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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Tiago Leifert saiu da Globo no auge, mas quis um breve retorno aos holofotes da pior forma possível

 No dia 9 de setembro, a Globo anunciou a saída de Tiago Leifert da emissora. A notícia pegou todos de surpresa, incluindo jornalistas que cobrem televisão. Afinal, o apresentador estava no auge da carreira e tinha acabado de substituir Faustão no comando da "Super Dança dos Famosos", o que gerou muitos elogios de público e crítica. Pouco tempo depois, Tiago confirmou a informação e disse que o "The Voice Brasil" seria sua despedida. Mas nem isso foi. 

A décima temporada do desgastado formato nem serviu para Tiago aproveitar seus últimos meses na Globo. Isso porque o apresentador esteve no ar apenas nas primeiras semanas de programa e precisou se ausentar por razões familiares até hoje não esclarecidas. Acabou substituído por André Marques. No entanto, a decisão foi dele, o que deixou todos ainda mais surpresos. Após uma avalanche de críticas no comando do "Big Brother Brasil", Leifert, que assumiu o reality em 2017, substituindo o aclamado Pedro Bial, conseguiu imprimir sua marca no programa e teve seu melhor desempenho no "BBB 21", que culminou em um discurso emblemático para a campeã Juliette Freire. Parecia uma consagração para o apresentador. Finalmente tinha se encontrado. 

A escolha para substituir Faustão às pressas não foi por acaso. Teve muito a ver com sua elogiada performance no comando da vigésima primeira edição do "BBB". Mas também é verdade que o fato expôs a 'overdose' de Tiago na televisão. Ficou a impressão que a Globo só tinha ele. E também é natural que o apresentador tenha sentido uma exaustão.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Tiago Leifert cumpriu sua missão no "Domingão sem Faustão"

Uma notícia assustou o público na semana passada. Faustão foi internado por conta de uma infecção urinária e desfalcaria o "Domingão do Faustão" pela primeira vez em 32 anos de programa. A emissora até cogitou uma reprise, mas o comunicador fez questão de manter o cronograma com um produto inédito e mais uma etapa da "Super Dança dos Famosos". Então Tiago Leifert acabou escolhido para substituí-lo. E se saiu bem. 


Não é uma tarefa fácil substituir um apresentador tão querido e marcante quanto Fausto Silva, ainda mais em uma atração que leva o seu nome. Vale lembrar que 2021 é o último ano de Faustão na Globo e fica difícil imaginar os domingos sem ele a partir de 2022. Pode-se até constatar que a escolha de Leifert foi uma espécie de teste para o apresentador, que já virou figura conhecida em vários programas da emissora ---- vide "Big Brother Brasil", "The Voice Brasil" e "Zero 1". 

E Tiago soube aproveitar mais essa oportunidade. Conseguiu disfarçar muito bem o nervosismo e não se levou a sério, o que foi seu maior acerto. Fez questão de lembrar de Fausto o tempo todo e até o imitou em vários momentos, arrancando risadas dos convidados e bailarinas.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Vitória arrasadora de Juliette fecha ciclo de sucesso do "BBB 21" de forma emocionante e emblemática

Foram cem dias de "BBB 21". A edição mais longa da história. E a Globo não tem do que reclamar. O reality foi um sucesso de audiência, repercussão e faturamento. Conseguiu superar o bem-sucedido "BBB 20", exibido ano passado, no início da pandemia do novo coronavírus. Aliás, a vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" superou a média das sete edições anteriores. Um grande feito que nem os mais otimistas esperavam. E são várias as razões para explicar esse êxito. 


O elenco foi muito bem escalado por Boninho e equipe. Inteligente ter repetido a inovação que deu certo ano passado: a divisão entre "Camarote" e "Pipoca". O "BBB 20" foi o pioneiro na presença de 'famosos' no time. Houve até um receio de parecer muito com a extinta "Casa dos Artistas", no SBT, ou "A Fazenda", na Record. Mas conseguiram desvincular qualquer semelhança de formatos que já são uma espécie de cópia do "BBB". 

