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segunda-feira, 9 de junho de 2025

O fim do Canal Viva e o início do Globoplay Novelas

 Nesta segunda-feira, dia 9 de junho, o Canal Viva deixou de existir às 20h e passou a se chamar Globoplay Novelas. Criado em 18 de maio de 2010 com o objetivo de resgatar as novelas, séries e os programas antigos da Globo, o canal logo se firmou como um dos mais assistidos da tevê paga. É irônico que seu fim aconteça poucas semanas depois de seu aniversário de 15 anos de existência. E até agora não deu para entender muito bem o real motivo da decisão.


Afinal, qual a razão da Globo colocar o nome de sua plataforma de streaming em um canal a cabo? A emissora vem conseguindo fortalecer cada vez mais o Globoplay, que virou um concorrente de peso da Netflix, Max, Prime Video e tantos outras concorrentes. A explicação oficial é que a partir de agora a programação do antigo Viva será exclusivamente de folhetins, algo que já é feito com o "TNT Novelas". Aliás, o nome parece até uma cópia. 

A alteração elimina da grade todas as reprises dos programas de humor clássicos, como "Escolinha do Professor Raimundo", "Tapas & Beijos", "Viva o Gordo", "TV Pirata", e tantos outros que já foram exibidos no canal, assim como a transmissão das temporadas de "Malhação". É um impacto significativo para o público que acompanha o canal há tantos anos.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Sucesso atemporal, sempre vale a pena rever "A Viagem"

A versão original de "A Viagem" foi exibida entre 1975 e 1976 pela extinta TV Tupi. A novela de Ivani Ribeiro fez muito sucesso, o que motivou a Globo a fazer um remake da produção em 1994, sendo escrito, inclusive, pela mesma Ivani. Mas nem os profissionais mais otimistas da emissora poderiam imaginar que a produção fosse fazer tanto sucesso e muito menos que viraria um clássico. Mas virou e o folhetim novamente obtém ótimos índices de audiência, agora no Canal Viva, que está reprisando a história pela segunda vez (a primeira foi em 2014), cujo tema principal é o espiritismo.


A novela se encaminha para sua reta final e está sendo exibida às 15h. Entrou no lugar de "Chocolate com Pimenta", obra de Walcyr Carrasco que foi um baita sucesso. Embora algumas críticas tenham surgido no início, já que muitos telespectadores queriam rever alguma obra nunca antes reprisada, os índices de audiência do canal pago estão ótimos. E isso explica um pouco o fenômeno que foi o marcante folhetim e ainda comprova que é uma produção que nunca se esgota.

"A Viagem" já foi reprisada duas vezes pelo "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo. A primeira reprise foi ao ar em 1997, substituindo "Mulheres de Areia", e a segunda foi em 2006, no lugar de "Força de um Desejo". E nas duas vezes foi um sucesso.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

"Mulheres Apaixonadas no Viva" matou as saudades do público de um dos maiores sucessos de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise, que chegou ao fim nesta sexta-feira (16/04), repetiu o êxito no Canal Viva e liderou a audiência entre os canais a cabo.


Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Reprises de "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" expõem a evolução da sociedade ao longo dos anos

 No ano de 2020, a televisão brasileira completou 70 anos. E a teledramaturgia tem suma importância. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata apenas de um mero entretenimento ou produtos de qualidade questionável. As novelas brasileiras viraram referência no mundo e um símbolo de produção de alto nível. Mas não é só. As tramas também servem para observar a evolução do comportamento da sociedade e as histórias de Manoel Carlos são as que mais evidenciam isso. Vide as duas reprises atuais: "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo, e "Mulheres Apaixonadas", no Canal Viva. 

Os folhetins são os melhores trabalhos do autor, praticamente empatados com "Por Amor", outro clássico. "Laços" foi exibida no ano 2000 e "Mulheres" em 2003. Há 20 anos e 17 anos, respectivamente. Parece pouco tempo, ainda mais levando em consideração a análise da mudança no comportamento das pessoas. Mas não é. E fica evidente ao longo dos capítulos das duas tramas. Tem sido muito interessante acompanhar as produções ao mesmo tempo, até para observar a semelhança do time escalado. Em um intervalo de três anos, o autor selecionou praticamente o mesmo elenco. 

