Mostrando postagens com marcador Débora Falabella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Débora Falabella. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

"Lady Night" se mantém sensacional na oitava temporada

 A oitava temporada do "Lady Night" estreou no dia 14 de outubro e chegará ao fim no dia 22 de novembro, totalizando 30 episódios. É a temporada mais longa do programa comandado por Tatá Werneck no Multishow, que teve seu ciclo iniciado em abril de 2017. E a razão para um maior número de entrevistados é óbvia: o sucesso da atração. 


O "Lady Night" virou o maior êxito do Multishow, que anda cada vez mais carente de boas novidades. São oito temporadas com entrevistas bem-humoradas, conduzidas por uma genial Tatá Werneck. O talk show virou o trunfo da programação anual do canal a cabo. A primeira, a segunda, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima temporadas tiveram 25, 20, 25, 13, 11, 15 e 15 episódios, respectivamente.  

Ano passado, o programa não foi ao ar por conta das gravações de "Terra e Paixão", novela de sucesso de Walcyr Carrasco, que contou com Tatá no elenco. A atriz brilhou na pele da ambiciosa Anely e formou uma dupla incrível com Débora Falabella. Aliás, Débora foi uma das convidadas da temporada de 2024 e o bate-papo foi delicioso.

sábado, 30 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2023 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.




Melhores Atrizes: 


1- Sheron Menezzes.

Sol foi a melhor mocinha de 2023 e o sucesso de "Vai na Fé" foi mais do que merecido. A atriz viveu sua primeira protagonista em mais de 22 anos de carreira. Estava merecendo há tempos a oportunidade e soube aproveitar. A personagem teve cenas de forte intensidade dramática ao mesmo tempo que protagonizou momentos leves fazendo shows e realizando sonhos. Fora a química com Samuel de Assis, o que fez toda diferença para o casal de mocinhos ter tido tanto torcida na história de Rosane Svartman.



2- Gloria Pires. 

Nada melhor do que ver uma atriz veterana valorizada como merece e em pleno horário nobre. Gloria está brilhante na pele de Irene La Selva em "Terra e Paixão" e vem se destacando desde o início da trama de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. A personagem é uma vilã fria e calculista, mas tem pontos fracos, como o amor que sempre sentiu por um dos filhos e a culpa que carrega pela morte de Daniel (Johnny Massaro). Não é um tipo fácil, mas nas mãos de Gloria até parece. E que parceria boa com Tony Ramos. A quarta na ficção. 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

"Fim" é uma série de qualidades inquestionáveis

 A nova série do Globoplay estreou cercada de expetativas porque é baseada no livro homônimo de imenso sucesso, escrito por Fernanda Torres, lançado em 2013. A autora sempre teve a intenção de adaptar para o audiovisual por achar sua obra um dramalhão típico de folhetim e conseguiu dez anos depois. A produção estreou dois episódios no dia 25 de outubro e disponibilizou mais dois a cada semana de um total de dez. A história é envolvente e captura a atenção do telespectador. 


"Fim" é uma série sobre a vida e a certeza da finitude. Mesclando momentos solares com outros mais soturnos, a obra é uma tragicomédia que acompanha a jornada de nove protagonistas, um grupo de amigos do Rio de Janeiro que faz parte de uma geração que acreditava em um "felizes para sempre", mas foi atropelada pela revolução de costumes dos anos 1970. A trama se passa em um período entre 1968 e 2012 e é dividida em quatro fases que abrangem a juventude, a maturidade e a velhice dos personagens. Ao longo das décadas, eles compartilham amores, traições, mágoas, alegrias, manias, loucuras e frustrações. 