Como a vitrine de 2020 foi muito boa para Manu Gavassi, Babu Santana, Boca Rosa e Rafa Khaliman, houve uma facilidade maior na escolha dos nomes do "BBB 21". Por isso o público se surpreendeu com Projota, Karol Conká e Carla Diaz na casa. Figuras (dois cantores e uma atriz) conhecidas que têm uma carreira consolidada.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Tiago Leifert odeia o Twitter porque nunca tolerou críticas

A uma semana da estreia do "BBB 21", Tiago Leifert deu uma declaração que repercutiu bastante negativamente: "Detesto a rede do passarinho. Eu já saí de lá e acho que todo mundo deveria sair também. Mas eu queria ter um outro canal de comunicação com vocês, principalmente durante o BBB, que não fosse a rede do passarinho. Uma coisa mais ágil, mas que também não tenha um monte de gente trollando e xingando. Um lugar mais seguro, disse o apresentador. E não é difícil saber a razão da reclamação. 


Desde que assumiu o comando do "Big Brother Brasil", na décima sétima edição, Leifert vem sofrendo cada vez mais críticas na rede social que mais repercute o reality show. Entretanto, tudo começou mais especificamente no "BBB 16", a última edição apresentada por Pedro Bial. Na temporada, houve uma grande polêmica em torno da briga entre Ana Paula Renault e Laércio. Isso porque a marcante participante não tolerava o jeito que o colega, de 53 anos, olhava para as meninas da casa. Em fevereiro, o jogador foi eliminado e em maio acabou preso por pedofilia e condenado a 12 anos de prisão. 

Tiago, até então um mero espectador e ainda com uma conta no Twitter, logo defendeu Laércio enquanto estava no jogo. Criticou Ana Paula e chegou a dizer que quem estava em um reality de exposição não poderia reclamar de quem a observava. Até hoje essa sua defesa repercute na rede através de prints antigos.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Vitória de Thelma consagra o sucesso do "BBB 20" e enterra de vez o "BBB 19"

A vigésima edição do "Big Brother Brasil" chegou ao fim na segunda-feira (27/04) com média de 25 pontos (cinco a mais que a edição passada) e com 34 pontos de audiência no último programa, índice que não era alcançado em uma final desde 2010. Um fenômeno de engajamento, repercussão e popularidade. Uma temporada histórica que nunca será esquecida. Mas além de todas as qualidades já mencionadas, é preciso analisar a importância da vitória de Thelma Regina, principalmente em um  comparativo com o "BBB 19".


A temporada exibida em 2019 foi a pior de todos os tempos. Tanto no quesito audiência quanto no andamento do jogo. E para piorar, a vencedora foi Paula, uma mulher arrogante, debochada (no pior sentido da palavra) e preconceituosa. A participante passou o programa inteiro proferindo comentários com teor racista e de intolerância religiosa. Era repugnante ouvir e o Ministério Público abriu um inquérito para investigá-la. O colega de confinamento, Rodrigo França, chegou a processá-la fora da casa. O processo, no entanto, foi arquivado.

O discurso de Tiago Leifert para coroar a vitória de Paula foi outro momento que beirou o absurdo. "Vence o BBB 19 a pessoa que teve a audácia de ser imperfeita", declarou para uma plateia atônita e que não comemorou. É verdade que, com exceção de Elana e Danrley, todos os adversários da vencedora se acovardaram e não quiseram jogar. Muito menos enfrentar firmemente os vários preconceitos da adversária.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

"BBB 19" mereceu o completo fracasso

A décima nona edição do "Big Brother Brasil" chega ao fim nesta sexta-feira (12/04) com a marca da pior audiência da história do reality (20 pontos). É verdade que o fracasso de "O Sétimo Guardião" ajudou a prejudicar os índices do "BBB 19", mas esse fiasco é muito merecido. Um conjunto de fatores resultou no afastamento do público e implicou diretamente na repercussão baixa e negativa da temporada.


Boninho e sua equipe erraram feio na seleção dos participantes. Quase todos se omitiram do jogo e tinham verdadeiro pânico de qualquer conversa sobre o assunto. Tanto que o clima de paz e amor que reinou na casa, sem uma briga sequer, não foi resultado de um sentimento sincero e, sim, reflexo da covardia de pessoas que evitaram o famigerado comprometimento. A preocupação maior era ficar na mansão curtindo férias e esperando o número de seguidores no Instagram crescer para ganhar uma grana com merchan no futuro.

