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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"Rock Story" tem estreia movimentada e com elementos promissores

"Uma história de amor movida a música e uma história de música movida a amor". Esse slogan anunciado nas chamas iniciais resume o enredo de "Rock Story", nova novela das sete, que estreou nesta quarta (09/11) ---- em virtude do término atípico da produção anterior ----, substituindo "Haja Coração". A trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após vários trabalhos como colaboradora. O desafio maior será manter a média alta da obra de Daniel Ortiz, que por sua vez manteve os ótimos índices de "Totalmente Demais". E o primeiro capítulo conseguiu mostrar tudo o que está por vir, priorizando os conflitos que envolvem o núcleo central, não poupando acontecimentos.


Dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, a novela tem a música como pano de fundo e o imenso sucesso de "Cheias de Charme" (reprisada atualmente no "Vale a Pena Ver de Novo") é um bom indicativo para a atual produção. Claro que repetir o fenômeno é quase impossível, mas há bons elementos para atrair o público. Afinal, não é nem um pouco anormal observar a rivalidade entre dois cantores famosos, disputando espaço entre os fãs lançando hits que estouram no mercado musical. E o folhetim retrata justamente isso, expondo ainda todos os meandros que costumam ficar nos bastidores. O intuito não é ser um retrato da realidade, mas as situações são de fácil comparação com alguns casos da vida real, embora a ficção seja bem mais exagerada, obviamente.

A estreia foi promissora. A autora não poupou conflitos e nem apresentou os personagens, como se costuma fazer no início de qualquer história. A sensação de correria se fez presente por alguns momentos, mas, ainda assim, o capítulo (que chegou a parecer o 25 e não o 1) prendeu atenção e nem deu para piscar em virtude das constantes reviravoltas que ocorreram logo no começo.

domingo, 26 de junho de 2016

"SuperStar" se transformou em um programa de vital importância para o rock no Brasil

O "SuperStar" encerrou a sua terceira temporada neste domingo (26/06), após várias rodadas e algumas ótimas bandas competidoras. Embora não tenha sido tão atrativa quanto as duas anteriores (e do horário vespertino não ter funcionado), a temporada mais uma vez serviu para lançar vários talentos para o mercado musical, incluindo os integrantes da grande final. E um fato que tem se tornado cada vez mais incontestável é a importância do programa para o rock.


A final deste ano contou com três ótimas bandas de rock que também utilizam o pop e o folk: Bellamore, Plutão Já Foi Planeta e OutroEu. Ao longo da temporada, outros grupos também se destacaram positivamente no gênero, como Pagan John, Georgia, Valente e Playmobille. É necessário, ainda, relembrar outros destaques das temporadas anteriores, como Scalene, Suricato, Malta, Jamz, Supercombo, Reverse, Versalle, entre outros. Várias delas, inclusive, triplicaram o número de shows e tiveram músicas em trilhas de novelas.

Portanto, é notória a representatividade que o "SuperStar" passou a ter desde a sua estreia. Mesmo não obtendo índices respeitáveis de audiência e batalhando duro para se manter na liderança, a atração se transformou em uma válvula de escape em um país onde o sertanejo (que deixou de ser o de raiz, virando o chamado sertanejo universitário), o funk e o axé passaram a dominar todo o mercado musical.