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quarta-feira, 12 de março de 2014

Com Danilo Gentili seguro, SBT surpreende e "The Noite" tem ótima estreia

Cercada de expectativas, a estreia de Danilo Gentili no SBT surpreendeu. A emissora de Silvio Santos não mostrava capricho em um programa há anos e todos os lançamentos eram reprises de novelas mexicanas ou então formatos estrangeiros feitos sem um pingo de cuidado. Mas com o "The Noite", que estreou nessa segunda-feira (10/03), houve uma nítida evolução. E a boa impressão se confirmou ainda mais quando houve a inevitável comparação com o "Agora É Tarde" da Band.


O "The Noite" começou rindo da própria nova emissora quando colocou Danilo passando por vários programas da casa e ficando no cenário do antigo "Jô Soares onze e meia", cheio de poeira. A Band e Marcelo Mansfield (ex-integrante que não quis ir com a equipe) também foram alvos de piadas e alfinetadas, assim como o próprio Rafinha Bastos, que agora comanda a atração da concorrente. Mas ficou claro que o objetivo era justamente não se privar de rir dos outros e de si mesmo.

Todos estavam tão à vontade que nem parecia uma estreia. E o convidado para a primeira entrevista foi Fábio Porchat, uma escolha certeira. Além de ter intimidade com o apresentador, o humorista protagonizou uma ótima conversa, com direito a divertidas inserções bem-humoradas no meio. Por exemplo,

sábado, 4 de janeiro de 2014

O que a televisão reserva para o telespectador em 2014

O ano está começando e, como de costume, várias novidades estrearão em 2014. Algumas produções parecem promissoras e outras nem tanto. Alguns profissionais mudaram de emissora, novas novelas começarão, série inéditas estão sendo produzidas, enfim, todos os canais (uns mais e outros menos) tentarão conquistar o telespectador, que está a cada dia mais exigente. Vamos aos produtos que estão programados para o ano que se inicia.





"Amores Roubados".
Com texto de George Moura e supervisão de Maria Adelaide Amaral, a série, que estreia no dia 6 de janeiro na Globo, tem apresentado chamadas primorosas e repletas de sedução e suspense. Com um grandioso elenco e protagonizada por Isis Valverde e Cauã Reymond ---- alvos de uma polêmica envolvendo a separação do ator com Grazi Massafera ----, a produção é inspirada em uma série de histórias publicada em jornais no início do século passado e tem tudo para repetir o sucesso de "O Canto da Sereia".


"Doce de Mãe".
O telefilme dirigido por Jorge Furtado, responsável pela vitória de Fernanda Montenegro no Emmy Internacional, virará série na Globo. A história da adorável Dona Picucha entrará na grade da emissora, para a alegria dos telespectadores que se encantaram e se emocionaram com aquela vovó de bem com a vida. Estreia dia 30 de janeiro, após o "BBB14".





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Agora É Tarde se firma como uma boa opção para o fim de noite

Após ficar um bom tempo no "CQC", destilando ironias, piadas pesadas e, muitas vezes, se envolvendo em polêmicas nas reportagens que fazia; Danilo Gentili conseguiu realizar seu desejo de ter um programa para chamar de seu. Ao contrário do parceiro, Marco Luque, que não obteve êxito ao conseguir a própria atração --- o colega de bancada de Marcelo Tas apresentou por um curto prazo de tempo o fracassado "O Formigueiro", que conseguia atingir 1 ponto no ibope com muito custo, aos domingos --- Danilo emplacou o "Agora É Tarde".


O 'talk show', produzido pela Eyeworks, é muito parecido com o já tradicional "Programa do Jô", exibido na Globo, mas a presença de variados quadros e a participação de três assistentes (Leo Lins, Marcelo Mansfield e Murilo Couto) acabam 'disfarçando' uma semelhança maior. Danilo Gentili não perdeu sua acidez, porém, atenuou bastante a presença de piadas, digamos, mais constrangedoras e ofensivas. Claro que o objetivo é não intimidar o convidado, uma atitude mais do que acertada.

