um dos folhetins mais exportados da Globo. Parecia a consagração da sua carreira. Porém, a trama que marcou o duelo inesquecível de Carminha e Rita virou uma espécie de "maldição" para o escritor. Desde então, João não consegue mais desenvolver uma boa história que prenda o público. Fracassou com "A Regra do Jogo", em 2015, e agora produziu o seu pior enredo com "Segundo Sol", que chegou ao fim nesta sexta-feira (09/11).


A novela, dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médici, parecia promissora no início, mesmo diante da avalanche de críticas (merecidas) em torno da ausência de atores negros em um enredo ambientado na Bahia. Afinal, a premissa em torno de um fracassado cantor de axé, que se transformava em ídolo nacional quando sua falsa morte era divulgada na imprensa, despertava interesse. Emílio Dantas logo se destacou na pele do carismático Beto Falcão. Porém, logo no segundo capítulo ficou claro que a história verdadeira da novela não era essa e ,sim, sobre Luzia (Giovanna Antonelli), marisqueira que se apaixonava à primeira vista pelo cantor e tinha sua vida arruinada pelas vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).

Isso não seria um problema se a trama da personagem fosse atrativa e bem conduzida. Mas não foi. A mocinha sofreu o tempo todo e passou a novela inteira fugindo da polícia e das mulheres que a destruíram, enquanto Beto se anulou e teve sua importância bastante diminuída na história. Os ditos protagonistas eram tão burros e passivos que não havia como torcer por eles.

terça-feira, 15 de maio de 2018

"Segundo Sol" tem estreia movimentada e embalada por nostálgica trilha sonora

"Tudo pode ser transformado. Tudo que se perdeu pode existir de novo. De outro jeito. Reinventado. Reconstruído de outra forma. Só depende de você. Só você pode dar uma nova chance para a sua vida". A premissa de "Segundo Sol", nova novela das nove, que estreou nesta segunda-feira (14/05), é bastante interessante. Mas não apenas porque pode render uma boa história e, sim, porque acaba servindo para o próprio autor. João Emanuel Carneiro foi o responsável pelo fenômeno "Avenida Brasil" (2012) e fracassou com "A Regra do Jogo" (2015), seu último trabalho na Globo. Ou seja, essa nova empreitada não deixa de ser uma nova chance para ele mostrar o quão é talentoso.


A última novela do escritor foi um tropeço em sua brilhante carreira e seu novo enredo tem tudo para conquistar o telespectador. João aposta agora no folhetim mais rasgado, deixando maiores complexidades de lado, com o claro objetivo de reconquistar o público. E sua estratégia se mostra bem correta, ainda mais substituindo o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso", de Walcyr Carrasco, que arrebatou a audiência com um melodrama rasgado, repleto de clichês. Sai de cena o Jalapão e o lindo cenário de Tocantins, cedendo lugar para as belezas da Bahia. Ambientada em Salvador e na fictícia Boiporã, a trama traz duas fases separadas por 18 anos. A primeira se passa entre 1999, 2000 e 2001.

A vingança de Clara Tavares (Bianca Bin) é substituída pela saga de Beto Falcão (Emílio Dantas), cantor que estourou com o sucesso "Axé Pelô", em 1994, mas enfrenta a decadência no final dos anos 90, se dando conta da diminuição de seu cachê e precisando lidar com dívidas, contraídas pelo seu irmão, o 171 Remy (Vladimir Brichta).

sexta-feira, 4 de maio de 2018

"Segundo Sol": o que esperar da próxima novela das nove?

A missão de substituir um sucesso de audiência é tão complicada quanto entrar no lugar de um fracasso. Essa questão já foi levantada várias vezes aqui. Walcyr Carrasco foi a última pessoa a enfrentar esse desafio, lançando "O Outro Lado do Paraíso" depois de "A Força do Querer", a melhor novela de Glória Perez e responsável por elevar a média do horário nobre da Globo em nove pontos, após uma crise de anos. Mas o autor não só conseguiu atingir o objetivo, como emplacou mais um fenômeno em sua carreira, superando a trama antecessora e marcando a melhor média desde "Avenida Brasil". Um feito e tanto. Agora a responsabilidade é de João Emanuel Carneiro, ironicamente responsável pelo último folhetim citado.


