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terça-feira, 17 de maio de 2022

Bruno Luperi conseguiu corrigir o maior problema de "Velho Chico" em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" vem apresentando vários acertos e a adaptação de Bruno Luperi tem feito jus ao brilhante trabalho de seu avô, Benedito Ruy Barbosa, em 1990, na Rede Manchete. Um dos maiores êxitos da novela da Globo foi a escalação do elenco. Principalmente com a mudança de fase. Impressiona como os atores realmente parecem fisicamente com os colegas da primeira fase, além da atuação ter mantido um padrão com o dos intérpretes que deixaram a trama. 


A que mais se destaca na questão das similaridades é Karine Teles. A premiada atriz de cinema conseguiu pegar todos os trejeitos de Bruna Linzmeyer, que brilhou na primeira fase como Madeleine. Realmente parece que vinte anos se passaram para personagem no quesito envelhecimento. Claro que o trabalho de caracterização tem uma grande responsabilidade, mas o desempenho de Karine fez a diferença. Até porque Madeleine amadureceu apenas por fora, pois por dentro segue egoísta e instável emocionalmente. É visível que houve uma preocupação em imitar a forma de Bruna falar e até o revirar dos olhos. 

Camila Morgado também está muito bem como Irma. A irmã invejosa de Madeleine foi defendida com talento por Malu Rodrigues e o jeito sonso de agir era exposto de uma forma sutil, sem maiores exageros. O tom suave na fala era outra característica da personagem. Camila conseguiu incorporar tudo e vem brilhando na segunda fase. Aliás, vê-la em cena com Karine Teles remete sempre aos momentos entre Bruna Linzmeyer e Malu.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

"Pantanal" teve uma primeira fase impecável

 A expectativa pelo remake de "Pantanal" era elevada. Principalmente pela Globo que nunca escondeu o quanto estava empenhada em fazer da adaptação da marcante novela de Benedito Ruy Barbosa (exibida na TV Manchete em 1990) um novo sucesso. Ainda é cedo para maiores constatações, mas o fato é que a primeira fase, que chegou ao fim nesta terça-feira (13/04), da obra adaptada por Bruno Luperi e dirigida por Rogério Gomes foi impecável.

Rogério Gomes é conhecido pelo seu elogiado trabalho e agora não foi diferente. A direção primou pela fotografia de encher os olhos e um tom contemplativo tão característico da obra original. O diretor não quis aparecer mais do que a história. Quis ser fiel ao estilo novelão clássico, sem grandes ousadias. Acertou em cheio. Ainda contou com a tecnologia a seu favor, onde utilizou com habilidade toda a gama de imagens que diferentes tipos de drones fizeram do Pantanal. Na época, há 32 anos, o melhor que conseguiam eram gravações feitas em balões. 

A escalação do elenco foi outro trunfo da primeira fase. Que seleção cuidadosa. Todos os atores puderam se destacar em algum momento e logo caíram nas graças do público nas redes sociais. Foi rápido o envolvimento com aqueles personagens tão bem interpretados e construídos. Logo na estreia, Joventino encantou um imponente Marruá, enquanto Irandhir Santos arrebatou quem assistia.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Grandes cenas e momentos eletrizantes marcam reta final de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro guardou os melhores momentos de sua novela para a reta final e tem tirado o fôlego do telespectador nas duas últimas semanas de trama. O autor tem focado praticamente no núcleo central, deixando os paralelos repetitivos de lado, proporcionando uma sucessão de grandes cenas e sequências eletrizantes. O folhetim já tinha apresentado uma ótima guinada com a falsa morte de Romero (Alexandre Nero) e conseguiu ficar ainda melhor com a queda de Gibson (José de Abreu).


O descontrole do grande vilão da história deixou o principal núcleo mais movimentado e o autor foi muito preciso ao retratar a corrupção em todos os setores da sociedade, expondo a presença de integrantes da facção em vários locais do país, incluindo instituições aparentemente 'incorruptíveis'. O início da derrocada de Gibson se deu quando Kiki (Deborah Evelyn) finalmente contou a Dante (Marco Pigossi) toda a verdade sobre seu sequestro. A cena primou pela emoção e os dois deram um show.

A partir de então, foi iniciada uma verdade caçada ao gangster e toda a sua família descobriu a verdadeira índole do todo poderoso. Belisa (Bruna Linzmeyer), Cesário (Johnny Massaro) e Nora (Renata Sorrah) entraram em desespero e o patriarca ainda tentou dissuadi-los, quando os flagrou escondidos na casa de Nonato (Ilya São Paulo) e Conceição (Séfora Rangel), sem sucesso.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"Meu Pedacinho de Chão": chegou ao fim um mundo mágico em forma de novela

O mundo encantado de "Meu Pedacinho de Chão" se despediu do telespectador nesta sexta-feira (01/08). O remake de Benedito Ruy Barbosa (a obra original é de 1972) foi transformado em uma linda fábula pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que se 'apossou' do folhetim, ousou ao apostar no tom lúdico e conseguiu deixar esta produção impecável esteticamente. Assim que estreou, a novela impressionou pelo capricho dos cenários e das cenas poéticas, que foram alguns dos pontos altos da história.