A história começa com a partida de Ciro (Fábio Assunção), o mais admirado do grupo, que morre sozinho na cama de um hospital. Nos tempos dourados, se apaixonou perdidamente por Ruth (Marjorie Estiano), com quem se casou.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Débora Falabella e Tatá Werneck emocionam e provam o acerto da escalação em "Terra e Paixão"

 O processo de escalação muitas vezes pode consagrar ou arruinar uma novela. É preciso muito cuidado na hora de selecionar atores ou atrizes para determinados papéis, ainda mais se forem personagens com vínculos familiares. E desde o início de "Terra e Paixão" ficou claro que houve um acerto muito grande na escolha de Débora Falabella e Tatá Werneck para interpretarem irmãs na trama de Walcyr Carrasco, que agora conta com a ajuda de Thelma Guedes. 


As personagens, principalmente no começo da história, representavam situações bem diferentes. Anely (Tatá Werneck) era a responsável pelas cenas cômicas através de suas aventuras pelo site que faz uma alusão ao famoso 'Onlyfans', enquanto Lucinda (Débora Falabella) enfrentava um casamento falido com Andrade (Ângelo Antônio) e sofria constantes violências, tanto físicas quanto psicológicas. Apesar das situações quase opostas, as duas moram juntas e quando conversavam havia uma espécie de migração de sentimentos, onde Anely deixava a irmã um pouco mais feliz com suas brincadeiras, ao mesmo tempo que ficava mais triste vendo Lucinda naquela vida. 

Ao longo da novela, a vida das duas foi mudando. Anely acabou se apaixonando por Luigi (Rainer Cadete), ficou com peso na consciência por ser a amante do então novo namorado, e Lucinda criou coragem para dar um basta em seu casamento, denunciando o então marido por violência doméstica e pedindo o divórcio, a deixando livre para viver um novo relacionamento ao lado de Marino (Leandro Lima).

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Débora Falabella brilha em "Terra e Paixão" e na série "Fim"

 Atrizes talentosas, por mais estranho que pareça, desafiam qualquer um que escreve sobre teledramaturgia. Afinal, como elogiar sem cair na repetição ou na obviedade? Débora Falabella representa um destes casos. A intérprete vem brilhando desde o início de "Terra e Paixão" e agora pode ser vista igualmente bem na série "Fim", estreia recente do Globoplay. 


A saga de Lucinda, na atual novela das nove de sucesso de Walcyr Carrasco, agora com colaboração de Thelma Guedes, é uma das melhores desenvolvidas na trama e proporciona para a atriz momentos muito distintos dramaticamente. Nos primeiros meses, a personagem vivia um casamento abusivo com Andrade (Ângelo Antônio) e foram muitas cenas de violência doméstica protagonizadas por Débora. Era uma mulher que raramente sorria e vivia em constante estágio de alerta e medo. A intérprete transmitia toda a angústia daquela sofredora com muita verdade. 

Apesar da fase inicial dramática, Lucinda tinha momentos leves com a irmã, Anely, o que resultava em uma boa sintonia entre Débora e Tatá Werneck. A atriz também emocionava ao lado do pequeno Felipe Melquíades, intérprete de Cristian, filho da personagem.

terça-feira, 30 de maio de 2023

Segunda temporada de "Aruanas" merece ser vista, mas apenas no Globoplay

 A primeira temporada de "Aruanas" estreou exclusivamente no Globoplay em 28 de julho de 2019 e exibida na Globo entre 28 de abril a 30 de junho de 2020. A série recebeu vários elogios merecidos e o sucesso da trama originou a segunda temporada, que foi disponibilizada no serviço de streaming da emissora no dia 25 de novembro de 2021 e em duas semanas no ar entrou para o top 10 de produtos mais vistos da plataforma. Agora, a história protagonizada por ativistas ambientais vem sendo exibida pela Globo desde o dia 9 de maio. 


Não há falta de dinheiro, artimanha política, interesse econômico ou abalo na amizade que faça as ativistas da ONG Aruana desistirem de lutar pelo meio ambiente. A organização fictícia que apresentou ao público Natalie (Débora Falabella), Luiza (Leandra Leal), Verônica (Taís Araújo) e Clara (Thainá Duarte) volta em uma nova configuração na segunda temporada de "Aruanas". Fortes e destemidas, elas encaram grandes desafios em nome de uma causa maior. 