Começando por "Laços de Família", é impossível não estranhar a forma como era tratado o assédio de Danilo (Alexandre Borges) em Ritinha (Juliana Paes), empregada doméstica que trabalhava na mansão de Alma (Marieta Severo), sua esposa. Tudo era exibido com um tom de "leveza" e "comicidade". Algo impensável hoje em dia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Canal Viva acerta com a maratona de "Chocolate com Pimenta" e "Mulheres Apaixonadas"

 O Canal Viva começou a exibir maratonas de novelas da faixa das 23h aos domingos já há algum tempo. Todo domingo, os capítulos de segunda a sábado eram exibidos em sequência. Uma novidade. Mas a que mais deu certo foi com "O Clone". Já no início de agosto, o canal também fez o mesmo com "Chocolate com Pimenta". Isso porque a reprise da novela de Walcyr Carrasco é um dos maiores êxitos de audiência. E desde o final de agosto que o folhetim vem fazendo uma dobradinha e tanto com "Mulheres Apaixonadas", um dos melhores trabalhos de Manoel Carlos. 

As duas produções são os maiores sucessos atuais do Viva. E uma já entrega uma elevada audiência para a outra à noite. A junção das duas histórias inesquecíveis de Walcyr e Maneco aos domingos tem sido um presente para o público, com o perdão do clichê. De 14h15 às 19h, o telespectador acompanha a saga de Aninha Francisca (Mariana Ximenes) com poucos intervalos comerciais e das 19h às 23h45 é o momento da reprise sobre os dramas familiares de Helena (Christiane Torloni), Heloísa (Giulia Gam), Raquel (Helena Ranaldi) e companhia marcar presença. 

Quem é fã das duas produções não tem motivo para trocar de canal durante um longo tempo. Ainda mais em um domingo, onde a programação da televisão aberta é tão controversa e a dos canais a cabo pouco atrativa.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Reprise de "O Clone" foi uma boa escolha do Canal Viva

Entre 1º de outubro de 2001 e 14 de junho de 2002, a Globo exibiu "O Clone", um de seus maiores sucessos, e ainda conseguiu emplacar em vários países, consolidando seu êxito. A novela de Glória Perez foi um de seus melhores trabalhos da carreira e a autora foi muito feliz na construção desta história tão rica e repleta de personagens atraentes. A produção foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" entre 10 de janeiro e 9 de setembro de 2011, repetindo a boa aceitação que teve na época. E não foi diferente a reexibição no Canal Viva, que chega ao fim nesta sexta-feira (21/08).


Protagonizada por Giovanna Antonelli e Murilo Benício, o folhetim estreou pouco depois do atentado às Torres Gêmeas, tragédia que abalou os Estados Unidos e chocou o mundo. Houve até um certo desconforto inicial, uma vez que parte da trama era ambientada em Marrocos, na cidade de Fez, onde viviam vários muçulmanos. Mas a polêmica não durou muito tempo e os costumes daquele povo caíram no gosto popular, comprovando que o núcleo foi um dos muitos acertos da produção.

A novela abordou vários temas polêmicos e soube explorá-los com competência. Dividida em duas fase, a história começa em 1983, apresentando a vida de Leônidas (Reginaldo Faria), rico empresário, pai de gêmeos idênticos (Lucas e Diogo, vividos por Murilo), que não tem muito tempo para os filhos.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Canal Viva completa dez anos de sucesso

O Canal Viva, pertencente ao grupo Globosat, completa dez anos de existência nesta segunda-feira (18/05). Inaugurado no dia 18 de maio de 2010, o canal a cabo foi criado com o objetivo de reprisar vários programas, novelas, seriados e minisséries que marcaram a história da Rede Globo de Televisão. Inicialmente, apenas produtos muito antigos eram reexibidos, mas com o tempo essa regra acabou quebrada, o que não implicou em algo negativo. E a maior prova é a consolidação da liderança de audiência entre todos os canais de assinatura entre 1º de janeiro e maio de 2020.