O autor dos imensos sucessos "Da Cor do Pecado" (2004) e "Cobras & Lagartos" (2006), além da ousadas e excelentes "A Favorita" (2008) e a série "A Cura" (2010), tem como tarefa fazer jus a essas produções aclamadas pelo público, incluindo, claro, seu maior êxito da carreira: "Avenida Brasil" (2012). Isso porque João não alcançou o resultado esperado com "A Regra do Jogo" (2015), seu pior trabalho até então, que teve sérios problemas de desenvolvimento e uma audiência nada satisfatória. Seu último folhetim contou com um aparentemente audacioso enredo em torno de uma facção criminosa, mas falhou ao desmembrá-lo, afastando o telespectador.

Na época, cogitou-se a rejeição do público em roteiros mais realistas, em virtude do trágico cenário nacional, com telejornais anunciando corrupção e violência a todo instante. Mas a verdade é que a trama pecou em vários aspectos e o sucesso de "A Força do Querer", apenas dois anos depois, acabou reforçando isso.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mesclando música e romance, "Rock Story" cumpriu sua missão com louvor

A estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo na Globo foi a melhor possível. A sua primeira novela --- após 20 anos de casa e de ter trabalhado como colaboradora de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, entre outros --- ousou ao quebrar a sequência de comédias românticas que a faixa das sete vinha exibindo com êxito e conseguiu conquistar o público com uma história simples, mas repleta de histórias convidativas e bons personagens. O resultado foi um folhetim gostoso de ser acompanhado, cujos deslizes (observados principalmente nos dois últimos meses) ficaram menores que os acertos.


A trama, que teve uma ótima direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, apresentou a música como protagonista e usou o rock como elemento diferenciador. Afinal, o gênero tem cada vez menos espaço nas rádios e na televisão em virtude da dominação quase total do sertanejo, funk e afins. Portanto, tê-o como foco em um enredo foi muito benéfico e a ideia de contar a trajetória de um roqueiro decadente não poderia ter sido melhor. Gui Santiago foi um protagonista apaixonante e a escolha de Vladimir Brichta --- marcando seu retorno às novelas após 12 anos ---- se mostrou de uma precisão cirúrgica.

O ator deu um show vivendo um perfil nada politicamente correto e cheio de defeitos. Não foi difícil torcer por ele de imediato. Nathalia Dill, por sua vez, novamente se destacou e convenceu na pele da destemida Júlia, tendo uma clara sintonia com Vladimir. Ela ainda brilhou vivendo a gêmea Lorena e é uma pena que a irmã malvada da mocinha não tenha sido bem aproveitada pela autora.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"Rock Story" vem se mostrando uma agradável surpresa

A atual novela das sete estreou no dia 9 de novembro, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a trama da estreante Maria Helena Nascimento vem agradando bastante. "Rock Story" reúne elementos de um delicioso folhetim, ao mesmo tempo que foge das características das últimas produções da faixa. Afinal, a história não tem muito humor, não há excesso de cores ou casais adolescentes em posições de destaque e seu protagonista é um roqueiro falido quarentão. Para culminar, como o próprio título comprova, a trilha é composta por rock e pop.


A ousadia da autora é muito válida, mas vale ressaltar que não há nada de errado em ter personagens jovens protagonistas ou apresentar a comédia contrabalançando o drama. Afinal, o fenômeno "Totalmente Demais" foi um dos maiores acertos de 2016, reunindo um conjunto impecável que arrebatou o público. Já "I Love Paraisópolis" foi péssima e "Haja Coração" começou promissora, mas se perdeu por completo. Portanto, repetir fórmulas nem sempre dá certo, assim como fugir do comum pode ser um grave erro.

No caso da atual trama, houve uma nova proposta, cujo maior objetivo é mesclar a música com a dramaturgia, tendo uma premissa semelhante ao sucesso "Cheias de Charme", mas deixando de lado o tom caricato e carnavalesco da obra atualmente reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo". Em "Rock Story há um tom mais 'sombrio', principalmente em torno do protagonista, que representa a figura de um ídolo que viu tudo o que conquistou escorrer pelos seus dedos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Rock Story": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete chegou a se chamar "Sonha Comigo" por um bom tempo, até mudar definitivamente para "Rock Story". E a trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após ter sido colaboradora de vários autores, como Antônio Calmon ("Caras & Coroa", "Um Anjo Caiu do Céu", "O Beijo do Vampiro" e "Começar de Novo"), Aguinaldo Silva ("Suave Veneno") e Gilberto Braga ("Pátria Minha", "Celebridade", "Paraíso Tropical" e "Insensato Coração"), entre outros. Agora o seu desafio é manter os bons índices de audiência de "Haja Coração" e conquistar o público de uma das faixas mais complexas da Globo.


