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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Tudo sobre a coletiva online da quinta temporada de "Sessão de Terapia"

 A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 2, a coletiva online sobre a quinta temporada de "Sessão de Terapia", que estreia na Globoplay na próxima sexta-feira. Participaram Selton Mello, Jaqueline Vargas e Roberto d`Avila. Rodrigo Santoro não conseguiu por conta de outros compromissos, mas gravou um vídeo para os presentes virtualmente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito de uma das melhores séries nacionais já produzidas. 

Permeada por um tema que une todos os pacientes: a vida, a quinta temporada de "Sessão de Terapia" trará novos desafios para Caio Barone (Selton Mello). Sem Sofia (Morena Bacarin) por perto, ele precisa procurar um novo profissional para acompanhá-lo. É então que chega à série Davi Greco (Rodrigo Santoro), um terapeuta que cuida de adultos mas sobretudo de crianças, fato que vai gerar uma tensão entre eles. A nova temporada vai marcar o reencontro dos amigos Rodrigo e Selton, que não trabalham juntos desde a novela "Olho no Olho", de 1993, onde se conheceram. A temporada foi gravada nos Estúdios Globo e os dez primeiros episódios estreiam na Globoplay no dia 4 de junho. A cada semana cinco novos episódios sobem à plataforma. Sempre às sextas-feiras. 

Dirigida por Selton Mello, escrita por Jaqueline Vargas e produzida por Roberto d`Avila, "Sessão de Terapia" é uma série original Globoplay, produzida pelo GNT e Moonshot Pictures. "É muito comovente fazer essa série, que na quinta temporada se passa durante a pandemia. O acolhimento e a escuta, que são fundamentos da terapia, são ainda mais necessários e o eixo da relação do Caio com os pacientes se torna ainda mais sólido e fundamental nesse momento.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Direção primorosa, linda fotografia e entrega do elenco marcaram a primeira fase de "Velho Chico"

A primeira fase de "Velho Chico" chegou ao fim no último sábado (09/04), com a rápida continuação do casamento de Tereza (Júlia Dalavia) e Carlos Eduardo (Rafael Vitti). Depois do desfecho dessa cena, foi exibido o desespero de Santo (Renato Góes) e um compacto com várias cenas sendo reprisadas. O capítulo, aliás, foi quase um "Vale a Pena Ver de Novo", onde os flashbacks reinaram. Não havia mais o que mostrar e optaram por uma espécie de retrospectiva. Mas, apesar desse encerramento decepcionante, a primeira etapa da novela foi marcada pela direção primorosa, belíssima fotografia e grandes atuações.


Foram 24 capítulos e três passagens de tempo. A primeira fase foi focada principalmente em duas sagas amorosas, que sofreram diferentes tipos de empecilhos. O romance de Afrânio (Rodrigo Santoro) e Iolanda (Carol Castro) foi abruptamente interrompido por causa da morte do pai do rapaz, o poderoso coronel Jacinto (Tarcísio Meira), fazendo o bom vivant voltar para sua terra (Grotas de São Francisco) e assumir o lugar do homem mais temido da região. Já a história de amor de Tereza e Santo (Renato Góes) foi justamente destruída por Afrânio, pai da garota, que era inimigo mortal dos familiares e amigos do mocinho. Conflitos amorosos dentro da mesma família.

O Rio São Francisco, que sempre foi classificado como o grande pano de fundo do enredo (vide o próprio título do folhetim), não teve muita importância. Serviu apenas como cenário para a primeira transa de Santo e Tereza, em um clipe lindíssimo repleto de belas imagens. Ao que tudo indica, na segunda fase o rio terá sua importância aumentada e servirá como base para muitos conflitos.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Destaque da primeira fase de "Velho Chico", Rodrigo Santoro fazia falta nas novelas

"Mulheres Apaixonadas", grande trama de Manoel Carlos exibida em 2003, foi a última novela de Rodrigo Santoro, onde viveu o sedutor Diogo ---- personagem que se envolvia com Luciana (Camila Pitanga) e Marina (Paloma Duarte). Ou seja, ele estava afastado dos folhetins há 13 anos. Após esse longo hiato, o ator voltou ao gênero na produção das nove e tem sido o grande destaque da primeira fase de "Velho Chico", trama escrita por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, baseada na obra de Benedito Ruy Barbosa, e dirigida por Luiz Fernando Carvalho.