O canal é um dos maiores acertos dos últimos anos. O público sempre cobrava da Globo as reprises de programas mais antigos e novelas clássicas que marcaram a história da televisão. O "Vale a Pena Ver de Novo" era um dos poucos recursos que a empresa dispunha para saciar essa saudade dos seus telespectadores, mas nos últimos anos há muitas reprises de novelas recentes e quase nenhuma de tramas mais antigas (com mais de quinze anos no mínimo). "Por Amor" (1997), reprisada ano passado, foi uma exceção. E foi justamente com a criação do Viva que o público tem tido suas vontades atendidas.

"Quatro por Quatro", "Por Amor", "Vamp", "Vale Tudo" e "Roque Santeiro", "Tieta", "Laços de Família" e "Pedra sobre Pedra" foram alguns folhetins icônicos reprisados. Atualmente o canal tem reexibido "O Clone" (2001), "Chocolate com Pimenta" (2003) e "Brega & Chique" (1987), novelas que fizeram muito sucesso e marcaram época.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

"O Cravo e a Rosa" repetiu o sucesso no Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar "O Cravo e a Rosa" no dia 25 de março. Desde então, a novela, que marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo, em 26 de junho de 2000, vem fazendo um imenso sucesso. Registra, inclusive, segundo dados oficiais, a maior audiência da história do canal a cabo, que surgiu em 2010. Nem mesmo as reexibições de "Vale Tudo" e Tieta", até então recordistas na média geral da emissora, conseguiram um feito igual. Isso apenas comprova a força que o autor tem com o público.


E o folhetim é realmente irresistível. Não por acaso está na lista das melhores tramas do Walcyr. A história era baseada na peça "A Megera Domada", de William Shakespeare, e com algumas referências das novelas "A Indomável", de Ivani Ribeiro, e "O Machão", de Sérgio Jockman. Dirigida pelo saudoso Walter Avancini, a trama era uma comédia romântica da melhor qualidade e ambientada em São Paulo, no ano de 1920. Portanto, de época, que sempre foi uma especialidade do autor.

A novela exibiu o tumultuado romance entre Petruchio, um caipira rude e dono de uma fazenda produtora de queijo, e Catarina, filha de um poderoso banqueiro (Nicanor Batista - Luis Melo), que tinha ideias feministas e era extremamente geniosa ----- colocava todos seus pretendentes para correr.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Tudo sobre a coletiva da quinta temporada da nova "Escolinha do Professor Raimundo"

A Globo promoveu, nesta segunda-feira (27/05), uma coletiva para a divulgação da quinta temporada da nova versão da "Escolinha do Professor Raimundo". Durante uma gravação aberta à imprensa, o elenco e a diretora Cininha de Paula falaram sobre os desafios do programa que pelo quinto ano consecutivo retorna ao ar (primeiro pelo Canal Viva e depois pela Globo) com os personagens queridos de sempre e algumas novidades. Fui um dos convidados e conto para vocês tudo o que aconteceu.


Valeu muito a pena ter acompanhado a gravação de um episódio. A imprensa ficou na plateia junto com as tradicionais caravanas que costumam marcar presença nesses formatos e a animação do auditório com os atores contagia. Tanto que vários sobem para abraçar as pessoas e agradecer o carinho. Leandro Hassum, Bruno Mazzeo e Fabiana Karla foram alguns que fizeram questão de retribuir os afagos da plateia.

O entrosamento do elenco também foi evidente, assim como as brincadeiras entre eles. Parecem mesmo alunos de escola se provocando o tempo todo e proferindo várias piadas, muitas delas dignas de adolescentes. O clima, inclusive, lembra bastante o humorístico original, comandado por Chico Anysio, onde as sacanagens dos atores eram vistas em todos os programas.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Canal Viva acerta ao homenagear os 30 anos de "Vale Tudo"

Recentemente, o Viva gerou a indignação dos telespectadores quando retalhou "Bebê a Bordo" por causa da baixa audiência. A maior identidade do canal a cabo era a reprise na íntegra de todas as novelas. A promessa foi quebrada na trama de Carlos Lombardi. Com o claro objetivo de "compensar" essa atitude lamentável, a emissora resolveu reprisar pela segunda vez o fenômeno "Vale Tudo", um dos folhetins mais aclamados da teledramaturgia, em comemoração aos 30 anos da produção.


