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quarta-feira, 6 de maio de 2026

"A Nobreza do Amor" tem início bem estruturado e sem pressa, mas escassez de figurantes é um problema

 Há um contraste curioso e bastante positivo no trabalho de Duca Rachid, Elisio Lopes Jr. e Julio Fischer em "A Nobreza do Amor". Depois de uma experiência anterior marcada por atropelos narrativos em "Amor Perfeito", o trio demonstra, agora, um domínio muito mais consciente do tempo dramático e isso faz toda a diferença.


Há quase dois meses no ar, a novela das seis se revela um folhetim agradável de acompanhar justamente por aquilo que antes faltou: paciência. A construção das tramas é cuidadosa, sem a pressa que compromete o envolvimento do público. O romance entre a princesa Alika, vivida por Duda Santos, e o plebeu Tonho, de Ronald Sotto, é o melhor exemplo disso. Desde o primeiro encontro atravessado, com direito a esbarrão e troca de farpas, até o início do namoro, houve um percurso gradual, convincente e saboroso de acompanhar. Nada soa apressado, ao contrário, cada avanço do casal parece merecido.

A própria chegada da protagonista a Barro Preto, fugindo do golpe de estado liderado por Jendal (Lázaro Ramos), estabelece bem o tom da narrativa. A perda do pai, a adaptação a uma nova realidade e a construção de novas relações ---- inclusive sob a identidade de Lúcia ---- são desenvolvidas com equilíbrio.

sexta-feira, 27 de março de 2026

"A Nobreza do Amor": o que esperar da nova novela das seis?

 Uma superprodução que conecta um reino africano a uma pacata cidade do interior do Nordeste do Brasil e propõe uma união intercontinental através do amor, do desejo de justiça e do encontro com a ancestralidade. Em ‘A Nobreza do Amor’, uma fábula afro-brasileira dos anos de 1920 que chegou ao horário das seis da TV Globo no dia 16 de março, a distância de um oceano não é empecilho para um encontro de almas: Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto), uma princesa da África e um trabalhador do Brasil, protagonistas dessa história que reúne aventura, romance, humor e grandes emoções.


Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a novela se passa em dois universos fictícios, distantes geograficamente, mas com fortes entrelaçamentos que ajudam a revelar a face de um país que tem na África a fonte de uma das suas mais nobres raízes ancestrais. De um lado do oceano, Batanga, ex-colônia portuguesa, reino da costa ocidental da África, marcada por uma disputa de poder central na trama. Do outro, Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte, cidade onde litoral e sertão se cruzam, produzindo paisagens singulares de um microcosmo de Brasil, em seus conflitos e diversidade.

 

Um golpe de estado em Batanga dá início a essa trama envolvente, que reúne grande elenco e conta com cenas de tirar o fôlego. O ambicioso Jendal, vilão interpretado por Lázaro Ramos, é o responsável por trair e derrubar o rei Cayman II (Welket Bungué), usurpando seu trono,

segunda-feira, 16 de março de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "A Nobreza do Amor", a nova novela das seis

 A Globo promoveu na primeira quarta-feira de março, dia 4, a primeira coletiva virtual de 'A Nobreza do Amor', a nova novela das seis, escrita por Duda Rachid, Elisio Lopes Jr. e Júlio Fisher e dirigida por Gustavo Fernandez. Estiveram presentes os autores, o diretor e os atores Ronald Sotto, Duda Santos, Danton Mello, Cesar Ferrario, Nicolas Prattes, Theresa Fonseca, Fabiana Karla, Cássio Gabus Mendes, Vitória Rodrigues, Quitéria Kelly, Daniel Rangel, Fábio Lago, Raíssa Xavier, Marcelo Médici, Samantha Jones, Júlia Lemos, Emanuelle Araújo, João Fontenele, Carol Badra, Ítalo Martins e Lukete. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Julio Fischer comentou sobre a essência do enredo: "É um universo fabular e temos elementos ficcionais, mas não são totalmente fantasiosos. Essa nossa ficção é muito calcada da pesquisa histórica. O protagonismo negro está desde a nossa primeira ideia, que foi contar a história de uma princesa negra. Foi uma preocupação nossa e a semente da novela foi a partir desse propósito. Vai existir um confronto para alcançar uma justiça e existe um confronto, mas visando um bem maior".