Com o afastamento de Verônica em função do envolvimento com o ex-marido de Natalie, a entidade agora passa por uma série de dificuldades, entre elas, uma grave crise financeira. Sabendo que nada pode ser maior que a urgência em salvar o planeta, a dupla Natalie e Luiza precisa se reinventar e criar estratégias para manter a ONG funcionando.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Aruanas" na Globoplay

 A Globo promoveu na terça-feira, dia 23, a coletiva online sobre a segunda temporada de "Aruanas", que estreou exclusivamente na Globoplay, serviço de streaming da emissora, nesta quinta-feira, dia 25 de novembro. A entrevista contou com a presença dos criadores Estela Renner e Marcos Nisti, do diretor artístico André Felipe Binder e das atrizes Débora Falabella, Taís Araújo, Thainá Duarte, Camila Pitanga e Leandra Leal. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 

André Felipe Binder falou sofre a dificuldade das gravações diante do novo coronavírus: "A pandemia foi um grande desafio. Eram poucos os figurantes. E quase um baile de máscaras. A gente só via as pessoas com o rosto tampado. Foi o primeiro projeto que quando terminei pensei 'ufa'. Porque temia pela nossa segurança. Mas a Globo nos ajudou muito com o suporte. Além da dificuldade de trabalhar com poucos figurantes, a gente teve que gravar uma cena em um estádio. Foi uma experiência nova. Graças a Deus conseguimos organizar. Há duas cenas definitivas muito importantes nessa temporada. Uma é neste estádio e a outra é o gatilho para conhecer a cidade de Arapós. Não dirigi a primeira temporada, mas de casa me apaixonei pela história. Muito importante ter como pano de fundo a poluição industrial e como são as várias camadas por trás disso. Além de colocar o dedo na ferida, fala sobre o protagonismo feminino. Foi um enorme desafio. Um desafio gratificante", contou o diretor. 

O autor Marcos Nisti contou um pouco sobre o tema da nova fase: "A gente acertou muito na primeira temporada falando de Amazônia e o assunto estava muito em alta. Apesar da gente achar que não melhoramos nada das políticas públicas sobre esse tema, vimos que 87% da população brasileira está preocupada com a Amazônia. Que isso sirva de impulso no voto para mudar isso. Agora na COP 26 (Conferências das Ações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021) foi falado de combustível fóssil e é isso mesmo que abordaremos na segunda temporada, declarou o autor sobre a temática da nova fase.

terça-feira, 30 de junho de 2020

"Aruanas" encerra primeira temporada com mensagem de esperança e bom gancho para uma continuação

Inicialmente prevista apenas para a Globoplay, "Aruanas" acabou exibida na íntegra pela Globo para suprir a ausência de produções inéditas em sua grade por conta da pandemia do novo coronavírus. E a decisão foi acertada. A série de Estela Renner e Marcos Nisti é um dos melhores produtos do serviço de streaming da emissora e o encerramento da primeira temporada impacta na medida certa, enquanto promove um bom gancho para uma continuação já planejada.


Após muitas investigações e situações tensas, o time da ONG Aruanas conseguiu provas contundentes para denunciar o inescrupuloso Miguel (Luiz Carlos Vasconcelos), empresário corrupto que devastou parte da Amazônia, infectou rios e dizimou povos indígenas para ampliar seus negócios. A tão esperada catarse acontece somente no último episódio com a sua prisão durante uma festa que contava com a presença até do Presidente da República.

Natalie (Débora Falabella), Luisa (Leandra Leal), Verônica (Taís Araújo), Clara (Thainá Duarte), André (Vitor Thiré), Pontocom (Ravel Andrade) e Falcão (Bruno Goya) se disfarçaram durante o evento e armaram uma emboscada para o empresário.

terça-feira, 2 de junho de 2020

"Aruanas" alerta e entretém com habilidade

A pandemia do coronavírus implicou no cancelamento das gravações de todos os produtos de teledramaturgia da Globo. A atitude da emissora se mostrou consciente e as concorrentes até imitaram pouco tempo depois. Pela primeira vez na história apenas reprises preenchem a grade. A única programação do entretenimento de fato inédita era o "BBB 20", mas o reality acabou há mais de um mês e o público ficou "órfãos" de novidades. Para tentar fugir de tantas reexibições, o canal optou pela exibição na íntegra de "Aruanas", uma das séries mais elogiadas da Globoplay e até então exclusiva do streaming, com um novo episódio toda terça-feira.