Não por acaso, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasseres fez um grande sucesso no Viva em 2010, época da primeira reexibição. O intuito é reerguer a audiência e tentar se redimir com o público, prometendo nunca mais cortar a reprise de qualquer folhetim. O telespectador, claro, segue desconfiado, mas a missão de elevar os índices já foi realizada. Desde 18 de junho, dia da estreia, a novela é líder entre os canais a cabo na faixa de 00h30, conseguindo atingir bem mais pessoas, uma vez que a quantidade de assinantes atualmente é muito maior. E o êxito não surpreende em nada.

"Vale Tudo" é uma produção atemporal, infelizmente, e repetirá o sucesso sempre que for reprisada. Poucas novelas conseguem esse feito. A história retrata com maestria a corrupção do Brasil e a hipocrisia da sociedade diante de um mal que parece imortal. A própria música de abertura ---- "Brasil" ---- virou um marco na voz de Gal Costa, embora a versão original de Cazuza também seja lembrada.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Canal Viva desrespeita público ao editar "Bebê a Bordo" e cancelar reprises já anunciadas

O Canal Viva foi criado em 2010 com um único objetivo: presentear o telespectador com reprises de várias novelas, séries e programas da Globo, sem cortes. E a missão estava sendo cumprida com louvor ao longo desses oito anos de existência. Várias atrações e folhetins foram reprisados sem edições, preenchendo a grade do canal a cabo e matando as saudades do público. Porém, parece que agora a regra mudou.


A reprise de "Bebê a Bordo", novela de Carlos Lombardi exibida em 1988, começou a ser editada no dia 30 de abril e, segundo Cristina Padiglione, a razão é a fuga da audiência em virtude de fortes críticas a respeito do conteúdo 'apelativo' do enredo. O canal iniciou a reprise em 15 de janeiro e só agora passou a retalhar a trama. A explicação dada pela jornalista é bastante controversa, pois os números no Ibope nunca foram uma preocupação para canais pagos. Claro que todos querem um bom retorno, mas dificilmente tomam atitudes mais drásticas para elevar os índices, como mudar a programação repentinamente.

E o Viva, questionado pelos telespectadores e parte da imprensa sobre o assunto, se recusava a comentar. A única resposta era a burocrática frase: "A edição de Bebê a Bordo segue critérios de programação do Canal Viva". Obviamente, não satisfez ninguém. Os questionamentos continuaram.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sucesso da reprise de "Tieta" no Viva reforça as qualidades de um clássico da teledramaturgia

Na última segunda-feira (14/08), a estreia de "Tieta" completou 28 anos. O Viva começou a reprisá-la no dia 1º de maio e desde então tem feito a alegria dos telespectadores. A trama de Aguinaldo Silva, escrita com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn ---- dirigida pelo saudoso Paulo Ubiratan ----, era uma das mais pedidas pelo público do canal a cabo. E a prova da longa espera dos noveleiros saudosistas é o resultado da audiência: é o maior sucesso do canal, desde a sua inauguração, em 2010. Mas, basta rever esse delicioso folhetim para constatar os vários motivos desse êxito.


A novela foi um marco da teledramaturgia e um dos maiores sucessos da Globo ---- exibida entre agosto de 1989 e março de 1990 ----, consagrando Aguinaldo Silva como novelista. O enredo foi uma livre adaptação do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, publicado em 1977. Mas, apenas o mote inicial e o perfil dos personagens foram utilizados com fidelidade, pois a liberdade dos autores foi total, transformando o conjunto em um folhetim original, repleto de tiradas cômicas e situações polêmicas, onde a onda do politicamente correto ainda não existia.

O foco principal é um dos maiores clichês da ficção: a vingança. No primeiro capítulo, Tieta, vivida por Cláudia Ohana, é escorraçada de casa pelo pai, o conservador José Esteves (Sebastião Vasconcelos), que não tolera o comportamento 'libertino' da protagonista e ainda é influenciado pelas intrigas da outra filha, a amargurada Perpétua.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

"Pai Herói", "A Gata Comeu" e "Torre de Babel": três ótimas reprises do Canal Viva

O mês de outubro foi marcado por três grandes estreias do Viva. O canal começou a reprisar uma trinca de novelas de imenso sucesso e que marcaram a história da teledramaturgia, após as reprises bem-sucedidas de "Laços de Família", "Mulheres de Areia" e "Meu Bem Meu Mal". "Torre de Babel"  (a polêmica trama de Silvio de Abreu) estreou no dia 10, "Pai Herói" (um dos grandes clássicos da saudosa Janete Clair) no dia 17 e "A Gata Comeu" (um dos inúmeros êxitos da inesquecível Ivani Ribeiro) no dia 24. As três produções têm estilos completamente distintos e as reprises são um presente para o público saudosista.