Duca Rachid complementou: "África não é uma só e trouxemos várias Áfricas. Trouxemos várias referências da literatura, assim como fizemos em 'Cordel Encantado', e podemos trazer uma riqueza de linguagem, mas calcada em pesquisa histórica. A gente tá fazendo uma novela dois em um e considero essa a mais difícil para mim.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Início corrido e desperdício de personagens prejudicaram trajetória de "Amor Perfeito"

 A novela das seis da Globo teve um primeiro capítulo repleto de acontecimentos e um telespectador mais desatento deixou passar várias situações importantes que foram simplesmente jogadas sem maiores explicações. Mas o ritmo seguiu frenético por duas semanas, onde o enredo central acabou quase totalmente desmembrado com uma virada atrás da outra, todas sem qualquer impacto. O resultado a médio prazo da estratégia dos autores Duca Rachid, Júlio Fisher e Elísio Lopes Jr era previsível: a perda de fôlego da trama. E foi o que aconteceu com "Amor Perfeito", que chegou ao fim nesta sexta-feira (22/09), após meses sem história e muitos personagens desperdiçados. 


A novela simplesmente não teve mais o que apresentar ao público depois das duas primeiras semanas. A produção é inspirada no livro "Marcelino Pão e Vinho" e várias adaptações foram necessárias porque o clássico não daria um folhetim com meses no ar. Mas parece que, os mesmos autores que se preocuparam com a criação de novos conflitos, se esqueceram que não bastava criá-los, era preciso também saber desenvolvê-los. Tudo o que aconteceu com a protagonista em duas semanas destruiu a saga da mocinha e por uma explicação óbvia: não houve tempo para o telespectador conhecer e se envolver com aquilo que foi mostrado a toque de caixa. 

O pai de Marê (Camila Queiroz) foi "assassinado" logo na estreia pela vilã, que não pensou duas vezes em incriminar a enteada. Logo no segundo capítulo, a mocinha foi acusada pelo crime e pouco tempo depois acabou presa por conta de armações bastante frágeis de Gilda (Mariana Ximenes). Até o julgamento foi em tempo recorde, algo bem peculiar em se tratando de Brasil.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

"Amor Perfeito" parece uma novela 'TikTok'

 A atual novela das seis está em sua quarta semana de exibição. Praticamente um mês no ar. Mas não parece. "Amor Perfeito" aparenta estar em plena reta final a ponto do telespectador pensar qual será a produção substituta da Globo na faixa das 18h. Exagero? Infelizmente, não é o caso. A história, dirigida por André Câmara, teve um primeiro capítulo atropelado de acontecimentos e o equívoco da correria se mantém até hoje inexplicavelmente. 


É incompreensível o método que Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. têm utilizado para contar uma história que desperta a atenção por ser baseada em um livro tão querido e conhecido ---- "Marcelino Pão e Vinho", escrito pelo espanhol José María Sanchez Silva, publicado em 1950 e que foi transformado em filme em 1955. O livro em si não daria uma novela, então, claro que novos núcleos e personagens foram criados, incluindo o enredo dos mocinhos, já que na história original Marê (Camila Queiroz) está morta. 

Os autores têm corrido tanto com a narrativa que todas as catarses que provocariam viradas de impacto foram destruídas em três semanas. É vital para qualquer folhetim que os personagens cativem o público para, assim, despertarem empatia, torcida e envolvimento. E isso só ocorre com uma boa construção, o que não está acontecendo na atual produção. Como já mencionado na crítica anterior, a estreia apresentou uma quantidade de acontecimentos que preencheriam uns 20 capítulos com certa tranquilidade e com um bom dinamismo, sem implicar em um ritmo arrastado.

segunda-feira, 20 de março de 2023

"Amor Perfeito": o que esperar da nova novela das seis?

 A nova novela das seis marca uma parceria inédita de Duca Rachid. A autora tinha uma parceira inseparável: Thelma Guedes. As duas escreveram as ótimas "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" e as fracas "Joia Rara" e "Órfãos da Terra". Agora Duca inicia uma nova história ao lado de dois outros autores: Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. "Amor Perfeito" estreou nesta segunda-feira, dia 20, com direção artística de André Câmara, substituindo "Mar do Sertão". A trama tem um estilo totalmente oposto ao do folhetim anterior e promete emocionar o público. 