O diretor acertou em cheio ao apostar em uma linguagem mais teatral, fazendo jus ao colorido do figurino e aos naturais exageros fantasiosos da cidade cenográfica, onde os troncos das árvores eram de várias cores e os animais de brinquedo. Luiz Fernando Carvalho sempre foi ousado em seus trabalhos, mas muitas vezes esta sua ousadia prejudicava a produção em virtude dos excessos. As séries "A Pedra do Reino" e "Capitu" são alguns exemplos. Porém, neste remake, sua interferência funcionou como um atrativo e tanto dentro de um folhetim que pecou por não ter apresentado conflitos que despertassem interesse e movimentassem a história.

A novela tinha uma trama simples, poucos acontecimentos relevantes e várias situações já vistas em obras de Benedito: um padre simpático e comilão, dois fazendeiros poderosos que se detestam e acabam tendo que se entender porque seus respectivos filhos se apaixonam, um capataz que serve cegamente ao vilão,

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Bruna Linzmeyer e Irandhir Santos emocionam com o casal Zelão e Juliana em "Meu Pedacinho de Chão"

Foi ao ar nesta semana uma das cenas mais aguardadas de "Meu Pedacinho de Chão". Após uma verdadeira saga acompanhando o amor platônico de Zelão (Irandhir Santos), o telespectador finalmente viu o capataz e Juliana (Bruna Linzmeyer) trocando um beijo apaixonado. E valeu a pena esperar. A cena foi linda, poética e os atores emocionaram, comprovando o acerto deste par romântico.


O empregado do Coronel Epaminondas (Osmar Prado) se encantou com a professorinha assim que a viu e graças a este amor arrebatador, o introspectivo e amargo homem abriu seu coração, mudando de postura. Se antes ele obedecia cegamente aos desmandos do seu patrão, depois deste encantamento, passou a enxergar as coisas com outros olhos. Tanto que não teve coragem de incendiar a escola onde Juliana daria aula. A partir de então, o público começou a acompanhar a saga de um apaixonado, que sofria constantemente pela mulher que julgava inalcançável.

Com o tempo, a professora foi percebendo o interesse de Zelão, e aos poucos gostando da ideia. Uma das cenas mais bonitas da novela, inclusive, é o momento em que Nando (Johnny Massaro) lê a carta que Juliana escreveu para o capataz, em resposta ao bilhete que o filho de Mãe Benta (Teuda Bara) mandou

terça-feira, 8 de abril de 2014

Com um tom lúdico e ousado, "Meu Pedacinho de Chão" tem uma estreia de encher os olhos

A estreia de "Meu pedacinho de Chão" cumpriu o que as chamadas do remake haviam prometido: uma história repleta de fantasia e cores começou a ser apresentada ao público, onde o universo lúdico é o grande protagonista. O primeiro capítulo ainda deixou bem claro que a trama tem muito mais características do diretor Luiz Fernando Carvalho do que do autor Benedito Ruy Barbosa. E foi perceptível a tentativa de ousar e arriscar uma nova forma de exibir um folhetim.


A história começou logo após um galo de latão cantar. E tudo é contado sob a ótica de duas crianças ----- Serelepe e Pituquinha (Tomás Sampaio e Geytsa Garcia, gratas surpresas) ----, o que justifica o tom infantil da trama. Os poucos personagens (ao todo serão cerca de 20, um elenco bastante enxuto) foram apresentados de forma bem didática no início do capítulo, para o enredo começar a ser desenvolvido de uma forma bastante poética.

O telespectador viu que a Vila de Santa Fé é comandada pelo tenebroso Coronel Epaminondas (Osmar Prado), que inicia um embate com Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi) porque o caipira resolveu ceder parte de sua terra para a construção de uma escola. Escola essa onde a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) dará aulas.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ótimas cenas marcam reta final de "Amor à Vida"

"Amor à Vida" terminará no dia 31 de janeiro. E a reta final da novela de Walcyr Carrasco tem proporcionado ótimas cenas. Nos capítulos mais recentes, o telespectador tem visto momentos emocionantes e algumas sequências de puro terror psicológico. Tudo, claro, sendo muito bem interpretado pelos atores, que estão impecáveis.