Se no início o apresentador se mostrava inseguro,

domingo, 31 de julho de 2011

CQC se desgasta e perde sua suposta credibilidade

O "Custe o Que Custar" sempre foi muito elogiado pelos críticos por usar um humor "inteligente". Nunca soube muito bem identificar essa grande diferença em relação aos demais humorísticos,como o "Pânico na Tv", por exemplo. Mas isso não vem ao caso, já que o objetivo desse texto é falar da fórmula um tanto quanto gasta da atração comandada por Marcelo Tas e seus escudeiros Rafinha Bastos e Marco Luque,  tendo ainda Monica Iozzi, Danilo Gentili, Oscar Filho, Rafael Cortez e Felipe Andreoli como integrantes da trupe.

Quando estreou em 2008, no dia 17 de março, o programa foi uma grata surpresa e uma boa opção para a televisão aberta em plena segunda-feira. O formato é da Argentina e veio para o Brasil através da parceria da emissora com a "Eyeworks-Quatro Cabezas". A Band, aliás, tem muito que agradecer a esse acordo,uma vez que as maiores audiências da programação são justamente vindas dos produtos internacionais. O próprio "CQC", "A Liga", tendo Rafinha Bastos como apresentador principal, "Polícia 24 horas" e o "Agora é tarde", apresentado  pelo Danilo Gentili e que estreou a pouco tempo, são exemplos de compras que deram certo.

O tempo não fez muito bem ao "CQC". Os quadros são praticamente os mesmos ao longo desses anos e as poucas situações que eles resolveram variar não deram muito certo,como por exemplo,o finado "Mas que boa pergunta, Marcelo Tas', onde o apresentador respondia a questionamentos de crianças sobre política e situações do Brasil,'CQC no Congresso', 'Top Five', 'O povo quer saber', 'CQTeste', 'Proteste já' e as entrevistas com as celebridades continuam sendo a base do programa.Além dessas opções,também tínhamos 'Luque Responde', 'Palavras Cruzadas', 'Repórter Inexperiente', 'Trabalho Forçado' e mais alguns que foram extintos. Merecidamente, diga-se.

A tal credibilidade que a atração sempre tentou mostrar, caiu por terra com os cortes,ou censura,melhor dizendo, que fizeram na entrevista com o sempre polêmico Jorge Kajuru. Segundo o próprio,não exibiram praticamente nada do que ele falou durante o quadro 'Resta Um'. Isso incluia sua crítica ao Ricardo Teixeira, Luciana Gimenez e mais uma penca de gente,já que o jornalista não perdoa ninguém. A Globo tem um acordo financeiro com a CBF para exibir campeonatos como o Brasileirão e os estaduais,e os compartilha com a Band em troca de dividirem os gastos com essa compra, então é óbvio que haja receio em qualquer situação que vá contra o todo-poderoso do futebol. Sabemos que há uma espécie de 'troca de favores', mesmo que as duas empresas neguem isso. Mas então a pergunta é: por que convidaram o Kajuru para participar do quadro? Isso acabou expondo o programa. Como cobrar dos deputados transparência se eles mesmos não se utilizam dela?

Os pontos positivos continuam sendo a entrevista com os políticos em Brasília, que ficou bem melhor com a Monica Iozzi no lugar do Danilo Gentili e o 'Top Five'. É vergonhoso vermos como nossas "autoridades" não têm o mínimo de preparo para ocupar o cargo a que se propõem. E sempre é divertido observarmos as situações patéticas apresentadas por alguns programas da nossa televisão. Mas o elevado número de propagandas, os chamados 'merchans', irrita qualquer um.Para assistir ao "Top Five", por exemplo,você precisa ver cinco vezes a propaganda da Pepsi.

A audiência continua muito boa para os padrões da Band(por volta dos 5/6 pontos, ficando quase sempre em terceiro lugar) e o "CQC" persiste sendo a melhor opção para se assistir nas emissoras abertas numa segunda-feira, caso não haja interesse no filme da "Tela Quente". Mas é notório que a boa repercussão que o programa tinha foi se dissipando com o tempo.