É através do pequeno Marcelino (Levi Asaf) e sua busca pela mãe, que o público mergulhará em "Amor Perfeito", escrita também com a colaboração de Dora Castellar, Duba Elia e Mariani Ferreira. A direção é de Alexandre Macedo, Lúcio Tavares, Joana Antonaccio e Larissa Fernandes. A produção é de Isabel Ribeiro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A nova novela apresenta uma história sobre o mais sublime dos sentimentos – o amor e suas diferentes manifestações. Uma trama com personagens motivados pelos seus sonhos, que preservam um olhar otimista e amoroso para a vida, mesmo em meio às dificuldades de uma realidade que, por vezes, pode ser dura. E que pretende ser contada de maneira leve, bem-humorada, cheia de reviravoltas e, sobretudo, muita emoção.

A novela retrata um Brasil carregado nas cores de sua maior riqueza: a diversidade de raças e culturas em histórias e personagens plurais. Foi em São Paulo, com locações na Estação da Luz, Parque da Independência e Edifício Martinelli; nas cidades mineiras de Caxambu, Baependi e São Lourenço; e no Rio de Janeiro, com gravações no centro da capital, que a novela iniciou suas gravações. A trama se passa nas décadas de 1930 e 1940 em Águas de São Jacinto, uma fictícia cidade do interior de Minas Gerais, e é livremente inspirada na obra “Marcelino Pão e Vinho”, de José María Sánchez Silva, publicada pela primeira vez no começo dos anos 50.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 10, a segunda coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr, dirigida por André Câmara. Participaram os três autores e os atores: Paulo Gorgulho, Mariana Ximenes, Carol Castro, Zezé Polessa, Thiago Lacerda, Maria Gal, Isabel Fillardis, Juliana Alves, Allan Souza Lima e Mestre Ivamar. Fui um dos convidados e conto como foi o bate-papo. 

Duca Rachid esclareceu sobre a premissa de sua nova história ser repleta de clichês: "Todas as histórias são antigas, todas são velhas. Depende da maneira como você aborda. É uma história que parte da estrutura do melodrama, do conto de fadas até. Mas é um pretexto para falarmos de coisas muito atuais. O machismo está presente na nossa história em muitos núcleos. A homofobia também está presente, além da relação entre pais e filhos e como se confira na sociedade. Fala ainda de diversidade, principalmente. Nosso elenco é 50% negro. Vamos mostrar uma elite negra que sempre existiu no Brasil.", reforçou a autora.

Júlio Fisher complementou a colega: "A gente abraça o melodrama, mas tenta fazer esse melodrama com camadas. Nossos herois têm suas falhas, nossa vilã é pérfida, mas tem um motivo.", observou o autor. Elisio Lopes Jr. também acrescentou: "A gente está contando essa história sem medo de se emocionar. Algumas novelas têm medo de fazer emocionar.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 7, a primeira coletiva online de "Amor Perfeito", a próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr., dirigida por André Câmara. Participaram os três autores, o diretor e os atores: Camila Queiroz, Diogo Almeida, Babu Santana, Bernardo Berro, Ana Cecília Costa, Lucy Ramos, Bruno Montaleone, Iza Moreira, Chico Pelúcio e Carmo Dalla Vechia. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Júlio Fisher comentou sobre o ponto de partida para a criação do enredo: "A primeira ideia da novela foi o livro "Marcelino Pão e Vinho", porém, só o livro, assim como o filme, não tem estrutura de folhetim. Então a partir desta semente criamos um folhetim. Fizemos a mãe do Marcelino e tudo o que cerca essa mãe. No livro, ele sabe que a mãe dele morreu. E nós decidimos não fazer por aí. Deixamos a mãe viva. É como se a gente encontrasse um fóssil de dinossauro e fosse reconstruindo. A irmandade e o Grande Hotel funcionam como os grandes polos. O hotel carrega o glamour da década de 40 e vai ser o foco de disputa entre a Marê (Camila Queiroz) e a Gilda (Mariana Ximenes). O hotel atrai a elite da época que vai para se aproveitar da natureza com suas águas termais. O ano de 1942, que ambienta a novela, é muito feliz porque o Brasil ainda não entrou ativamente na Segunda Guerra. A gente vai tentar transmitir a pulsação dessa época.", adiantou o autor.