A trama será bem musical, tendo um quê de "Cheias de Charme" (fenômeno das sete que vem sendo reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo"). O mocinho é interpretado por Vladimir Brichta, que retorna aos folhetins após 11 anos (sua última novela foi "Belíssima", em 2005). Ele viverá o Gui, um roqueiro que fez muito sucesso nos anos 90, mas enfrenta um período de esquecimento, principalmente pela perda de espaço do rock no mercado da música. Seu objetivo é tentar se reerguer nos dias atuais. E seu maior inimigo será Léo Régis (Rafael Vitti), cantor romântico que faz imenso sucesso entre as adolescentes.

A rivalidade se dará por conta da canção "Sonha Comigo", que Gui garante ser sua e acusa o concorrente de roubá-la. A situação lembra um pouco, guardada as devidas proporções, a vivida por Maria Clara Diniz (Malu Mader) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) em "Celebridade. Na trama, a empresária ganha fortunas após ser intitulada a "Musa do Verão", em virtude da música de mesmo título escrita para ela.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Ofício em Cena" une informação, curiosidades e paixão pela televisão

Em abril deste ano, a GloboNews lançou um excelente programa: o "Ofício em Cena". A atração é resultado de uma parceria inédita entre o Jornalismo do canal a cabo e o Entretenimento da Globo. Comandado por Bianca Ramoneda, o formato é inspirado no projeto criado pelo saudoso José Wilker, que propunha justamente um produto que mostrasse para o público conversas sobre os bastidores da televisão.


A ideia é exibir o processo criativo e a forma de trabalho dos autores, diretores, figurinistas, atores e atrizes, que revelam suas técnicas e experiências, diante de um plateia repleta de colegas e também de estudantes de diversas áreas de comunicação interessados em aprender mais sobre o ofício. Todas as entrevistas são agradáveis e Bianca se preocupa em perguntar somente o necessário, deixando o entrevistado desenvolver seu pensamento com tranquilidade.

A primeira temporada foi primorosa e contou com nomes como: Dennis Carvalho --- que até falou na época sobre os problemas enfrentados em "Babilônia" ---, Amora Mautner, Ney Latorraca, Susana Vieira, Tony Ramos, George Moura (autor das excepcionais "O Canto da Sereia", "Amores Roubados e "O Rebu"),

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rejeitada e marcada pelos equívocos, "Babilônia" chega ao fim responsável pelo próprio fracasso

Para o alívio da Globo, chegou ao fim, nesta sexta-feira (28/08), uma das novelas mais problemáticas que já passaram pelo horário nobre: "Babilônia". Escrita pelo experiente Gilberto Braga, em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama (com apenas 143 capítulos) foi o maior fracasso da história do horário e sai de cena com uma amarga média geral de 25 pontos, índice compatível com um folhetim das sete. Encurtada em praticamente dois meses (seu término era previsto para o fim de outubro), a produção --- que chegou a empatar e a ter, algumas vezes, menos audiência que "Malhação", "Alto Astral" e "I love Paraisópolis" --- teve inúmeros equívocos e ficou pouco menos de seis meses no ar.


A história tinha como protagonistas três mulheres, onde duas delas eram as vilãs e uma a mocinha. Beatriz (Glória Pires), Inês (Adriana Esteves) e Regina (Camila Pitanga) seriam os pilares de sustentação do enredo, que despertou boas expectativas, após a exibição das chamadas iniciais e do atrativo primeiro capítulo. Parecia um folhetim promissor, ao menos em torno da trama central. Porém, ironicamente, foi um núcleo paralelo o causador da primeira polêmica: a novela sofreu uma forte rejeição do público logo na estreia em virtude de um beijo lésbico, protagonizado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, intérpretes de Teresa e Estela.