A campanha da série teve uma divulgação histórica em 2019, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil (através da Globoplay) e em mais de 150 países. Afinal, a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza". E o êxito no streaming da Globo foi tão grande que uma segunda temporada foi encomendada e as gravações estavam agendadas para o segundo semestre de 2020. Agora, claro, fica difícil saber sobre o futuro diante da pandemia.

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Aruanas" une ficção e realidade de forma brilhante

Após a estreia da comédia romântica "Shippados", no dia 8 de junho, na Globo Play, a Globo lançou outra série no seu serviço de streaming, menos de um mês depois da trama protagonizada por Tatá Werneck e Eduardo Sterblich. Mas a nova produção nada tem a ver com a anterior. A temporada completa de "Aruanas" (com dez episódios) foi disponibilizada no aplicativo no dia 29 de junho, embora tenha sido anunciada para o dia 2 de julho. E a emissora ainda exibiu o primeiro episódio em sua grade na "Sessão Globo Play", nesta quarta-feira (03/07), logo depois de "Cine Holliúdy".


A campanha da série teve uma divulgação histórica, pois houve um lançamento simultâneo no Brasil e em mais de 150 países. Isso porque a temática é de interesse mundial: três amigas de infância são envolvidas em uma organização não governamental que investiga crimes ambientais na Amazônia. E esse conhecido lugar é "apenas" o pulmão do mundo. Sem ele tudo entra em colapso, embora muitos governantes não se importem em preservá-lo. O próprio título da produção explica a vida do trio protagonista. "Aruanas" é uma palavra de origem tupi que significa "Sentinelas da natureza".

Ativismo, preservação, sustentabilidade e direitos indígenas fazem parte do DNA da história, que prende o telespectador logo no primeiro episódio através de um thriller ambiental muito bem estruturado. O clima de suspense não demora a aparecer, fisgando o telespectador.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Débora Falabella e Mariana Ximenes brilharam em "Se Eu Fechar os Olhos Agora"

A minissérie de dez capítulos, escrita por Ricardo Linhares e adaptada do romance de Edney Silvestre, foi um produto muito bem cuidado. "Se Eu Fechar os Olhos Agora" --- encerrada nesta terça, dia 30 --- apresentou um texto inteligente, fotografia de encher os olhos, figurinos e caracterizações impecáveis, personagens dúbios convidativos e ainda teve um elenco escalado com competência. Duas atrizes, por sinal, se destacaram com perfis que representavam os opostos: Débora Falabella e Mariana Ximenes.


Isabel e Adalgisa eram figuras importantes da sociedade da fictícia São Miguel, cidade interiorana do Rio de Janeiro de 1961. A primeira era a elegante primeira-dama, mulher do poderoso prefeito Adriano (Murilo Benício), e a segunda estava casada com o influente empresário Geraldo (Gabriel Braga Nunes), homem que comandava todos ao seu redor através da fortuna de seus negócios. E ambas eram amigas confidentes, ainda que os segredos mais profundos jamais tenham sido revelados.

A esposa do prefeito sempre foi muito bem vista pela população e seu recato era admirado. Já a mulher do empresário despertava olhares tortos em virtude de suas vestimentas mais ousadas e comportamento nada "propício" para damas da época. O irônico do contexto era o 'pecado' que as duas tentaram esconder.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Tudo sobre a coletiva de "Se Eu Fechar os Olhos Agora", nova minissérie da Globo

O saguão do Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, ganhou ares de anos 1960 na noite desta terça-feira, dia 26, para a coletiva de lançamento de "Se Eu Fechar os Olhos Agora", que estreia no dia 15 de abril na Globo ---- e já disponível no Now, serviço de streaming do canal a cabo Net, desde 2018. Estive presente e vou contar tudo sobre o evento.


