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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano viraram uma tradição e esse blog tem o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2019, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, atores e cenas. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. E vamos aos selecionados.





"O Sétimo Guardião":
Tudo de pior que poderia acontecer com uma novela aconteceu com a trama de Aguinaldo Silva. Antes mesmo de estrear, o autor já enfrentava um processo de seus alunos da Masterclass que exigiam a co-autoria da obra. Como se não bastasse o entrevero jurídico, o folhetim não caiu nas graças do público e o enredo sobre uma fonte da juventude e um homem que se transformava em gato preto foi um imenso fracasso. A volta do realismo fantástico não deu certo e o gênero nem foi muito utilizado pelo escritor. Os personagens eram mal construídos e sem carisma. O desenvolvimento se mostrou confuso e o roteiro se arrastou. Para culminar, houve um escândalo envolvendo a traição de José Loreto, um dos atores do elenco, com uma colega de núcleo (Marina Ruy Barbosa teve o nome citado pela agora ex do rapaz, Débora Nascimento, e negou com indignação). Todos queriam saber mais sobre essa fofoca do que sobre a novela. Uma produção para ser enterrada em uma cova bem funda.



"Órfãos da Terra":
A novela de Duca Rachid e Thelma Guedes teve um começo avassalador e arrebatou público e crítica com uma atrativa história sobre refugiados envolvendo um romance impossível entre Laila (Julia Dalavia) e Jamil (Renato Góes). Mas as autoras queimaram todos os cartuchos nas primeiras semanas e a morte do principal vilão, Aziz Abdallah (Herso Capri), iniciou uma sucessão de equívocos que não cessaram até o final. Não havia enredo para mais de um mês e a obsessão de Dalila (Alice Wegmann) pelo mocinho e por uma vingança que nunca fez o menor sentido se arrastou por longos meses. A trama teve êxito na audiência, mas a repercussão foi nula e infinitamente menor que a trama anterior, "Espelho da Vida", que gerou muito mais burburinho e não repetiu o feito nos números do Ibope, ironicamente.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Até quando autores usarão a falsa acusação de assédio em suas novelas?

"A Dona do Pedaço", trama de sucesso de Walcyr Carrasco no horário nobre da Globo, exibiu uma cena no mínimo questionável no capítulo desta terça-feira (02/07): Kim (Monica Iozzi) fingiu ter sido agarrada por Márcio (Anderson Di Rizzi) para se vingar do desprezo do homem que tanto cobiça. O intuito de Walcyr Carrasco era provocar risos através da situação. Porém, não teve graça. E o mais grave é que o fato não é exclusividade da atual novela.


A produção anterior, a fracassada e péssima "O Sétimo Guardião", de Aguinaldo Silva, também usou o artifício. Marilda (Letícia Spiller), com medo de descobrirem sua traição, fingiu que foi atacada por Fabim (Marcello Melo Jr.). O pedreiro, que tinha um caso com ela, tentou se defender, em vão. O objetivo era causar comicidade e ainda, indiretamente, defender José Mayer, que acabou demitido da Globo depois que foi acusado por uma ex-funcionária da emissora de assédio. Afinal, o autor sempre foi muito amigo do ator.

Por mais incrível que pareça, o folhetim que antecedeu "O Sétimo Guardião" foi outro que exibiu a mesma situação. Já perto da reta final, a equivocada e esquecível "Segundo Sol" apresentou uma sequência em que Rochelle (Giovanna Lancellotti) se agrediu com o intuito de incriminar Roberval (Fabrício Boliveira).

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Fracassada e problemática, "O Sétimo Guardião" já foi tarde

A Globo viveu um grande pesadelo no horário nobre durante os quase sete meses que "O Sétimo Guardião" esteve no ar. E a emissora já estava 'traumatizada' com as igualmente equivocadas "Babilônia" (que afundou a faixa em 2015) e "A Lei do Amor" (2017). Mas impressionou o conjunto de equívocos do folhetim de Aguinaldo Silva e os vários problemas que ocorreram nos bastidores da produção. Não é exagero afirmar que absolutamente tudo deu errado. Não por acaso há uma sensação de alívio com o final da história, exibido nesta sexta-feira (17/05), tanto para os profissionais envolvidos quanto para o público.