Alguns jogadores até se dispuseram a jogar, como Gustavo, Diego e Hana. Porém, todos acabaram eliminados precocemente pelo público. Os dois homens, no entanto, foram bem arrogantes. Já Danrley e Elana foram bons jogadores, mas também acabaram fora. Outra que soube jogar foi Paula, que virou favorita graças aos produtores do programa que fizeram um verdadeiro malabarismo para esconder a avalanche de comentários preconceituosos sobre negros e de intolerância religiosa proferidos pela participante ao longo do programa.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Tiago Leifert parece não ter maturidade para apresentar um reality como o "Big Brother Brasil"

A décima nona edição do "Big Brother Brasil" já é a pior de sua história. Não por acaso vem enfrentando uma péssima audiência ---- ainda herda índices baixos do fracasso "O Sétimo Guardião". Boninho e sua equipe definitivamente não foram felizes na escalação e muito menos na dinâmica da atual temporada. Para culminar, Tiago Leifert vem apresentando um desempenho digno de um profissional despreparado, mesmo em seu terceiro ano no comando do reality.


O apresentador não consegue nem ao menos disfarçar suas preferências e sua descarada torcida. Antes mesmo do programa completar um mês no ar, já ficou perceptível que Leifert idolatra Paula e Hariany. Sempre faz inúmeras brincadeiras com as duas e já defendeu ambas diversas vezes, o que deixa sua conduta simplesmente vergonhosa. Faz questão de reforçar que a dupla é "perseguida" na casa, o que nunca foi verdade, e que dizem tudo o que pensam "na lata", outra mentira. Os fãs das participantes podem torcer à vontade e defendê-las como sempre fazem --- mesmo que algumas situações não tenham defesa. Direito deles e em todo reality tem isso. Mas jamais quem comanda a atração.

É verdade que Tiago nunca teve a capacidade de controlar suas preferências, desde que assumiu o controle do "BBB", em 2017. Vide sua predileção explícita a Emilly no "BBB 17" e sua imensa simpatia por Gleice, Ana Clara e Ayrton, no "BBB 18". No entanto, por mais absurdo que pareça, não era algo tão escancarado quanto está na atual edição.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Há salvação para o "BBB 19?

A décima nona edição do "Big Brother Brasil" estreou no dia 15 de janeiro e até agora não disse a que veio. Já era previsível, por sinal, que o reality enfrentaria problemas com a audiência em virtude do fracasso de "O Sétimo Guardião". Ou seja, agora não tem o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso" para o programa 'pegar carona'. A atração precisaria ser muito atrativa para conquistar o telespectador. Mas isso não aconteceu ainda.


E será que vai acontecer? Tudo é possível, todavia, a produção não parece muito preocupada em esquentar o jogo. A seleção dos participantes foi boa. A ideia de Boninho claramente foi provocar uma guerra entre ''nichos''. Escalou jovens brancos, bem-nascidos e fúteis juntamente com negros engajados, inteligentes e que tiveram uma vida bem mais difícil. Nem foi necessário estabelecer uma divisão de grupos. Tudo aconteceu naturalmente através da convivência.

Não por acaso, o público apelidou um grupo de "Gaiola" --- em referência ao "Gaiola das Popozudas", antigo grupo de funk comandado por Valesca Popozuda ou ao Baila da Gaiola famoso no RJ ----- e o outro de "Villa Mix" (baladas ou festivais frequentados por jovens ricos e 'mauricinhos'). De um lado estão Rodrigo, Gabriela, Rízia, Danrley, Elana, Alan e Hana (eliminada); do outro Gustavo (eliminado), Diego, Isabella, Carolina, Maycon e Tereza.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

"The Voice Brasil" estreia sétima temporada tentando fugir do evidente desgaste

O "The Voice Brasil" já apresenta um inevitável esgotamento há alguns anos. A partir da terceira temporada, a percepção em torno do desgaste do formato começou a surgir. E desde então há uma decrescente desanimadora. Tanto no nível dos candidatos, quanto na mesmice do juri. Nem mesmo a entrada da carismática Ivete Sangalo ano passado conseguiu uma reformulação atrativa. No entanto, a estreia da sétima temporada nesta terça-feira (17/07) provocou uma boa impressão.


