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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos

Para o alívio da Globo e de muitos atores envolvidos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (18/07), "Em Família". A última novela de Manoel Carlos, lamentavelmente, não fez jus ao seu respeitado currículo, foi repleta de problemas, não conquistou o público, não repercutiu, e terminou sendo o pior Ibope da história do horário nobre da emissora (tendo uma média ainda pior do que o fracasso "Salve Jorge"). Sem dúvida, um trabalho para ser esquecido, mas que acaba ficando marcado como o pior folhetim de Maneco.


A história, que teve três fases, começou num ritmo muito arrastado, desanimando quem assistia. O equívoco da parceria Maneco/Jayme Monjardim voltou a ficar evidente. Mas a segunda fase ---- com o surto de Laerte, que enterrou Virgílio vivo, provocando uma virada na trama ---- apresentou bons conflitos, fortes cenas e despertou interesse em relação aos futuros acontecimentos que a novela apresentaria na terceira fase. Entretanto, assim que a terceira parte foi iniciada, vários problemas foram ficando bem claros. 

Além do ritmo ter voltado a ficar muito arrastado, a questão das idades dos personagens ficou inverossímil. Vanessa Gerbelli (Juliana) foi escalada para viver a tia de Júlia Lemmertz (Helena), que por sua vez era filha de Natália do Vale. Já Thiago Mendonça foi escolhido para viver Felipe, o irmão de Clara, um rapaz mais velho que Giovanna Antonelli, e Ana Beatriz Nogueira foi colocada como mãe de Gabriel Braga Nunes.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cadu e Verônica: um bonito par de "Em Família"

"Em Família", além dos problemas já amplamente abordados, não tem muitos casais interessantes. Poucos são os pares que despertam algum tipo de interesse. Ao longo dos meses, foi difícil torcer por algum. Mas atualmente, há três bons pares: Helena (Júlia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins), que sempre formaram um par, mas só recentemente começaram a demonstrar boa sintonia; Bárbara (Polliana Aleixo) e André (Bruno Gissoni), que fazem um bonito casal, embora o interesse do rapaz por Luiza (Bruna Marquezine) arraste demais a relação; e Verônica (Helena Ranaldi) e Cadu (Reynaldo Gianecchini), que começaram a se envolver. E dos três casais, o último é que o tem sido mais interessante de se acompanhar.


Após muita enrolação em cima da eterna dúvida de Clara (Giovanna Antonelli) ---- sobre com quem deveria ficar, com o marido ou Marina (Tainá Muller) ----, Cadu resolveu dar um basta naquela situação e pediu o divórcio. Manoel Carlos demorou muito para desenvolver este equivocado triângulo, o que acabou prejudicando todos os personagens envolvidos. Mas apesar de mais este erro do autor ---- que inclui ainda a cura súbita de Cadu após um transplante ----, o personagem de Gianecchini, antes tarde do que nunca, passou a ter uma vida própria, podendo se desvencilhar do casal lésbico, e começando a ser alvo da disputa de várias mulheres, sendo Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica as 'principais' interessadas.

Embora haja química entre o ex de Clara e sua médica, é com Verônica que as cenas ficam bonitas e com uma boa dose de romantismo. Os personagens estão cada vez mais próximos e desde que Cadu foi morar com sua amiga, há um clima no ar. O par é tratado como se ambos fossem adolescentes tímidos e inexperientes,

terça-feira, 10 de junho de 2014

O amadurecimento profissional de Reynaldo Gianecchini

Sua estreia na teledramaturgia foi bastante turbulenta. Sem experiência alguma na televisão, Reynaldo Gianecchini começou simplesmente em uma novela de Manoel Carlos, no horário nobre da Rede Globo. "Laços de Família" (2000) foi o primeiro trabalho do ator, que já havia feito uma peça teatral ("Cacilda", dirigida por José Celso Martinez). E o seu começo na tevê foi repleto de críticas da imprensa especializada.


Inexperiente, Gianecchini ganhou o médico Edu, um dos personagens centrais da excelente novela de Maneco, que era alvo da disputa entre mãe (Helena - Vera Fisher) e filha (Camila - Carolina Dieckmann). Apesar de ter sido muito criticado na época, o ator não foi tão mal como muitos disseram. Sua parceria com Marieta Severo (Tia Alma) era boa e as cenas fortes que protagonizou da metade para o final da novela, ao lado de Carolina (cuja personagem enfrentava um grave câncer), eram bem defendidas. Mas obviamente que a falta de maturidade profissional fazia diferença e era nítida.

Em 2001, logo no ano seguinte, o ator entrou em "As Filhas da Mãe", novela das sete fracassada de Silvio de Abreu. E nesta produção, o ator não sei saiu nada bem. Seu papel era de um homem que se descobria apaixonado pelo seu colega de trabalho, que na verdade era uma mulher disfarçada (Cláudia Jimenez).

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Em Família": uma novela sem rumo

Assim como é aceitável que uma obra não mude sua essência e prejudique seu enredo para satisfazer o telespectador, também é perfeitamente compreensível que uma novela sofra modificações em prol da aceitação do público, e consequentemente do aumento dos índices de audiência. Várias tramas já sofreram deste problema e algumas conseguiram acertar com as mudanças, enquanto que outras só se prejudicaram ainda mais. O segundo caso, por exemplo, pode ser aplicado ao atual folhetim das nove da Globo: "Em Família" está sem rumo.


A última novela de Manoel Carlos vem sofrendo constantes modificações desde a sua estreia, incluindo a intervenção da Globo na aceleração da história, que implicou no encurtamento da segunda fase da trama. Tudo para tentar salvar o folhetim dos péssimos índices de audiência e da baixa repercussão. Entretanto, nada tem surtido efeito e as alterações acabaram deixando a história aparentemente sem direção e muitos personagens perdidos.

O foco principal de "Em Família" passou a ser o romance entre Luiza (Bruna Marquezine, ótima) e Laerte (Gabriel Braga Nunes, apático e inexpressivo), já previsto na sinopse. Entretanto, Maneco parece não saber o que Laerte é. Ele não é mocinho, nem vilão e nem um tipo dúbio, é apenas um sujeito obsessivo e egoísta. Parece psicótico.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Clara, Cadu e Marina de "Em Família": um triângulo amoroso bastante equivocado

Manoel Carlos vem enfrentando uma sucessão de problemas com sua última novela. Audiência baixa, repercussão nula, atraso na entrega dos capítulos e nas gravações, história que não consegue prender o telespectador, enfim, são muitos os percalços. E além de todas estas questões nada simples de serem resolvidas, o autor ainda se equivocou no desenvolvimento de um dos núcleos que mais prometiam: o triângulo amoroso abordando heterossexualidade e homossexualidade.


A história protagonizada por Clara (Giovanna Antonelli), Cadu (Reynaldo Gianecchini) e Marina (Tainá Muller) despertou interesse antes mesmo da novela estrear. Tanto que a própria escalação foi motivo para comentários e expectativas. O papel da Marina foi escrito para Alinne Moraes, mas a linda e talentosa atriz engravidou e precisou recusar o convite. A ótima Andreia Horta chegou a ser cogitada como substituta, mas a personagem acabou nas mãos de Tainá, que também foi uma escolha acertada.

Os três atores estão ótimos, mas o enredo envolvendo os personagens deixa muito a desejar, assim como seu desdobramento. Primeiramente se equivocaram com Clara. A personagem começou a terceira fase infantilizada demais e parecia uma boboca. Giovanna não estava à vontade no papel e isso transparecia para o público.