O autor já enfrentava uma batalha judicial antes mesmo da estreia da novela. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo (Silvio Cerceau) moveu uma ação contra ele exigindo a coautoria da trama. Pouco tempo depois, ainda conseguiu o apoio de outros colegas do curso administrado pelo escritor (o Master Class), que também exigiram reconhecimento ---- todos alegaram que criaram a sinopse junto com Aguinaldo em plena sala de aula. Em virtude da questão com a Justiça, o autor chegou a desistir de escrever "O Sétimo Guardião" e já trabalhava em outra sinopse. Mas Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia, acabou o convencendo a retomar o projeto.

Os dois, obviamente, devem ter se arrependido amargamente. Até porque o enredo que marcou a volta de Aguinaldo ao realismo fantástico ---- visto nos sucessos "Roque Santeiro"(1985), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "A Indomada" (1997) ---- só poderia ser um sucesso ou um fracasso. Não tinha possibilidade do meio termo em uma trama sobre uma fonte milagrosa e um gato preto que virava homem.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Nany People foi um dos raros acertos de "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove da Globo, em plena reta final, é um festival de problemas. Audiência muito abaixo do esperado, história mal desenvolvida por Aguinaldo Silva, elenco subaproveitado, personagens desinteressantes e brigas nos bastidores. A emissora e parte do elenco, com razão, torcem para a produção chegar ao fim logo. No entanto, tem um nome que não tem do que reclamar: Nany People.


A intérprete de Marcos Paulo tem um bom destaque na história e a personagem é um dos poucos pontos positivos da trama. Vale lembrar que o braço direito de Valentina Marsalla (Lília Cabral) seria a Nazaré Tedesco. Sim, a vilã icônica de "Senhora do Destino" (2004) voltaria em "O Sétimo Guardião". Porém, Renata Sorrah, muito sábia, convenceu o autor a desistir da ideia. E a decisão não poderia ter sido mais acertada. Seria lamentável ver um perfil tão marcante na teledramaturgia em um folhetim tão equivocado.

Sorte da Nany que acabou escalada e ganhou um perfil "adaptado" especialmente para ela. O amigo do passado de Valentina é um ótimo químico e pouco antes de surgir na história se recuperava de uma cirurgia que o transformou em uma quase mulher. No entanto, mesmo após a completa 'recauchutagem', continuou com o nome no masculino.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Vanessa Giácomo e Elizabeth Savalla emocionam em "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove está chegando ao fim e os problemas foram inúmeros. O fracasso de "O Sétimo Guardião" é um fato consumado e nada mais pode ser feito. Aguinaldo Silva enfiou os pés pelas mãos e não conseguiu reverter a baixa audiência. É lamentável, ainda, observar como o autor subaproveitou um elenco repleto de estrelas. Quase ninguém se destacou em virtude da fragilidade dos personagens tão mal construídos e desenvolvidos. Apesar de tudo isso, Vanessa Giácomo e Elizabeth Savalla emocionaram nos capítulos recentes.


O assassinato de Aranha (Paulo Rocha) acabou unindo Stela e Mirtes, após tantos enfrentamentos ao longo da história. Foi comovente ver a dor das personagens com a perda do médico, que foi a quinta vítima do serial killer que vem exterminando os guardiões da fonte milagrosa de Serro Azul. Absolutamente nada que cerca essa trama tem uma coerência ou um planejamento. Fica evidente que tudo foi criado de última hora pelo autor em virtude da falta de lógica de todo o contexto.

E todos os equívocos que cerceiam esse enredo apenas reforçam o talento das intérpretes. Afinal, fica ainda mais difícil para as atrizes emocionarem diante de uma situação que não convence ninguém. Talvez nem mesmo os profissionais envolvidos. Mas Vanessa e Savalla são experientes e nunca decepcionaram ao longo de suas respectivas carreiras.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Com polêmicas, brigas e traições, "O Sétimo Guardião" parece uma novela amaldiçoada

A atual novela das nove da Globo fracassou. É um fato. Com uma audiência bem abaixo do esperado e uma repercussão nula, a história de Aguinaldo Silva, dirigida por Rogério Gomes, se arrasta e parece nem ter conteúdo até maio. Vários personagens desinteressantes e atores subaproveitados. O irônico é que todos os assuntos sobre os bastidores de "O Sétimo Guardião" rendem muito mais repercussão do que qualquer trama ou conflito que a ficção oferece. E não falta polêmica.


A novela enfrentou uma sucessão de problemas antes mesmo de estrear. Alunos do curso "Master Class", criado pelo autor há alguns anos, decidiram entrar na justiça exigindo a co-autoria da obra, pois, segundo eles, o enredo foi todo criado em conjunto com Aguinaldo durante as aulas. O escritor não aceitou e a briga judicial foi oficializada. Os alunos acabaram levando a melhor e a Globo se viu obrigada a exibir o nome dos envolvidos no encerramento da trama. Todos os dias até o último capítulo.