 Duca Rachid complementou o colega: "A ideia inicial foi puramente afetiva porque 'Marcelino Pão e Vinho' foi o primeiro filme que vi e com a minha avó, que era analfabeta. Isso me marcou muito. Enxerguei um potencial dramatúrgico também. Eu li o livro acho que com sete ou oito anos. Todas as minhas histórias passam por escolhas afetivas. E é um projeto antigo que eu e o Júlio fizemos quando ainda estávamos escrevendo 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo', em 2003.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Decepcionante, "Órfãos da Terra" só tinha história para um mês

A missão de "Órfãos da Terra", que chegou ao fim nesta sexta-feira, era aumentar a audiência da faixa das seis, após os índices insatisfatórios da maravilhosa "Espelho da Vida", de Elizabeth Jhin. Duca Rachid e Thelma Guedes cumpriram o objetivo da emissora: a trama elevou a média em quatro pontos. Um sucesso. Todavia, a repercussão não chegou nem perto da produção anterior e é preciso mencionar o ótimo momento que a Globo atravessa nos números. Todas as produções estão dando um Ibope altíssimo. E infelizmente o retorno da audiência não fez jus ao que foi apresentado pelas autoras.


A história começou arrebatadora. A temática sobre refugiados atraiu pela importância de uma abordagem tão atual na teledramaturgia e o contexto envolvendo os personagens se mostrou muito bem introduzido. O romance impossível da corajosa Laila (Julia Dalavia) e do destemido Jamil (Renato Góes) despertou atenção, assim como as maldades do implacável vilão Aziz Abdallah (Herson Capri) e a sofrida vida da justa Soraia (Letícia Sabatella). A guerra na Síria proporcionou cenas impactantes e a fuga dos sobreviventes emocionou. A complexidade da filha do sheik, Dalila (Alice Wegmann), também provocou interesse e todo o conjunto parecia promissor.

Até mesmo o núcleo cômico, alvo costumaz de críticas ferrenhas de parte da imprensa em qualquer folhetim, proporcionou uma ótima impressão através da divertida guerra entre uma família árabe e outra judia.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

"Órfãos da Terra" e a obsessão das autoras por sequestros

A atual novela das seis da Globo, lamentavelmente, se perdeu por completo. Não há mais salvação ou esperança. Ainda mais faltando apenas dois capítulos para o final. A possibilidade de um novo fôlego com o desmascaramento de Dalila (Alice Wegmann) logo acabou desfeita em virtude do encaminhamento frágil de uma vingança já sem lógica. E "Órfãos da Terra" ainda expôs a limitação criativa de Duca Rachid e Thelma Guedes através de vários sequestros utilizados com o intuito de "movimentar" o roteiro. Na verdade se trata apenas de uma tentativa de disfarçar a falta de história.


A primeira sequestrada foi Laila (Julia Dalavia). Aziz Abdallah (Herson Capri) mandou um capanga raptar a sua "esposa" no Brasil e Jamil (Renato Góes) conseguiu salvar a amada, ainda que tenha ficado preso no cativeiro por algumas horas com a mocinha. Era o início da trama e até o momento a produção era repleta de qualidades. Até assim o recurso foi utilizado. Mas o enredo começou a se perder com a morte gratuita do sheik e tudo foi piorando ao longo dos meses. Foi uma questão de tempo observar a muleta das autoras sendo utilizada outras vezes e agora com um pano de fundo repleto de equívocos.

Dalila, se vendendo como uma pessoa boa e bem intencionada, já no Brasil, levou o filho de Jamil e Laila para passear e o largou sozinho na rua para se atropelado. Não deixou de ser um outro sequestro. Afinal, levar uma criança para longe dos pais já configura o crime.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Passagem de tempo deixou história de "Órfãos da Terra" bem menos crível

A atual novela das seis da Globo colhe merecidos elogios desde que estreou. "Órfãos da Terra" tem apresentado uma produção muito caprichada. Duca Rachid e Thelma Guedes logo arrebataram o público com grandes cenas e ótimas viradas em um atrativo enredo sobre refugiados. Todavia, as autoras aceleraram demais o ritmo nas primeiras semanas e agora o folhetim decaiu bastante , principalmente após uma questionável passagem de tempo que até agora não se mostrou apropriada.


Primeiramente, é preciso citar o alto risco que as escritoras correram quando resolveram matar Soraia e Aziz Abdallah logo no início. A saída de Letícia Sabatella e Herson Capri da trama foi uma grande perda, pois, além de atores excepcionais, ambos viviam os personagens mais interessantes da história. A sofrida mãe de Dalila (Alice Wegmann) ainda tinha muito a ser explorada e o grande vilão da novela era o sheik violento e assustador. É um fato que o roteiro foi ''abalado'' com essa dupla ausência e o telespectador percebeu.