As histórias, o ritmo, as temáticas, as épocas, enfim, os folhetins se diferem em tudo. Ou seja, tem novela para todos os gostos e é muito interessante observar as narrativas de cada momento da teledramaturgia, além do processo de cada autor, sendo que dois deles precisaram lidar com adversidades em seus trabalhos. Janete e Silvio enfrentaram desafios complicados: ela recebeu a missão de escrever uma novela rapidamente para substituir Lauro César Muniz (que se adoentou e não pôde desenvolver a sua trama prevista para a faixa nobre) e ele precisou mexer em toda a estrutura de sua obra em virtude da rejeição do público. Os dois foram bem-sucedidos na difícil tarefa. E no caso de Ivani não houve complicações, emplacando outro remake de sucesso de sua carreira.

"Pai Herói" (1979) foi dirigida por Walter Avancini, Gonzaga Blota e Roberto Talma, três diretores de extrema competência. A autora --- conhecida como a 'maga' das novelas --- fez o folhetim cair nas graças do público através da saga de André Cajarana (Tony Ramos), homem humilde que sempre admirou o pai e faz questão de investigar as causas da sua morte, além de lutar bravamente para limpar seu nome.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Volta do "TV Mulher" é mais uma ótima iniciativa do Canal Viva

O Canal Viva acertou em cheio quando resolveu trazer de volta, através de especiais, vários programas clássicos da Globo. A sua empreitada melhor sucedida foi a produção dos quatro episódios de "Sai de Baixo", exibidos em 2013, gravados especialmente pelo canal. Depois ainda houve o "Globo de Ouro Palco Viva" ---- que segue sendo exibido em temporadas temáticas ----, além da "Escolinha do Professor Raimundo - nova geração" (2015). Agora, a 'novidade' foi a volta do emblemático "TV Mulher", atração pioneira comandada por Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias na década de 80.


O programa, até hoje lembrado pelo público e pela crítica, ousou ao se dedicar exclusivamente ao sexo feminino, ainda mais em uma época (em pleno regime militar) onde o machismo era quase uma regra na sociedade e os direitos da mulher eram muitas vezes deixados em segundo plano. Marília Gabriela foi a apresentadora mais icônica da atração, que também contou com Irene Ravache, Esther Góes, César Filho, entre outros, no time de apresentadores ao longo dos anos. O formato saiu do ar em 1986 e voltou em 2016, na última terça-feira de maio (31/05), às 22h30, 36 anos depois de sua estreia em 1980.

E foi um ótimo reinício. Marília abriu o 'novo' programa lendo uma carta para Elis Regina, a madrinha da atração, pois foi a primeira entrevistada e voltou várias outras vezes, levando até a filha Maria Rita, que ficou brincando no palco enquanto a mãe conversava com a apresentadora.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Canal Viva relembra a época da Vagabanda e acerta ao reprisar uma das melhores temporadas de "Malhação"

A décima primeira temporada de "Malhação" é até hoje uma das mais lembradas. Isso porque foi a fase de maior sucesso do seriado adolescente, chegando a alcançar 42 pontos de média, índice que hoje em dia nem novela das nove tem conseguido. Exibida entre 19 de janeiro de 2004 e 14 de janeiro de 2005, a trama de Paula Amaral, Ricardo Hoftetter e Izabel de Oliveira, dirigida por Roberto Vaz e Mário Márcio Bandarra, marcou época. Portanto, nada mais acertado do que o Viva reprisá-la ---- o canal a cabo, da Globosat, vem exibindo a história desde outubro de 2015, substituindo a décima temporada (ou seja, seguindo a ordem normal da série).