A produção até chegou a ser cancelada antes desse imbróglio por conta de um outro processo movido por Silvio Cerceau, o primeiro aluno que se sentiu ''lesado''. Aguinaldo, inclusive, já escrevia um novo folhetim. Mas, Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da emissora, convenceu o autor a voltar com o projeto.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

"O Sétimo Guardião" é um conjunto de equívocos

A atual novela das nove está quase na metade de seu percurso e até agora não disse a que veio. "O Sétimo Guardião" estreou cercada de expectativas porque marcava a volta do realismo fantástico ao horário nobre da Globo, estilo que virou uma especialidade de Aguinaldo Silva. O primeiro capítulo, inclusive, iniciou a história com pé direito: muitas cenas ótimas, conflitos promissores e um clima misterioso que parecia enriquecer o conjunto. Mas não demorou para a constatação de uma mera propaganda enganosa.


O enredo parece não andar e se arrasta ao longo dos meses. Aliás, que enredo? Muitas vezes há a sensação da inexistência de uma história para contar. A fictícia cidade de Serro Azul tem uma fonte milagrosa com sete guardiães que a protegem. Tudo bem, mas e daí? Até agora os sete encarregados se mostram bem inúteis na função, uma vez que a vilã Valentina (Lília Cabral) consegue acessar o lugar com facilidade e já levou seus cúmplices Otávio (Tony Ramos) e Marcos Paulo (Nany People). Até mesmo Sampaio (Marcello Novaes) e Robério (Heitor Martinez) foram lá espionar e roubar água. E por que sete escolhidos? Como essa escolha foi feita? Qual a história de cada um? Não houve interesse em contar.

O romance dos mocinhos nunca funcionou. Gabriel e Luz são protagonistas antipáticos e, infelizmente, Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa não tiveram a menor química. Tanto que a separação do casal por causa da missão do rapaz de ser o sétimo guardião não provoca qualquer tipo de torcida para que se reaproximem. Os personagens, inclusive, pouco acrescentam, por mais estranho que pareça.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Letícia Spiller está ótima em "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove, dirigida por Rogério Gomes, vem enfrentando uma sucessão de problemas. "O Sétimo Guardião" não emplacou e os conflitos apresentados por Aguinaldo Silva até agora não provocaram qualquer tipo de interesse por sua história. Até os personagens são ruins. Mas entre as exceções está Marilda, vivida com competência por Letícia Spiller.


A primeira dama da fictícia Serro Azul é uma completa caricatura. Com um figurino exagerado e vários trejeitos ao andar, a perua protagoniza as melhores situações cômicas da trama --- as únicas que despertam riso, vale ressaltar. Letícia ainda resolveu adotar um sotaque interiorano para a personagem e a ideia foi aceita pela direção e pelo autor. Embora parte da crítica e do público tenha rejeitado, a atriz foi muito feliz nessa ideia. O fato dos demais perfis não terem sotaque não obriga que ela não tenha. E combinou muito bem com o papel.

Marilda é afetada e Letícia sempre se sobressai em papéis mais carregados nas tintas. É difícil não se divertir com os diálogos da mulher com a irmã, Valentina (Lilia Cabral), principalmente quando as duas traçam futuros planos para a fonte milagrosa e tudo o que aquela mina de ouro pode render. Afinal, vale lembrar que o autor foi muito sagaz ao colocá-la como uma pessoa que não envelhece graças aos seus banhos com a famigerada água.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Conflito dos mocinhos de "O Sétimo Guardião" é muito parecido com o de "Deus Salve o Rei"

A Globo, de uns anos para cá, resolveu adotar um esquema de "produtividade" no seu elenco. Ninguém mais pode se dar ao luxo de escolher trabalhos ou então ficar vários anos contratado sem trabalhar. Isso, evidentemente, gera uma consequência: o desgaste de imagem. Muitos atores têm emendado uma novela na outra. Portanto, os autores deveriam se preocupar ainda mais com seus roteiros para evitar que determinados intérpretes, ironicamente, acabem protagonizando enredos semelhantes.