Todavia, o objetivo sempre foi a 'promoção' de Dalila como a grande vilã. Então, era preciso apenas aguardar essa nova situação para uma melhor análise sobre a nova fase. O problema é que o contexto de "Órfãos da Terra" acabou perdendo bastante veracidade com a passagem de três anos.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

"Órfãos da Terra estreia com cenas fortes e muito capricho

"Em qualquer idioma, cidade, país, o que a gente sente não muda. Somos todos filhos da mesma terra". Baseada na premissa da igualdade e da humanidade acima de tudo, "Órfãos da Terra" estreou nesta terça-feira (02/04) com uma difícil missão: ocupar a faixa das 18h que exibiu duas novelas primorosas em sequência ("Orgulho & Paixão" e "Espelho da Vida"). O público teve a sorte de acompanhar duas tramas totalmente distintas e igualmente preciosas. O 'luto'' pelo término de uma foi bem preenchido pelo início da outra. Agora resta torcer para que ocorra uma trinca de boas produções.


Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, a trama tem como tema a questão dos refugiados e o "amor impossível" da cristã Laila (Julia Dalavia) e do muçulmano Jamil (Renato Góes) serve como fio condutor para as abordagens em cima dos imigrantes que tentam fugir da guerra para recomeçar a vida em outros países. O enredo é bastante pesado e provoca até um certo estranhamento estar no horário das seis. O primeiro capítulo, inclusive, reforçou essa impressão em virtude das fortes sequências exibidas logo no início.

A trama começa com a família de Laila comemorando o aniversário do caçula, o pequeno Khaled (Rodrigo Vidal), na fictícia Fardús, cidade do interior da Síria. Em poucos minutos a alegria se transforma em desgraça quando guerrilheiros invadem o local e mandam todos fugirem. Os personagens olham para o céu e veem vários aviões sobrevoando o local.

sábado, 30 de março de 2019

"Órfãos da Terra": o que esperar da próxima novela das seis?

A corajosa e emocionante novela de Elizabeth Jhin sobre vidas passadas e uma viagem temporal sairá de cena e terá como substituta uma trama sobre refugiados na Globo. Duas temáticas totalmente distintas. "Espelho da Vida" cederá o lugar para "Órfãos da Terra", folhetim que marca a volta de Duca Rachid e Thelma Guedes ao horário das seis, faixa que as consagrou com o fenômeno "Cordel Encantado"(2011), atualmente reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo".


As autoras, vale lembrar, tiveram alguns percalços antes do retorno à tevê. Prevista inicialmente para ser uma novela das nove, a sinopse da dupla ---- com título de "O Homem Errado" ---- acabou reprovada por Silvio de Abreu (atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora) para a faixa. Pouco tempo depois, as autoras escreveram a sinopse de "Filhos da Terra" e a trama acabou remanejada para o horário das 23h, que antes era destinada aos folhetins das onze que agora chamam de "supersérie". Todavia, também acabou cancelada. Quando o projeto parecia descartado de vez, Silvio o transferiu para as seis e trocou "Filhos" por "Órfãos".

E a história parece interessante. Duca e Thelma vão abordar a importante questão dos refugiados ---- vide a atual situação catastrófica da Venezuela, com vários imigrantes chegando ao Brasil por Rondônia, por exemplo ---- e a cultura árabe será explorada através do amor de Laila (Julia Dalavia) e Jamil (Renato Góes). O mocinho trabalha para o sheik Aziz Abdallah (Herson Capri) e acaba enviado para a América atrás de Laila, uma das esposas de seu patrão que fugiu.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Tudo sobre a festa de "Órfãos da Terra", próxima novela das seis

A Globo promoveu ontem, dia 14, no clube Monte Líbano, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, a festa de lançamento de "Órfãos da Terra", nova novela das seis de Duca Rachid e Thelma Guedes, dirigida por Gustavo Fernandez, que estreia no dia 2 de abril, substituindo a ótima "Espelho da Vida". Fui um dos convidados e todo o elenco estava presente conversando com jornalistas e blogueiros. O clima era de otimismo pelo potencial da trama que falará sobre refugiados sírios.