Espalhadas em um painel, fotos das gravações davam o clima de suspense de alguns momentos mais marcantes da minissérie de dez capítulos escrita por Ricardo Linhares, com direção de Carlos Manga Jr., inspirada no livro homônimo de Edney Silvestre. Os convidados assistiram ao primeiro episódio da produção, que estará disponível na íntegra para os assinantes da Globo Play a partir do dia 8 de abril.

Antes da exibição, o autor e o diretor falaram sobre a realização do projeto. "O que me pegou no livro foi a amizade de Paulo (João Gabriel D`Aleluia/Milton Gonçalves) e Eduardo (Xande Valois). A história começa mais leve, inocente, e vai se tornando mais densa com o seu desenrolar. O tempo todo escrevi com muita emoção", revelou Linhares.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Débora Falabella mostrou seu conhecido talento na cena final de Irene em "A Força do Querer"

Após longos meses sem dizer a que veio e sendo uma decepção em se tratando de uma vilã, Irene teve um desfecho digno do talento de Débora Falabella em "A Força do Querer". A personagem prometeu bastante, mas cumpriu pouco durante da novela de Glória Perez. A 171 ficou resumida em planos bobos para atormentar Joyce (Maria Fernanda Cândido). A autora provou que realmente não sabe criar víboras marcantes. Uma pena. Porém, a morte da ex-amante de Eugênio (Dan Stulbach) resultou em uma ótima sequência.


A direção de Rogério Gomes e equipe fez toda diferença, transformando uma queda fatal em um momento aterrorizante. Irene se deparou com Eurico (Humberto Martins) e Silvana (Lília Cabral) no estacionamento de um edifício  e, já entrando em surto, foi atrás do marido da inimiga para provocá-la. A intenção funcionou, despertando a fúria de Silvana, que a estapeou várias vezes. Logo depois, Elvira (Betty Faria), Dantas (Edson Celulari) e Garcia (Othon Bastos) chegaram para surpreender a bandida, já desmascarada por Mira (Maria Clara Spinelli), que entregou todos os podres da ex-aliada.

A mau-caráter, então, se assustou e passou a correr pelo estacionamento, sendo perseguida pelos demais. Porém, Eurico e Silvana tinham dado carona para Yuri (Driko Alves) e seus amigos, todos devidamente caracterizados como personagens de animes, pois voltavam de uma festa Cosplayer. A situação fez a vilã surtar ainda mais, entrando em pânico e transformando aquelas crianças em seres tenebrosos.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Irene foi uma vilã que deixou bastante a desejar em "A Força do Querer"

"A Força do Querer" tem várias qualidades e faz por merecer todo o sucesso, honrando a ótima audiência alcançada. Porém, a novela de Glória Perez também tem alguns problemas claramente visíveis. A passagem de tempo de um ano, por exemplo, foi inútil e só prejudicou a verossimilhança de alguns contextos. Há também alguns personagens avulsos, embora o elenco seja enxuto. E um outro equívoco que está bem evidente, ainda mais com o enredo em plena reta final, é a falta de relevância de Irene (Débora Falabella).


Vendida como a grande vilã da história, a personagem parecia promissora. Interesseira, manipuladora e ardilosa, a arquiteta seleciona vítimas para seduzir e depois roubar tudo o que elas têm. É assim que enriqueceu. Seu objetivo era conquistar Eugênio (Dan Stulbach), precisando primeiro virar melhor amiga de Joyce (Maria Fernanda Cândido) para elaborar seu plano perfeito. Suas armações sempre contam com a ajuda de Mira (Maria Clara Spinelli), uma cúmplice medrosa. Todo o início desse plano foi interessante de acompanhar. Todavia, o contexto acabou se arrastando e perdendo o fôlego.