O enredo central não fica devendo aos bons folhetins. Tem muito drama, música e um toque de humor. A trama gira em torno do romance de Gustavo (Guilherme Berenguer) e Letícia (Juliana Didone), onde o principal empecilho da relação é justamente uma situação complicada: o rapaz se envolveu em uma brincadeira perigosa, que resultou no grave acidente de Fabrício (Pedro Necerssian), menino que entra em coma após uma queda provocada pelo empurrão de Catraca (João Velho). A questão é que o irmão de Letícia (Cadu - Bruno Ferrari) também estava no grupo e só ele foi para a cadeia, justamente por ser o mais pobre. Gustavo escapa da prisão graças ao pai, um influente advogado (Marcelo - Eduardo Lago), e tem a pena revertida em serviços comunitários.

O casal ainda precisa lidar com as armações de Catraca e Natasha (Marjorie Estiano), integrantes da banda de Gustavo: a inesquecível Vagabanda. Aliás, essa foi a primeira temporada de "Malhação" que contou com uma banda e deu tão certo que acabou virando rotina as próximas fases também contarem com grupos musicais. No entanto, nenhum outro chegou perto do sucesso e repercussão do trio.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Reprise de "Laços de Família" foi uma escolha muito feliz do Canal Viva

O Canal Viva começou a reprisar no último dia 15, às 23h45, "Laços de Família". A novela foi um dos maiores sucessos do horário nobre da Globo e uma das tramas mais impecáveis de Manoel Carlos. O autor estava inspiradíssimo nesta obra e a quantidade de cenas que marcaram impressiona. Se havia alguma dúvida a respeito da qualidade da novela --- em virtude do clima de saudosismo que muitas vezes mascara os defeitos ----, a mesma foi dissipada logo durante a primeira semana de reexibição.


Exibida originalmente entre junho de 2000 e fevereiro de 2001, o folhetim honrou todas as características das histórias de Maneco, com direito a muitos dramas familiares, passeios no Leblon e embates com intensa carga emocional. A produção chegou a ser reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2005, obtendo uma ótima repercussão, comprovando que novela boa é atemporal. E agora, sendo transmitido pelo Viva, o enredo envolvendo um triângulo amoroso protagonizado por mãe e filha, cercado de situações paralelas tão atraentes quanto, vem provocando mais uma vez um bom retorno do público.

Desde que (re)estreou, a novela vem obtendo uma excelente audiência e o seu primeiro capítulo levou o Viva a liderar o ranking dos canais por assinatura entre o público feminino adulto, segundo a jornalista Patrícia Kogut. A trama ---- que já tem 16 anos, embora não pareça ---- teve o melhor Ibope dos folhetins exibidos na faixa do canal pago e faz por merecer todo esse feito.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Canal Viva acerta com a reprise de "Cambalacho", uma das marcantes novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 10 de março e 3 de outubro de 1986, "Cambalacho" foi uma das novelas das sete mais marcantes da Globo. Sucesso de Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama marcou época, mesclou a comédia rasgada e o drama com maestria e ainda apresentou uma legião de personagens cativantes. Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1991, o folhetim começou a ser reexibido pelo Canal Viva em agosto de 2015.


A história é protagonizada por dois trambiqueiros natos: Leonarda Furtado, a Naná (Fernanda Montenegro), e Jerônimo Machado, o Gegê (saudoso Gianfrancesco Guarnieri). Os dois sobrevivem dos cambalachos (expressão que se popularizou na época) que fazem e ela ainda custeia os estudos da filha (Daniela - Cristina Pereira) no exterior. Naná, inclusive, recolhe crianças das ruas para aliviar sua culpa pelos trambiques. Já o seu comparsa é mais 'prático' e bem menos sentimental.

Apesar dos golpes que praticam, os protagonistas são pessoas bacanas e de bom coração. Fernanda e Gianfrancesco formaram uma dupla maravilhosa na trama e esbanjaram sintonia. Os perfis eram uma espécie de mocinhos às avessas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Canal Viva acerta com a nova "Escolinha do Professor Raimundo" e prova que o humor do programa é atemporal

Para homenagear os 25 anos da estreia de um dos mais populares e queridos programas humorísticos do país, o Viva fez uma espécie de 'remake' da "Escolinha do Professor Raimundo", que estreou nesta segunda-feira (23/11). O canal a cabo já havia feito um projeto semelhante em 2013 com a produção de quatro episódios inéditos do clássico "Sai de Baixo", fazendo um imenso sucesso. Outra experiência, essa sem tanto êxito assim, foi o "Globo de Ouro Palco Viva" em 2014 ---- neste ano de 2015, aliás, foi exibida uma edição temática de Axé. E, do que foi visto da "nova Escolinha", pode-se constatar que a ideia funcionou perfeitamente.


