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sábado, 23 de maio de 2020

"Pequenos Gênios" é uma ótima surpresa do "Caldeirão do Huck"

A pandemia do coronavírus implicou na paralisação quase total das gravações da área do entretenimento de todas as emissoras. A teledramaturgia encerrou suas atividades até a situação melhorar. Os programas também foram afetados e são poucos inéditos atualmente ou apresentados ao vivo. Por isso não deixa de ser um alento acompanhar a inédita primeira temporada de "Pequenos Gênios", novo quadro do "Caldeirão do Huck" que estreou no dia 2 de maio.


O formato conta com oito equipes formadas por crianças de 9 a 13 anos e o grupo vencedor leva R$ 200 mil, que será dividido igualmente entre os participantes. Todo sábado duas equipes compostas por três crianças se enfrentam e o trio vencedor acumula uma quantia para a semifinal. São provas de raciocínio rápido e impressiona a capacidade dos pequenos. Não são meninos e meninas com um nível de aprendizado comum. Huck costuma dizer, de forma carinhosa, que todos têm habilidades especiais. São as chamadas crianças superdotadas, embora essa classificação, comum antigamente, não seja usada.

"GPS Humanos", "Triturador de Números", "Ordnadelos" e "Memória Fotográfica" são nomes de alguns quadros da competição e todos exigem um intelecto que poucos atingem. As contas matemáticas cada vez mais complexas apresentadas aos pequenos, que conseguem somar, dividir e multiplicar mentalmente em segundos, deixam qualquer um impressionado.

domingo, 3 de julho de 2011

Caldeirão do Huck já cansou faz tempo

Luciano Huck tinha um programa na Band, o "Programa H". Era uma espécie de programa de auditório mais voltado para os adolescentes. Foi lá que ele revelou a "Tiazinha" e a "Feiticeira". Ainda se lembra delas? Pois é, por causa da relativa repercussão da atração, o apresentador foi convidado pela Globo para integrar o time da casa. Obvimente não recusou. Convite aceito e assim vimos , em 8 de abril de 2000, a estréia do "Caldeirão do Huck" nas tardes de sábado.

A emissora que nunca deu muito valor para a sua programação vespertina desse dia específico, começou a ver que havia acertado em cheio nessa contratação. Não demorou muito para o programa fazer sucesso e Luciano se firmar como um ótimo comunicador. Ao longo desse tempo vários quadros foram,e ainda são, apresentados na atração: "Lata Velha", "Lar Doce Lar", "Pulsação", "Agora ou Nunca", "Olha Minha Banda", "Cantando o 7", "Vou de Táxi", "Super Chance"e mais alguns. Todos têm o objetivo de premiar generosamente os participantes.

Porém, se antes o programa era mais voltado ao entretenimento, com entrevistas, provas engraçadas (se lembram das gincanas que tinham no palco?) e bandas,de uns tempos pra cá acabou se transformando exclusivamente num projeto assistencialista. Muitas vezes não temos nada a ser apresentado a não ser um único quadro. O "Lata Velha" e o "Lar Doce Lar" são os principais. Quantas vezes não vimos o programa resumido exclusivamente a isso? Todos os quadros do programa têm uma duração excessiva e que com o tempo foi cansando o telespectador. Os dois que eu acabei de citar, quase sempre são intercalados.Um sábado temos o primeiro e no da semana seguinte o outro. São sempre histórias quase iguais, de famílias pobres, que sofreram muito na vida e precisam de ajuda. Existem muitas pessoas de clásse média, por exemplo, que tem um carro bem esculhambado ou uma casa precisando muito de uma reforma. Mas essas ele não "melhora". Precisa ter uma historinha triste pra contar. Aí vem a pergunta: os quadros são para nos entreter ou para ajudar os necessitados?

Além disso, a maioria dos outros quadros citados (onde sempre estão relacionados com prêmios em dinheiro) também só envolvem participantes humildes. Nada contra ajudar pessoas pobres, mas quando isso se torna o único objetivo do programa é porque tem algo errado.

O programa está necessitando de novos ares e de muita criatividade. Uma reformulação mesmo. Há anos estamos vendo as mesmas coisas o tempo todo. O que ainda se salva é o "Soletrando", um projeto interessante, que nos entretém ao mesmo tempo que ensina. E ainda assim, esse ano fizeram questão de estragar o quadro ao reduzir o tempo de duração do mesmo e não colocar mais a disputa entre os alunos no palco da atração, com exceção da final.

Havia um formato muito bom, o "Mandando Bem", onde uma família recebia ajuda para conduzir o seu estabelecimento comercial,normalmente restaurantes ou bares. Ali víamos o objetivo do entretenimento já que não eram só pessoas necessitadas que eram contempladas. Mas não vingou sabe-se lá o porquê. Talvez justamente porque não era assistencialista e nem todos tinham uma história infeliz pra contar.

O "Olha minha Banda" seria interessante, mas com o tempo também vimos que só é ajudado quem tem uma banda e ao mesmo tempo tem uma vida difícil. Se a pessoa quer que seu grupo musical tenha fama e notoriedade, mas leva uma boa vida financeira, não conseguirá ser "sorteado". E convennhamos que isso também não deu muito certo. A única banda que teve um relativo sucesso foi um grupo formado por meninas que recebeu o nome de "Agnela". Elas lançaram uma música que tocou nas rádios e outra que emplacou  e foi tema do filme "Desenrola". Os demais...

A prova de que tudo ali já cansou é simples: tenho certeza que em meados de agosto teremos o concurso da "Musa do Brasileirão" (concurso de mulheres boazudas) e no último programa do ano a junção do "Lata Velha" com o Lar Doce Lar" para uma só família humilde.

O "Caldeirão do Huck" ainda faz sucesso? Óbvio que faz. A prova é a liderança isolada da atração, que mesmo mudando de horário em 2011 (era exibido às 14h30 e agora foi para às 16h30), continua numa zona de conforto muito grande. Mas também é verdade que os quadros não geram mais a repercussão de antigamente e o Luciano Huck foi perdendo sua essência como apresentador. Se antes nunca era criticado, agora as coisas mudaram um pouquinho. Loucura, loucura, loucura...