É importante citar, aliás, que a situação é muito parecida com a protagonizada por Ivone (Letícia Sabatella), Silvia (Débora Bloch) e Raul Cadore (Alexandre Borges), em "Caminho das Índias" (2009), da mesma autora. Esse núcleo da outra novela, por sinal, era muito cansativo e não funcionou. Glória não conseguiu conduzir esse drama de forma atrativa. Por isso mesmo havia uma desconfiança em torno da jornada de Irene.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Surra na vilã em "A Força do Querer" prova que um bom clichê nunca se desgasta

Nesta segunda-feira (24/07), foi ao ar uma das cenas mais esperadas de "A Força do Querer": a surra que Joyce (Maria Fernanda Cândido) dá em Irene (Débora Falabella), após todos os desdobramentos envolvendo a traição de Eugênio (Dan Stulbach). O curioso é a situação não pertencer ao núcleo principal e, sim, ser oriunda de uma trama paralela da novela de Glória Perez. Toda a expectativa em torno desse momento, que deliciou o telespectador, como era de se imaginar, apenas prova que um bom clichê, quando bem trabalhado, nunca se desgasta.


A sequência fez valer a espera e a direção de Rogério Gomes mais uma vez expôs a competência do diretor e sua equipe. Irene foi atrás de Joyce no banheiro de um restaurante (outro elemento que virou um clássico desse tipo de embate) e provocou a inimiga, deixando a perua espumando de ódio. Tanto que refinada esposa de Eugênio, cuja elegância é uma de suas principais características, literalmente desceu do salto. Desceu e jogou na cara da vilã, que acabou atingida na boca. Mas ainda era apenas o começo, pois a cena teve um 'bônus': a presença de Ritinha (Isis Valverde).

A sereia ---- juntamente com a melhor amiga Marilda (Dandara Mariana) ---- não pensou duas vezes e defendeu a sogra, se atracando com Irene. A sequência ficou excelente, destacando Maria Fernanda Cândido, Débora Falabella e Isis Valverde, que mergulharam totalmente naquele clima de tensão e rivalidade.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Débora Falabella é o grande destaque de "Nada Será Como Antes"

"Nada Será Como Antes" vem cumprindo menos do que prometeu. A série escrita por Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão tem uma boa premissa, mas o enredo deixa a desejar, pois foca em situações não muito atrativas em detrimento da história do surgimento da televisão. Os dramas da ficção são fundamentais para o conjunto, mas, infelizmente, os que foram criados não prendem o telespectador, ainda mais em um formato semanal. Entretanto, a direção precisa de José Luiz Villamarim novamente se sobressai , extraindo o melhor do elenco muito bem escalado. E um dos grandes destaques é Débora Falabella.


A atriz estava longe da telinha desde a sua ótima participação em "Dupla Identidade" (2014), onde viveu a complexa Ray, namorada do serial Killer Edu (Bruno Gagliasso). Em 2015 ainda esteve em um dos episódios da série "As Canalhas", do canal a cabo GNT, mas não participou de nenhuma outra produção. O seu retorno é mais do que bem vindo e o seu papel faz jus ao seu talento, principalmente porque explora várias vertentes cênicas, incluindo uma deliciosa metalinguagem. Débora interpreta justamente uma atriz que enfrenta problemas pessoais e profissionais, precisando lidar com o julgamento da sociedade e com o inesperado rumo que sua carreira toma.

É um perfil muito atrativo, o que proporciona para a intérprete bons momentos na série. Verônica era uma atriz de rádio-novela que viu sua vida mudar quando conheceu Saulo (Murilo Benício), seu grande amor. Ele virou uma espécie de empresário da esposa e a fez ficar ainda mais famosa --- no caso, a sua voz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"Nada Será Como Antes" se mostra uma caprichada série sobre a história da televisão

"Justiça" saiu do ar como uma das melhores produções do ano, deixando uma marca na teledramaturgia. Não há substituta para a trama na grade da Globo, pois não haverá mais minisséries até o final do ano. Entretanto, a emissora estreou na semana passada (27/09) "Nada Será Como Antes", nova série que passa a ocupar a faixa das terças ---- quando era exibida a trama da Fátima (Adriana Esteves) ----, logo após a novela das nove. Serão 12 episódios, tendo a direção de José Luiz Villamarim em parceria com Walter Carvalho, a mesma dupla bem-sucedida responsável pela produção recém-terminada (além das primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu").