Uma novidade foi apresentada ao público: agora há o botão do bloqueio na fase da Audição às Cegas. Ou seja, um jurado pode impedir que algum colega escolha um determinado participante assim que ele vira a cadeira. A medida apimenta a disputa e Lulu Santos já usou a estratégia ao impedir Carlinhos Brown de 'querer' um candidato. Porém, nem adiantou, pois o mesmo preferiu Ivete. Mas serviu para 'estrear' a funcionalidade. Tomara que ao menos renda alguns bons momentos durante as audições.

Outra tentativa de sair da mesmice é o aumento da quantidade de cantores em cada time. Agora são 18 nomes para cada jurado ---- antes eram 12. Essa elevação significativa é resultado de mais uma alteração: o "The Voice Brasil" passa a ser exibido duas vezes por semana. Além das quintas, o reality também ganhou as terças. As versões transmitidas em outros países, aliás, sempre tiveram dois programas por semana.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Globo abusa da imagem de Tiago Leifert

A Globo parece gostar bastante do Tiago Leifert. A emissora o presenteou simplesmente com quatro programas e só não conseguiu emplacá-lo em cinco porque não havia possibilidade de conciliação do trabalho. Atualmente, o apresentador pode ser visto quase diariamente no "Central da Copa", iniciado em 14 de junho, junto com a Copa do Mundo de 2018. O jornalista tem um incontestável carisma e sabe comandar um programa ao vivo como poucos, mas a pergunta é: essa "overdose" é realmente necessária?


Tiago estreou no canal a cabo SporTV em 2006, como repórter, e migrou definitivamente para a Globo em 2009, onde passou a apresentar o "Globo Esporte SP". Ficou na atração esportiva até 2015 e inseriu um novo jeito de comandar um programa de esportes. O tom mais sério e sóbrio foi deixado de lado, enquanto a descontração virou a protagonista. Deu tão certo que virou uma espécie de "regra" em todo formato, se estendendo para outros estados. Não por acaso, deixou de vez o jornalismo, indo para o entretenimento em 2012. Virou o apresentador do "The Voice Brasil", que iniciava sua primeira temporada.

Sua desenvoltura caiu como uma luva na competição musical e de lá não saiu mais. Leifert acabou virando peça fundamental no comando da disputa de vozes, sempre interagindo bem com os jurados e público. Em 2015, chegou a substituir Fátima Bernardes durante suas férias, fazendo dupla com Ana Furtado no "Encontro".

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Após edição problemática do ano passado, "Big Brother Brasil 18" terá que reconquistar o público

A décima sétima edição do "Big Brother Brasil" foi traumática. A primeira temporada sem Pedro Bial no comando foi catastrófica. O favorecimento descarado do casal Emilly e Marcos ficou visível e as suspeitas em torno da credibilidade do programa aumentaram, principalmente quando houve a polêmica da agressão que resultou na expulsão de Marcos. Após vários protestos do público, até a polícia foi na casa e só aí ele foi retirado da competição. E a declaração de Emilly no confessionário nunca foi divulgada. Para culminar, a audiência deixou muito a desejar e a ausência de Maurício Ricardo fazendo divertidas charges também foi sentida. Enfim, um ano para ser enterrado.


Agora, na temporada de 2018 a missão do reality mais longevo do Brasil é reconquistar os fãs do formato, naturalmente desanimados em virtude de tudo o que aconteceu em 2017, incluindo o poder que os 'fandons' passaram a ter (ainda mais), não refletindo a vontade da maioria. E a tentativa de trazer de volta os telespectadores já se mostra visível no "Pay Per View", por exemplo. Pela primeira vez os assinantes poderão ouvir as broncas que a produção dará nos participantes. Isso nunca aconteceu antes e o áudio era sempre cortado na hora. Outra novidade é a câmera exclusiva no confessionário. O público também não conseguia acessar essa parte da casa e se conseguisse não haveria a tal polêmica sobre a declaração de Emilly ano passado.