É o caso de Marina Ruy Barbosa em "O Sétimo Guardião". A atriz acabou de viver uma mocinha em "Deus Salve o Rei", novela das sete de Daniel Adjafre, e agora ganhou outra protagonista na atual trama das nove. As meninas até têm perfis distintos (afinal, uma era plebeia e a outra tem poderes sobrenaturais), porém, o conflito em torno do romance dos mocinhos lembra muito o da produção medieval, que ainda está fresca na memória do público ---- acabou no dia 30 de julho de 2018, há apenas seis meses.

Amália conheceu Afonso (Rômulo Estrela) quando o rei estava agonizando em um matagal, após ter sido atingido por uma flecha. A mocinha cuidou do rapaz, salvou sua vida e os dois se apaixonaram. Porém, ele escondeu sua verdadeira identidade e fingiu ser um plebeu. A felicidade, claro, não durou muito e logo a feirante descobriu que namorava o herdeiro do trono de Montemor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"O Sétimo Guardião" parece que ainda não começou

O primeiro capítulo de "O Sétimo Guardião" não deixou o telespectador piscar. Repleto de acontecimentos, proporcionou cenas aterrorizantes e a estreia foi bem movimentada. O mocinho estava prestes a se casar, mas abandonou a noiva no dia do casamento por influência do misterioso gato Léon e foi em direção a Serro Azul. A mãe não aceitou a situação e mandou seu capanga atrás do filho. O homem perseguiu o herdeiro da patroa, mas o rapaz sofreu um grave acidente. Achando que a vítima já estava morta, o braço direito da vilã a enterrou. Mas ele estava vivo e a mocinha mediúnica acabou guiada pelo gato até o seu futuro amor. Ela o desenterrou e o salvou. Ótimo início. Porém, a partir do segundo capítulo tudo mudou.


Parecia outra novela. O ritmo se tornou vagaroso, a aproximação dos protagonistas ficou artificial e poucos conflitos despertaram real interesse. O mistério em torno dos sete guardiões da fonte milagrosa da cidade interiorana não desperta maior atenção pelo fato de todos já terem sido apresentados na estreia ----- fica difícil comprar uma escolha sem o menor critério. Aliás, todos protegem o lugar muito mal, já que Valentina (Lília Cabral) a encontrou assim que chegou à cidade e já levou Olavo (Tony Ramos) até lá. Para culminar, os dramas pessoais dos perfis ainda não provocou desdobramentos promissores.

Até o momento foram raras cenas interessantes. A novela parece não andar. Ou causa a impressão de não ter uma história sólida para um bom desenvolvimento. O romance meloso de Luz e Gabriel não desperta torcida e a química entre Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso é nula. A relação foi mal construída.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Morte de Egídio promove ótimas cenas em "O Sétimo Guardião

A nova novela das nove ainda está em seu início e nem completou um mês no ar. Após um primeiro capítulo eletrizante e repleto de acontecimentos, Aguinaldo Silva tirou o pé do acelerador e deixou sua trama fluir mais lentamente. Foram duas semanas sem momentos muito interessantes. A sensação de ritmo arrastado se fez presente, não dá para negar. No entanto, o autor promoveu uma boa virada em seu enredo com a morte de Egídio (Antônio Calloni), logo no dia seguinte da chegada de Valentina Marsalla (Lília Cabral) a Serro Azul.


O reencontro do guardião-mor da fonte mágica com a sua ex-noiva resultou na ótima atuação de Antônio Calloni e Lília Cabral. Os experientes atores imprimiram o tom dramático que a cena exigia e fica até difícil encarar Valentina como uma grande vilã depois de tudo o que sofreu no passado. A discussão entre eles deixou claro que a poderosa mulher nunca superou o abandono de seu amor, principalmente pela ausência total de maiores explicações. Ela ainda contou que Gabriel (Bruno Gagliasso) era filho deles, para o choque de Egídio, que se arrependeu imediatamente de ter atendido ao "pedido" do gato Léon para ser um dos guardiões anos atrás.

O bom, embora breve, embate era apenas a primeira cena merecedora de elogios do capítulo. Sampaio (Marcello Novaes, muito bem como vilão) também estava na casa e ajudou Valentina a ir atrás do pai de seu filho e a vilã acabou descobrindo a fonte na passagem secreta. Desesperado com o flagra da ex, Egídio subiu a escadaria e a impediu de descer.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião" faz boa estreia com toques de mistério e terror

"Existem lugares que guardam grandes histórias e histórias que guardam verdadeiros mistérios. Até quando você conseguiria guardar um segredo?" Esse é o principal questionamento de "O Sétimo Guardião", nova produção das nove. Após a problemática e decepcionante novela de João Emanuel Carneiro, a criticada "Segundo Sol", o horário nobre passa a contar com um folhetim de Aguinaldo Silva. Sai de cena uma história contada na Bahia e entra em seu lugar um enredo ambientado em Serro Azul, fictícia cidade interiorana --- cercada por montanhas que impedem sinal de celular e internet ---, onde tudo acontece.