A cena protagonizada por Mateus Solano e Thiago Fragoso, quando Félix e Niko têm uma longa conversa sobre seus sentimentos, já entrou para a história da teledramaturgia, sem qualquer exagero. Na sequência, os personagens trocaram olhares e carícias, se emocionaram e ficaram ainda mais próximos. Foi um momento antológico, pois um casal gay nunca teve tanto destaque na ficção e muito menos conseguiu ter momentos tão íntimos quanto o mostrado. Só faltou mesmo o beijo; embora nem tenha sido necessário.

E além das ótimas cenas desse belo par romântico, o público pôde se emocionar com a trama de Linda, que proporcionou grandiosos momentos. A forte cena do surto da autista e do desespero de sua mãe foi impactante. Sandra Corveloni e Bruna Linzmeyer deram um show de atuação e viveram intensamente todos

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Autismo, preconceito e a sensibilidade do casal formado por Linda e Rafael em "Amor à Vida"

Entre os muitos temas abordados em "Amor à Vida", o autismo é um dos que mais atraem. Tanto por causa da atuação magnífica de Bruna Linzmeyer, quanto pela forma com que a trama vem sendo conduzida. A relação que Linda vem construindo com Rafael (Rainer Cadete) é de uma sensibilidade tão grande que fica difícil não se emocionar com as cenas protagonizadas por eles.


Walcyr Carrasco começou explorando a ignorância da família em relação ao autismo e como isso prejudicava o desenvolvimento de Linda. A menina fazia xixi na cama, não conseguia olhar para ninguém, odiava ser tocada, inclusive por parentes próximos, e apresentava constantes surtos por causa das ofensas proferidas por Leila (Fernanda Machado), sua irmã. Mas apesar de precisar de cuidados médicos, Neide (Sandra Corveloni) se recusava a levar a filha para ser tratada, alegando que ela preferia ficar em casa e que estava sendo muito bem assistida. 

E foram anos de negligência. Linda era tratada como uma incapaz e assim seria se Daniel (Rodrigo Andrade) e Amadeu (Genésio de Barros) não tivessem insistido para que um tratamento psicológico fosse

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Linda e a impressionante atuação de Bruna Linzmeyer em "Amor à Vida"

"Amor à Vida" tem um grande elenco e vários nomes de peso. Muitos atores têm se destacado na novela de Walcyr Carrasco, que costuma implementar um sistema de rodízio na trama, mesclando a importância dos núcleos. E entre os destaques da novela está Bruna Linzmeyer, que tem encantado o público com sua adorável Linda.


A personagem autista despertou muita curiosidade, afinal, essa doença raramente é tratada na teledramaturgia. E a extraordinária atuação de Bruna deixou o papel ainda mais em evidência, por mais que o mesmo não tivesse tantas cenas. A cada aparição da irmã de Daniel (Rodrigo Andrade) e Leila (Fernanda Machado), o público era presenteado com uma sensível e admirável composição da atriz. O olhar triste e profundo, o balançar das mãos, a postura corporal, enfim, todo o conjunto cênico impressionou quem assistia.

No entanto, enquanto alguns núcleos iam se destacando e prendendo a audiência através de intensos conflitos, Linda foi aparecendo cada vez menos. E essa diminuição de cenas acabou sendo causada por causa da ida de Leila para a mansão de Nicole (Marina Ruy Barbosa), fazendo com que a trama da menina

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vilão gay, bissexualidade, doença terminal, autismo e a ousadia de Walcyr Carrasco

As novelas completaram 60 anos recentemente. É uma idade respeitável e apenas ressalta o quanto que esse gênero fez e faz sucesso no Brasil. Milhares de histórias já foram escritas e produzidas. A teledramaturgia tem um arquivo gigantesco. Assim sendo, é perfeitamente normal que os autores encontrem dificuldades para inovar ou então fugir da repetição de temas. O principal desafio tem sido encontrar uma forma diferente de contar uma trama batida. Entretanto, Walcyr Carrasco tem conseguido apresentar ao público inúmeros temas que ainda não tinham sido abordados e ainda conduzi-los de forma competente.


Vilão gay, bissexualidade, lúpus, autismo, doença terminal, envolvimento entre um muçulmano e uma judia, enfim, o que não falta é trama ousada e raramente apresentada em folhetins. O autor não poupou temas nessa sua estreia no horário das nove. Ao invés de investir apenas no óbvio, Walcyr optou por uma grande mescla em "Amor à Vida". Em meio a tramas que já foram amplamente exploradas em várias novelas (como a família rica recheada de conflitos e um núcleo pobre que enfrenta as dificuldades com um sorriso no rosto), está havendo espaço para situações novas e atraentes.

Nunca houve na história das novelas um vilão como Félix (Mateus Solano). Os homossexuais sempre entravam para fazer parte do núcleo cômico ou então para integrar o time dos bonzinhos. Colocar as maiores vilanias da história nas mãos de um gay enrustido foi de uma genialidade absurda. E ainda colocar o personagem casado com uma mulher somente para disfarçar seus desejos para a sociedade também foi