Mais uma diferença da atual edição é o esquema de votação. Cada votante precisa se cadastrar no site para votar, porém, conseguirá votar várias vezes como sempre. Resta saber como essa alteração reduzirá o impacto de quem aluga "Lan House" ou "Call Center"  em votações. Porém, não deixa de ser ao menos uma tentativa da produção.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Desgastado, "The Voice Brasil" apresentou sua pior temporada em 2017

A sexta temporada no "The Voice Brasil" estreou no final de setembro. O reality musical já virou um sucesso consagrado da Globo, firmando sua presença na grade sempre a partir do segundo semestre. A emissora trouxe o formato original holandês para o país em 2012 e desde então a audiência realmente costuma corresponder. Entretanto, é inegável o claro sinal de desgaste da atração, principalmente na atual temporada, que é a pior de todas até agora, lamentavelmente.


Na tentativa de sair da mesmice (e também porque o formato original impõe mudança pelo menos a cada dois anos nos técnicos), Boninho transferiu Cláudia Leitte para o "The Voice Kids" e trouxe Ivete Sangalo da versão infantil para substitui-la. Michel Teló, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguiram no programa. A troca não surtiu efeito algum e ainda acabou prejudicando o "Kids", pois Ivete era um dos grandes atrativos, sempre protagonizando momentos deliciosos com as crianças.

Na versão adulta, Ivete se mostrou mais técnica e fez observações pertinentes. No entanto, a mudança deveria ser sido total ou então de pelo menos três. Mas não trazendo técnico da versão infantil e, sim, convidando novos cantores. É necessária uma reformulação de verdade. Afinal, já são seis temporadas. Lulu e Carlinhos, por exemplo, nem têm mais o que dizer sobre as apresentações. Todos os comentários parecem repetitivos.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tiago Leifert terá que melhorar muito no "BBB 18"

A décima sétima edição do "Big Brother Brasil" chegou ao fim na última quinta-feira (13/04), saindo de cena como a pior da história do reality. A vitória da mimada e egoísta Emilly era previsível e acabou fazendo jus ao conjunto deplorável que foi a temporada, após meses de edições tendenciosas, elenco fraco e ausência de situações atrativas, culminando ainda em uma expulsão tardia. Infelizmente, um dos muitos erros do "BBB 17" foi justamente o comando de Tiago Leifert, que teve a dura missão de substituir  Pedro Bial, que apresentou o formato por 16 anos.


O novo apresentador foi escolhido em virtude do seu incontestável carisma e do seu bom desempenho no "The Voice Brasil" e "The Voice Kids". Realmente, analisando as opções disponíveis para a Globo, ele era mesmo a melhor escolha. E ainda é, apesar de tudo. Tem boa desenvoltura diante das câmeras e sabe conversar com o telespectador. Não por acaso virou o maior destaque do jornalismo esportivo da emissora na época que comandava o "Globo Esporte" de São Paulo,  se tornando ainda uma das figuras centrais durante a Copa do Mundo. Entretanto, seu desempenho no "BBB" foi muito questionável e inconstante.

Seu início foi decepcionante. Desanimado e apático, Tiago parecia pouco à vontade no lugar que Bial ocupou por tantos anos e muitas vezes passou a impressão de estar ali por pura obrigação. Mas, ao longo das semanas (e provavelmente após cobranças da direção para se soltar mais), o apresentador foi ficando mais seguro na função e encontrou o tom. Começou a brincar mais com os participantes e demonstrou estar a par de tudo o que estava ocorrendo na casa.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

"BBB 17" é a pior edição da história do "Big Brother Brasil"

A décima sétima temporada do "Big Brother Brasil" pode ser definida em uma palavra: catastrófica. Após uma aparente boa seleção de participantes, priorizando a diversidade, o reality se mostrou tedioso e repleto de pessoas sem carisma, atitude e lealdade alguma. Para culminar, a apresentação de Tiago Leifert se mostrou inconstante e a edição ultrapassou todos os limites da parcialidade, beneficiando claramente alguns jogadores e prejudicando outros, influenciando o telespectador de forma descarada. E infelizmente vários outros problemas foram detectados ao longo das semanas, como novos quadros que não surtiram o efeito desejado e tentativas fracassadas de movimentar um jogo morto.