Claro que o fato de terem exibido o beijo logo na estreia, sem o telespectador conhecer a história das personagens, foi o fato agravante dessa 'rejeição'. Infelizmente não deveria ser assim, mas parte da audiência é muito conservadora. Entretanto, este nunca foi um problema da novela. Pelo contrário, a relação de Estela e Teresa sempre foi muito bonita e telespectador reclamando sempre terá, faz parte. Houve um foco tão grande em cima dessa circunstância que ocorreu um certo 'esquecimento' em torno do conjunto da obra, esse sim equivocado.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mutilada, "Babilônia" perde ainda mais o rumo e fica pior do que já estava

A situação está a cada dia mais crítica para "Babilônia". A novela, que estreou em março, vem enfrentando uma forte rejeição da audiência e todas as alterações feitas na história até agora só conseguiram deixar tudo ainda pior. Os autores estão completamente perdidos na condução da trama, que, em virtude do péssimo Ibope, será encurtada em mais de três semanas ---- terminará com apenas 143 capítulos, mesmo número de "Em Família". Ou seja, prevista para acabar em setembro, a produção chegará ao fim em agosto, antecipando a estreia de "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro.


O primeiro capítulo da novela foi excelente e muito promissor, porém, não demorou muito para que a história começasse a apresentar vários problemas em torno do seu enredo e personagens. A falta de um fio condutor, perfis atrativos e situações que prendessem a atenção do telespectador foram as principais causas para o afastamento do público, que se desinteressou por tudo o que estava sendo contado. A evasão foi tão grande que a média de audiência do folhetim até agora é de 25,5 pontos, índice pífio, levando ainda em consideração o fracasso de "Em Família", que teve 30 de média. Vale lembrar, inclusive, que a trama perdeu várias vezes para "Alto Astral" e agora vem perdendo para "I love Paraisópolis", duas novelas das sete.

Mas, é preciso sempre ressaltar, que audiência nem sempre implica em qualidade. Há várias produções que fracassaram primorosas (vide "Lado a Lado" e "Meu Pedacinho de Chão"), assim como alguns sucessos passaram longe de serem considerados bons (como "Caminho das Índias" e "Fina Estampa"). Só que no caso de "Babilônia" os baixos índices refletem, sim, o problemático enredo de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Rejeitada pelo público e com audiência preocupante, "Babilônia" precisa recomeçar

O primeiro capítulo de "Babilônia" foi promissor. O duelo das grandes vilãs foi o principal atrativo da novela, que ainda apresentou um lindo beijo de duas mulheres, que se amam há mais de 35 anos, logo na estreia. A história, a princípio, prometia grandes momentos. Porém, a trama tem apresentado deficiências ao longo dos capítulos e a rejeição do público não demorou a ser exposta através de uma queda contínua de audiência.


Os números têm assustado a direção da Globo e a média da novela já empatou algumas vezes com "Alto Astral" (trama das sete que vem obtendo bons índices), o que é considerado algo atípico e preocupante. "Em Família", o maior fracasso do horário nobre até então, teve 30 pontos de média geral e a atual trama tem conseguido entre 20 e 26 pontos, no máximo. E esta forte rejeição pode ser explicada por alguns fatores.

"Babilônia" até agora não começou a contar sua história. O que se vê é um amontoado de núcleos soltos e um enredo sem uma linha de direção. A ambição, de acordo com a sinopse, é o mote do folhetim. E realmente há uma grande quantidade de personagens ambiciosos. Entretanto, a ganância em si não é a responsável pela movimentação da novela.

terça-feira, 17 de março de 2015

Com bom ritmo, "Babilônia" faz ótima estreia e aposta no duelo de vilãs para prender o público

Aguinaldo Silva saiu de cena e cedeu lugar para três colegas. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga são os autores de "Babilônia", nova novela das nove, que estreou nesta segunda (16/03) com missão de aumentar os índices de "Império", que podem ser considerados satisfatórios depois do fracasso de "Em Família" (aumentou a média em 3 pontos). Dirigida por Dennis Carvalho, a trama apresentou um atrativo e movimentado primeiro capítulo, despertando interesse pelo enredo que aborda os diferentes tipos de ambição.