O programa original surgiu no rádio em 1950 e depois foi para as TVs Rio, Excelsior e Tupi. Sua estreia na Globo foi em 1990, ficando no ar até 1995, e voltando em 1999 como quadro do antigo "Zorra Total". A atração de sucesso começou a ser reprisada pelo Canal Viva em 2010, assim que o mesmo foi inaugurado, e as reprises diárias estão há cinco anos obtendo um bom retorno da audiência. Assim como era com a "Escolinha do Professor Raimundo" na década de 90, o remake é dirigido por Cininha de Paula e, agora, o principal personagem, que serve de escada para todos os demais, é interpretado pelo filho do humorista: Bruno Mazzeo.

E a escolha do novo elenco foi muito acertada. Além das caracterizações terem ficado perfeitas, a escolha dos nomes combinou perfeitamente com os intérpretes originais ---- muitos deles, infelizmente, já falecidos. Mateus Solano vive o Zé Bonitinho (do saudoso Jorge Loredo - morto em março de 2015); Maria Clara Gueiros interpreta a Dona Cândida (da ótima Stella Freitas);

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

"Pedra sobre Pedra": um sucesso que merecia ser reprisado pelo Canal Viva

No dia 26 de janeiro, o Canal Viva começou a reprisar "Pedra sobre Pedra", grande sucesso de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. A novela foi exibida originalmente em 1992, na Globo, e foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1995. A história tinha uma trama central clássica, ao mesmo tempo que utilizava o realismo fantástico, tão presente nas obras de Aguinaldo.


Os Pontes e os Batista eram famílias rivais que travavam uma disputa política em Resplendor, cidade fictícia localizada no sertão nordestino. Na primeira fase, Murilo Pontes (Nelson Baskerville) estava prestes a se casar com Pilar Farias (Cláudia Scher), mas não contava que o amor de sua vida fosse dizer não em pleno altar. Tudo porque a mulher desconfiou que ele tinha engravidado a sua melhor amiga (Eliane - Luciana Braga). Para se vingar, Pilar se casa com Jerônimo Batista (Felipe Camargo), inimigo de Murilo, que sempre foi apaixonado por ela. E por ironia do destino, Eliane morre no parto e a protagonista acaba assumindo a criação da menina.

A segunda fase começa 25 anos depois, com Murilo (Lima Duarte) voltando a Resplendor e se reencontrando com Pilar (Renata Sorrah). O amor mal resolvido do passado ainda mexe com os dois que se enfrentam ao constatar que ambos têm um objetivo em comum: colocar o herdeiro na cadeira da prefeitura.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Apesar dos erros pontuais, Canal Viva acerta com a volta do "Globo de Ouro"

O "Globo de Ouro" foi ao ar pela primeira vez em dezembro de 1972. O programa tinha o objetivo de trazer para a televisão bandas e cantores que dominavam as paradas de sucesso e contou com vários apresentadores. A atração acabou dando muito certo e, entre mudanças no horário de exibição e algumas pequenas pausas, o formato permaneceu no ar até dezembro de 1990 ---- totalizando 18 anos de exibição. Para matar a saudade do telespectador saudoso, o Canal Viva resolveu fazer uma reedição deste produto, que começou a ir ao ar nesta segunda (17/11).


Chamado de "Globo de Ouro Palco Viva", a atração estreou no dia 17 de novembro e ficará no ar até o dia 28 do mesmo mês. São dez programas que mesclam clássicos da época com músicas atuais, cantados por cantores que fizeram parte da história do programa, como Kátia Cega e Sidney Magal, e também por profissionais do atual mercado musical, como Anitta e Preta Gil, por exemplo.

As edições foram gravadas no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e a nova versão foi gravada em onze dias. A plateia tinha capacidade para 150 pessoas e o palco foi decorado com 40 bolas de acrílico (de gosto duvidoso, diga-se), penduradas por fios de nailon.