Ao não homenagear Pedro Bial, por exemplo ---- que teve sua imagem vinculada ao programa por 16 anos ----, a edição expôs a ingratidão da produção do formato e também uma falta de consideração com o público, simplesmente fingindo que o jornalista nunca existiu ali. Nem sequer o citaram uma única vez. E, claro, a ausência do apresentador foi muito sentida. Leifert é desenvolto, mas teve um começo inseguro e estava apático. Com o tempo foi se soltando e até se encontrou na apresentação. Entretanto, acabou se perdendo na sua total parcialidade, não fazendo questão alguma de esconder suas preferências, e ainda interferiu demais no jogo, chegando ao cúmulo de sugerir que o grupo mexicano (quando a casa foi dividida por um muro) escondesse objetos para manter a mentira que eles haviam criado sobre o vencedor da prova do líder.

A edição absurdamente tendenciosa servia de base para o apresentador influenciar o público a pensar da forma como eles queriam, beneficiando claramente Emilly e Marcos, que foram os protagonistas dessa temporada em virtude da fraqueza dos concorrentes. Como os dois rendiam cenas para o programa, a equipe não se preocupou em disfarçar a preferência pelos dois, sempre os favorecendo o quanto podiam.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Após início inseguro, Tiago Leifert se encontra no "BBB 17"

Substituir um apresentador icônico como Pedro Bial e que ainda por cima apresentou o "Big Brother Brasil" por 16 temporadas não seria nada fácil. Portanto, era perfeitamente compreensível a dificuldade que o novo 'comandante' do "BBB" teria ao assumir a função. A escolha do desenvolto Tiago Leifert para encarar o desafio foi natural, levando em consideração o seu desempenho no "The Voice Brasil" e "Kids", além de sua superexposição desde que entrou para a área de entretenimento da Globo. E até ele enfrentou complicações no começo. Mas, felizmente, tudo vem se acertando com o tempo.


O início do "BBB 17" foi bastante questionável, levando em conta principalmente a falta de consideração da equipe do programa com Bial. Não fizeram uma homenagem sequer a ele e começaram a nova edição ignorando por completo a sua existência. Fazer isso com um apresentador que foi tão importante para a história do reality é imperdoável. Para culminar, Leifert teve um começo desanimado e parecia uma figura meramente decorativa. Ou seja, a conjunção de fatores não era nada boa, facilitando a rejeição.

O novo comandante da atração apenas dizia o texto, sem grandes empolgações, e interagia timidamente com os participantes, muitas vezes fazendo brincadeiras que claramente tinham a intenção de criar uma proximidade inexistente. O estranhamento inicial era natural e inevitável, mas parecia pior do que o esperado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"Big Brother Brasil 17" estreia sem Bial e com bastante diversidade

A missão da décima sétima temporada do "Big Brother Brasil" é, sem dúvida, a mais complicada: seguir com o reality mais longevo do país sem a presença de Pedro Bial no comando. Após 16 anos apresentando o programa, o jornalista decidiu fechar seu ciclo na produção e ganhou uma nova atração que entrará no lugar do "Programa do Jô". O bastão foi passado para Tiago Leifert, uma figura onipresente na Globo ---- além da nova empreitada, apresenta o "The Voice Brasil" e ainda ganhou o recente "Zero Um", formato de cerca de 10 minutos sobre games, que vai ao ar logo após o "Altas Horas".


E o intuito da produção é mesmo apagar a imagem do "BBB" na época do Bial e iniciar uma nova jornada. Tanto que nem houve qualquer homenagem ao apresentador e ainda retiraram uma das marcas das temporadas anteriores: a charge semanal de Maurício Ricardo, satirizando os participantes e os conflitos da casa ---- ele mesmo declarou no Twitter que está fora dessa edição em virtude das novidades programadas para 2017.

A seleção, ao menos aparentemente, está bem promissora, valorizando as diversidades. Tem pessoas de todos os tipos e idades, incluindo até mesmo uma deficiente física: Marinalva (39 anos) é velejadora, competidora paralímpica, e não tem uma das pernas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mudanças no "The Voice Brasil" foram válidas, mas não surtiram efeito

A quinta temporada do "The Voice Brasil" estreou excepcionalmente em uma quarta-feira (05/10), a primeira de outubro, iniciando mais um ciclo de apresentações de novos talentos da música. O conjunto, após cinco anos, precisava urgentemente de novidades. E ficou perceptível a tentativa de alterações nesta edição. Os técnicos continuaram os mesmos ---- Cláudia Leitte, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguem no time, além de Michel Teló que estreou na função em 2015 ----, mas as mudanças em relação aos anos anteriores ocorreram a partir da segunda fase da atração, que é justamente a mais atrativa: a das batalhas.