A história tem três mulheres como protagonistas. Glória Pires vive a poderosa e devoradora de homens Beatriz e Adriana Esteves interpreta a recalcada e infeliz Inês. As duas eram amigas de infância, mas a relação acaba com o tempo e as duas viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Já Camila Pitanga é Regina, o vértice deste triângulo feminino ----- afinal, o assassinato do pai dela é o ponto que entrelaça o trio. Ao contrário das outras duas, que transbordam ganância e veneno, a mulher batalha para sustentar a família e não passa por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Ou seja, há uma mocinha e duas vilãs no núcleo central.

Através destas três mulheres, a ambição será mostrada das mais diversas formas e, de uma certa maneira, servirá de pano de fundo para basicamente todos os conflitos da nova novela. O primeiro capítulo priorizou o nascimento da rivalidade entre Beatriz e Inês, com a história começando a ser contada no ano de 2005.

quinta-feira, 12 de março de 2015

"Babilônia": o que esperar da próxima novela das nove?

Gilberto Braga e Ricardo Linhares começaram uma parceria (como autores titulares) na ótima "Paraíso Tropical" (2007) e depois mantiveram a dupla na fraca "Insensato Coração" (2011). Eles, agora, ganharam mais uma companhia: João Ximenes Braga, um dos responsáveis pela caprichada "Lado a Lado" (2012) e antigo colaborador de Gilberto. Portanto, o trio será responsável pela nova trama das nove, cujo título é "Babilônia" ----- o clipe você pode conferir aqui.


Dirigida por Dennis Carvalho, a trama falará sobre diferentes tipos de ambição e terá três protagonistas: duas vilãs e uma mocinha. Glória Pires e Adriana Esteves serão Beatriz e Inês, respectivamente ------ as, até então, amigas de infância viram inimigas mortais quando se reencontram depois de anos. Tudo porque Inês sente inveja do sucesso e da riqueza da rival, que se casou com um poderoso empresário (Evandro - Cássio Gabus Mendes), dando um golpe do baú. Já Regina (vivida por Camila Pitanga) terá pavio curto e será uma típica mulher batalhadora, honesta, que luta para viver dignamente para sustentar sua família.

A história das três será entrelaçada por um crime: Beatriz matará o pai de Regina, incriminando Inês. A motivação da vilã milionária está diretamente ligada à 'amiga', uma vez que a mesma grava Beatriz traindo o marido com Cristóvão (Val Perré). A empresária mata o amante e ainda joga a culpa na pessoa que virou uma pedra em seu sapato.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

"Celebridade": um sucesso de Gilberto Braga

Exibida entre outubro de 2003 e junho de 2004, "Celebridade" foi um grande sucesso de Gilberto Braga. A trama, com ótimos personagens e grande elenco, agradou e conquistou a audiência. Dirigida por Dennis Carvalho, a novela abordou a busca pela fama, os malefícios que a superexposição pode causar para uma pessoa e o nível de obsessão que alguns têm pelo poder e pelo dinheiro.


Protagonizada por Malu Mader, a história tinha como eixo central a vida da poderosa Maria Clara Diniz, modelo que conheceu o sucesso quando (aparentemente) seu então namorado compôs para ela "Musa do verão", música que estourou em todas as rádios em 1988. E a tragédia que abalou sua vida ----- no dia do seu casamento, o compositor foi assassinado por um boêmio (Ubaldo) que afirmava ter sido o verdadeiro autor da canção ----- não encerrou sua carreira, pelo contrário: a profissão de modelo cedeu lugar para a de empresária. Ela passou a buscar novos talentos e agenciar estrelas, produzindo shows também.

A novela começa de fato quando Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) inicia um plano para entrar na vida de Maria Clara. Filha da verdadeira "Musa do Verão", a vilã finge ser uma fã da ex-modelo com o intuito de se vingar. Com a ajuda de Marcos (Márcio Garcia), seu namorado e cúmplice, ela consegue trabalhar na empresa da 'rival' e vira amiga íntima da toda poderosa.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"Vale Tudo": uma novela que entrou para a história da teledramaturgia

Dirigida por Dennis Carvalho e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères, "Vale Tudo" estreou no dia 16 de maio de 1988 e foi ao ar até 6 de janeiro de 1989. A novela substituiu "Mandala" e foi substituída por "O Salvador da Pátria", duas tramas que ainda são lembradas. Mas este folhetim escrito pelos três autores citados foi um verdadeiro fenômeno de popularidade e um marco na história da teledramaturgia ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1992.