O novo folhetim, que estreou nesta segunda-feira (12/11), marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que virou uma de suas principais marcas como novelista. A cidade criada para ambientar a história é vizinha de Tubiacanca e Greenville, cenários de "Fera Ferida" e "A Indomada", respectivamente ---- duas produções de Aguinaldo. O intuito do escritor é justamente misturar as várias novelas fantasiosas que criou ao longo da carreira. É uma espécie de homenagem a si mesmo. Tanto que seu intuito era trazer vários personagens icônicos para a trama, como Nazaré. Mas, como Renata Sorrah não quis reviver a sua vilã inesquecível (decisão acertada, vale ressaltar), o autor acabou se contentando em escalar Paulo Betti e Luiza Tomé para relembrar o sucesso do casal Ypiranga e Scarlet, em "A Indomada" ---- eles aparecerão em breve.

Mas a premissa mesmo da novela é sobre sete guardiães, cuja missão consiste em proteger uma fonte de água com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Todos precisam manter a discrição do lugar e impedir que caia nas mãos de pessoas erradas. E os protetores têm uma vida comum.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

"O Sétimo Guardião": o que esperar da próxima novela das nove?

A próxima produção da faixa nobre da Globo enfrentou uma saga digna de novela antes de ser confirmada como o novo folhetim das nove. Aliás, segue enfrentando. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo Silva moveu uma ação contra o autor para ser reconhecido como coautor do enredo de "O Sétimo Guardião", que estreia no dia 12 de novembro. Silvio Cerceau alega que a história nasceu e tomou forma dentro da sala de aula ---- o novelista administra a Masterclass, um curso de roteiro para novos escritores.


A atitude do rapaz, obviamente, gerou uma polêmica que até hoje repercute e rende entraves na justiça. Silvio de Abreu, atual responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo, resolveu arquivar a novela ano passado por conta dos possíveis desdobramentos desse processo. Afinal, haveria a chance até de proibir a exibição da trama. Porém, a emissora acabou se cercando de 'medidas protetivas' e se garantiu em torno de qualquer consequência jurídica. Então, a historia foi 'desengavetada'.

O problema é que Aguinaldo já estava produzindo outra novela e não queria retomar esse projeto de jeito nenhum. Outro impasse surgiu. Após um período de convencimento, o autor decidiu aceitar o pedido de Silvio de Abreu e arquivou seu novo projeto para voltar ao folhetim que com certeza rendeu um de seus maiores aborrecimentos na carreira. Detalhe que tudo isso aconteceu em 2017. Mas, ainda assim, a atual produção segue rendendo assunto em torno desse embate entre aluno e professor.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Coletiva de "O Sétimo Guardião" promove um delicioso passeio pelo mundo da fantasia

A Globo promoveu a coletiva de lançamento de "O Sétimo Guardião", nova novela das nove que estreia no dia 12 de novembro, nesta terça-feira (30/10), nos Estúdios Globo --- antigo Projac ---, e fui um dos convidados. A emissora proporcionou um grande passeio da imprensa pela impressionante cidade cenográfica da trama de Aguinaldo Silva e reuniu o elenco de peso da produção, dirigida por Rogério Gomes.


A nova história marca a volta do autor ao realismo fantástico, estilo que o consagrou em folhetins como "Tieta", "Pedra sobre Pedra", "A Indomada" e "Fera Ferida". Tanto que a fictícia Serro Azul é uma cidade interiorana vizinha de Greenville e Tubiacanga, locais cheios de tipos pitorescos criados por Aguinaldo que ficaram na memória do público justamente pelas duas últimas novelas citadas. E, propositalmente, é um lugar cercado por montanhas que impedem a chegada de internet e celular. Tudo para facilitar a vida do escritor, claro.

A equipe produziu casas lindas e simples, remetendo ao interior do país. A emissora, por sinal, apostou alto no enredo do autor. É a maior cidade cenográfica já produzida no Projac, com 18 mil metros quadrados. Tem bordel, delegacia, loja de produtos naturais, prefeitura com dois andares, igreja, vendinhas, hotel, enfim.