Ivete Sangalo virou a supertécnica, a novidade da edição. Ao invés de quatro assistentes (um para cada técnico), a etapa das batalhas teve a cantora como auxiliar geral. Ela foi a conselheira de todos, participando do 'treinamento' dos cantores. Essa alteração se deve, com toda certeza, ao imenso sucesso do "The Voice Kids", onde Ivete se destacou como técnica ao lado de Carlinhos, Victor e Leo. A novidade foi mais do que bem-vinda, até porque o formato está desgastado, principalmente pela permanência dos mesmos jurados por tanto tempo. Porém, não surtiu efeito.

Ao contrário do que se esperava, Ivete não esteve no palco junto dos técnicos participando das avaliações. Ela apenas aparecia rapidamente na hora em que os candidatos ensaiavam. E foi só. Ou seja, além de ter sido uma espécie de propaganda enganosa, a cantora de 'supertécnica' não tinha nada.

domingo, 27 de março de 2016

Grata surpresa de 2016, "The Voice Kids" engrandeceu as tardes de domingo

Foram praticamente três meses de competição. O "The Voice Kids" estreou no primeiro domingo de janeiro (03/01) e chegou ao fim no último domingo de março (27/03), tendo a final composta por Rafa Gomes, Wagner Barreto e Pérola Crepaldi. A primeira temporada do formato infantil foi um grande acerto da Globo e uma das gratas surpresas deste início de ano. Repleta de talentos mirins e com rodadas emocionantes, a disputal musical engrandeceu as tardes de domingo e fez um merecido sucesso desde o primeiro dia.


Após duas temporadas fracas do "The Voice Brasil" (a terceira e a quarta), a estreia da 'versão mirim' começou cercada de desconfianças. Afinal, o formato dava sinais de desgaste, principalmente por conta da mesmice dos jurados e da falta de grandes candidatos. Mas o "The Voice Kids" dissipou qualquer dúvida logo na estreia, apresentando um juri bem entrosado e crianças talentosíssimas. A permanência de Tiago Leifert no comando da atração também foi uma boa decisão, pois o apresentador tem um bom domínio de palco e sabe lidar com os participantes.

O acerto na escolha de Ivete Sangalo e da dupla Victor e Leo pôde ser observado com certa facilidade, deixando até mesmo o cansativo Carlinhos Brown mais leve e espontâneo ao lado dos novos colegas de juri. Ele ---- que estava a cada temporada mais repetitivo e 'over' ao lado de Cláudia Leitte, Lulu Santos e Daniel/Michel Teló ---- conseguiu se renovar na versão Kids, tendo um entrosamento até maior com os 'novos' companheiros, além de ter um jeito especial de lidar com as crianças.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

"The Voice Kids" já é uma das gratas surpresas da Globo em 2016

Estreou no primeiro domingo de 2016 (dia 3 de janeiro), a versão infantil do "The Voice Brasil". O "The Voice Kids" chegou para ocupar a vaga deixada pelo "Esquenta!" (que entrou de férias e voltará em abril), entrando no ar justamente no horário da primeira temporada da versão adulta da competição musical. E a estreia foi bastante promissora, recheada de talentos mirins, e os demais programas vêm conseguindo manter a boa impressão inicial.


Tiago Leifert segue na apresentação e Carlinhos Brown continua no juri. Porém, finalmente houve uma renovação maior no time. Cláudia Leitte, Michel Teló e Lulu Santos não participam do Kids, cedendo lugar para Ivete Sangalo e a dupla sertaneja Victor e Leo. Aliás, embora quatro jurados continuem fazendo parte da atração, o esquema funciona com três times, um a menos que a versão adulta. Isso porque os sertanejos agem como 'um só'. Ou seja, eles sentam em duas cadeiras, mas as mesmas só viraram juntas. Um tinha que concordar sempre com o outro na hora de selecionar um candidato.

O programa foi uma grata surpresa. Principalmente levando em consideração a terceira e a quarta temporadas do "The Voice Brasil", que foram muito fracas ----- poucos participantes se salvavam e os técnicos cansaram fazendo as mesmas observações e gracinhas, deixando claro que uma renovação era mais do que necessária.