Ele ganhou o protagonista da história, que será interpretado por Antônio Fagundes na segunda fase, contada em 2016. A primeira, ambientada nos anos 60 (com duas passagens de tempo), vem mostrando toda a trajetória do controverso Afrânio, que foi estudar em Salvador e se formou em Direito, mas se viu obrigado a voltar a Grotas de São Francisco por causa da repentina morte do pai --- o poderoso Coronel Jacinto (Tarcísio Meira). O rapaz sempre viveu às custas do dinheiro da família e tinha um intenso romance com Iolanda (Carol Castro), o grande amor da sua vida. 

O perfil é muito rico e proporciona cenas bem complicadas para o ator. Afrânio teve que largar sua grande paixão e ainda mergulhou em um universo completamente distante do que planejava para seu futuro. O bom vivant se viu diante de um verdadeiro choque de realidade.

terça-feira, 15 de março de 2016

"Velho Chico" estreia com boas atuações e forte assinatura de Luiz Fernando Carvalho

O universo urbano e contemporâneo que vem ocupando o horário nobre há anos saiu de cena, após 14 anos. Justamente o mesmo tempo que Benedito Ruy Barbosa estava afastado da faixa mais importante da Globo ---- ele foi o autor da problemática e fracassada "Esperança", folhetim ambientado na década de 30, exibido em 2002. Agora, sendo apenas supervisor e responsável pela criação da nova obra, o escritor retorna apresentando embates entre donos de terras, famílias rivais, moda de viola e romance proibido. Ou seja, tudo o que sempre exibiu em suas novelas essencialmente rurais.


A atual produção é escrita por Edmara Barbosa, sua filha, e Bruno Luperi, seu neto. As três gerações trabalham juntas no projeto e a ideia de mesclar vivências diferentes no comando da história pode ser benéfica para o conjunto. E o diretor Luiz Fernando Carvalho --- antigo parceiro de Benedito (esteve com ele em "Renascer", "O Rei do Gado", "Esperança" e no remake de "Meu Pedacinho de Chão") --- já conseguiu imprimir sua marca logo na estreia. O toque lírico pôde ser observado o tempo todo e a primeira fase, que terá 24 capítulos, será marcada por esse diferencial. Tanto que ficou impossível não lembrar de "Hoje é Dia de Maria", minissérie dirigida por ele, que teve fotografia bem parecida e essência poética semelhante.

Luiz Fernando Carvalho, inclusive, abusou de lindíssimas imagens e priorizou um tom teatral que destacou a competência do elenco. Tudo combinou com o capricho dos cenários e caracterizações propositalmente exageradas. Assim como fez em "Meu Pedacinho de Chão", por exemplo, o diretor resolveu adotar o escapismo da fantasia para permear essa primeira fase.

terça-feira, 8 de março de 2016

"Velho Chico": o que esperar da próxima novela das nove?

Após 14 anos longe da faixa nobre, Benedito Ruy Barbosa voltará ao horário mais importante da Globo. "Velho Chico" estreia no dia 14 de março, substituindo "A Regra do Jogo", de João Emanuel Carneiro. Porém, o autor será apenas supervisor do folhetim, que está sendo escrito por Edmara Barbosa, sua filha, e Bruno Luperi, seu neto. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a produção terá tudo o que todas as obras de Benedito sempre tiveram: fazendeiros rivais com filhos que se apaixonam, um barzinho onde todos se encontram, e muita moda de viola.


Dividida em duas fases principais, a trama começa no final da década de 60 e chega aos dias atuais. A primeira fase pode ser vista nas lindas chamadas e já é possível perceber que o diretor transformou a história inicial em algo lúdico, como já fez em produções como "Hoje é Dia de Maria" e o remake de "Meu Pedacinho de Chão" (também de Benedito). Fica clara a identidade de Luiz Fernando Carvalho, que se preocupou, como sempre, nos mínimos detalhes de cenários e figurinos, além de uma fotografia de encher os olhos. Há um ar lírico em todo o conjunto.

A trama terá como pano de fundo o Rio São Francisco e a sinopse já tinha sido enviada para a Globo em 2009. A emissora acabou adiando o projeto, que sempre acabava ficando para depois. Inicialmente projetada para ser uma novela das seis, o folhetim, após muitos adiamentos, foi confirmado para o segundo semestre deste ano, substituindo "Êta Mundo Bom!", de Walcyr Carrasco.