E um enredo sobre sírios que fogem da guerra e vão para o Brasil tinha que ter o ex-BBB Kaysar Dadour no elenco. O mais empolgado da festa, o agora ator não escondeu a alegria de estar em sua primeira novela, cujo enredo é tão significativo para sua família. Afinal, impossível esquecer os relatos do rapaz quando estava na décima oitava edição do "Big Brother Brasil", ano passado, falando da sua luta para trazer seus pais e sua irmã da Síria. Porém, no folhetim Kaysar será Fauze, o capanga do grande vilão Aziz Abdallah, sheik vivido por Herson Capri.

A história da novela terá como premissa o amor do muçulmano Jamil (Renato Góes) e da cristã Laila (Julia Dalavia). Para salvar a vida do irmão pequeno, vítima de um bombardeio na Síria, a menina aceita se casar com o poderoso sheik para conseguir recursos financeiros para o tratamento da criança. Mas o menino não resiste e ela acaba fugindo.

sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Joia Rara" se perde em seus próprios desdobramentos

A atual novela das seis começou empolgando o telespectador. O capricho da produção, os lindos cenários, o grande elenco, o figurino, a história voltada para o budismo, enfim, tudo chamava atenção. Entretanto, a audiência da trama nunca decolou e após o início do horário de verão os números afundaram de vez. E para tentar melhorar os índices, Duca Rachid e Thelma Guedes mexeram na trama e ainda chegaram a agilizar algumas situações. Mas o resultado dessas mudanças não refletiu no Ibope e acabou prejudicando "Joia Rara".


As histórias foram se perdendo, passaram a andar em círculos e vários personagens ficaram sem função. A novela começou a mostrar suas deficiências quando Manfred (Carmo Dalla Vechia) se transformou em um psicótico obcecado por Amélia (Bianca Bin). O vilão, que antes tinha características próprias, passou a lembrar imediatamente o Timóteo (Bruno Gagliasso), de "Cordel Encantado". A tentativa de sequestrar Franz (Bruno Gagliasso) e Amélia, ainda aumentou mais essa sensação de semelhança com a trama passada; afinal, não há como esquecer os constantes sequestros que Açucena sofria ---- até a atriz é a mesma.

E Manfred passou a exercer a função que seria de Silvia (Nathalia Dill). Isso porque o vilão começou a chantagear Ernest Hauser (José de Abreu), o submetendo a todo tipo de humilhação, depois que descobriu que seu 'pai' (ele é na verdade filho de Venceslau - Reginaldo Faria) matou a esposa, Catarina,

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Triângulo central de "Joia Rara" lembra trama de "Cordel Encantado" e causa sensação de déjà vu

"Joia Rara" é uma novela que prima pela qualidade. Tanto no elenco escalado, quanto no figurino e na cidade cenográfica rica em detalhes. Entretanto, amarga uma baixa audiência, que ficou ainda pior depois do horário de verão. E a história de Duca Rachid e Thelma Guedes é repleta de clichês, que costumam agradar o público do horário. Ou seja, teoricamente, apesar do ibope muito aquém do desejado, a trama não apresenta grandes defeitos. Porém, o núcleo principal começou a apresentar situações que incomodam devido à semelhança com "Cordel Encantado", obra de sucesso escrita pelas mesmas autoras.


Manfred (Carmo Dalla Vechia), filho bastardo de Ernest Hauser (José de Abreu), sempre invejou Franz (Bruno Gagliasso) e fez de tudo para prejudicar o irmão, inclusive atrapalhar sua relação com Amélia (Bianca Bin). O rapaz também não se conforma com a rejeição do pai, que o humilha constantemente e o trata como um mero empregado. A história do vilão sempre foi voltada para esse universo desde o início da novela. No entanto, recentemente, houve uma virada na trama e o antagonista foi o principal alvo da nova fase.

O filho de Gertrude (Ana Lucia Torre) começou a nutrir uma obsessão por Amélia. Após se declarar para a mulher de Franz, tentou beijá-la a força e surtou depois de ser rejeitado por ela. O personagem ---- após ser desmascarado pelo mocinho, que finalmente descobriu a falsidade do vilão ----- se transformou

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Chegada de Aurora Lincoln e novos desdobramentos movimentam "Joia Rara"

A novela das seis estreou com lindas imagens e um grande elenco. O telespectador, com razão, ficou encantado com o que viu. Porém, ao longo dos capítulos, o ritmo da novela não empolgou muito. Não que estivesse lenta, longe disso, mas a sensação era de que a história estava em processo de 'aquecimento', esperando alguma situação que provocasse a início dos desdobramentos do enredo. E pode-se dizer que esse pontapé que faltava de fato ocorreu no capítulo do último sábado (19/10), com continuação na segunda-feira (21/10).