A história abordou vários assuntos interessantes e ainda colocou o dedo nas questões morais do Brasil, expondo esta ferida para todos os telespectadores. A conturbada relação de Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) era um dos principais focos da trama, que começou a se desenrolar a partir de um golpe que a filha mau-caráter deu na própria mãe. O único bem das duas era a casa do pai de Raquel (deixada por ele no nome da neta), localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Mas Maria de Fátima vende o imóvel para tentar a vida como modelo no Rio de Janeiro.

Ao se estabelecer no RJ, a vilã se envolve com César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli), um ex-modelo que atua como garoto de programa e tão ambicioso quanto ela. Já Raquel, após descobrir que foi enganada pela filha, chega ao Rio para ir atrás dela.

sábado, 2 de novembro de 2013

Com um final coerente e emocionante, "Sangue Bom" fecha seu ciclo e sai de cena honrando suas inúmeras qualidades

A novela das sete que abusou da complexidade de seus personagens, da metalinguagem na história, do ótimo texto e da crítica ao mundo das celebridades fechou seu ciclo. Com 160 capítulos exibidos, "Sangue Bom", dirigida por Dennis Carvalho, chegou ao fim abusando da emoção e do bom humor, características que marcaram a trama desde o primeiro capítulo. E o telespectador que acompanhou, torceu, chorou, riu e se envolveu com esse folhetim com certeza terá boas lembranças para guardar.


A história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi a primeira novela inédita da dupla ---- a anterior ("Ti ti ti") era um remake, assim como "Anjo Mau", cujo autoria era somente de Maria Adelaide, já que Vincent na época era só colaborador. E essa estreia foi em grande estilo. Os autores conseguiram apresentar todos os elementos clássicos de uma novela das sete e ainda souberam brincar com muitas críticas sociais que eram inseridas na obra de uma forma ácida e totalmente real.

Através da Amora (Sophie Charlotte), a personagem que carregou a trama, foi abordado o conflito entre o 'ser' e o 'ter', em meio ao 'submundo' das celebridades, que servia como pano de fundo para toda a história central. A patricinha vivia de sua imagem, apresentava um programa que falava sobre a rica vida

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nova "Malhação" estreia com clima de novela das sete

Estreou, nessa segunda-feira (08/07), a vigésima-primeira temporada de "Malhação". Após uma ótima fase escrita por Rosane Svartman e Glória Barreto, chegou a hora de Ana Maria e Patrícia Moretzsohn assumirem o comando. Sendo dirigida por Dennis Carvalho (núcleo) e Vinícius Coimbra (geral), a história agora não terá mais o colégio como figura central e sim um casarão, no Grajaú, que reúne filhos de diferentes casamentos, formando uma família bastante conflituosa.


O primeiro capítulo foi agradável, embora não tenha acontecido nada de muito relevante. Nem foi possível uma apresentação mais rica das protagonistas (Sofia - Hanna Romanazzi  e Anita - Bianca Salgueiro), quem mais apareceu foi Ben, mocinho vivido por Gabriel Falcão. Mas o foco mesmo ficou voltado para o casarão. Nele moram Ronaldo (Tuca Andrada) e Vera (Isabela Garcia) com seus seis filhos. Aliás, o casal acabou de se mudar para o local, o que despertou a fúria de Maura (Alexandra Richter), uma perua que fará de tudo para infernizar os vizinhos. Do outro lado da cidade, mais especificamente na Barra da Tijuca, vive Bernardete (Fernana Souza) e Caetano (Paulo Betti). Uma periguete deslumbrada que namora um homem bem mais velho. Caetano, por sinal, é ex-marido de Vera.

Pelo pouco do que foi visto, tanto em relação à trama quanto ao elenco, pode-se dizer que a história tem seus atrativos e que Anna Rita Cerqueira (Flaviana), Hanna Romanazzi, Bianca Salgueiro,Vitor Tiré (Sidney), Bruna Griphao (Giovana), Isabela Garcia, Patrícia Pinho (Soraia) e Tuca Andrada se destacaram