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sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Quatro por Quatro": o sucesso mais lembrado de Carlos Lombardi

No dia 24 de outubro de 2014, a estreia de "Quatro por Quatro" completou vinte anos. A novela das sete que conquistou o público ficou marcada como uma das melhores tramas do horário e é a produção mais lembrada de Carlos Lombardi. A história, repleta de tiradas sarcásticas e sexuais ----- uma das marcas registradas do autor -----, apresentou 233 capítulos (o folhetim foi esticado pela Globo devido ao êxito) e fez um imenso sucesso do início ao fim, ficando nove meses no ar.


A missão da novela não era fácil. Afinal, estava substituindo o fenômeno "A Viagem", um folhetim que entrou na lista das melhores produções da Globo e foi um sucesso absoluto de audiência. Mas a bem escrita história de Carlos Lombardi soube conquistar o telespectador justamente através da comédia, gênero que foi pouco abordado na obra anterior. Com personagens populares e uma típica trama de vingança, a produção apresentou um conjunto de acertos.

As quatro protagonistas ------ brilhantemente interpretadas por Betty Lago, Elizabeth Savalla, Letícia Spiller e Cristiana Oliveira ----- tinham como objetivo a revanche. Humilhadas pelos seus respectivos homens, as mulheres se unem utilizando o lema 'Uma por todas, todas por uma".

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Com episódios repletos de tensão e ótimo elenco, "Dupla Identidade" segue prendendo a atenção do público

A estreia de "Dupla Identidade" agradou e a primeira impressão foi a melhor possível. Após algumas semanas de exibição e ótimos episódios no ar, pode-se constatar que a série de Glória Perez, dirigida por Mauro Mendonça Filho, é uma produção merecedora de uma sucessão de elogios. A história do serial killer tem prendido cada vez mais a atenção e os desdobramentos da trama estão repletos de adrenalina.


Os episódios estão cada vez melhores e a tensão aumenta a cada semana. Desde que Edu (Bruno Gagliasso) passou a provocar os policiais Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani), iniciando uma espécie de jogo de gato e rato, a série ganhou uma nova dinâmica. Os assassinatos cometidos pelo psicopata, agora, além de servirem para satisfazer o prazer mórbido do rapaz, são utilizados também para aguçar os investigadores que estão cada vez mais desesperados em busca do criminoso.

Ao mesmo tempo que o cerco em cima de Eduardo Borges vai se fechando, a audácia do personagem vai aumentando. Isso porque ele é tão seguro de si que se orgulha dos cadáveres que 'produz' e entra em estado de êxtase ao observar a dificuldade que a polícia tem de encontrá-lo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com uma bem elaborada trama, "Dupla Identidade" tem ótima e promissora estreia

Após uma sucessão de chamadas atrativas e bem feitas, estreou, nesta sexta-feira (19/09), "Dupla Identidade", a nova série de Glória Perez. Dirigida por Mauro Mendonça Filho, a trama conta a história de um serial killer com sede de sangue e que é um homem acima de qualquer suspeita. Um enredo incomum no universo brasileiro, embora "As Noivas de Copacabana" (1992) tenha sido uma produção inesquecível e muito marcante.


Escalado para viver o assassino, após o próprio ator ter lutado pelo papel e ter feito testes para interpretá-lo, Bruno Gagliasso impressionou logo na estreia. Ele está impecável na pele do galanteador homem que manipula os outros com grande facilidade e demonstra uma absurda frieza quando elimina suas vítimas, sempre mulheres escolhidas de forma aleatória. Seu olhar diabólico, ao mesmo tempo parecendo um animal selvagem em busca da presa, assusta e impacta.

A ideia da autora de colocar o personagem como um homem inteligente, simpático, sedutor e solidário foi uma sacada de mestre, afinal, é um tipo acima de qualquer suspeita. Eduardo Borges é formado em direito e estudante de psicologia, que trabalha no escritório de advocacia de Assis (Gláucio Gomes) e se aproxima do senador Oto Veiga (Aderbal Freire Filho) para experimentar também o poder político.

domingo, 6 de novembro de 2011

A Mulher Invisível procura sair do óbvio

Após uma primeira temporada de sucesso, obtendo ótimos números de audiência, "A Mulher Invisível" retornou à grade da Globo na última terça-feira. Pelo que foi observado, Pedro e Clarice continuam com seus problemas de convivência, mas dessa vez vimos um 'algo a mais'.

No primeiro episódio,pudemos notar que os roteiristas tiveram uma boa ideia em criar um homem invisível para Clarice. Agora a empresária certinha também idealizou a pessoa dos sonhos, assim como o Pedro fez ao 'criar' a Amanda. Dentro de um universo tão limitado quanto o da série,apareceu uma luz no fim do túnel. Em comparação com a primeira temporada(cuja crítica você pode ler aqui),observamos que a trama evoluiu bastante.

domingo, 12 de junho de 2011

A Mulher Invisível não empolga

Mais uma série derivada de um filme entra para a grade da Globo. "A Mulher Invisível" foi um filme que fez tanto sucesso quanto "Divã", mas seu desempenho na televisão aberta não parece seguir o mesmo rumo. A série protagonizada pela grande Lilia Cabral teve os mesmos acertos do filme e isso resultou em um retorno positivo do público e da crítica. Já a série protagonizada por Selton Mello, as coisas mudaram um pouco de figura.

É bem verdade que a história do filme não é a das mais originais. Embora no longa-metragem,Pedro (Selton Mello) não seja casado, a situação é basicamente a mesma mostrada na série. Pela limitação da história era de se supor que poucas situações podiam dar margens à grandes novidades ou conflitos diferentes. Talvez esse seja o motivo de colocarem o personagem principal casado no seriado. Novas possibilidades se abrem.

O elenco é bem entrosado e com bons atores,com exceção da Luana Piovani fazendo a personagem título Amanda. Luana sempre foi exagerada em seus papéis e nunca convence. Embora,esteja menos teatral do que de costume, ainda falta muito para ser considerada uma boa atriz. Débora Falabella (Clarisse) vive a esposa de Pedro. Após uma sucessiva leva de mocinhas choronas,ela mostrou que sabe fazer outros tipos como a  engraçada e fútil vilã Beatriz de "Escrito nas Estrelas". Em "A Mulher Invisível" ela repete o bom desempenho em um papel levemente cômico.Selton Mello é um grande ator e elogiá-lo é chover no molhado. O elenco de apoio também não faz feio e agrada. Álamo Facó vive o melhor amigo de Pedro,  Wilson.Marcos Suchara (Téo) vive um colega invejoso de Clarisse que vive insistindo em comprar a empresa dela (herança do pai da personagem). Deborah Wood é secretária da mesma empresa e tem uma paixão platônica por Wilson. Todos estão muito bem.

A audiência de estréia foi superior ao recorde alcançado por "Divã". Obteve 25 pontos. O máximo conseguido por "Divã" foram 20 pontos. Mas isso não significa que a atual série é melhor que a anterior,muito pelo contrário. A sensação do telespectador foi de que há algo errado ali.Ou então que falta alguma coisa. O objetivo do seriado é ser cômico. Isso é alcançado? Definitivamente não. É muito difícil rir de qualquer coisa que nos é apresentada. Mas o filme fazia rir? Em alguns momentos sim,outros nem tanto. Resta saber se essa primeira impressão da série mudará ao longo das exibições. Mas o saldo final do "filho" gerado pelo longa-metragem não é dos mais animadores.