Escrita por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado, a trama é inspirada na chegada da televisão ao Brasil, tendo todas as licenças poéticas necessárias para contar essa história. A tevê chegou ao país em 1950, trazida por Assis Chateaubriand, e a figura de ambicioso empreendedor na ficção é representada por Murilo Benício, que interpreta o sonhador Saulo --- dono da Rádio Guanabara. O personagem começa no passado, na década de 40 (era do rádio e auge das rádio-novelas), se encantando pela voz de Verônica (Débora Falabella), uma dedicada radioatriz que mora no interior. Ele a procura, propõe emprego, e não demora para os dois iniciarem um relacionamento. A química dos talentosos atores (que namoram na vida real) serviu para destacar o par logo no início, fazendo por merecer o protagonismo.

Após uma passagem de dez anos, o casal começa a enfrentar um drama típico dos folhetins: ambos querem um filho, mas ele acaba descobrindo em um exame que é estéril. Para não decepcioná-la, Saulo inventa que não a ama mais e pede a separação. A situação é um pouco controversa, pois seria bem mais plausível o apaixonado homem ter contado simplesmente a verdade.

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Com episódios repletos de tensão e ótimo elenco, "Dupla Identidade" segue prendendo a atenção do público

A estreia de "Dupla Identidade" agradou e a primeira impressão foi a melhor possível. Após algumas semanas de exibição e ótimos episódios no ar, pode-se constatar que a série de Glória Perez, dirigida por Mauro Mendonça Filho, é uma produção merecedora de uma sucessão de elogios. A história do serial killer tem prendido cada vez mais a atenção e os desdobramentos da trama estão repletos de adrenalina.


Os episódios estão cada vez melhores e a tensão aumenta a cada semana. Desde que Edu (Bruno Gagliasso) passou a provocar os policiais Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani), iniciando uma espécie de jogo de gato e rato, a série ganhou uma nova dinâmica. Os assassinatos cometidos pelo psicopata, agora, além de servirem para satisfazer o prazer mórbido do rapaz, são utilizados também para aguçar os investigadores que estão cada vez mais desesperados em busca do criminoso.

Ao mesmo tempo que o cerco em cima de Eduardo Borges vai se fechando, a audácia do personagem vai aumentando. Isso porque ele é tão seguro de si que se orgulha dos cadáveres que 'produz' e entra em estado de êxtase ao observar a dificuldade que a polícia tem de encontrá-lo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

"O Clone": o maior êxito de Glória Perez

Entre 1 de outubro de 2001 e 14 de junho de 2002, a Globo exibiu "O Clone", um de seus maiores sucessos, que ainda conseguiu emplacar em vários países, consolidando seu êxito. A novela de Glória Perez foi seu melhor trabalho da carreira e a autora foi muito feliz na construção desta história tão rica e repleta de personagens atraentes. A produção foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de janeiro e 9 de setembro de 2011, repetindo a boa aceitação que teve na época.


Protagonizada por Giovanna Antonelli e Murilo Benício, o folhetim estreou pouco depois do atentado às Torres Gêmeas, tragédia que abalou os Estados Unidos e chocou o mundo. Houve até um certo desconforto inicial, uma vez que parte da trama era ambientada em Marrocos, na cidade de Fez, onde viviam vários muçulmanos. Mas a polêmica não durou muito tempo e os costumes daquele povo caíram no gosto popular, comprovando que o núcleo foi um dos muitos acertos da produção.

A novela abordou vários temas polêmicos e soube explorá-los com competência. Dividida em duas fase, a história começa em 1983, apresentando a vida de Leônidas (Reginaldo Faria), rico empresário, pai de gêmeos idênticos (Lucas e Diogo, vividos por Murilo), que não tem muito tempo para os filhos.