A festa de aniversário de 60 anos de Ernest (José de Abreu) iniciou vários conflitos no núcleo familiar. Hilda (Luiza Valdetaro) e Viktor (Rafael Cardoso) desafiaram o pai e finalmente mostraram no meio da comemoração o que queriam de suas vidas: ela ser uma cantora e ele um pintor, profissões vistas com preconceito na época. Para revidar, o vilão acaba noivando a filha com o desprezível Décio |(Miguel Rômulo) e finge perante os convidados que admira a vocação do filho. A festa também serviu para a 'oficialização' da guerra entre Gertrude (Ana Lucia Torre) e Iolanda (Carolina Dieckmann), já que a governanta se revoltou porque a patroa conseguiu evitar mais uma armação sua ---- dessa vez recuperando o colar que havia vendido horas antes para ajudar seu pai, Venceslau (Reginaldo Faria).

Já a explosão na Fundição Hauser, provocada graças a uma armação de Manfred (Carmo Dalla Vechia), causou uma reviravolta na vida de Franz (Bruno Gagliasso). Se achando responsável pelo acidente, porque trocou os fornecedores, o mocinho acaba sendo expulso da fábrica pelo pai (Ernest - José de Abreu).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida": três novelas, três histórias e muitas qualidades

Nos últimos anos, não tem sido fácil a Globo ficar com três ótimas novelas no ar. Quando normalmente a novela das seis é impecável, a das nove é mediana e a das sete péssima, ou assim por diante. Por isso mesmo pode-se dizer que a emissora está vivendo um bom período com suas três tramas: "Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida".


A novela das seis, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, estreou recentemente. E a trama tem apresentado uma fotografia maravilhosa e um elenco praticamente impecável, apesar de abusar dos clichês em todos os núcleos. A história, cujo contexto político engrandece os conflitos, tem sido bem desenvolvida ---- ainda que não tenha apresentado muitos acontecimentos até então ----  e acabou de entrar em uma nova fase. Fase essa que contou com a entrada de novos atores, incluindo a carismática Mel Maia que entrou para interpretar Pérola mais crescida. Além de Mel, entraram também Suely Franco (Rosarinho), Tiago Abravanel (Odilon), Fabíula Nascimento (Matilde), Simone Gutierrez (Serena), João Fernandes (Peteleco), Miguel Rômulo (Décio), Marcelo Médici (Joel) e Mariana Ximenes (Aurora Lincoln). Nomes que, sem dúvida, engrandeceram o já bem escalado elenco. 

Mas enquanto "Joia Rara" começa a dar seus primeiros passos e ainda não apresenta nem metade dos seus dramas, "Sangue Bom" já vai se encaminhando para seu final. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari demorou um pouco para começar de fato --- seu prólogo foi muito longo ----, mas quando

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Lindas imagens, elenco bem escalado e produção caprichada marcam estreia de "Joia Rara"

Uma viagem no tempo para resgatar valores que se perderam. Uma maneira diferente de pensar sobre o mundo. Lapidar a joia rara que existe dentro de cada um para tornar bom o que é ruim, tornar etéreo o que é mundano. Dos templos budistas aos cabarés da Lapa, das lutas comunistas às adversidades de um amor proibido. Com base nessas premissas, estreou --- nessa segunda-feira (16/09) --- "Joia Rara", a nova novela das seis.


Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, e dirigida por Ricardo Waddington (núcleo) e Amora Mautner (geral), a trama apresenta como tema central a reencarnação mesclada com a filosofia budista, tendo a complicada relação amorosa entre um bem-sucedido rapaz (Franz - Bruno Gagliasso) e uma humilde moça (Amélia - Bianca Bin) como pano de fundo. A filha do casal (Pérola - Mel Maia) será a possível reencarnação do líder espiritual Ananda (Nelson Xavier), budista que fez um grande laço de amizade com Franz.

O primeiro capítulo conseguiu mostrar com perfeição todo o contexto da história em meio a lindíssimas e cinematográficas imagens. A saga começou em 1934, com Franz, Manfred (Carmo Dalla Vechia) e Eurico (Sacha Bali) escalando os Himalaias. A aventura do trio acaba virando uma tragédia porque Manfred sabota o equipamento do meio-irmão, que sofre uma grave queda e desmaia. Para culminar,